E por um desses acasos do destino, vi-me, com marido, cunhadinhos e sogritos, num JANTAR DANÇANTE, no Sábado de Aleluia. Para quem não teve o privilégio de morar no "interior" e só conhece o mundo por suas metrópoles, jantar dançante é um evento bastante comum nestas cidadezinhas pequenas de meu Deus Brasil afora, onde se come às fartas uma honestíssima comidinha caseira e onde se dança até o sol raiar (ou até o sanfoneiro pedir água, o que vier primeiro).
Salpicão a base de vagem picadinha, aipim (delicioso), macarrão caseiro, língua ensopada (argh). E uma "carninha assada" supimpa (como o bom sharkcitiano denomina o tradicionalíssimo churrasco). A decoração do buffet me encantou: frutas tropicais e pinguinzinhos de corpo de berinjela e cabeça de ovo cozido. Nariz de cenoura. Original.
O povão, uma gente bonita (sério), falante, bem arrumadinha com suas peças domingueiras (e de Domingo de Páscoa, o que faz toda a diferença). Famílias inteiras, casais jovens. Sorrisos, flertes. Um clima de deslumbramento pairava no ar, enquanto eu mirava atentamente a decoração da nossa mesa, um coelhinho e sua cenoura de gesso.
Ainda antes do jantar, momento dramático para os ateus de plantão. O líder comunitário sobe ao palquinho e, microfone em punho, tendo em vista o caráter enraizadamente católico dos presentes, convida a todos a uma oração, antes da forração de bucho. Todo mundo se levanta da cadeira cujo assento era uma placa de compensado. Nós também nos levantamos. Todo mundo dá as mãos. Nós também damos as mãos. Aí o cara começa a cantar o hit do padre Zezinho number 1 em missa do Dia das Mães e afins: "Abençoa, Senhor, as famílias, amém! Abençoa, Senhor, a minha também!". Todos, mãos dadas, embalavam-se, emocionados, cantando em uníssono. Virei para marido e disse: “Se tu dançares eu te mato”. Como seu eu devesse me preocupar com a possibilidade...
E depois do jantar, a dança. Aí o gaiteiro, a-ni-ma-dís-si-mo, sartô do palco e ficou circulando, faceirinho, por todo o salão. Claaaaaro que teve que parar na nossa mesa, bem atrás de marido, enquanto tonitruava “Italiaaaaaa-na, la mia vita oggi sei tu...”. Tortura para meus ouvidos. Aplaudimos, aliviados, quando ele terminou.
Aí o baile começou a esquentar. Lembrei de minha querida Jane Marie com a pérola “Eu quero que risque meu nome da sua agenda, esqueça meu telefone, não me ligue mais, porque já estou cansado de ser o remédio, pra curar seu tédio, quando seus amores não lhe satisfaz(em)”. Hahahaha (dessa nós não lembramos, hã?).
Aí seguiu-se “Ó, Chalana, sem querer, tu aumentas minha dor...”. Quando o cara puxou um “Que pescar, que nada, vou beijar na boca, ver a mulherada na madrugada ficando louca...” e reparamos na mulherada faceira, no cio, remexendo os ombrinhos e cutucando os maridões para irem pra pista saracotear, decidimos ir embora.
Não nos deram chocolate, mas foi bom mesmo assim.
Aliás, uma excelente Páscoa a todos. Que eu vou comer meu cherry chocolate ganho do marido.
23.3.08
21.3.08
Barata
Durante toda a minha vida meu maior terror era me tornar um Barata. E não, não estamos adentrando temas kafkanianos. Dia desses, durante minha boa e santa caminhada (não tão) diária, cruzei com Barata e sua mãe, dona S., conversando no meio da rua. O Barata, na minha opinião, é a mais exata definição, em carne e osso, de fracasso. De deprimência, de vazio, de não-vida. O Barata é uma não-pessoa. Horrível, isso. Fiquei pensando no Barata durante minha caminhada e vi que isso poderia me render um post. É foda aproveitarmos das mazelas alheias para entreter o público cativo (hahaha). Mas o tema Barata, subitamente, tornou-se irresistível - para uma blogagem.
