6.4.08

Teste

Nossa heroína predileta nos delicia, hoje, com mais uma de suas fantásticas aventuras surreais. A moça, toda ocupada, havia se programado para rumar à agência bancária mais próxima sacar um depósito misterioso que havia sido feito em sua conta. Toda dispostinha, escovou as madeixas mega-alisadas e negras como a asa do urubu, emplastrou a boquinha atrevida de gloss, caprichou na carga do desô, que o dia estava quente, pôs a bolsa a tiracolo e suspirou: vou-me embora para Pasárgada. Ledo engano. Qual não foi sua surpresa ao girar a chave na fechadura e ouvir um "click" sinistro? Sim, Charlottinha, a endiabrada morenaça, estava trancada em sua própria residência.

Pânico na zona universitária.

Tentando se controlar, a detenta pensou: "Vou ligar para o gordo (que vem a ser o síndico), só ele poderá me salvar". Descobriu que o gordo estava próximo, na refinaria de cocaína que funciona atrás da antiga boate Chama. "Tô indo aí", o gordo gritou. Vinte minutos depois, o gordo, arfando e suando em bicas, chega à porta de nossa trancafiada personagem. Girou de lá, mexeu daqui e nada. "Vou buscar um chaveiro", disse o rotundo síndico, deixando a paulistana-mais-sharkcitiana-ever em pânico, afinal, o chaveiro mais próximo ficava a 10 quilômetros de seu edifício. Demorou, mas ele retornou. "Tu pensas que porque eu sou gordo, eu sou lerdo, né? Mas tás enganada", disse o síndico, como se lesse os pensamentos da brunette.

Finalmente, a porta foi aberta, após mais de uma hora e R$ 20 a menos em sua polpuda conta bancária. Seu dia, no entanto, ainda traria muitas surpresas (e das menos agradáveis) até a fatídica hora de dormir.

 

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A moça, já descabelada, sem sinal do gloss nos beiços e com o desô próximo do vencimento (tamanho o suadô para se ver livre de suas quatro paredinhas), chega finalmente à agência bancária (de onde, como disse anteriormente, sacaria uma graninha para despesas básicas). Na fila (quilométrica, por sinal), é atendida por uma das simpáticas mocinhas do "Can I Help You?", sempre tão prestimosas. A esperta atendente disse que resolveria a questão de Charlotte em poucos minutos, pediu sua identidade (datada de 1846, uma relíquia preciosa), assim como a de outra menina que solicitava o mesmo serviço bancário.

"Ah, cara, aí a moça virava pra mim e dizia: tudo bom, Cláudia? Já vamos resolver isso, Cláudia. Espere só mais um minutinho, CLÁUDIA. Deixei quieto. Sim, porque se fosse corrigir ia acabar xoxando a guria", confessou. Quando chegou sua vez de sacar sua verbinha, a surpresa. A carteira de identidade que lhe foi entregue pertencia, esta sim, a uma tal de CLÁUDIA, que por sua vez, já havia resolvido seus problemas e picado a mula. Com a identidade-relíquia de Charlotte em mãos.

Pânico no Centro de Shark.

Por um acaso do destino, a menina do RG trocado volta, meia hora depois, e o caso é resolvido. Mas as pendências bancárias de Charla, ainda não. Aí a mulher se dirige ao mocinho (biba, disse ela) do caixa e pede uma senha. É prontamente atendida e ficou faceira. "Ôpa, agora o negócio vai". Quando enxergou o "placar" que indica a senha a ser atendida, caiu pra trás: o 51 acabava de se dirigir ao caixa. Mas meia hora de espera sem sentido depois, e ela se dirige novamente ao caixinha (bibíssima, segundo ela): "Ô, moço, porque tá todo mundo sendo atendido e o meu número não chega nunca?". Surpresa na CEF. "Ah, SENHORA, me desculpe. Eu me confundi e acabei lhe entregando uma senha pra atendimento da TERCEIRA IDADE".

...

Pensei que o guri seria trucidado logo em seguida, mas nossa lady predileta, ora, vejam só, se conteve. "Suspirei bem fundo. Contei até dez. Nisso olho pro lado e vejo uma criatura que se diz da press sharkcitiana, conhecido por Flee, me acenando. Mirei em uma PEREBA-MÃE em seu lábio superior, DST das bravas, e vi que tem gente em pior situação do que eu. Peguei outra senha e, após mais alguns minutos de agonia, fui finalmente atendida".

Fim da peregrinação macabra de Charlotte. Por hoje.

Um comentário:

Regina disse...

Cruzes, CLÁUDIA!, que tás com a macaca!
Comecei a segunda rindo, obrigadinha!
Acabo de chegar do banco, sem um puto na bolsa - fila imensa nos caixas eletrônicos já tão cedo... Desisti: sem grana, a gente não gasta, hehehe...Volto outra hora!(lá e cá!)
E vê se vai ao "surrasquim" na quarta!
beijo