14.3.08

Bolinha de vidro

A moça, loira, siliconada, dona de uma coluna só sua no jornal - vamos chamá-la aqui de M. - coleciona admiradores. Fãs, dos mais discretos aos mais destacados; dos que se satisfazem com um oi tímido na porta do elevador aos que lhe enviam testemunhos gloriosos e inflamados, no Orkut - sem sequer conhecerem seu nome do meio.


No meio deste turbilhão de fãs, admiradores ferrenhos de seu trabalho e/ou meros "arrozes" de festa, loucos por 15 minutinhos de notoriedade, figura uma criaturinha deveras peculiar. O garoto - ele próprio um arremedo de sua musa-mor - pode ser considerado bastante popular na cidade. Não por ser belo e atlético. Também não por uma inteligência aguçada ou um papo consistente e interessante. Nem por ser rico, grande empresário, empreendedor ou um ex-bbb. Na verdade, é justamente pelo contrário de todas estas características que o moço é conhecido.


Além de suas formas exageradamente rotundas, de suas feições débeis, que denotam certo retardo mental, o rapaz não consegue se conter na presença de indivíduos com pênis - chega mesmo a fazer propostas indecorosas para homens que poderiam ser seu avô (vide seu Álvaro).


Anyway, este moço - vamos chamá-lo de Z.Z. - , após anos (eu disse ANOS) de insistência, conseguiu persuadir a heroína M. a adicioná-lo no bendito Orkut. O que deu origem a todos os seus atuais problemas... se não, vejamos: todos os dias, diversas vezes ao dia, o rapazinho deixa scraps sacarosados pra gata. Mas de uma doçura e uma intimidade nauseantes, do tipo "oi, queLida!", "alô, bonequinha" ou "tenha um bom-dia, garota meiga (!)".

O inferno, no entanto, se deu com os seguintes scraps: "Bom-dia, minha orquídea!". Devo lembrar que eles não são amigos, apenas conhecidos. Seguiu-se, então, o inesperado. Enquanto conferia recados de amigos e leitores, nossa heroína M. deparou-se com a seguinte pérola:

"Oi, BOLINHA DE VIDRO!".
A gente não sabe exatamente o que o rapaz quis dizer: se ele remete à infância, lembrando das nostálgicas e coloridas bolinhas de gude; se ele curte mesmo é um clima de Natal, com seus adereços que ornam pinheirinhos; ou se apenas faz referência aos olhos azuis de sua estrela dourada. Na verdade, tudo o que ele gostaria de ser na vida...

9.3.08

Piaf

Assisti na última semana a Piaf, belíssimo filme que deu o Oscar de melhor atriz à jovem Marion Cotillard, que interpreta a megadiva Édith Piaf, retratada em frente e verso na produção. Talvez fosse a TMP, que me pegou de surpresa, ou talvez o filme emocione, de fato (o que acho bastante possível), mas foram baldes de lágrimas derramadas pela dramática vida desta artística única (cujo CD já é um dos itens mais desejados para meu aniversário, fica aí a dica).
Fui traçando alguns comentários tosquinhos, para postar no blog, mas tive que afastar o bloquinho do meu alcance, que já estava todo empapado, tamanho o chororô.
A personagem ditou meu look de inverno: cabelos escuros e boca vermelhíssima. Só não vai rolar aquela sobrança da espessura de um fio de cabelo, credo-em-cruz, até a Marlene Dietrich que aparece no filme, para mim até então a persona com as sobranças mais finas da face da Terra, perde pra Piaf. E feio.
E aqueles vestidos todos, lindos, lindos! Amo vestidos. E o que é a maquiagem dos sets de filmagem, em produções hollywoodianas, não é mesmo? A atriz (não a toa, premiada) foi da adolescência à maturidade e de maneira extremamente convincente. E o amor da vida dela, coisa linda de Deus? Um boxier (como diria Piaf, fazendo muuuuito biquinho) grande, bruto, macho. Hum...
E que raio de carne se come em Paris? Em minha breve estadia na Cidade Luz (né, Luc?), vou ficar só no croissant e nos queijinhos, pra não correr o risco de comer cavalo. Blargh.
Resenha meia-boca, mas de coração. Espero que a sugestão agrade.


E falando em moda, assunto corriqueiro por estas plagas, vamos comentar então os modismos da simpaticíssima Terra de Anita, adotadíssima pela querida Taís S. (que anda sumida, aliás). As meninas de LG ainda não abriram mão das calças ultra-mega-skinnies, afuniladas do quadril ao tornozelo, e saintropúbis: cofrinhos foram alçados à categoria de "tem que mostrar". Por mais que os figurões da moda insistam no cinturão alto, a garotadinha jamais vai abrir mão da "sensualidade" e do piercing à mostra. Aliás, devo observar que, na minha modestíssima opinião, PIERCING É O Ó! Ridículo, datado, brega, coisa de 15 anos atrás. E tenho dito.
As meninas também usam e abusam das batinhas das irmãs mais novas. Sério: são blusinhas bonitinhas, de babadinhos, mas bem pequenininhas, para, claaaaaro, deixar o umbiguinho aparecendo.
Brincões enooooormes (felizmente, aos pares). E, para minha alegria, saltos decentes. Noto uma redução significativa das mega-plataformas de madeira, tipo priscila, the drag-queen.


E após uma emocionante primeira semana de volta ao batente (né, duas?), espero retomar com ânimos redobrados aos posts eletrizantes do Imediatas. E espero também a visita de todos vocês, com os devidos comentários, sejam de Tubarão, da metrópole Recife, ou da megalópole Sampa. Estamos entendidos.

29.2.08

Tópicos congelantes (e literários)

Ah, as férias... dias de sol, mar, manhãs de mergulhos e frescobol, tardes de produtivíssimas sonecas, momento perfeito para pôr a leitura em dia. E neste período de ócio extremado e inatividade em plena forma, pude degustar alguns bons exemplares da literatura mundial. Se não, vejamos:
* O primeiro foi O Gattopardo, de Lampedusa, obra primorosa que conta a história (do tipo apogeu até a derrocada) do príncipe de Salina, do fim do século 19 ao início do 20, coisa de 30 ou 40 anos, passando pela conturbada unificação da Itália. Uma saga deliciosíssima, com um texto primoroso - sem nem citar o encantador Bendicò, um dos personagens mais cativantes e que me valeu uma ou outra lágrima furtiva, em determinados capítulos (que não convém citar).


* A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco: esse me aborreceu um pouquinho, mas só lá no final. Quem sou moi pra questionar Umberto Eco, amo e senhor, mas eu faria um final diferente. De resto, a habilidade do intelectual italiano nas letras é incontestável, coisa linda de Deus, a ponto de me fazer parar a leitura em alguns momentos para dizer, abismada: "Vai escrever bem assim na putaqueopariu".

* E, finalmente, o desafio do ano, o cultuadíssimo calhamaço de James Joyce, Ulisses, o qual, até o momento, consegui vencer (mais ou menos) 300 páginas. São (mais de) 800. E olha que eu não sou de contar, mas a letra é tããããooooooo pequenininha... Tem tudo para se tornar o novo Crime e Castigo e empoeirar na minha mesinha de cabeceira.

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E nestes últimos dias de meu período de reclusão voluntária na Terra de Anita têm sido extremamente prejudicial para meu bronze-tentação-Guarapari-sun, conquistado a duras penas com Sundown fator 8 (!!!). O frio e o vento cortante, aliados ao guarda-roupa exclusivamente feito por peças veranescas, fazem com que eu circule por aí (inclusive aqui na lan house) enrolada em uma bela canga praiana cheirando a maresia, muita fina, elegante e sincera. Se a blond ambition M. Zim me visse nestes trajes abriria um blog só para zoação pura e sem reservas.

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E em dias em que não contamos com a intercessão divina na TV a cabo, devemos nos contentar com o que há na programação gratuita. E entre tanto lixo pavoroso e embrutecedor (como Maria Cândida, Geraldo Luís, Poeira em Alto Mar, Zorra Total, Caminhos do Coração e Duas Caras), descobri um programinha-lixo mais palatável e totalmente supimpa na Record! Viva! É o Troca de Famílias, todas as terças e quintas no canal dos bispos. Sério, é imperdível. Pelo menos uma olhadinha rápida.

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Os votos de get better soon de hoje vão para a loiraça mais papelão de Shark. Miche girl decepou o cotovelo enquanto passeava, toda pimpona, a bordo de saltinhos 12 (baixos assim porque eram apenas para a aula de inglês, queriam o que?). Nada que um band-aid da Hello Kitty não resolva, não é mesmo?

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Aí que a parentalha finalmente enxergou possibilidades na pessoazinha aqui, e descobriu que valeu de algo eu ter ido estudar fora: virei a escritora oficial do Clã Teixeira. Já foram biografias (parte da vida e obra de Madame Louise, por exemplo), discursos, homenagens, redações, dicionários, requerimentos e petições diversos.
A tarefa de hoje, no entanto, ficou em exaltar os 15 anos de uma prima distante, completados amanhã. Ok, sem problemas. Questão importantíssima é que o textículo deverá ser recitado por nada mais nada menos do que um locutor de Disk-homenagem, que desembarca de um carro plotado até o motor com corações, flores e balões coloridos, com Celine Dion, Kenny G. ou Ivete Sangalo até o talo, manja? A verdadeira visão do inferno para 10 a cada 10 Johns (hahahahaha).

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E agora que o ano começa de vez, iniciam os movimentos para a mega-festança que vai barbarizar Shark city em maio (só perdendo para o casório da Carol), em comemoração (hein?) à minha entrada triunfal no mundo balzaquiano (mas com carinha de 26). Aguardem. E economizem para os presentes.

20.2.08

The Next Day

E não bastasse o randevú da reunião de condomínio, vizinha (ex) bate em minha ex-porta mais uma vez, no dia seguinte, para bebericarmos um inofensivo licorzinho de genipapo. E, oras, bolas, férias é para isso mesmo, não é?
Aí que, de duas, tornamo-nos quatro (marido e Manékia). E, de quatro, sete (Tulipinhos 1 e 2 e Chapola), e de sete, nove (Carooool, Amigaaaaaaaa e seu Bebê). Danou-se total.
E não bastasse dona C. Chagas ter quebrado a TV, o computador e o home theater de Manékia, a Vizinha do Mal quebrou também meu carésimo e idolatrado CD da trilha sonora de Marie Antoinete. Só porque eu não quis emprestá-lo (e porque ela só devolve quatro anos depois, e se).

Quando observei que talvez, em breve, nos mudaríamos para um edifício lúgubre e mal-iluminado (e longe da maldita Chama, afinal), Charlotte pia mais alto: "Não vão, não vão, não vão! Procurem melhor, senão vão acabar morando numa caverna que nem a da Germana!".

Depois disso, foram múltiplos os devaneios de uma deliciosa noite de verão. Seguem alguns dos inúmeros e hilários diálogos:

Germana: "Se Carla fosse para o BBB, ou ela seria a primeira eliminada ou seria a vencedora. Sem meio-termo. Iria apanhar na rua depois, de qualquer jeito..."

Germana: "Ó, manda mensagem pra Carol, eu tenho crédito".
Carla: "Tá".
Carla: (um minuto depois) "Ah, não vou mandar não".
Germana: "A Carla é baiana..."

Alguém para outro alguém (devidamente não identificáveis): "Eu vou dormir lá na tua casa. Vou cagar tanto, mas taaaaaaaanto lá..."

Carla: "Germana, eu tava lendo (fuçando) o teu perfil no Orkut... bem interessante, né? Aí diz assim. Livros: todos, menos os de auto-ajuda. Aí eu pergunto, Cíntia e Caetano, O Segredo é livro de que?
Cíntia e Caetano, em uníssono: "AUTO-AJUDA".
Germana: O Segredo é auto-ajudaaaaaaaaaaaaaa??????????", (horrorizada).

Frases esparsas:
Germana: "Eu tenho medo do Perna Cabeluda
Carla: "Cabeluda my ass!"

Carla: "O Saci não é cabeludo, eu já passei a mão!".

O reencontro:
Carol, minha amiga e de Germana, finalmente reencontra a coleguinha Carla, a fugitiva, após mais de dois anos de contatos apenas virtuais.
"Amigaaaaaaaaaaaa, que cabelo é esse?", questionaram, ambas, ao mesmo tempo.

