2.3.11

Como ser pobre (e feliz) em Paris

Ai, gents, voltei da minha venturosa peregrinação a Paris e Londres ontem e só agora me dignei a postar algo a respeito. Não é fácil: quando você dispõe de poucos dias para conhecer tudo aquilo, não é de bom tom ficar na frente de um computador quando o mundo revoluciona lá fora, há muito o que fazer e as horas de folga são direcionadas ao sono dos justos. Porque se anda muitíssimo, ainda que com a providencial ajuda dos metrôs. E só não emagreci uma grama porque também se come como reis e clérigos.
Dizer que foi sensacional, um "sonho realizado", a coisa mais maravilhosa ever e afins é pecar pelo clichesismo e pelo lugar-comum. As duas cidades são maravilhosas (ainda mais para quem tem o bolso recheado daquele rico dinheirinho europeu, claro).
A temperatura variou entre os quatro e os oito graus, dilícia que me fez parar para pensar sobre minhas aquisições em matéria de casacos. Eu não sabia, mas meus lindos trenchcoats não SERVEM para o inverninho das zoropa, nem mesmo para o fim do inverno. Tem que ser lã, senão é foda e você vai peregrinar de um lado a outro encolhidinha feito uma ostra, batendo o queixo. Tênis são excelentes opções para o city tour, ainda que não tão glamourosos quanto as botinhas que TODAS as francesas ostentam em seus delicados pezinhos (claro, elas não estão ali para percorrer a cidade de ponta a ponta).
Falo mais sobre Paris porque foi onde permaneci por mais tempo (cinco dias muito intensos). Neste período, pude comprovar e refutar algumas das teorias mais repetidas pelo senso comum sobre a Cidade Luz.
Primeiro: Capital da Moda, néam? Fato. TODOS os franceses são lindíssimos, homens e mulheres. Magros, elegantes, bem vestidos e perfumados (não cafunguei no sovaco de ninguém pra saber se tomam banho ou não, mas todos deixam aquele maravilhoso rastro de perfume bão quando passam). Juro que não vi um nativo gordo - nem mesmo gordinho - por lá.
As mulheres andam super maquiadas (sem exageros, no entanto), algumas usam salto, mas a maioria opta por calçados baixos e confortáveis (mas não aquelas sapatilhas de velhinhas, claro). Os homens - pelo amor de Deus, pausa para respirar - parecem terem saído de um anúncio da Dolce & Gabbana. Uma coisa assim:

Sério.
Claro, crianças, velhinhos e até os cachorros também são finos e bem-vestidos.
E segundo: franceses são antipáticos e maltratam os turistas: MENTIRA. Ai, gente, esta foi a maior maldade já dita sobre este povo. Podem não gostar de água e assoar o nariz com força no metrô, na frente de todo mundo, sem pudores. Mas te tratam muito bem, são educados, gentis e atenciosos e, o mais legal, franceses (e europeus em geral) AMAM brasileiros. É dizer que é brésilien pra um sorrisão abrir no rosto de seu interlocutor. Dá até um orgulhinho.
Tem mais: todo mundo fala inglês (e outros idiomas também, de vez em quando). Comunicação, de fato, não é nenhum problema. Vá sem medo.
Agora, se a grana é curta... don't worry! Vá aos museus, passei pelas ruas, arrisque-se pela Champs-Élysées e pela galeria Lafayette sem medo, reserve seus trocados para comer e beber bem (o que é muito fácil, com bistrôs fabulosos a cada cinco metros). De quebra, dê uma passadinha naquela farmácia da esquina do hotel e surpreenda-se: produtinhos da La Roche Posay, da Avéne e da Vichy, entre outras marcas locais, a preços convidativos (mas não baratos. Nada é barato de fato, lá). Fiz o sacolão básico. Além do que, sempre tem uma H&M a cada esquina, além de Montmartre, reduto da boemia francesa onde rola toda uma vibe 25 de Março em forma de bibelôs, lencinhos e posteres incríveis.
Seja feliz, o que é bastante fácil mesmo sem a carteirinha recheada. Agora é economizar pra voltar o quanto antes!



Eu com meus partners de viagem, Regininha e Dieguito (por trás das lentes, namorado).

5 comentários:

Bruna M. Silva disse...

Nossa, só imagino o frio, eu lá poderia morrer, quase nada de tecido adiposo para proteger! teria que ter milhares de casacos! hahaha

Adoreeei! Bom saber que dá para ir sem pensar em gastar muuuiiiito.

Beeijooos

Cíntia Teixeira disse...

Guria, tu irias abalar o Trocadero em chamas. Claro, magrinhas podem agregar volume sem se preocupar! Daqui a pouco posto sobre as roupitchas. Um sonho de elegância. Sem comer até o inverno em 3, 2, 1...

Kellen Baesso disse...

Olha a chiqueza da pessoa!
Espero que nessa 25 de março parisiense tenha rolado um bibelôzinho para moi! hauhauha
Meu sonho conhecer esses lugares divinos, e claro, no inverno. Porque quero ver muita neve. hehe
Saudades!
Vamos marcar um chopp para contar tudooo!

Laura Peruchi Mezari disse...

Ai, primeiro adorei saber que os franceses são simpáticos. E segundo, amei saber que dá pra ir pra lá só com o inglês. Medão de chegar lá e tipo eles olharem com a aquela cara de ã? Só francês minha filha... ai como deve ser bom ver tanta beleza!

Marcos Dalmoro disse...

Delicia! que bom ver gente viajando cnhecendo aahhh que cena linda!