9.7.07

O cúmulo da intimidade (ou No banheiro)

A fofa Tais S., que anda deveras inspirada, nos últimos dias, postou textinho cômico sobre os inconvenientes oriundos do excesso de intimidade, no relacionamento amoroso. Se nos primeiros meses de namorico as moçoilas coram até às raízes dos cabelos ao deixarem escapar um soluço mal-pregado (daqueles tipo arroto mini-vômito); se o galanteador de plantão perde o rebolado ao liberar sem aviso prévio uma pequena lufada de gases intestinais (como se o aviso mudasse alguma coisa), tudo muda (horrivelmente) de figura após a conquista definitiva, o estabelecimento de fato e de direito de um relacionamento dito "sério".
Quando o casal já juntou as escovinhas de dente (mesmo que apenas nos fins de semana), quando a gata já não encuca tanto assim com a depilação das pernas e o moço desfila pra cima e pra baixo com aquela samba-canção meio puída, é sinal de que a intimidade entre os dois ultrapassou o nível máximo e aproxima-se de uma "zona de perigo". Ou seja: quando o gatão malhado e de corpo dourado começa a relaxar na própria forma, a comer em demasia e a peidar sem cerimônia durante a exibição daquele filme no Supercine, chegou o momento de reavaliar seus sentimentos. Sim, porque é aí que você vai descobrir se, de fato, ama esta criatura que se revelou um porquinho de primeira linha ou se de repente vai achar melhor fazer a fila andar.
Taisinha girl contou-nos, ao pé do ouvido (e que ninguém nos ouça), que o moço que lhe dá manutenção adquiriu o curioso hábito de conduzi-la ao banheiro quando este necessita... (ai, como é difícil achar eufemismos decentes para esta situação) necessita... digamos que fazer cocô (não achei nada mais adequado, sorry). Ela explicou que seu príncipe sente-se extremamente bem ao regurgitar seu bolo fecal pela boca de baixo (meu pai, que baixaria...) quando ao lado da musa inspiradora. A moça apelidou-se, até, de Bioactiva (ahhahaahaha, ela me mata!).

A historinha trouxe à tona uma outra odisséia semelhante, esta protagonizada pela amada Jane F. Diz Janete que há longos e longos anos, na ocasião de um namoro que durou cerca de três anos (seu primeiro relacionamento "sério"), algo semelhante ocorria entre ela e seu então bem-querer (vamos chamá-lo de Picoco). Picoco amava Janete de paixão, e era arduamente correspondido. Um destes loucos e imaturos e deliciosos amores juvenis, com curtíssimo prazo de validade e que deixam lembranças para todo o sempre. Pois bem, uma destas lembranças era o saudável hábito adquirido pelos dois pombinhos de realizar as atividades in-bathroom juntinhos: enquanto um tomava uma ducha revigorante, o outro responsabilizava-se por esvaziar sua sarada barriguinha, sentadinho no vaso. Cagavam, sim, um de frente para o outro, enquanto conversavam e teciam planos para o futuro.
Belo dia Janete, que perambulava pela casa de Picoco enquanto este trabalhava, encontrou uma cartinha suspeita em seus pertences: era uma piranha que insistia em seduzi-lo. Pois bem: sentindo os movimentos peristálticos de seu intestino, que funcionava como um bom suíço, Janete F. não teve dúvidas - decidiu enviar a correspondência para seu devido destino. Picou a carta em pedacinhos, atirou-os no bacio, defecou bonito sobre tudo isto, deu a descarga. Não bastasse, ao chegar o namorado, sapecou-lhe suaves bofetadinhas em seu rosto angelical e relatou toda a aventura, orgulhosa e vingada.

Um comentário:

John disse...

Só vc mesmo para me fazer rir...
Saudades de vc!
Bjs!