No final de tudo, Chagas buscando (e encontrando) isqueiros alheios na mesa (acho que o do Chapola). "Eu vou acender meu fogão com este isqueiro amanhã", planejou, enquanto guardava o dito em sua misteriosa bolsa marrom.

Reunião de condomínio

A primeira reunião de condomínio a gente nunca esquece (!). A gente percebe que já não é mais uma garotinha ao participar de uma reunião de condomínio (!!!). Nenhuma reunião de condomínio passaria em brancas nuvens se contasse com a presença contagiante da (agora ex) vizinha Charlotte.
Foram cutucões bruscos, risinhos abafados e lágrimas na periferia ocular, tudo por conta de nossa morenaça belzebu favorita.
Primeiro, porque, ambas de férias, não conseguimos recusar aquela(s) gelada(s) minutos (horas) antes do grande encontro condominial. O resultado foi este mesmo: já entramos tropeçando na pobre Marmota.
Aí descobrimos que aquele empresário de renome que até comunidade-homenagem no Orkut tem é um baita de um velhaco de condomínio. Carla não pôde se conter e lançou-me a pérola, ao pé do ouvido:
"Não sei porquê, mas lembrei-me de Germana, coitada... Sabe como é, né?, ladrão que rouba ladrão...". Entendam como quiserem.
Depois foram os antitabagistas crônicos, os gays nervosinhos quebradores de portas alheias, a aparição surreal de Jesus Christ Superstar até que minha amiga, acusada injustamente de verter uns gorós goela abaixo com extrema freqüência, lança, acusatória, ao presidente da mesa:
"W., eu bebo, sim. Eu bebo. Mas eu bebo porque CHOVE DENTRO DA MINHA CASA!", queixou-se, usando as pobres goteirinhas de seu apê como causa de seu vício.
Não encontrei mais motivos reais para continuar naquele recinto e me retirei.

6.2.08

Shark city´s tales

Dexter
Sim! Finalmente assisti ao primeiro episódio da 4ª temporada de Lost! E como diria dona Neide, acho que eles botam maconha nisso. Totalmente viciante.
E para os seriemaníacos, um novo (e glorioso) período se inicia. Após este tedioso Carnaval, na próxima semana, início das novas temporadas. Yes! CSI, CSI, CSI! And Desperate Housewives!

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Putz, agora que lembrei... certamente não vou dispôr de cable tv na praia. Mas e não é esta a idéia? Um pouco de sol e ar fresco sempre caem bem (tanta contradição...)

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Soap Opera
É muito ruim assistir ao capítulo de uma novela/ programa de TV qualquer que exija acompanhamento prévio quando você não faz sequer idéia da trama nem do título do folhetim. Tão ruim quanto ler em letras garrafais, na capa de uma revista bagaceira, "VALDEMIR É ASSASSINADO NA FAVELINHA", or something. E como assim alguém consegue "roubar" uma universidade? Tragicômico.

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Conflito
Chego na casa da avozinha e, após cumprimentos de praxe, observo que meu Carnaval está sendo uma merda, já que marido colou na frente da (única) TV vendo o campeonato africano.
A vó nem perde tempo simulando pena. "Deixa, ué?", disse, segurando meu braço. "Deixa ele ver futebol. Ele não é um marido bom? Então?".
Madame Louise, muito fina, mordiscando biscoitinhos recém-assados pela criada de vovó, acrescenta. "Deixa, boba! Sai sozinha, ué? Pior seria se ele estivesse no bar, enchendo o escorno de cachaça, ou ainda pior, na putaria. Deixa ver o jogo, menos mal", observou.
Neide, que sabe da "paixão" da filha pelos festejos momescos, disfarça certa compaixão e sugere: "É melhor comprarem outra TV. Ou então chama a Carla e a Germana!".

Fim

3.2.08

Doctor 90210 ou a frivolidade do bisturi

Enquanto executava minha faxina de início de férias (a próxima será só no fim deste período. Sorry, marido), fiquei acompanhando um de meus programas prediletos, o Doctor 90210, no meu canal favorito, o E!. No programa, pessoas resolvem diuntudo: de seríssimos problemas ditos "estéticos", como a falta de um pênis (sério) ou lábios leporinos volumosos, até "necessidades" bastante esdrúxulas, do naipe da Angela Bismarck, como pular do sutiã 52 para um 62, com próteses de 1 litro, ou enxertar gordura animal na beiçola pra fazer a Jolie.
Ontem (sexta-feira) foram dois casos extraordinariamente mais absurdos do que a média (para mim, pelo menos): uma garotinha de uns 17 anos que vivia REALMENTE infeliz e deprimida, a ponto de preocupar a própria mãe, por conta de seus peitos - bastante normais para o padrão brasileiro. A mocinha, apoiadíssima pela mãe, que queria vê-la livre desta angústia, sonhava em inflar o sutiã para o 44 grande, sabe-se lá o que isso representa na América.
A menina, bem bonitinha, Avril Lavigne style, magérrima de doer, ficou discutindo com a médica (ainda que educadamente), insatisfeita com os APENAS 350 ml que a doutora queria pôr (achava pouco).
Em outra situação, um andróide monstruoso plastificado, identificada como Tabitha Stevens, atriz pornô bastante conhecida naquele país (hahahahahaha), fez mais uma participação no programa. Desta vez a moça bonita estava em pânico porque tinha observado uns "furinhos" na parte posterior de suas coxas. Quase caiu pra trás quando o médico disse que era celulite. Só para constar: Tabitha Stevens já fez anal bleaching - para quem não sabe, o clareamento da região anal, com produtinhos específicos. Mas ela precisa, néãm?, ossos do ofício...

Sou totalmente pró-cirurgia plástica, acredito mesmo que, se há algo incômodo no visual, não há problemas em se submeter a um procedimento cirúrgico para correção. Mas vamos por partes:
A mãe da adolescente sofria pela filha porque esta havia sido "infeliz" durante todo o high school por conta dos peitinhos ditos miúdos. Não era mais eficaz pagar uma terapia? No fim, com tanta amargura e complexo, até torci pra menina ficar corcunda com tanta comissão de frente, mas que diabo de sociedade é esta (tanto lá quanto aqui, vamos e venhamos) que tem o poder de deprimir uma menina linda porque ela não faz a linha Pamela?
Ninguém se dá conta de que há algo absurdamente errado nisso? É a ditadura do bisturi, dos analistas e do Prozac.
E quanto à coroa Angela Bismarch style (a atriz pornô), a lôca teve a ousadia de perguntar ao médico se, após o tratamento, deveria evitar tapinhas, beliscões e sexo selvagem, por algum tempo. A surpresa, aliás, só durou até eu descobrir que ela era atriz de "filmes adultos". Depois a gente entende, claro, somos muito compreensíveis, trabalho é trabalho...

Tensão Permanente de Merda...

Aí que uma incômoda sensação de aperto na boca do estômago me assolou durante as últimas semanas. Claaaaro que só podia ser câncer e permaneci por dois ou três dias fritando na cama all night long, obcecada por todas as conseqüências de se viver com uma doença tão cruel. Aí, por insistência (e instinto de auto-sobrevivência) do marido, este pobre atormentado, fui ao médico. And guest what? Tensão.
E aí que me perguntei, após a consulta: em que momento euzinha aqui, outrora tão relax girl, me transformei em uma pessoa absolutamente ansiosa, tensa e aflita - a ponto até de assustar o próprio doutor, certamente habituado a conviver com os mais surtados hipocondríacos? Quando me forcei uma auto-avaliação pude enxergar uma mulherzinha de fala terrivelmente rápida, torcendo as mãos e soltando risadinhas sem graça enquanto descrevia seus múltiplos sintomas e suas dores infindas - e que, como já me antecipei, foram atribuídas só e unicamente ao estresse.
Então finalmente pus as mãozinhas delicadas na cabeça e tomei minha primeira resolução de Ano-novo (de toda a minha vida): voltar a ser tão tranqüila e despreocupada quanto o era antes, há alguns bons pares de anos. Ui, resoluções são tão dramáticas, decisivas e impactantes... já tá até me dando um nervoso...

31.1.08

Holydays

Yep! Primeiro dia das minhas tão merecidas férias! E para ilustrar este momento ilustre, imagem de minha querida sertaneja, Germana girl, em momento "bate forte o tambor, eu quero tiquetique tiquetique-tá". A moça, repórter de mão cheia, num furo de reportagem com o bandleader da outrora tão famosa Carrapicho, conhecido popularmente como Bruxa do Pica-Pau ou, ainda, Zezinho. Direto de Manaus:



A moça se encantou foi com os cachos doirados de Zezinho. Fogo e paixão. "Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão!" (...)

E agora, sem mais delongas, despeço-me, que vou pra casa dormir enquanto a chuva pinica a janela. Eitcha, que este Carnaval promete...

26.1.08

Gossip girl

O que eu quero nesta vida, minha gente, é ver o circo pegar fogo. Quer dizer, nada assim, do gênero "Roma em chamas", algo mais suave, menos brusco, algo que não mereça a capa dos tablóides sensacionalistas (haha). Mas que tenha fogo, que tenha implicações mil, que tenha veneno, picardias, que tenha múltiplas versões, controvérsias e uma pitadinha de polêmica.
O que eu quero é ser confortavelmente informada sobre quem está comendo quem, que a filha da fulana está prenhe, que o político influente em cidade X vai até cidade Y dançar vanerão e Latino de calça colada acompanhado de um séquito de amigos, todos igualmente gays. Que a nova funcionária daquela empresa está dando para o estoquista, no sétimo andar, deixando camisinhas usadas em todas as lixeirinhas (hahahahaha).
Quero só saber de coisas do tipo bizarre style, como o caso do coleguinha de trabalho que solicita serviços de disk-tóxico com certa freqüência; da moça aquela, do carro fechado na película, que pediu a escova de dentes da amiga (nem tão amiga assim) emprestada; da magrinha ninfomaníaca que, na cara dura, pediu DOZE folhas de cheque emprestadas para todos do setor onde trabalha.
Que o beltrano se separou; que a ciclana foi chutada e que a dita-cuja passa suas inúmeras horas de solidão fazendo sexo virtual usando uma falsa identidade na net. Que a amiga da amiga passa suas longas e insuportáveis noites agarrada num garrafão de rum e que aquele conhecido tem ornado a cabeça da esposa com belas hastes chifráceas durante todas as quartas-feiras, quando vai se divertir com alguém colhido no trevo da Vesul (ou rua da rodoviária nova, whatever).
Enfim, são coisas que fazem a vida valer a pena, não é mesmo? E coisas que, infelizmente, não podemos abrir assim, sem comprometer imagens alheias. Mas que dariam histórias bombásticas por estas plagas, ah, dariam... quem sabe um dia (ou uma noite, em casa de G. girl). Em breve, mais.

24.1.08

Momento ternurinha felina

Prefiro os cãezinhos e sou mais da prosa que da poesia, mas não pude resistir a este poeminha do Ferreira Gullar, roubado do blog Fogo nas Entranhas (do qual gosto muitcho). Não é que é isso mesmo? Motorzinho... hahahahaha! Pra ilustrar, a blogueira ainda usou a foto de um gatinho cinza-prata, igualzinho ao meu Catherine (era macho, mas como o acolhemos micro-filhote não sabíamos o sexo, ele mal tinha pintinho. Como eu lia O Morro dos Ventos Uivantes, na época, pus o nome da protagonista. Aí ficou Kathy, forever. Lindo e antipático de morrer).


O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.



A imagem eu não tirei do blog, e sim do google. Igualzinho ao Kathy. Saudades do meu bichinho...