O Barata já era exatamente desse jeitinho de hoje desde que eu era criança. Cabelos arruivados, mas daquele tipão meio queimado, seco; pele embexigada, cheia de cicatrizes profundas de acne. Nem alto nem baixo; nem magro nem gordo. Certa pança de cerveja. O look básico é camiseta (com destaque para as de campanha eleitoral), bermudões que derivaram de uma calça jeans já desgastada. E havaianas. Não das novas, descoladas, e sim das antigas, brancas de tira azul. Às vezes eu penso que Barata jamais se desfez destas havaianas. Se falassem, as havaianas do Barata poderiam relatar toda a sua vida. O que não quer dizer grande coisa.
Penso (não tenho certeza) que Barata nunca casou. Ainda há tempo, sempre há tempo, Barata não deve ter muito mais do que 40 anos. Quando eu era adolescente soube que ele arrumou uma namorada, não lembro o nome dela, mas a moça era considerada a idiota do bairro, pobrezinha. Por idiota, tomem retardada. Foi uma paixão fulminante que acabou, se não estou enganada, devido a uma traição da parte dele. Céus, eu pensei, alguém quis ser a segunda do Barata!
Não sei do que vive o Barata - aliás, acabei de lembrar do nome do moço, que junto com o irmão daria uma dupla sertaneja fantástica, pela sonoridade, mas não convém escrever por aqui - acho que Barata vive de bicos, faz as vezes de eletricista, encanador, pedreiro e funções do gênero.
Além das havaianas, acho que B. (vamos resumir) nasceu com uma bicicleta. Montado nela. Acredito que Barata não sabe andar, só pedalar. Ele jamais teve carro, moto ou outro meio de locomoção que não a magrela.
Soube que, durante algum tempo, B. teve problemas com drogas. E/ou álcool, whatever. O que interessa é que a (sub)vida de B. me aterrorizou por muito tempo, e ainda me traz certo pavor. Ele jamais conquistou nada, não tem nada do que se orgulhar, do que mostrar aos outros; sua mãe certamente jamais sentiu o peito inflar de orgulho pelo filhinho; seus filhos (se é que tem filhos, I don´t think so) não teriam disposição de apontá-lo, com gosto, e dizer: este é o meu pai. Barata não tem lá muita história para contar, além de fracassos e decepções.
Quando passei por dona S. e Barata, no dia da caminhada, destinei um olhar de reconhecimento à dupla (fomos vizinhos por anos). Barata correspondeu, com um sorriso. Feliz.
O Barata já era exatamente desse jeitinho de hoje desde que eu era criança. Cabelos arruivados, mas daquele tipão meio queimado, seco; pele embexigada, cheia de cicatrizes profundas de acne. Nem alto nem baixo; nem magro nem gordo. Certa pança de cerveja. O look básico é camiseta (com destaque para as de campanha eleitoral), bermudões que derivaram de uma calça jeans já desgastada. E havaianas. Não das novas, descoladas, e sim das antigas, brancas de tira azul. Às vezes eu penso que Barata jamais se desfez destas havaianas. Se falassem, as havaianas do Barata poderiam relatar toda a sua vida. O que não quer dizer grande coisa.
Penso (não tenho certeza) que Barata nunca casou. Ainda há tempo, sempre há tempo, Barata não deve ter muito mais do que 40 anos. Quando eu era adolescente soube que ele arrumou uma namorada, não lembro o nome dela, mas a moça era considerada a idiota do bairro, pobrezinha. Por idiota, tomem retardada. Foi uma paixão fulminante que acabou, se não estou enganada, devido a uma traição da parte dele. Céus, eu pensei, alguém quis ser a segunda do Barata!
