11.7.07

Casos de casórios

Casamentos são festas ótimas. Eu, particularmente, não perco por nada neste mundo o rega-bofe e o arrasta-pé oferecidos pelo casal de pombinhos que opta pela tradicional subida ao altar. Porque não basta vestir-se de branco, abraçar um ramalhete de rosas vermelhas e agarrar-se ao braço do pai, lágrimas contidas. Para casar é preciso, sim, haver rompantes, chiliques, bafões, exageros, gafes, imperfeições, bebedeiras e arranca-rabinhos. Porque casamentos são festas ótimas, e o são por serem eventos dos mais bregas possíveis. E o brega é luxo, minha gente, porque rende notinhas para este bloguinho cor-de-rosa e maledicente.
Portanto, vamos às três últimas e badaladas cerimônias casadoiras ocorridas na refinada região de Shark city.
1º Enlace matrimonial de matrona descendente de alemães podres de ricos com novo-rico jogador de time de certa modalidade esportiva (a qual não revelarei, para dificultar reconhecimento): a festa corria perfeita. Champagne gelado, buffet de primeira, decoração exótica (praticamente uma floresta negra dentro da igrejinha, com samambaias gigantes tocando o teto), gente fina, elegante e sincera. O que "se destacou" em toda a finesse (além da decoração extra-over), foi o estilo "despudorado" da noivinha pura e virginal. Mania absurda deste povo achar que pode ser sexy TAMBÉM na cerimônia do PRÓPRIO casamento! Poupem-me, moças! Qual a exata serventia de decotes vertiginosos com siliconão despontando na cara do padre? E das malditas e assustadoras "saias curtas"? Sim, estilo Scheyllah Caralho, coxões de fora, muito bronzeados, quase uma banhista à beira do mar? E maquiagem mega-ultra carregada? E rendas, muitas rendas, metros e metros de rendas, um vestido inteirinho de renda, semi-transparente, praticamente uma lingerie? Ou a moça se confundiu e vestiu o baby-doll da lua-de-mel?

2º Herdeira de empresários emergentes com um... "colombiano" (ou seja, traficante, de acordo com T. boy. Exportador de produtos nativos, melhor dizendo): Lugar chique, gente chique, high society, o verdadeiro créme de la créme de Shark e cercanias, festança das boas, uísque 12 anos jogado na cara, petiscos comestíveis nunca vistos dantes, luxo e alegoria. Literalmente. No meio da animada festa, com muita música e dança, entram algumas... passistas de escola de samba! Madrinhas de bateria, mulatas sargentelli, boazudas emperequetadas com penachos gigantes na cabeça e biquininho bordado de lantejoulas. Sim! A atração foi devidamente "contratada" para animar os "estrangeiros" presentes no recinto, mostrando um pouco de nossa bela, riquíssima e tão variada cultura brasileira. Buááááá!!!!!

3º Cerimônia realizada de acordo com os padrões militares: homens fardados, agaloados e armados. Moças tremelicando os lábios de puro prazer e frenesi sexual (que homem de farda é foda...): a festa correu normalmente, dentro dos conformes (bregas). Cidra no sapato, gravata vendida em lotes, strogonoffe, batata palha, frango, peixe e carne. Eis que chega o tão esperado momento do arremesso do buquê. A noiva se posiciona, as desesperadas aguardam, ansiosas, com as mãozinhas postas. O lance. Os olhares aflitos. A queda das flores. A solteira mais afoita atira-se no ar, agarra o ramalhete mas... seu belo tomara-que-caia azul turquesa não resiste a tanto empurra-empurra. Enquanto a moça planava com seu objeto de cobiça, o tomara-que-caia a esperava, lá embaixo. De peito aberto, a desnuda não se deu por vencida. Cobriu suas vergonhas com o tão desejado amuleto casamenteiro. E haja santo antônio.

2 comentários:

Keila disse...

Ah que na minha terra nao tem desses casamentos animados nao...
Tenho que ir pra shark city...
E vc qdo vem pra Holand?
Bjks

Marina disse...

só para dizer q andei lendo e vc realmente sabe ser hlária nos comentários...saudades da readção nessas horas!
Bom fim de semana!
Bj