19.1.08

Zodíaco

Nasci às 7h45 de uma quinta-feira de outono, em 4 de maio de um já tão distante 1978. De acordo com o João Bidu, responsável por iniciar milhões de pessoas, no Brasil, às artes da astrologia, sou taurina, ascendente em Gêmeos, e no horóscopo chinês meu signo é o Cavalo. Você pode até me apresentar teorias das mais elaboradas mostrando que a posição de determinados astros e estrelas celestiais, no exato momento em que você nasceu, tenham influenciado de alguma maneira seu jeito de ser e de agir, sua personalidade e suas características mais marcantes. Fique com estas teorias, portanto. Eu, particularmente, me recuso a acreditar, ou sequer tentar entender, o cultuado universo das forças astrais. Detesto. Acho brega, coisa de empregada doméstica (sem querer desmerecer a categoria, for god´s sake). Na minha fantástica cabecinha imaginativa eu relaciono horóscopo com um quartinho 2x2 com um pôster do Amado Batista (ou do Kalipso, sejamos mais modernos) pregado na parede. Pessoas que gostam e acreditam em horóscopos pintam as unhas das mãos e dos pés de manga-rosa, têm o cabelo descolorido bem maltratado e usam legging sem cobrir a buzanfã. De botas mega-plataforma.
Ok, desconto para o desprezo com os fãs da astrologia. É que esta “ciência” (há!), especificamente, na minha humildíssima e taurina opinião, é um pouco pior que religião. São fatos desarrazoados baseados em teorias não muito sensatas, sem qualquer credibilidade e/ou respaldo científico. Acredita quem quer, assim como os que freqüentam cartomantes ou os jogos de búzios.
Probleminha maior é quem pauta sua vida em razão das previsões astrológicas para seu signo. Exemplos constrangedores: há alguns anos, fui visitar minha querida amiga Jane Marie em seu novo apartamento, o qual dividia com algumas moças até então desconhecidas, para mim. Chegando lá fui recepcionada por uma vizinha, que já havia se apresentado e feito “amizade” com as novas moradoras. Eu sento no sofá, a guria, que ficou meio enciumada, me olha dos pés a cabeça e lasca: “De que signo você é?”. Eu, já levemente nauseada, respondi polidamente. “Tour...”. Não acabei de concluir a palavra e a moça solta: “Ai, eu ODEIO quem é de Touro!”. Meu queixo caiu em algum lugar entre o chão da sala e da cozinha. Ela complementou: “Meu pai e minha mãe são de Touro, os DOIS! Por isso que a gente não se dá bem”, concluiu a sábia. Eu já não sabia mais onde enfiar minha carinha constrangida quando minha amiga veio ao meu socorro. É claro que a moça não batia muito bem, mas acredito que a crença em astrologia havia piorado seu estado de espírito e sua relação com outras pessoas.

Ainda há poucos dias alguém soltou a pérola, perto de mim. “Nossa, que pessoa interessante, é bonita, inteligente, bem-humorada... SÓ FALTA SER DE ÁRIES!”. Hahahahahahaha! Como se a pessoa, perfeita do jeito que parecia ser, precisaria necessariamente pertencer ao signo de Áries – tipo pacote completo.

Também há poucos dias coleguinha de trabalho metido a astrólogo afirmou com convicção que “o signo de Aquário é o melhor do zodíaco. O melhor. Não há ninguém melhor que os de Aquário”. Não preciso nem comentar, não é mesmo, minha gente?, com todo respeito que tenho pelos aquarianos, incluindo aí meu amorzinho, a Juju.

O pior de tudo isso? Trabalho num veículo de comunicação e acompanho mais de perto o trabalho dos ditos “astrólogos” em enviar suas previsões “diárias”. Diárias o caráleo, os joãos-bidús mandam um pacotão de previsões para o mês todo, e muito mais, às vezes. Putz, como é que funciona isso? E devo admitir: em alguns momentos da vida, revisando páginas aqui e acolá, euzinha mesma fiz a Bárbara Abramo e escrevi, de próprio punho, as previsões para um dia repleto de realizações e/ou tragédias iminentes para o seu signo regente. Olho vivo...

A dica é: se nada parecer muito promissor e as previsões apontarem para um inferno astral sofrido, é só partir pra macumba. Ou a Cientologia.

18.1.08

Girl power

Então na escola nós aprendemos que existem os três poderes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Aí no curso de Jornalismo nós, orgulhosamente (foca é foda), somos informados de que, oh, glória das glórias, jornalistas são o QUARTO poder (hhahahaha). E aí de repente você se vê beirando os 30, labutando arduamente para poder continuar comprando seus sushis, sashimis e bonecos da Liga da Justiça, quando percebe que existe um quinto poder de soberania inquestionável neste mundo de meu Deus (pelo menos no Ocidental). É o poder da mulher, o poder da racha-mestra, a força que emana debaixo das saias em formato A. Sim, porque devemos admitir, todos, homens e mulheres: poucas entidades são tão poderosas quanto a mulher, quando o querem.
Sem mais delongas, vou relatar a história do dia: um grupo de amigos, todos homens, foi agraciado pela presença inédita de uma jovem nova funcionária no ambiente de trabalho, um escritório de contabilidade de Shark city (hahahaha...). A menina, magrinha, poucas curvas, penetrantes olhos amarelos (né, André?), BURRA feito porta, risadinhas incontroláveis all the time, deslumbrada com as infinitas possibilidades que consegue dimensionar, em seu novo local de trabalho. Os rapazes, moços descolados, vividos, experimentados, curtidos na vida, simplesmente caíram de quatro pela amareladinha. QUATRO. Queixo caído.

As coleguinhas de trabalho mais "antigas" dos moços relatam que o grupo, agora, simplesmente esquece suas obrigações diárias e passa horas a fio a cercar a menina, tal qual atração bizarro/turística, como se um extra-terrestre desse expediente no escritório, tamanha fascinação.

A menina ri. Eles riem também. A menina suspira. Ouve-se um jogral de suspiros. A menina espirra. Uma avalanche de "saúde!" e "God bless you". A menina ronrona (sim, ela é mestra em ronronar). Eles gozam de prazer.

Agora a menina, a qual, mesmo sem conhecer, já aprendi a admirar profundamente, tomou gosto pelas piadinhas. E dá-lhe piada. Os garotos debulham-se no chão de tanta graça e beleza. Ela estrala os dedos, todos se ajoelham aos seus pés. E juro, não há (muito) exagero.

Quer ter homens ao seus pés? Quer se sentir uma Marilyn Monroe em "Os homens preferem as loiras", mesmo sem necessariamente aderir à tintura platinada?
It´s soooo easy, baby! Não estude, não leia, não se informe, não force a barra tentando ser inteligente. Ronrone. Solte risadinhas descontroladas. Gema. Suspire. Faça carinhas, boquinhas e denguinhos. E voilá! Os homens se jogarão aos seus pés, boquiabertos. Deslumbrados. Quarto poder? Quá! O poder é das mulheres, mesmo...
P.S.: não posso esquecer de outra dica muito importante: seja minimamente bonita. Um corpinho de tábua ou uma cinturinha de bujão não ajudam muito.

13.1.08

Privacidade (and happy birthday to you)

Hola, que tal? Então, época de férias são tempos duros para certa categoria de blogueiros que se divide entre dormir e passar o resto do dia trabalhando - os últimos dias (semanas) têm sido deveras duros para a moça aqui, que até então não entendia direitinho a velha e boa expressão jornalística "matar um leão por dia" (há, odeio). But, whatever. Sigamos, entonces.



Vamos então hablar sobre privacidade. Ou a falta dela. Ou o desrespeito a ela. Há alguns dias estávamos, me, marido, Charlotte, the brunette-barraco, and Nordestina girl bebericando alguns mojitos bem gelados quando a anfitriã, em sua nova casinha, lembrou-nos que seu mais novo colega de trabalho - o gringuinho simpático - estaria habitando o mesmo prédio que ela. Ok.

Surpresa foi o que veio dias depois. O hermano chegou para nossa querida nordestininha e, como quem não quer nada, questionou quem seriam as pessoas que dividiam o espaço do diminuto apartamento com ela, exatamente na noite dos mojitos.

"Era uma barulheira, uma mulherada falando e barulhos de latinhas sendo abertas", disparou o intrometidinho. O que me queimou foram "latinhas sendo abertas", coisa de pobre, eu jamais bebo nada que venha em latas (hahahahahaha).

Sem nos bandearmos para o lado da falta de respeito com a vizinhança (vide o caso da boate Chama), e admitindo que, sim, fazíamos certa fuzarquinha, o que raios tem a ver o tal do chilenito para nos interpelar por nossas latinhas abertas? Ó, faça-me o favor... faltou apenas perguntar exatamente O QUE conversávamos, o curioso sem-noção. Antipatia à primeira vista, manja?



E por falarmos em privacidade, descobri algo maravilhoso em minhas incursões orkutianas. Bloqueei qualquer espécie de contato com gente estranha e esquisita que fuça lá pelas minhas paradas. Para ver meu belo e sorridente rostinho nas fotos do álbum, só sendo "amigo". Para fuçar os scraps, too. Mas que coisa mais legal que é este Orkut, não é mesmo, minha gente? Viva!



Ok, hoje o dia está meio fraco de novidades. Volto em breve, com mais news. Beijos e abraços a todos,



Cíntia T.



Ahá! Mas não pense que esqueci, nordestininha arretada. Feliz aniversário para minha queridíssima amiga, vinda da exótica terra do boi voador, do suco de cajá e das ladeiras vertiginosas. G. girl, que voltou a Shark city de mãos abanando, sem a minha galinha d´Angola e meu lampiãozinho, saiba que mesmo assim ainda te queremos muito bem (eu e marido). Felicidades mil!

3.1.08

Fedora

Ah... como eu odeio modismos... brinco gigante numa só orelha, mega-plataforma de madeira torneada, LEGGING, cabelo da Victoria Beckham, por aí. Aliás, modismos e modinhas são tema recorrente por estas plagas. Agora, se há algo mais detestável que modismos, são modismos que-já-dataram-há-anos-luz no mundo e só então chegam nesta região do país.

O amigo André encantou-se pela moda dos malditos chapéus-fedora, hit (re)lançado há coisa de dois anos (ou até mais) pelo carismático e legítimo fazedor de moda Justin Timberlake. Ok.


Só que o André não sabe disso - foi passar o Réveillon numa praia gaúcha e, como é de praxe, voltou se achando muito fashion observer. "A moda agora é usar camisa listrada e um chapéu meio desabado na cabeça", lançou o cabeludo. Não pude deixar de imaginá-lo com o ridículo acessório no meio da vasta cabeleira de R$ 3 mil.
Vamos então analisar a proliferação da maldita moda do chapéu fedora.
De acordo com o oráculo Wikipédia, Fedora é um tipo de chapéu ordinariamente em feltro, fabricado no formato do chapéu Panamá, e que fez grande sucesso no século XX, a partir dos anos 20 (vejam só).
O porquê do nome? A Wiki também tem a resposta! Fedora é um nome feminino russo, versão local para Teodora - e que foi tornado popular na peça teatral Fédora, de Victorien Sardou, feita para Sarah Bernhardt - e depois vertida em ópera, em 1898 - grande sucesso no começo do século XX.
Chega de história. Quando Justin lançou, em 1996, o CD Future Sex Love Sound (eu não curto Justin, só o considero uma grande personalidade), lançou também a moda do chapeuzinho arriado de banda.
Meses depois, no Brasil, a boa-moça-de-família Júnior Lima passou a freqüentar a noite a bordo de um exemplar do gênero (jurando que fazia a linha Justin, há!). Mais muitos meses depois, um maldito Big Brother - que, não à toa, ganhou o apelido de Justin - também posava para as câmeras com um fedora (imitação baratérrima do camelox).
Quaaaase mais um ano depois (e atualmente), e voilá! O fedora aporta em terras sul-brasileiras. Meu novo amigo, Guilherme, disse que o acessório bombou na cabeça dos "mais descolados", em Laguna. E, nas mãos, o hit era uma garrafa pet cortada ao meio cheia de caipirinha de cerveja. Argh...

