3.1.09

New Yorker

Você, profissional de qualquer área, certamente deve alimentar sonhos fabulosos a respeito de sua carreira. Invariavelmente, médicos sonham em montar clínica própria - ou ter um trabalho citado e reconhecido em palestras mundo afora. Cientistas imaginam-se conquistando o Prêmio Nobel por alguma descoberta sensacional, do tipo cura do câncer, viagens no tempo ou teletransporte. Professores gostariam de ser os queridinhos da turma; publicitários, de criar a nova versão do “primeiro sutiã a gente nunca esquece”.
Mulheres-fruta desejam desesperadamente ganhar um programa de auditório próprio. Apresentadoras de TV querem abraçar a carreira musical; cantores se arriscam o tempo todo a fazer pontas na novela das oito. Modelos wannabe Gisele.
Jornalistas também têm sonhos. Sonhos belíssimos, mágicos, esplêndidos. Sonhamos em lançar livros mega-reportagem que vendam mais de 100 mil exemplares no país (Há!, vendendo mais de mil já se está no lucro. Vender qualquer coisa já seria lucro). Sonhamos com aquele furo de reportagem que denunciaria uma injustiça social das mais atrozes. Enfim, sonhamos, basicamente, com certa estabilidade e com um salário um tantinho mais digno, o que já estaria de bom tamanho.
No Brasil, há os que almejam trabalhar na Folha. Os que preferem sonhar com o Estadão. Também há os que dariam os olhos para trabalhar na revista Veja (tem gosto e cérebro pra tudo no mundo). Conheço os que amariam topar com uma Contigo! ou uma Caras; os que se acham com o perfil da Rede Globo e os modernos, que apostam em blogs para ganhar dinheiro - há quem diga que isto poderá ocorrer, algum dia.
Como telespectadora compulsiva da programação da tv fechada, chamou-me atenção, no entanto, o sonho de TODAS as heroínas de filmes e séries dos últimos 20 anos: ser jornalista. Mas não uma jornalistazinha qualquer, trabalhando no periódico da esquina. Elas almejam a fama, a glória e o reconhecimento de um único veículo, em todo aquele país, o The New Yorker.
Rory Gilmore planejava publicar seus textinhos prolixos no The New Yorker desde bebê, provavelmente; Betty Suarez, a protagonista de Ugly Betty, rala adoidado como babá do editor da Mode, mas nos bastidores vive escrendo suas mal-traçadas mirando a prestigiada revista. Megan Smith, de Privileged, é jornalista e por enquanto passa o tempo como tutora de gêmeas milionárias, mas algum dia, ahhh, algum dia, guess what? Andrea Sachs, de The Devil Wears Prada, também só deu um tempo na Runway até ser "descoberta" pelo TNY. Até o Bryan, de Family Guy, já arriscou enviar alguns textos para a publicação.
Vale informar: de acordo com a Wiki, a The New Yorker é uma revista editada nos Estados Unidos que publica críticas, ensaios, reportagens investigativas e ficção. A publicação é reconhecida em todo o mundo ocidental pela qualidade de seu jornalismo, e é apontada como responsável pela popularização da crônica, que eu adoooooooro, como forma literária nos Estados Unidos. É só dar uma olhadinha na lista dos nomes que já se aventuraram pelas páginas desta revista para sentir o naipe do negócio, não é a toa tamanho fascínio de Hollywood e afins.
Ah, é claaaro que eu também gostaria de ser publicada na The New Yorker. Mas quer saber? O meu sonho de verdade é ter um texto publicado na revista Piauí. Ou no Diarinho, o que vier primeiro.

3 comentários:

Maite Lemos disse...

Hum! Também quero esse negócio de TNY.
Huhauhauhauaha!
Olha só, até o Ronaldo "fenômeno" falou que se tivesse medo de se machucar em campo tinha virado jornalista!
Eu mereço?! Aliás, nós merecemos?!
Ah! A pizza ainda tá de pé.
Vamos?

Guilherme Corrêa disse...

Diarinho RULES 4 EVER!

Guilherme Corrêa disse...

SObre a New Yorker, soube mais sobre ela ao fazer minha monografia (resenhas de música de qual revista? Veja!). Nunca li, mas pelo pouco que descobri deve ser sim o sonho de zilhões de jornalistas trabalhar lá.