Não sei do que vive o Barata - aliás, acabei de lembrar do nome do moço, que junto com o irmão daria uma dupla sertaneja fantástica, pela sonoridade, mas não convém escrever por aqui - acho que Barata vive de bicos, faz as vezes de eletricista, encanador, pedreiro e funções do gênero.
Além das havaianas, acho que B. (vamos resumir) nasceu com uma bicicleta. Montado nela. Acredito que Barata não sabe andar, só pedalar. Ele jamais teve carro, moto ou outro meio de locomoção que não a magrela.
Soube que, durante algum tempo, B. teve problemas com drogas. E/ou álcool, whatever. O que interessa é que a (sub)vida de B. me aterrorizou por muito tempo, e ainda me traz certo pavor. Ele jamais conquistou nada, não tem nada do que se orgulhar, do que mostrar aos outros; sua mãe certamente jamais sentiu o peito inflar de orgulho pelo filhinho; seus filhos (se é que tem filhos, I don´t think so) não teriam disposição de apontá-lo, com gosto, e dizer: este é o meu pai. Barata não tem lá muita história para contar, além de fracassos e decepções.
Quando passei por dona S. e Barata, no dia da caminhada, destinei um olhar de reconhecimento à dupla (fomos vizinhos por anos). Barata correspondeu, com um sorriso. Feliz.
16.3.08
Arquétipos (parte 1)
Quem vem ao Imediatas sabe que neste espacinho humilde somos todos muito metidos a cinéfilos, não é mesmo? Gostamos do babado, da tela grande, de grandes interpretações, dos ótimos roteiros, das premiações looosho, enfim, cinema é com a gente mesmo, que também não dispensa a pipoca jumbo-size. Ontem mesmo me and marido fomos assistir a "No country for old men", com o assombroso Javier Bardem, também identificado como clone do Beiçola da Grande Família. Mas assim como existem filmes impecáveis, também existem, e aos baldes, os filmes-podreira. Confessem: quem aí já não perdeu noites a fio frente à telinha da Grobo, vendo uma boa e velha reprise classe B no Supercine? Delícia das delícias. E se de podrera nós gostamos, também de podrera nós somos experts em criticar.
Vamos, portanto, a uma análise rápida dos clichês mais desgastados da boa e velha sétima arte. A começar pelas...
* palmas. Momento de tensão máxima no filme, uma descoberta é feita; um segredo, revelado. Climax se anunciando. E de repente... clap - clap - clap- clap. Um idiota que se insinua como o vilãozinho issshperto da película adentra o ambiente batendo palmas bem lentamente, desdenhosamente, para só então lançar um "bravo", com aquele R americano bem pronunciado. Este personagem normalmente surge para jogar novas luzes no rumo da história, propôr outros caminhos aos protagonistas e sugerir idéias ao expectador. De qualquer forma, sempre inútil, o batedor de palmas só vem para complicar.
* Separações em momento crítico. O serial killer psicopata está à solta, pronto para dar o bote. O vampiro e/ou a múmia já saiu da tumba, os assaltantes-assassinos já invadiram a mansão. Mas o grupo de personagens do núcleo da dramaturgia cisma em se separar para vasculhar o ambiente. Lógico que 99% deles acaba empoçado no próprio sangue. Maneira rápida desenvolvida por roteiristas para eliminar personagens e, conseqüentemente, a necessidade de se desenvolver falas e diálogos com certo sentido para tanta gente.
* A bela. Todo filminho tem sempre a mocinha bonita, loirinha e sorridente, que consegue transformar a roupinha de colegial em artigo de sex-shop. Sempre chata, personalidade achatada, sérios problemas de auto-afirmação, acabaria grávida e dona-de-casa forever, se o filme desse continuação à sua vidinha medíocre.
* A fera. Normalmente morena, olhos mega-delineados, estilo punk de ser (dataaaaado), a rebelde morre de inveja da bela, daria tudo (eu disse tudo) para fazer parte do timinho das barbies, mas como deus não vai com a sua cara, é exorcizada por todos os coleguinhas.