A dois passos do paraíso

Por uma deliciosa coincidência do destino, nossas amigas habitués do bloguinho mais abandonado de Shark city encontraram-se - ora, vejam só - na RODOVIÁRIA (fino) mais movimentada da América Latina, na Paulicéia Desvairada.
Germana girl, bronzeada (neste caso, bronzeada é eufemismo, para não parecer crime racial), sorridente e saudosa da terrinha sul-catarina; e Charlotte, a furona-de-festa-de-Réveillon-regada-a-champagne-do-bom, mais alisada do que nunca e ostentando um bronze branco-iglú.
Juntas, as meninas bandearam-se para o botequinho mais charmoso das margens do Rio Tietê e, pedidos de ovo de codorna com doses de catuaba feitos, desataram num conversê sem precedentes.
Após brindes animados celebrando o encontro - ora feitos com chopps, ora com rabo de galo - as amigas tiveram que se separar. A paulistana, bem instalada num bólido da Reunidas, ar-condicionado no máximo.
A nordestina, a bordo de um Pluma caindo as pedaços, cujas janelas tiveram que permanecer abertas all the time para aliviar o mormaço de 38 graus. A asa da graúna gritava alucinada no narizinho delicado da garota do Norte, acostumado à água de flor de laranjeira. Ô, dó!
Pior foi o mega-engarrafamento. Foram cinco cruéis horas extras dentro de seus respectivos veículos, esperando pela liberação da via que liga o resto do Brasil ao nobre Estado catarina.
"O que me animou foram os torpedos da Germana, enviados ao longo de todo o trajeto", regalava-se Charla, the refreshing girl.
Germana, por sua vez, narinas pregadas com grampo de roupa para não sentir o mafuá gambasístico de seu recinto móvel, torcia as mãozinhas de excitação a cada quilômetro percorrido, cada vez mais próxima do verdadeiro paraíso terrestre, o Rincão.

P.S.: Germana, a pândega, sempre muito divertida, ainda teve a presença de espírito de enviar torpedinho-pilhéria para nossa amiga brunette. "Onde tu tá?", dizia a mensagem. A remetente, no caso, estava presa no bus, mais uma vez, desta feita em Laguna. O Pluma quebrou, após exaustivas 100 horas de viagem desde Recifolia, cruzando este Brasil de meu Deus. Mais vale o lombo do jegue, como dizia certa redação de jornal...

24.12.07

Best wishes

Passagem rápida só pra desejar um feliz Natal aos queridos e fiéis leitores (e aos poucos que se aventurarem a circular por aqui em pleno feriadão, com destaque). O post é só pra dizer que eu amo Porto Alegre, amei o brick da Redenção e sempre vou amar momentos consumistas. Vou-me, até mais.

21.12.07

Personal VIP

Charlotte C. é uma mulher prática. Adquiriu o cartão Ibi/Angeloni justamente porque o bichinho, além de facilitar sua vida e permitir-lhe luxos como home theather em 48 prestações, ainda reverte em pontos parte da grana investida (coisa na casa dos milhares).
Eventualmente, quando a moça acumula uma boa pontuação (o que acontece com freqüência), ela ruma ao amigo Angelo Toni munida do Ibizão embaixo do braço para trocar por mercadorias úteis. "Pra que vou deixar acumular pontos? Pra trocar por um home theater? Home theater eu já tenho", costuma dizer, gabando-se.
Dia desses os simpáticos, finos e bem-sucedidos vizinhos Cíntia e marido circulavam em busca de sushi pelo Angeloni quando deparam-se com a morenaça negociando com o trocador de pontos do estabelecimento. Debaixo do braço, sua mais nova aquisição trocada: um pacote de Personal V.I.P., branco, folhas duplas, 40 metros.
"Se estou precisando de papel higiênico em casa, venho e troco pelos meus pontos mesmo, ora essa... além do que, não devo explicações a vocês!", disse, furiosa, enquanto nos enxotava do supermercado.
Na hora, pensei: "Isso dá um post no bloguinho". Demorô. Charlotte, espero que o papel higiêncio macio Personal VIP tenha lhe caído bem. E jingle bell, jingle bell, acabou o papel. Não faz mal, não faz mal, limpa com jornal. Nunca a musiquinha satírico-natalícia caiu tão bem, não é mesmo, minha gente?

17.12.07

Visita


Visitinha das mais agradáveis no fim de semana... Ju se prepara para o Natal.

Festas de fim de ano: todo cuidado é pouco

Festas de fim de ano podem se tornar uma lancinante dor de cabeça pelos próximos 12 meses de sua vida. As realizadas como confraternização com colegas de trabalho, então, só devem ser encaradas com seriedade, cuidado redobrado e muito tato.
Não à toa, é bom evitar excessos na bebida e/ou contato físico com companheiros de jornada com os quais você até então só trocava um oi. Sempre é bom lembrar: você está sendo observada. Invariavelmente, pela chefia.
Tábata (nome fictício) é funcionária, há poucos meses, de uma universidade da região. Empolgada com o novo cargo, comprou um bonito vestido estampado, que realçava suas exuberantes formas de 23 aninhos, para ir ao jantar de fim de ano na casa dos chefes (digamos que o dono da casa é uma espécie de reitor, e sua esposa, uma coordenadora-mor, ou qualquer coisa do gênero. Very Important Person).
A moça chegou e aceitou um drink gentilmente servido por um dos garçons. A partir de então, "deitou o queixo", como diria Madame Louise. Foram cervejinhas geladas, vinhos perfumados, martinis ultra-doces, batidinhas de coco e uma dosezinha de uísque para rebater. Do jantar, sequer provou uma azeitona (álcool tira a fome).
Não deu outra: foi parar no banheiro social da elegante residência, literalmente agarrada à privada, reencontrando todo o líquido ingerido na noite e algo mais, entre arroz e banana, não identificável.
Além dos jorros de vômito no banheiro da chefia, Tábata desandou a chorar e a implorar pelo emprego - já o considerava perdido. Mesmo com todas as garantias (ainda que mentirosas) de que ela seria mantida no cargo, por parte da chefia, a moça não parava de se lamentar. De repente, desmaiou.
Pânico na high-society universitária. Ninguém sabia direito o que fazer até que a Big Boss notou um bambolê dourado na mão direita da pobrezinha desfalecida.
- Ei, vamos ligar para o NOIVO dela! Só ele poderá salvá-la! - pensaram todos.
Munida de celular, a patroa encontra o número do noivo da bêbada, importante funcionário público num balneário da região, e relata, educadamente.
- Fulano, olá, tudo bem? Olha, estamos com um probleminha por aqui. A Tábata tomou alguns drinks a mais e agora não está passando muito bem... Tem como você vir buscá-la?
A resposta foi a mais surpreendente. Noivos há quatro anos, o casal já planejava juntar os trapinhos, em breve. Com a notícia da bebedeira, no entanto...
- O QUE??? EU NÃO TENHO MAIS NADA A VER COM ISSO! ELA QUE SE VIRE! - desabafou o rapaz, rompendo um longo noivado por telefone, através da chefe e diante de todos os colegas da rapariga, boquiabertos.
Isso é que é dor de cabeça para 2008...

Quelzinha, a Vênus platinada (parte 2)

Continuando a odisséia de nossa musa tropical, Quelzinha.

Confesso que, maldosamente, eu, John e o amigo Adelson, quarto integrante da trupe, não conseguíamos reprimir risadinhas e nos espetávamos muitas vezes, proferindo comentários jocosos a respeito do visú de nossa querida companheira. Ora, vejam só, deveríamos morder a língua...
Todos solteiros, saímos à caça. Raquel, no entanto, desprezando aquela muvuca toda do Latitude, só soube bocejar e dizer:
- Será que se eu pedir, este DJ não toca uma valsinha?
Perfumados, maquiados e elegantemente vestidos, eu John e Adelson minguávamos com a falta de sucesso. Ninguém nos dava importância. Quando olhei para o lado, Quelzinha já estava sendo cortejada por DOIS interessantíssimos homens. Ar blassé total.
- Acho que nestes lugares que vocês vêm ninguém paga cerveja pra mulher, né? Que pobreza... Lá no 11 eles pagam tudo - provocava.
Um dos que disputavam os encantos de Raquel pulou na frente e se adiantou, oferecendo-lhe o que ela quisesse beber, exposto na geladeira transparente do bar.
- Quero aquela garrafinha azul ali, ó! - apontou, com o dedinho de unhas roídas até o sabugo. Era uma Smiroff Ice, de preço nada popular. Ela provou, fez careta e me entregou inteirinha.
- Coisa ruim, isso aqui! - queixou-se. Eu nem pude.
No fim da noite, 5 horas da manhã, rumávamos para o carro. Saldo negativo para os três. Quelzinha, no entanto, foi acompanhada pelo insistente e charmoso pretendente da Smirnoff Ice.
- Me dá teu telefone, vamos nos encontrar. Adorei te conhecer. Vou para Shark city e você vai me levar neste tal de 11, prometo dançar vanerão - jurava o moço.
O mais incrível? O trelelê de fim de náite não era apenas cantada barata. O sujeito, rico, endinheirado, VIP no Latitude, realmente pegou a estrada e veio ver Quelzinha, a moça das roupas escandalosas e do baton vermelho Valentino, que gosta de vanerão e de beber de graça.
- Mas não quis não, dispensei. Éramos muito diferentes - sentenciou, enquanto ouvia Bruno e Marrone no rádio.

Quelzinha, a Vênus platinada (parte 1)

Raquel havia rompido um casamento de alguns anos e agora estava decidida a recuperar o tempo perdido e cair na náite. Sem contato com as velhas amigas da adolescência, resolveu procurar a prima aqui (eu, Cíntia, como diria Z.) para diverti-la.
Num belo findisemana estava eu acampada na mansão Joenck. À noite, planejávamos, eu e John, um bonde do rolê para a Lagoa da Conceição. Quando menos espero, toca o telefone:
- Animale? É a Raquel!
Para resumir, a prima pedia pouso, seus planos para a Capital catarina tinham ido por água abaixo e a moça não tinha onde pernoitar.
Sempre generoso, John ordenou que seu motorista fosse buscá-la e mandou o mordomo ajeitar um dos quartos de hóspedes.
A princípio, Quelzinha queria apenas um bom banho morno de espuma e uma cama macia com lençóis de algodão egípcio. Mas quando soube de nossos planos para a noite, mudou de idéia.
- Vou com vocês!
Ok.
Fomos nos arrumar para a balada, e foi aí que começou a diversão. A bordo de um jeans ultra-skinny stretch muito-muito-justo três-números-a-menos-que-0-dela, e sem bolsos atrás, montada em plataformas vertiginosas e ostentando um decote até o umbigo, Quelzinha era a definição do glamour, muito linda e digna para freqüentar o Latitude 27, reduto universitário descolado bastante badalado, à época.
Ornando a produção, baton vermelho Valentino nos lábios; um perfume doce-náusea e os cabelos, delicadamente oxigenados.
Decidi intervir. Por que? Porque quem conhece Quelzinha sabe de suas formas "exíguas". Para melhor comprensão, digamos que a moça não tem "volume" glúteo, e é do time das que "deram com uma pá atrás".
E se ali não abunda, peito inexiste. O decotão pronunciado passava em brancas nuvens, assim como o jeans sem bolsos atrás.
O saltão plataforma dava um toque kitsch totalmente desnecessário, e o baton vermelho... bom, o baton vermelho...
Com alguns sugestões, conseguimos modificar, de leve, o look beira de estrada da moça, apesar de seus protestos. Não abriu mão, no entanto, do baton vermelho, apesar da boca finíssima. Fomos para a balada, finalmente. (continua)

9.12.07

Fetiche

Natal ao lado de marido funciona o ano inteiro, manja? Faltando semanas para o Grande Dia, o fofo já me faz travessuras como esta abaixo. Até lá, muitas surpresas extras...

O livro "Fetiche: moda, sexo e poder" é da escritora Valerie Steele e foi brilhantemente explanado por nossa querida professora imediata Aglair Bernardo, durante o curso de Jornalismo.

