2.2.09

TPDPM

Meu grande problema, além dos referentes ao meu novíssimo cabelo permanente-style, é uma maldita TPM que vai muito além da letrinha P desta sigla que traz tanto infortúnio às mulheres. Eventualmente, este mal ganha início (pré), meio (durante) e fim (pós), e o que era pra ser apenas uma dorzinha de cabeça e uma cólica corriqueira torna-se um monstro recém-desperto e sedento por sangue (blargh).
Em meses normais costumo flanar sossegadamente por este período causador de tanta dor e sofrimento às criaturas providas de útero. Mas desta vez não deu pra escapar.
Aí de repente me vi em pleno sábado de sol aborrecendo-me, sem grandes motivos, com mãmã, a sobrinha querida e o marido; me vi soluçando, aos prantos, por conta da linda propaganda de doação de órgãos; me vi achando sinceramente que o mundo iria acabar porque meu ferro de passar quebrou, porque preciso de uma câmera fotográfica nova, porque quero comprar uma bolsa mas não tenho grana, porque lembrei de minha querida vozinha (que nesta hora deve estar tricotando horrores ao lado de Virgem Mary) e fiquei com saudades.
Aí fui caminhando e chorando e lamentando profundamente por minha vidinha tão infame, monótona, sem graça, até o shopping de Shark, onde assistiria a Vicky Christina Barcelona, o novo do Woody.
Ahhhh, meninas, que Atroveran, que nada! O melhor antídoto para curar uma TPM daquelas vem da sétima arte, do lúdico, da fantasia, do cinema! Pouco mais de uma hora e meia depois renascia uma nova mulher, sorridente, confiante, bem-humorada, cantarolando a deliciosa "Barcelona" (confiram: Giulia y los Tellarini), pronta para outros dramas e adversidades (que não venham, please).
Infelizmente, o efeito não é lá muito duradouro. Enquanto escrevo este texto, hoje, segunda-feira, pós-período menstrual, tento não inundar meu teclado com copiosas lágrimas por conta do primeiro episódio da nova temporada de CSI, com o funeral do carismático personagem Warrick Brown. Lindo!

Plus lágrimas gratuitas - Evidentemente, nem todos precisam sustentar um útero para verter copiosas molhadas à toa. Quando rumava ao cinema cruzei com amigos queridos e custei a reconhecê-los. Mark and Davis exibiam olhinhos orientais, de tão inchadinhos. O culpado? Benjamin Button. O que não quer dizer nada, Davizinho chorou pencas com o fim da A Favorita, haha.

2 comentários:

Marcos Dalmoro disse...

Um parentese!
(O filme é lindoooooooo!)

E se te consola, é muito engraçado saber que as mulheres ficam assim tão sensiveis... O homem também tem dessas oscilações, mas pega mesmo é no humor, haja pasciência hauhuahuaha

Bju!

Guilherme Corrêa disse...

A propaganda de doação de órgãos ficou realmente bonita. Já o filme "vcb" não vi e espero que entre em cartaz definitivamente na próxima semana. Já Button e A troca (casal Brangelina) são ótimos.