11.7.08

Saia justa ao vivo

E então o apresentador/colunista mais popular da TV catarinense entrevistava a cantora Marina Lima, que toca em Floripa neste findi, I guess. Sou da época em que "À Francesa" não era conhecida apenas como um pagode do "Jeito Maluco" (né, Teteu?) e sempre gostei da moça. Aí que após um período conturbado na carreira (de acordo com o colunista, depressão, síndrome do pânico, perda de voz e etecétera), Marina volta à carga. Mas a entrevista, oh, meu Pai do céu, foi o cúmulo da Vergonha Alheia, coisa jamais vista por moi.
Primeiro que o moço já tascou perguntinha indiscreta querendo saber se a mulher se identificava com a diva Amy Winehouse. Ai. Aí que Marina disse que nem sabia direito quem era ela, desconversou, sem graça. Afinal, não é muito legal ser comparada com uma absurdinha de 20 e poucos que se embriaga diariamente em frente às câmeras e defende o marido-marginal em público, com unhas e dentes - apesar de toda a sua genialidade, devo admitir, como fã da inglesinha.
(observação pertinente: Marina não dava sinais de total lucidez ou controle sobre si mesma, acho que a síndrome do pânico ou o TOC ou o transtorno bipolar ainda não foram curados).
Pergunta besta vai, pergunta besta vem, e aí surge o horror:
O colunista observa:
- 1980, eu e Nelsinho Motta acompanhamos um de seus primeiros shows, na Bahia. De lá pra cá, o que mudou?
Marina, emputecidíssima e louca da calcinha, rebate:
_ Ah, é? E vocês, continuam juntos?

...

O rapaz, casado e pai de filhos, totalmente sem graça, só balbucia:
- Somos grandes amigos.

Cuén.

Um comentário:

Guilherme Corrêa disse...

Não diz que eu perdi isso! Putz! Cláááááássico dos cláááássicos, deve perdurar na mente de todos os colunistas sociais que um dia pensam em virar o tal "colunista e apresentador".