7.12.07

Contradição X psicopatia

Ah, somos tão contraditórios nesta vida de meu Deus, não é mesmo, minha gente? Sim, porque numa época em que você passa a ser curiosamente observado por pelo menos uma dúzia de pessoas bastando apenas iniciar seu computador; numa época em que os recursos tecnológicos te permitem pendurar fotos e mensagens ultra-íntimas de amigos e amantes e estampar gostos e preferências pessoais num site de acesso público, dizer que se deseja privacidade parece contraditório sim.
Há limites, no entanto, a serem considerados. Você não vive sem a piscante janelinha do messenger; confere os scraps do Orkut de hora em hora e vive queimando neurônios ao pensar em novas idéias de posts pro seu blog? Ok. Então não adicione aquele sujeito com quem você só cruza ao meio-dia, no bandeijão da esquina, como coleguinha de chat-line. Não aceite o testemunho emocionado, no Orkut, da moça que sentou na sua mesa de bar há 15 dias e da qual você mal sabe o nome. Não force as amizades virtuais. E mantenha os olhos bem abertos, o botão de ignorar usuário está logo ali, ao alcance do mouse.
Coisa deveras curiosa - e totally freak, vamos e venhamos - é você, querido amigo orkutiano, que tem um perfil todo bonitinho e prosa, que coleciona um bando de coleguinhas e admiradores, que troca scraps gentis e cordiais de quando em vez, perceber através da bina que alguém que você CONHECE andou fuçando sua área. Como diria a super Z. girl, até aí, tudo bem.
O problema é quando você conhece a pessoa mas não mantém qualquer espécie de contato com ela, não sabe o que anda fazendo da vida, e nunca mais cruzou com a sujeitinha. E mesmo assim vem ela e dá aquela fucinhadinha em your own private life.
Tá lá o nomezinho da lôca, exibidinho na sua página. Tá lá, a prova inconteste de que ela remexeu na sua gavetinha de confidências, no seu albunzinho de fotos fofuchas. O pior (e mais assustador ever): ela NUNCA deixa um oi sequer. Nunca diz: oi, fulana, tô passando aqui pra vasculhar sua vida, bitch! Não...
M. Zim também tem medo desta laia de espiãs do mal. Acredita que pessoas que te conhecem, te fuçam mas não deixam um mísero oi são do gênero sociopatas. Tendo a crer nesta teoria. Mas, peraí, quem escreveu intimidades e postou fotinhos na minha página de acesso público não fui eu mesma? Como reclamar, então? Tenha medo, tenha muuuuito medo...

P.S.: curiosamente, em minha vidinha sharkcitiana já convivi com uma (outra) Glenn Close de Atração Fatal. Caê boy sabe do que estou falando e M. Zim também. Ui...

3.12.07

Gafes sexuais

Circulando por meus bloguinhos prediletos (que são vários), deparei-me com um, em especial, que trazia uma pesquisinha proposta pela revista Criativa, sobre o polêmico tema "gafes sexuais". Vamos às questões?
A pergunta era: Você já passou por alguma (ou várias) destas situações?
E seguiam-se estes constrangedores momentos da vida de qualquer serumano:

Trocar o nome do parceiro.
Cochilar durante as preliminares.
Cochilar durante a penetração.
Só perceber que a menstruação desceu na hora H.
Usar uma calcinha furada.
Estar tão peluda quanto o Tony Ramos.
Soltar um pum em um momento inadequado.
Atender o celular durante a penetração ou as preliminares.
Fazer um comentário sobre o tempo ou a programação da TV durante a transa.
Deixar escapar um "Que bonitinho" ao descobrir que o pênis dele é pequeno.
Olhar no relógio pensando no compromisso que tinha a seguir.
Sentir enjôo durante o sexo oral e não conseguir disfarçar.
Caiu da cama.
Bateu nele sem querer.

Coisas da vida, né, minha gente? Conheço um punhado de louca por aí que poderia preencher uma verdadeira bíblia com as gafes sexuais das mais escalafobéticas e absurdas do universo. Alguém se habilita a relatá-las ou terei eu que fazê-lo? Dou três dias, hein?

P.S.: importante lembrar: a enquete foi publicada pela revista Criativa e divulgada pelo blog http://inconfidenciamineira.com/, da Vanessa, sempre ótimo.

27.11.07

Coisas natalinas

Eu adoro o Natal. Adoro. Adoro tudo o que é relacionado ao Natal: presentes, luzinhas, árvores enfeitadas, horário diferenciado no comércio, espiga de milho verde, presentes, calorzinho chegando, horário de verão, férias à vista, comidança boa, presentes, panetone, enfim, coisas natalinas em geral. Mas mais do que gostar do Natal propriamente dito, a comemoração do dia 24 ao 25 de dezembro, gosto mais ainda do pré-Natal (nada a ver com gravidez, valha-me Deus). O período de pré-Natal (que a cada ano começa mais cedo, já antevejo o bom e velho santaclaus gracejando risonho em pleno mês de julho, anotem na agenda de 2010) é uma delícia, cheio de expectativas, planos e listas infindáveis de presentes (mais com presentes que eu quero GANHAR do que com os que eu quero dar).
Este ano, especificamente, estou realizando uma série de sonhozinhos provincianos e domésticos que habitavam minha fértil mente há bons anos. Eu sempre quis ter uma casa para poder montar, com minhas mãozinhas macias, a MINHA árvore de Natal. E tcharam, eis que a encontro, linda e verdejante, por meros R$ 19,90 na lojinha de R$ 1,99! E como foi bom fixar cada bolinha (entre brilhosas e foscas, que eu sou poooodre de chique) nos raminhos esquisitos da MINHA arvorezinha chinesa!
Aí vieram outras necessidades indispensáveis no Natal, como toalhas para a mesa, enfeitinhos mimosos, mini-castiçais e, quem sabe, um bowl com coisas dentro (dica da Madrinha), pra pôr sobre a mesa. Só não compro um enfeite pra porta porque tenho medo que me surrupiem, sabe-se lá...

Tips típicos:

* E a onda do Dove Summer Tone já dominou a pequena e laranja Shark city. M. Zim que o diga, faceira porque abalou bangu no casamento da amiga, like a Donatella Versace. Foi só esconder as mãozinhas amarelas que o resto tava óooootemo.

* Além do Summer Tone, o hit de leitura do momento é o livro/DVD/diabo-a-quatro O Segredo, que promete mudanças miraculosas na vida da pessoa só com a força do pensamento. Marido ri e diz que é bobagem. Germana girl, no entanto, já virou fiel seguidora da nova seita e em poucas semanas quadriplicou seus rendimentos mensais de maneira avassaladora, está se mudando para um flat à beira-mar, em Shark (?), trocou o velho e bom Fusca por uma Mercedez e anda por aí arrotando que vai trazer Pernambuco nas costas, quando voltar de viagem, de tanto dinheiro pra gastar. Aproveita e me traz aí uma colher de bambu (não me pergunte pra que serve).

* Eu vou fazer aula de bike! Sim, daquelas aulas gritadas e suadas sobre uma bicicleta ergométrica modificada. 600 calórias a cada 40 minutos, amores, querem o que? Depois, confiram o shape dentro do meu micro-biquíni, lá no Camacho. Há! (é preciso observar que há milhões de ironias nesta última afirmação. Sabe-se lá).

23.11.07

Lista nordestina

Manékia, a nordestina porreta, deve embarcar para sua terra natal em poucos dias. Muito solícita e generosa, ofereceu-nos a possiblidade ímpar de redigirmos listinhas com pedidos de mimos, que ela gentilmente vai adquirir na Terra do Forró, por conta própria, já que é podre de rica, milionária, fina, chique e bem-remunerada, tudo ao mesmo tempo.
Sabemos das proezas desta sertaneja cabra da peste. Sabemos de sua capacidade impressionante de não nos deixar na mão e atender a todos os nossos pedidos, atenciosamente, por mais fúteis, inúteis e supérfluos que possam parecer. Então aproveitamos e a torturamos com requintes de crueldade e solicitações das mais exóticas - até porque, sabemos bem, a moça há de cumprir com sua promessa, custe o que custar, haja o que houver.
Então vamos a my own private listinha de coisas-para-matar-a-saudade-de-Pernambuco:

  • Uma galinha de Angola grande, gorda e de cerâmica;
  • 10 quilos de castanha (de caju);
  • Camarão seco do Maranhão (300 gramas não é suficiente, parodiando Rita Ribeiro);
  • Rasteira Lampião style (36);
  • Lampião e Pretty Mary (bibelôs);
  • Manga rosa, melão maduro, sapoti, joá, jaboticaba, umbu-cajá, carne de caju, doce mel, mel de uruçu (?);
  • Uma peixeira afiada;
  • Muita água de coco "verdadeira" (porque ninguém merece aguinha de coco encaixotada, argh);
  • Uma sacola do Hiper Bom Preço;
  • Uma rede para passar as tardes na fresca;
  • Um bronzeado dourado (eu disse dourado, não torrado-já-passou-do-ponto-faz-tempo);
  • Um punhado da areia branca de Maracaípe;
  • Uma conchinha de água do mar de Calhetas;
  • Uma lasquinha do coral de Porto de Galinhas;
  • Um tubarão-martelo de Boa Viagem;
  • O sol das 5h30 da manhã.

Acho que já tá de bom tamanho.

15.11.07

Você no mundo da moda!

A Universidade de Shark tem um curso de Moda que, bianualmente, realiza um evento para expor trabalhos de alunos e abordar temas referentes à Moda no país e no mundo. Desde sua primeira edição, já passou pela Bola (como diz nosso querido Lougs) gente do naipe de Patrícia Vieira, Jum Nakao e o queridíssimo Ronaldo Fraga. Desta vez, a convidada foi ninguém menos que Erika Patolino, fashion icon no Brasil, desde sempre trabalhando com jornalismo de Moda, desde sempre na vanguarda, na dianteira, quando se trata deste ramo de atividade. Mui bien.


Patolino veio a Shark e nós, fãs ferrenhas de Brazil´s Next Top Model _ do qual ela participa como jurada _ não poderíamos perder. Estávamos lá, eu e M. Zim, no meio do público, quando notamos uma presencinha magrinha e mirrada, à frente de todos, com gigantescos óculos escuros tomando-lhe o mini-rosto sem boca. Sim, Erika também é lagartixa, qual o problema?
Da palestra, na minha leiguíssima opinião, pouca coisa notável (para quem é fã de carteirinha do Oficina de Estilo, a moça só choveu no molhado).


Anyway, Patolaça falou das lojas multimarcas, lembrou que hoje em dia ninguém se veste dos pés a cabeça com uma única grife. Rimos galhofeiramente, eu e Zim. Porque, muito finas, também usamos multimarcas, a citar: Cortelle, Just Be, Marfinno, Preston Field, Request, Blue Steel, Get Over e Rip Coast (esta última a Zim não usa, que é surfwear).


Palomino me inspirou a desenhar um esquema com o circuito da Moda em terras sharkcitianas. Vamos a ele (leitoras queridas, relevem o tosco gráfico, feito de coração):


Como podemos constatar, é muito fácil, rápido e barato ter estilo e personalidade e criar "tendências" neste sul-catarina de meu Deus.
P.S: 200ª postagem! Viva!

14.11.07

Au, au, au!

A jornalista multimídia Rosana Hermann, do imperdível Querido Leitor, cavadeira como ela só, fuçou no site oficial do deputado e forrozeiro Frank Aguiar, "cotadíssimo" para substituir Gilberto Gil como ministro da Cultura, de acordo com a colunista da Folha, Mônica Bergamo (morri), e encontrou uma lista deveras sui generis, do estilo "Chuck Norris facts". Vamos a ela? Trata-se de aspectos "curiosos" da vida do Cãozinho dos Teclados cuja porta da residência é um teclado estilizado, que eu já vi no Gugu. Vale ler até o fim:

FRANK AGUIAR - Curiosidades

  • Frank Aguiar é adepto a terapia Ortomolecular, medicina preventiva que busca o equilíbrio do organismo.
  • Frank Aguiar sempre que consegue uma pausa em sua agenda, se entrega aos cuidados da Dra. Ana Karina Amaral na Única - Centro de Estética on line- Unidade Moema.
  • Frank Aguiar não come carne vermelha nem bebida alcoolica de quarta a sexta-feira santa.
  • Procura fazer muitas orações e fica reunido com a família.
  • No domingo de Páscoa a receita de Frank Aguiar é muita paz, amor e união com sua família.
  • Receita de Frank Aguiar para curar ressaca - Caldo de mocotó bem quente.
  • Frank sempre procura descer do carro com o pé direito, mesmo que esteja do lado esquerdo do carro.
  • Quando não está com roupa branca ou azul, acha que as coisas não acontecem da mesma forma.
  • Quando vai vestir uma camisa abre todos seus botões antes de vestir.
  • Quando esquece alguma coisa não volta para buscar.
  • Caso esqueça a chave da porta de casa não volta para buscá-la, arromba a porta.
  • Quando vai sair de casa sempre se benze na cozinha onde ficam seus três santos de devoção (São Jorge, Santa Cecília, Nossa Senhora de Aparecida).
  • Quando o olho direito dele começa a tremer ele acha que algo de muito bom vai acontecer.
  • O Cd, o primeiro lançado pela Sony Music, é uma homenagem aos 10 anos de carreira do Rei do Forró.
  • Frank Aguiar 10 anos, o primeiro Cd lançado pela Sony Music, recebeu esse título em homenagem aos 10 anos de carreira do Rei do Forró.
  • O Frank já está fazendo bonito na nova gravadora... o Cd chega às lojas já com disco de ouro.
  • Frank teve o prazer de contar com as participações especiais do cantor Reginaldo Rossi, do grupo gaúcho Tchê Guri e do grupo pop KLB.
  • Uma das grandes preocupações do cantor ao assinar contrato com a multinacional foi em relação ao preço do Cd. Frank só assinou depois que a Sony garantiu manter os Cd´s a preços populares.
  • Também para agradar seu público, com o apoio da gravadora Frank decidiu sair com duas músicas de trabalho. nas rádios segmentadas (especializadas em forró), a escolhida foi “Pega, Pega, Come, Come” um forróneirão com a participação do grupo Tchê Guri e nas rádios populares não segmentadas o hit será “A Saudade”.
  • O repertório deste Cd foi escolhido de forma muito especial: Frank divulgou um número de telefone e através dele ouviu a opinião do seu público. durante a “audição”, Frank chegou a receber mais de mil ligações por dia.

