2.8.07

Mas éééé carnaval...

"Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal,
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer..."
Ela bailava pela avenida, acompanhando o bloco, até porque atrás do trio-elétrico só não vai quem já morreu. Feliz, braços pra cima, sorriso de orelha a orelha, paradinhas básicas só para comprar aquela cervejinha gelada com os ambulantes e para tirar fotos com os personagens fantasiados de maneira criativa, de super-heróis a Fiona Shrek. Eis que ele surge, no meio da multidão. Camiseta molhada, brilho apaixonado nos olhos: "Carol!". O abraço apertado foi se estreitando até se transformar em beijo caloroso, mãos percorrendo o corpo todo, de cima a baixo. Línguas flamejantes. A barba dele roçava com força sua cútis branquíssima. Fogo e paixão.
Foi quando nossa heroína da vez (não disse que postaria, Carol?) percebeu que a vida - e a festa - continuavam, e que, em pleno Carnaval, no coração da República Juliana, no miolo do Bloco da Pracinha, não valia a pena, DEFINITIVAMENTE, se comprometer, se homens brotavam do chão e caíam dos céus a todo instante. Dispensou o barbudinho querido, gentilmente.
Muito axé na veia e funk requebrando até o chão, e eis que, apaixonado, barbudinho volta, desta vez já restabelecido, de camiseta nova. Mais carícias e abraços calientes, apertõezinhos e bulinações, tapas e beijos, esfregações e chupões no pescoço. Mais uma vez, Carol interrompe o frenesi erótico para dispensar barbudinho. Quando o fazia, no entanto, seus belos olhos castanhos se fixam em outra pessoa, bem atrás de seu affair. Era o barbudinho, ainda de camisa molhada e olhar entristecido. E como assim, Bial?
Carol, nossa heroína, havia acabado de se refestelar nos braços do CUNHADO. Barbudinho era gêmeo, resolveu procurar sua musa mais uma vez, mas foi passado para trás pelo próprio irmão, ó, crueldade. Ela nega a história até a morte. Mas há testemunhas.

3 comentários:

Luciano disse...

Ei! Sim, voltei : ) Pretendo escrever pelo menos uma vez por semana. Tenho vários assuntos passados na pauta já, na fila, mas falta tempo. Quanto ao He-man, não lembro se me dava conta de que ele era moreno "jambo" e o principe ViAdão era branquela. Ah, saquei, era pra ninguém perceber que eles eram a mesma pessoa...

Matheus disse...

Ainda bem que não identifiquei ninguém nessa promiscuidade toda. Sigo puro.

PÔ, lembrei disso:

:D

Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu
Autores: Femando de Lima, David Corrêa, Carlos Sena e Paulinho de Carvalho
Puxador: Jamelão

Bahia é luz
De poeta ao luar
Misticismo de um povo
Salve todos orixás
Quem me mandou
Estrelas de lá
Foi São Salvador
Pra noite brilhar
Mangueira!
Jogando flores pelo mar
Se encantou com a musa
Que a Bahia dá

Obá, berimbau. Ganzá!
Capoeira joga um verso pra iaiá

Caetano e Gil
Com a Tropicália no olhar
Doces bárbaros ensinando
A brisa a bailar
A meiguice de uma voz
Uma canção
No teatro Opinião
Bethânia Explode Coração
Domingo no parque, amor
Alegria, alegria. Eu vou
A flor na festa do interior
Seu nome é Gal
Aplausos ao cancioneiro
É carnaval, é Rio de Janeiro

Me leva que eu vou
Sonho meu
Atrás da verde-e-rosa
Só não vai quem já morreu

Cíntia T. disse...

Lucky, adorei o novo visual.
E Teteu, agora sou eu quem precisa de um glossário...