12.9.07

O escracho mora ao lado

A serelepe Charlotte, the brunette girl (a única que pode manter aquela coloração de cabelos no Brasil e no mundo), mostrou suas garrinhas afiadas na noite de terça-feira. A moça, em visita à simpática residência de seus queridos vizinhos, provou que é digna o suficiente para sustentar seus pontos de vista, sempre polêmicos, polvilhados com aquela agressividade saudável que é sua marca registrada. A english teacher mais querida do Sul-catarina desafiou a tubaronense residente ao clamar: "Em Shark city só existe MULHER FEEEIIIIAAAA!!!", sentenciou, juridicamente, não se importando com a cara de mágoa de cabocla da mocinha ao lado. "Não, Charla, honey", tentei argumentar. No chance. "Feiaaaaaaaaaaaas!!!!!! E barangas!", garantia, do alto de seu 1,80m, sem saltos, e por trás de impenetráveis olhos verdes faiscantes. De acordo com a teoria de Charlotte girl, as moças bonitas vistas circulando por Shark city são provenientes de Fortune River, Big Stones e Capiva Under, cidades vizinhas. Ninguém belo de fato nasce no HNSC.
A moça empolgava-se no discurso quando um clip oitentista, no VH1, chama sua atenção. "Argh!", exclamou, após esvaziar a garrafa de vinho rosé "ruim, ruim, horrível!", da vizinha. "Eu DETESTO estes caras que fazem cabelo estilo MOSAICO". A bonita referia-se ao cabelo moicano, diga-se de passagem.
Ainda indignada com a baranguice escrachada da mulher sharkcitiana ("São todas umas Schirleynnes e umas Khênocas", afirmava, citando nomes fictícios), nossa heroína paulistana predileta percebeu que havia esvaziado a terceira garrafa de vinho (ruim, muuuuito ruim). "Eita, foi mais uma. Tás bebendo demais, hein, Cíntia?", gritou, ameaçadora. Depois, decidiu reconsiderar. "Amanhã eu trago uma garrafa pra ti", prometeu, pela 14ª vez. Duas horas mais tarde, após beber todo o aceto balsâmico e o vinagre de álcool da casa, Charlotte decidiu nos deixar, para nossa tristeza.

Um comentário:

Caetano disse...

No dia que sair esta garrafa chove 300 mm de ácido