Tá, vamos aos necessários comentários:

O cara faz merchand da doutora Karina pra não pagar a clínica estética?

Hum, ele diz que procura ficar sempre reunido a sua família. E em seguida, diz que costuma fazer isso NA PÁSCOA, ou seja, uma vez por ano. Considerando que o moço tem algumas ex-mulheres e um sem-fim de filhos, deve ser bem isto mesmo, reunir esta tropa toda de gente do naipe da Renata Banhara deve ser muito estafante.

Diz que não bebe de quarta a sexta-feira SANTA, no resto do ano o bicho pega pesadíssimo que só no caldinho de mocotó mesmo (a Manékia é que sabe destas coisas...)

Não dá pra negar a vibe Roberto Carlos (botões da blusa, azul e branco, chave na porta, TOC)

Tchê Guri??? Nãããããããoooooo!!!

13.11.07

Paris

Post rápido só pra dizer que me sinto muito chique e refinada por estar cheirando a francês legítimo (o perfume, não o povo que toma banho bimestralmente). É que sogritos retornaram agora de um rolê pela Europa e trouxeram mimos mil (fotinhos depois). Included o presente natalino (já!) do Luck, o Homer, a Lisa e a Meg no cinema! Viva!

A maldição dos comerciais de CD

Uma das inúmeras desvantagens - talvez a maior - em se assistir à TV aberta são as detestáveis propagandas de CDs de artistas populares (e cujas gravadoras eventualmente estão ligadas à própria emissora, caso da Orbit Music com a RBS, ou da Som Livre com a Globo). Ou seja: faltou inserção comercial, toca calhau (que nem acontece nas publicações impressas). Aí é uma overdose de merchandising. E sabe como é - quanto mais horrorosa é a balada, mais ela gruda como chiclete derretido na nossa mente ociosa.
A edição com os "melhores" hits de determinada banda e/ou cantor, com destaque para os trechos mais populares, entra no ouvido e de lá não sai mais. Foi deste jeito maldito que aprendi a cantar a música "Leilão", dos tais César Menotti e Fabiano, do início ao fim, sem ao menos conhecer a cara da dupla.
É deste jeito que a gente absorve as podreiras pop do dia-a-dia, é assim que aprendemos a cantar "Tem culpa eu, tem culpa Kátiaaaaa, a desgramada da Katchaça...", antecedida por "A balada é minha casa, fazer love é meu emprego, minhas noitadas não me pedem arrego..." e finalmente por "Festa no apê" (Hey, hey, hey, Latino é nosso rei).
Pois agora existe uma banda aqui do Sul, do gênero denominado Tchê-music, que enche o saco da galera de tanto que vem pra Shark tocar (procurei no google e achei Tchê Garotos e também Garotos de Ouro, agora tô em dúvida). Bom, os caras estão com a bola toda, bombando de Sudeste ao Sul do país, e viraram a menina dos olhos da RBS. E dá-lhe propaganda com os hits dos gaudérios. Pai amado... o problema não é você odiar o gênero e aquela pataquada toda sobre o palco, os caras se requebram mais que Carlinha P. O problema é que as letras das canções deste último disco, especificamente, e que já não saem de minha intelectual cabecinha são totalmente PEDÓFILAS!!! Vamos conferir?
Tem uma que é assim: "Moleca, bonequinha, sapeca, vem me dengar...", hit que deve fazer a alegria de 10 entre 10 adolescentes pentelhudas e bem nutridas, daquelas com cara de 40 anos, aparelho nos dentes e shortinho com a polpa da bunda pra fora. Adolescentes, no entanto. Aí eu já olho atravessado, esse negócio de boneca é como eu chamo minhas duas princesinhas, de cinco e três anos.
Aí em seguida já vem outro hit bombástico, o "Minha Menininha" (eitcha, Google véio de guerra!), com o refrão singelo "Ah! Que saudade da minha \nmenininha!, que saudade da minha menininha!... (repete ad infinitum).
Sério, eu fiquei nauseada. Então vamos para o comercial de CD que mais infernizou a vida da galera catarina por pelo menos um ano:
"Ô, meeeu, toca uma reggaeira aí..." (maldito Armandinho!)

8.11.07

Ugly Betty

A versão mexicana já me encantava com suas cores gritantes, seus penteados exóticos, caras e bocas em profusão e, claro, com todo seu overacting, que novela mexicana sem mega-fake-atuações não é novela mexicana. "Maria, nós não podemos nos casar!!!" (lágrimas). "Ohhhhh, mas por que, José? (pronuncia-se Rossê). "Porque... porque... porque SOMOS IRMÃÃÃÃÃOOOOOOS!". Coisas do gênero. Aí que uma produtora de séries estadunidense (se não me engano envolvida com Penélope Cruz) descobriu Betty, A Feia, pérola da teledramaturgia latina, e adaptou-a ao gosto americano _ e, conseqüentemente, ao padrão televisivo que impera mundo afora, pelo menos junto aos que têm TV a cabo. Devemos dar o braço a torcer: os gringos manjam do assunto. Ugly Betty é absurdamente irresistível, engraçado, comovente e clichê dos clichês.
Para quem não conhece a trama, vejamos: Betty é inteligente, competente, profi pra caralho, mesmo nunca tendo trabalhado na área onde se formou (qualquer coisa entre jornalismo e moda, like a Devil wears Prada). Mas, é claro, como diz o nome da série, a muié é um bagulhaço, monoselha, bigoduda, gorda e ainda se veste... como uma mexicana típica! (hahahaha, que pré-conceito). Com direito, inclusive, a poncho and everything, mega-colors, mega-volumes, muita sobreposição com coletinhos e sapatos padrão masculino.
Ela consegue uma boquinha na maior revista de moda do mundo, como assistente de um galã playboy que só pensa em comer a mulherada. Como é feia, o gajo inventa de dispensá-la, mas, como não pode demiti-la, faz o Capitão Nascimento e apronta o demônio até a moça "pedir pra sair".
No fim tudo dá certo, o cara reconhece o talento da medonha e a recontrata, provocando a inveja-monstro de mil vagabas lindas e anencéfalas que trabalham no mesmo lugar (e cobiçam o cargo de Betty).
Não há como não torcer pra taturana-girl, não há como não querer que ela consiga dar a volta por cima, que depile o bigodón, que vá ao Cláudio Sobrancelhas se arrumar, que emagreça, pare de comer donuts e invista em modelos mais interessantes (ou menos bizarros). Que pelo menos penteie o cabelo, ó, meu Deus! Porque ela é um amorzinho, uma fofa, conquistou a América e vai conquistar o mundo (pelo menos o mundo da cultura pop). Viva Ugly Betty (em inglês é bem mais chique, né?).

P.S.: Se os americanos dão show de bola comprando idéias alheias, o contrário, no entanto, é absolutamente lamentável. Vide a versão nacional da adorável Desperate Housewives, ambientada na Terra dos Hermanos. Podre

6.11.07

O casório, o dentinho e o guardanapo de linho

E como hoje é dia de postar, here go para os últimos acontecimentos do findi. Enjoy it!

Parte I

Há três meses todo o clã Teixeira se preparava para a cerimônia que prometia entrar na história dos casórios sul-catarinas. Madame, que não é boba nem nada, comprou roupa nova de cetim na butique, mandou engraxar os sapatos de salto (couro de crocodilo) e, para dar aquele up no visú, tascou para o protético a missão de desenhar nova dentadura que ressaltasse suas belas maçãs do rosto. Dito e feito. Pagamento antecipado, três dias antes do casório a dentadura nova e brilhante chega, em embalagem exclusiva da Hérmes. "Olha só que coisa linda, a gengiva é até rosa. A antiga é que não valia nada", disse madame, repetindo um mantra proferido na ocasião da compra de cada uma de suas dentaduras, ao longo da vida. A anterior nunca foi boa, só a nova.
Aí foi testar o apretrecho. Atirou os dentes antiguinhos, gastos de tanto serem lavados a escovão, num canto escuro da mansão. De dentes novos, madame sorria a torto e a direito. "Dentes bem grandes, compridos, parece um cavalo", gabou-se Maísa, revelando um segredo até então desconhecido por Cíntia, que não sabia que dentadura encolhe com o uso.
Exibida, madame circulou por toda a orla do bairro universitário, distribuindo sorrisos gratuitos a todos. À noite, um perhaps: a chapa nova ainda não aderira de todo à boca de madame, ou, como diria o saudoso David, não "fez a casa". Dor, muita dor e muito tylenol, para aliviar a pressão na arcada enquanto o apetrejo novo se moldava da maneira mais adequada.
Faltando apenas um dia para o casamento, madame faceira, roendo seu croissant e bebericando seu chá matinal, a surpresa. Faltava-lhe um dente, logo o caninão, bem na frente. O bichinho sumiu do mapa. "Acho que eu engoli. O negócio é espiar depois, quando for ao banheiro", calculou madame, levemente tensa pelo incidente que lhe custaria o sorriso de ouro, na grande festa do casório. Drama.

Parte II

Sábado, o grande dia. Cíntia, Déia e madame, devidamente agasalhada em seu visón, rumam ao instituto de beleza mais próximo, alisar as madeixas e carregar no make-up. A vaidade é tanta que o também saudoso Zé mandou avisar que vai suspender a milionária pensão de madame, lá do além, para que ela dê um fim a estas frescurinhas de fêmea. Madame mandou-o se catar. Fez as unhas, uma drenagem linfática rápida, bronzeamento artificial e ainda coloriu os cabelos (chocolate ao leite). Linda, mas ainda frustrada: a falta do dente na chapa nova e a obrigatoriedade de ter de resgatar a dentadura velha lhe trouxe uma leve dor de cabeça.
Entrada triunfal no salão de baile, e a lembrança da dentaça avariada não lhe saia da mente ("Segunda-feira de manhã já tô lá", esbravejava madame, tão furiosa que chegou a dar pena do protético, que numa hora destas já deve ter sido xingado de cara de cu e de ilhorpa pra baixo).
O drama desanuviou-se após doses generosas de uísque, martine e batidinhas de coco, além do melhor champagne gelado (madame jamais larga sua flute). Comilanças, sobremesas generosas, muita dança e diversão. Vou ao banheiro aliviar-me de tantas bohemias consumidas quando deparo-me com madame, que ainda fechava o zíper de sua calça de cetim enquanto acionava a descarga da privada.
"Conseguiu encontrar o danado?", perguntei, brincando. "Que nada, o bacio é muito fundo", observou, levemente tensa, enquanto limpava as mãos freneticamente em um guardanapo de linho.

P.S.: mais do casório da Carol, em breve. Aguardem.
P.S.2: Caetano não mais admite textinhos que ponham em risco a reputação de madame. Está furioso, aliás, com a suposição (fantasiosa) descrita acima.

Na boquinha da garrafa

E como nem tudo são pedras e paus, vamos a um momento de descontração...

Aqui, Teteu divertindo-se em festa familiar. Tudo muito respeitoso, deixo claro...


Crisis momentum

Em momento terrível de crise, recebo o mailzinho de onde menos se espera, com seguinte mensagem:

"Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".

Vai dizer que não é pra chorar?

28.10.07

O parquinho, o shoyu e os CDs

Eu e marido gostamos de brincar de papai e mamãe (ops!, no bom sentido, neste caso), e sair por aí com Jukinha a tiracolo, de vez em quando. A menina da madrinha faz as nossas alegrias - num período MÁXIMO de dois dias - quando tudo ao redor se assemelha a um comercial de margarina, com muito cor-de-rosa, doces, risadas e site da Barbie. No sábado levamos a pequena para almoçar no shopping, e felizmente sou, euzinha aqui, uma pessoa absolutamente nada popular na cidade. Não conheço ninguém e ninguém me conhece. Assim, pude conduzir habilmente um carrinho de choque, tentando fugir da dupla marido/Ju; e me balangar vertiginosamente no Barco Viking, brinquedo destinado a crianças de menos de 10 anos, provavelmente.
A tarde foi tão corrida, movimentada e quente (vem chegando o verão na abafada Shark city) que, quando fomos jantar, eu e marido, lá pelas nove da noite (sushi), troquei as bolas e, ao invés de entornar o copo de Coca light, o fiz com a xícara de molho shoyu. Só percebi após um GRANDE gole. Grande mesmo. Eu tomei um golaço de shoyu, caramba, e não consigo me perdoar até agora. Nem tinha bebido cachaça. Fiquei tão assustada e desnorteada que não quero mais saber de sushi nas próximas semanas. Raiva.
Em compensação, ainda à tarde, na Americanas, reforçamos nossa discoteca com CDzinhos bár-ba-ros, a citar:
GHV2, da Madonna;
Off the Wall, do Michael Jackson;
Puro Suingue, do Jorge Ben (delícia);
Maria Bethania;
e um combo do Secos & Molhados (luxo).
"Por causa de você bate em meu peito baixinho, quase calado, coração apaixonado por você, menina..."
Eu já disse que AMO Jorge Ben?
Anyway, tudo isso ainda não aplacou de fato minha mágoa por ter bebido o shoyu. Só um pouquinho...

26.10.07

Summer tone

Primeiro foram as lipos. Corta dali, suga daqui, e a barriguinha de pochete simplesmente desaparecia, como num passe de mágica. Aí foi a vez do silicone. Enxerta, aperta, aplica e as mocinhas saem empinadinhas e com novos sutiãs a tiracolo. Veio o botox e sua máscara grega, deixando todo mundo sem nenhuma expressão. O último grito na batalha pela beleza irretocável (???) ficou por conta do esquisitíssimo bronze laranja, obtido após intensíssimas sessões na câmara que dá aquela corzinha da cenoura artificialmente. Vide Xuxa e Donatella Versace. Até programa no adorável E! a "modalidade estética" (???) ganhou, o Sunset Tan, onde milionários descerebrados torram doletas mil para ficarem tostadíssimos como se acabassem de voltar de um mês de férias no Mediterrâneo. Sem protetor solar.
A gente gosta mesmo é de criticar modismos e loucurinhas que levam tantos por aí a apelar para o ridículo em busca de um ideal torto de beleza. Mas é fato que, vez por outra, lançamos mão de artifícios destinados a nos deixar mais atraentes, jovens e saudáveis: a fila para clareamento dental, peitões novos e cinturinha de pilão não pára de crescer.
Eis que um evento de suma importância surge no horizonte. Preocupada, corri atrás do vestidinho ideal. Aí vieram os sapatos, os adereços, os acessórios e a make-up ultra-carregado, que de gloss e rimelzinho a Julia já tá cheia (Julia: 5 anos). Sendo de um vaporosíssimo tecido verde-doirado, a peça escolhida por moi pedia, sem sombra de dúvidas, uma coloração a mais em minha pálida pele encarceirada por um longo inverno. Com escrúpulos suficientes (e sem a menor possibilidade financeira) de apelar para o bronzeamento em câmaras cancerígenas, deixei-me seduzir pelo simpático comercial de um produto que promete a cor do ouro às mais transparentes epidermes.
E a palavra mágica é: Dove Summer Tone, descrita como "uma loção hidratante com agentes bronzeadores". Rá. A Califórnia jamais abrigou tamanha morenice acobreada e brejeira sob seu sol. Em apenas CINCO dias adquiri aquela corzinha só conquistada com muita exposição da figura na areia da praia - e em pleno janeiro, nesta região do mundo. O sucesso foi arrebatador. Já recomendei tantos Doves Summer Tone por aí que merecia, sinceramente, uma cestinha de mimos da Dove (sei lá, não custa tentar).
Agora meu tratamento colorífico iniciou novamente (é que depois de suspender a aplicação, a cor some, snif). Outra festança das boas, em breve. E pra que se expor aos perigosos infravermelhos, não é mesmo?

P.S.: Lado negativo? O creminho milagroso não tem lá um cheirinho muito agradável. Argh.

25.10.07

O hamburguer, a faxina e as Buds

A moça, morenaça belzebu, é convidada a jantar um delicioso hamburguer com molho especial do Nordeste na casa daquela amiga sertaneja cuja residência há tempos não pisava. Ela aceita, decidida, a fim de forrar seu estomagozinho tão maltratado por abobrinhas e chuchus. Esverdeada de fome, a pobrezinha Charlotte C. ainda tem de passar no Angeloni para garantir sua metade nas Buds de um litro que serão consumidas noite adentro (seis dela, seis da anfitriã, pra ficar de bom tamanho e porque hoje é só segunda-feira, não convém abusar).
Exaurida de suas forças e tomada por uma fome abissal e sem precedentes, ela chega na casa da mameluquinha mais amada do Sul pedindo migalhas dormidas do seu pão, raspas e restos que interessam.
No entanto, ao invés de alimentar a enfaimada, G. girl decide abrilhantar sua mansão com uma pequena faxininha-relâmpago. Esfrega dali, alisa de lá, passa Veja multiuso acolá, e Charlotte, the somali girl, contorcendo-se pela cozinha, enquanto fumava um luke strike atrás do outro.
"Fui pra internet. Fiquei lá, navegando. Fumei, fumei, fumei. Roubei um cigarro dela, mentolado, ela nem viu", relata a pobre mártir. "Afinal de contas, eu tenho que ir embora às 22h30", reforçou.
Coisa de meia hora depois, G. continuava no ir e vir dos lençóis (sim, eram 22h00 e a moça insistia em arrumar a cama justamente naquele horário). Charlotte implorava por atenção e comida. Decidiu entrar em ação.
"Falei: Ô, sertanékia, eu vou fritar UM pra mim (hamburguer). Tu vai querer?", questionou a moça. G. girl disse sim. "Era só o que me faltava... me convida e depois me manda pra cozinha? E olha que eu tinha que ir embora às 22h30, trabalho no outro dia, tá pensando o que?", vociferou a paulistana louca da calcinha.
Manekinha, que é gente boa como todo baiano, lembrou, enquanto passava algumas peças de roupa, de deixar a amiga bem à vontade. "Fique à vontade, Carla. Corta um tomatinho...", sugeriu.
"Rodela fina ou grossa?", perguntou Charlotte.
"Grossa", respondeu G.
Tudo pronto, Manékia finalmente desliga o aspirador de pó e vem comer. "Ô, Carla, tu fizesse hamburguer pra mim? Gosto tanto de ti...", disse, sempre muito carinhosa com os seus (apesar do leve traço de ironia da declaração).
Mesa posta, hamburgueres fumegando, Wanderlee até o talo. A mameluquinha solta mais uma: "É tão bom a gente comê, né?".
Aí vieram as Buds e os conversês intermináveis. Claro, tudo dentro dos conformes: Charla deveria sair dali às 22h30. Chegou em casa às 3.

24.10.07

Pessoas-spam

Você percebe o quanto é amada/admirada e idolatrada ou desprezada/odiada e ignorada pelas pessoas com as quais convive ou já conviveu pela quantidade e pela qualidade dos e-mails que estas te enviam.
Sabe aqueles antigos colegas de faculdade e/ou de trabalho, com quem você mantinha uma relação cordial e bem-educada, mas que ao perderem contato ficou sem sentido mantê-los no messenger ou no Orkut, mas que você ainda mantém JUSTAMENTE por educação (sempre bloqueados)? Então.
Dia desses uma amiga recebeu o mesmo e-mail vindo de duas pessoas diferentes, das quais não recebia sinal de vida há quase um ano. Pois bem: os caras-de-pau tiveram a ousadia de bombardear a caixa de mensagens da moça com um daqueles terríveis spams/corrente que fizeram fama e fortuna no início dos anos 2000, com ameaças de maldições e de mortes horripilantes caso você, recebedor, não cumpra com o exigido no final da mensagem, ou seja, enviar para 10, ou 20, ou até 30 contatos de e-mail.
O que acontece é claro como o dia: você não manda spam/corrente para seu namorado (se tiver um), para suas amigas do coração nem para os simpáticos e descolados colegas de trabalho. Você manda spams para os contatinhos do Hotmail que você ou odeia ou despreza. Porque, cá entre nós, ninguém merece uma foto-montagem de um fantasma samara morgan style te ameaçando a vida se você não encaminhá-la.
Mas o que mais me impressiona neste mundo de meu Deus não é o pouco caso que pessoas-spam têm com você, é a possibilidade delas mesmas acreditarem em "maldições virtuais de 2000". Wake up, people, a onda virtual do momento é roubar senhas de banco e transferir dinheiro para contas-laranja. Seringa aidética na poltrona do cinema, boa-noite, cinderela na bebidinha free na boate e, é claro, a garotinha que têm um câncer terminal desde 1996 (ela não morreu ainda?) são tãããão last season...

22.10.07

O bandejão, a língua e o desespero

Quando o sogrão convidou para um almoção de domingo no meio da comunidade, fiz-me de rogada, mas marido garantiu presença dizendo: "Vamos, boba, vai ser bom!", afirmava, convicto.
Fui. Ao chegarmos, pude observar o povão, feliz, enchendo seus pratos em formato monte everest, coisa linda de Deus, comer é vida.
Peguei meu utensílio (plástico, claro) e segui, junto a Caetano, para a mesa do buffet. Enquanto me servia de apetitosas saladas fresquinhas e um purezinho fino de aipim com molho de carne (delícia), Machadinho rumou convicto para o setor de carnes. Estranhei a demora na escolha de seu filé e, em pouco tempo, o alcancei.
Qual não foi minha surpresa ao ver o moço com uma carinha que ia da náusea ao pânico, enquanto olhava para as duas cubas de carne: uma delas com pedaços de aparência rugosa, boiando num molho vermelho: a famigerada língua; a outra, também encharcada de molho, com generosas coxas e sobrecoxas de frango ensopadaço. Pânico na Zona Sul. Sem saber se ria ou o auxiliava, apontei para um cantinho do salão comunitário, onde dois solícitos garçons fatiavam um fabuloso churrasquinho, o que deveria minimizar o impacto popularesco da refeição dominical.
Não foi de grande valia. Como já havia se servido, precipitadamente, de frango, lá ficou marido, com carinha de desespero, olhando o pedação de alguma parte ainda não identificada da galinha, laranja e gordurosa. Medo.
Já pensava eu em blogar as frescurinhas de maridón quando este se aprochega e, discretamente, sopra em meu ouvidinho: "Tô me sentindo no Laio´s".

P.S.: o frango acabou, enfim, sendo devorado, já que eu pus fogo dizendo que é falta de educação deixar comida no prato, até porque Jesus chora, como diria Neidé. A carinha de desconsolo, no entanto, ficou registrada em minha mente, para minha diversão eterna.

19.10.07

Carência cristã

Charlotte estava carente. Sedenta de um abraço, um chêro no cangote, um mimo, um bibelô. Curtindo sua agitadíssima single life, considerou a morena brejeira ser mais fácil ganhar bens materiais do que um abraço de urso, macho, quente e peludo (tempos difíceis em que espécimes masculinas para uma manutenção básica são itens de luxo no mercado).
Zapeando em frente a TV, parou, estática, na programação de seu canal predileto, a TV Universitária, da mesma instituição da qual ela já fez parte. Lá, aos brados, um homem identificado como da "Igreja Adventista" convocava o telespectador a entrar para o clã dos escolhidos. De repente, merchandising. O pastorzinho saca de um CD brilhante e, foco na câmera, informa que o primeiro a telefonar para o número XXX ganharia, na chincha, aquele exemplar único, raríssimo e disputado das "melhores do mundo gospel 2007".
Sebo nas canelas: o sonho de Charlotte se materializava em sua frente! Pois não era ela mesma que, há poucos dias, havia se lamentado com a vizinha mais curvilínea do Dehon quanto à necessidade desesperada de ganhar alguma coisa, qualquer coisa, um abraço, um real, uma passada de mão?
Discou, divertida (há, vou ter o que contar amanhã na escola), já esperando o indefectível sinal de ocupado do telefone. De repente: "Alô, boa tarde! Você é a feliz contemplada de um CD da Igreja Adventista com As Dez Melhores do Forró-Gospel - by DJ Retardado Show!". Três dias depois, o mimo tão sonhado chegou pelo correio. Aleluia, irmãos!

P.S.: Ainda sobre religiosidades e afins, Teteu boy acredita que nossa amiga, a pseudo-jornalista e "poeta das aspas" Z., deverá começar sua matéria sobre a bem-aventurada Albertina da seguinte forma: Amém.

16.10.07

Bienvenue!

Eu orgulhosamente dou hoje as boas-vindas a uma querida nova leitora que, pretendo eu, deve se tornar habitué neste espaçozinho. O post acanhado mas honesto tem toda razão de existir, já que esta nova leitora é nada mais nada menos que minha mamãe, Neidé, a francesa que não deu certo, que ama melancia mais que tudo no mundo, que é viciada em paciência e que sonhava em conhecer Veneza na adolescência. Dona Neide, seja muito bem-vinda ao Imediatas, entre, sente-se e fique a vontade, a casa é sua. Então aproveite e me lava aquela louça da pia, sim?

15.10.07

14.10.07

A chapa, o falecido e o cachorro

Momentos difíceis, aqueles... há coisa de cinco anos (ou mais, ninguém lembra ao certo), monsieur Joseph, patriarca do Clã Rosa, acamado e indisposto como estava, sofreu uma piora em seu estado de saúde e foi levado às pressas para a Clínica Santé (reduto dos ricos e elegantes destas plagas). No corre-corre do atendimento, as enfermeiras, muito solícitas, retiraram cuidadosamente o aparelho ortodôntico de sir Joseph - sua dentadura, ou ponte, como era chamado o artefato, carinhosamente - e a entregaram à filha e primeira-herdeira Andrea Rosa. Levemente nauseada (Déia é dada a frescuras, onde já se viu?), a moça tascou a dentarada na mesinha mais próxima da clínica. Atordoada pelos últimos acontecimentos, acabou esquecendo-a ali.
A história poderia ter terminado deste jeitinho, mas não. Quando se trata do Clã Rosa (ou do Clã Teixeira, whatever) nada é suficiente.
No dia seguinte, atarefada com uma série de compromissos, princesa Déia e Madame, sua eterna companheira (não é, Kátia?) dirigiam-se à agência do CitiBank mais próxima para sacar algumas malas de dinheiro quando ambas foram interpeladas por uma jovem senhôura. "Moça, não é você que tá com o pai mal, doente no hospital? Então, o meu também tá lá, e ontem eu te vi lá perto da UTI. Você esqueceu a dentadura dele". Não bastassem as lágrimas em profusão de Déia ao lembrar do incidente, a moça ainda põe a mão em sua própria bolsa e retira dali, sã e salva, uma rosada dentadurinha cheia de dentinhos (ou aparelho ortodôntico, como queiram), que era lavada diariamente com o bom e velho escovão do tanque. O mimo foi direto para a valise importada de Madame Louise.
Infelizmente a boa ação não foi necessária. Monsieur Joseph não resistiu e acabou falecendo, ao longo daqueles dias difíceis. Ao se tomarem as providências quanto ao traje fúnebre que seria posto no bom homem, Madame e Andrea lembraram-se, tardiamente, da tal dentadura, que jazia, murchinha, sobre a mesa da cozinha. Ao interpelarem o jovem da capela mortuária, foram tranqüilizadas: a boca do falecido não penderia, murcha, sem a chapa, na hora do velório. No lugar do adereço, colocaria-se muito algodão dentro da boca, para dar um up nas belas feições de Joseph.
Ao retornarem, ambas, para Mansão Rosa, em busca de mais alguns detalhes, surpreenderam-se com o bom e velho Chico, que Deus e São Francisco de Assis o tenham no céu. Chico, velho de guerra, havia subido à mesa da mansão (hábito do pobre cachorrinho) e, numa forma de homenagear seu querido dono Zé, exibia entre os próprios dentes caninos a dentatura do morto, espécie de sátira bizarra. Para tirar a chapa da boca foi um trabalho. O aparelho foi devidamente enterrado por Madame no quintal, para tristeza de Chico.

10.10.07

A notícia mais irrelevante do ano (sério)

Longe de mim querer aderir à linha de blogs como os excelentes Te Dou Um Dado?, Shoe me e Papel Pop, que divertem gongando celebrities e pseudo-celebrities brazucas e internacionais, entretenimento dos bons para DEPOIS do trabalho (deixo claro). Mas não pude resistir aos apelos de notinha enviada pelo amigo Matheus Leão Lobo Madeira. Sério, se não existisse um vídeo provando (ao qual não assisti, deixo claro), seria difícil acreditar que bizarrices assim acontecem, a torto e a direito, e passam incólumes na "carreira" destas criaturas.
Deu no Babado (trechos em parênteses são meus):

Siri canta "Tô nem aí" para Alemão e repórter do TV Fama (ai, ninguém mais merece Sirisleine e Germany boy, fala sério. Nem a Germana agüenta mais).

Íris Stefanelli, apresentadora do TV Fama, da Rede TV!, tirou sarro - no ar - do affair entre uma repórter do programa e seu ex-namorado, Diego Alemão. Siri cantou o hit "Tô Nem Aí" aos risos, após uma piadinha combinada com Nelson Rubens (até ANTES da piadinha COMBINADA, eu poderia sorrir discretamente com a sacanagenzinha da bruaca, mas...):
- Bruno de Lucca, você foi visto! Estava dando carona para a repórter do TV Fama, Tatiana Welikson, e Diego Alemão. O que estava tocando no rádio? (disse Nelson Rubens)
- Tô nem aí, tô nem aí, completou a ex-BBB. (!)


(e agora, a MELHOR síntese de planos-para-o-futuro/ quero-ser-apresentadora-e-atriz de todos os tempos EVER):

Tatiana passou a noite de sexta-feira com o moço e teria dito aos amigos que ele é "insaciável" e que agora ela quer posar nua.
Fim

Tá. O que o fato dele ser insaciável TEM A VER com o fato de ela querer POSAR PELADA? O ex-BBB tem o pinto de ouro (como diria Madame), o fabuloso dom de deixar a mulher mais gostosa e atraente depois de comida, ao ponto de ela TER, obrigatoriamente, que mostrar a xavasquinha melada pra todo mundo? Se nos basearmos na Iris, NOT!

7.10.07

Piratas do Caribe

Tropa de elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você!

* Valeu, Diogo!

4.10.07

Heartbreaker

Uma série de imagens sacras dão um ar dramático à gruta construída no local da morte da menina santa. Nossa Senhora de Aparecida, Santo Antônio e o meu mais novo amigo, São Miguel Arcanjo, perfilam-se rentes às paredes da pequena edificação.
Uma das imagens, de uma mulher sustentando um carneirinho em um braço e uma planta no outro, cujo nome ainda não descobri, exibe um pequeno papelzinho bem dobrado em seu colo. Certamente um pedido de graças, bastante comum em igrejas e santuários religiosos.
Vou lá e o desdobro, assim como fiz com os da Albertina. Pedi permissão aos santinhos, não há pecado, ora bolas. Até porque compartilhei daquelas dores e daqueles desejos pendentes (saúde, emprego com carteira assinada, uma vida sem vícios).
O bilhetinho no colo da santa sem nome (conte a história da menina, Germana!) é um pouco diferente. Em letra tremida, insegura, com erros básicos de português, a mensagem passa a dor de um coração partido. "Santinha, faça com que o Valdemar me telefone ou me procure, para conversarmos". Ô, dó...

Upgrade: Movida por uma curiosidade incessante quanto à vida dos santos e santos, fui pesquisar mais a respeito da santa com o cordeiro e a planta. É Santa Inês, bela, poderosa e casta. Vamos à história?


Santa Inês, tambem conhecida com Santa Agnes, foi uma virgem e martir do século III. Veio de uma família nobre e rica e a medida que crescia se tornava uma linda donzela de sedutora beleza. Seus cabelos vermelhos e longos ascendia os desejos dos jovens romanos. Mas ela havia prometido castidade perpétua e sofreu várias tentativas de violações, sempre orando a Jesus para protege-la. Assim, o primeiro homem que a quis violar foi cegado por um raio de luz. Santa Inês o perdoou e ele pode ver de novo.

Foi então denunciada como sendo cristã. Prenderam-na e a torturam para que ela oferecesse sacrifícios aos deuses romanos. Como ela se recusava, levaram-na a um bordel, mas o homem que tentou violenta-la foi morto por um raio de luz.

Foi então acesa uma fogueira para ela ser queimada. Quando colocada na pira, ela orou e o fogo milagrosamente se extingüiu. Colocada para ser desmembrada por cavalos, seus punhos eram muito pequeninos e não havia grilhões de ferros para ela. Tentaram amarrá-la com correntes, mas as correntes escorregaram em seu corpo, e as que ficavam simplesmente arrebentavam.

Finalmente foi decapitada com a espada.

Vários milagres foram creditados a sua intercessão e sua fama se espalhou rapidamente. Agnes significa casta, em grego, e em latim, ovelha. Talvez por isto na arte litúrgica da Igreja ela é representada sempre segurando uma ovelha.


Atenção, single girls ----> Segundo a tradição, Santa Inês ajuda a encontrar um noivo para um feliz casamento. É padroeira da pureza e da castidade e é invocada na proteção da castidade. Sua festa é celebrada em 21 de janeiro.


E olha só que bonitinha:


Virei devota.

Malvados again

Eu já disse o quanto este cara é genial? Não? André Dahmer rules!


2.10.07

Pixote

"There´s no place like home", já dizia a fashion icon Dorothy, de The Wizard of Oz. Em casa podemos tudo, andar descalços e/ou sem camisa (mulheres inclusive). Podemos usar o banheiro de porta aberta, passar uma manhã inteira de pijamas, ver TV com o rosto ensebado de creme hidratante (desde que o marido não vomite), usar havaianas e calça jeans sem passar vexame. Nossa casa é nosso reino, onde nos sentimos mais a vontade, livres e libertos para aprontarmos quaisquer peripécias entre nossas quatro paredes. Só lá falamos mais alto, cutucamos o nariz e coçamos partes pudentas sem constrangimentos. Só em casa cantamos no chuveiro e fazemos montações malucas usando peças de roupa exóticas escondidas no armário.
E, claaaaro, dentro de sua casa, cada louco tem sua mania. Micheline, por exemplo, em casa vive de câmera fotográfica em punho atrás do filhote Theo, isso quando sai da internet.

Germana tranca as portas, e cinco minutos depois volta para conferir se trancou as portas, e cinco minutos depois volta para conferir se trancou mesmo as portas. Aí bebe vinho e vai pra net.

Denize (já descrita no blog) cuida de afazeres domésticos enquanto domina o mundo.

Andréa NUNCA pára em casa.

Neide também não.

E Charlotte, ah, Charlotte... o hábito secreto de Charlotte não poderia ser menos excêntrico do que o de todas as outras pessoas. Enquanto cozinha abobrinhas e tomates, lava roupas e passa aspirador do carpete, Charlotte não se desfaz de sua fiel companheira. Ela, a meia-calça cortada que faz as vezes de touca protetora dos fios alisados da brunette belzebu. Assim, uma vibe meio pixote, manja? Vez em quando, os vizinhos Cíntia e Caetano conseguem vislumbrar um naco de Chagas passando pela janela, apressada. De cabelos devidamente escondidos na touca-meia. Fina. E nós merecemos esta visão privilegiada, certamente. Daiquiri no Santo Graal or something.