* A nerd. É tão boazinha e pacata que chega a enjoar. Não fala mal de ninguém, é estudiosa, obediente, usa óculos e cabelos sempre presos, colados na cabeça. Ninguém dá nada por ela, até que algum pioneiro corajoso resolve tirar os óculos da moça e soltar seus cabelos. E... tcharan! A bicha vira a gostosa da turma. Dois meses depois, é a nova "bela" da escola. Seis meses depois, engravidou e vai virar dona-de-casa, se entupindo de donuts e panquecas com kero.
* Ninguém NUNCA ouve os conselhos dos pais.
* O vilão sempre tem que explicar seu plano infalível antes de mater o herói, dando-lhe o tempo necessário para conseguir escapar, ileso, e salvar o mundo.
* O carro nunca pega na hora que você mais precisa - mesmo sendo uma SUV último modelo movida a gasosa, gás, álcool, diesel, biodiesel e energia solar, tudo ao mesmo tempo, tipo multiflex. Não vai pegar. Só lá pela quinta tentativa, quando o monstro já quebrou o vidro e estica o braço pra te grudar.
* Ninguém toma um mísero sorvetinho, só se for um pote inteiro de Häagen-Dazs.
A lista é grande, vou dar uma pausa e continuo depois. Acréscimos serão bem-vindos.
Vamos, portanto, a uma análise rápida dos clichês mais desgastados da boa e velha sétima arte. A começar pelas...
* palmas. Momento de tensão máxima no filme, uma descoberta é feita; um segredo, revelado. Climax se anunciando. E de repente... clap - clap - clap- clap. Um idiota que se insinua como o vilãozinho issshperto da película adentra o ambiente batendo palmas bem lentamente, desdenhosamente, para só então lançar um "bravo", com aquele R americano bem pronunciado. Este personagem normalmente surge para jogar novas luzes no rumo da história, propôr outros caminhos aos protagonistas e sugerir idéias ao expectador. De qualquer forma, sempre inútil, o batedor de palmas só vem para complicar.
* Separações em momento crítico. O serial killer psicopata está à solta, pronto para dar o bote. O vampiro e/ou a múmia já saiu da tumba, os assaltantes-assassinos já invadiram a mansão. Mas o grupo de personagens do núcleo da dramaturgia cisma em se separar para vasculhar o ambiente. Lógico que 99% deles acaba empoçado no próprio sangue. Maneira rápida desenvolvida por roteiristas para eliminar personagens e, conseqüentemente, a necessidade de se desenvolver falas e diálogos com certo sentido para tanta gente.
* A bela. Todo filminho tem sempre a mocinha bonita, loirinha e sorridente, que consegue transformar a roupinha de colegial em artigo de sex-shop. Sempre chata, personalidade achatada, sérios problemas de auto-afirmação, acabaria grávida e dona-de-casa forever, se o filme desse continuação à sua vidinha medíocre.
* A fera. Normalmente morena, olhos mega-delineados, estilo punk de ser (dataaaaado), a rebelde morre de inveja da bela, daria tudo (eu disse tudo) para fazer parte do timinho das barbies, mas como deus não vai com a sua cara, é exorcizada por todos os coleguinhas.
* A nerd. É tão boazinha e pacata que chega a enjoar. Não fala mal de ninguém, é estudiosa, obediente, usa óculos e cabelos sempre presos, colados na cabeça. Ninguém dá nada por ela, até que algum pioneiro corajoso resolve tirar os óculos da moça e soltar seus cabelos. E... tcharan! A bicha vira a gostosa da turma. Dois meses depois, é a nova "bela" da escola. Seis meses depois, engravidou e vai virar dona-de-casa, se entupindo de donuts e panquecas com kero.
* Ninguém NUNCA ouve os conselhos dos pais.
* O vilão sempre tem que explicar seu plano infalível antes de mater o herói, dando-lhe o tempo necessário para conseguir escapar, ileso, e salvar o mundo.
* O carro nunca pega na hora que você mais precisa - mesmo sendo uma SUV último modelo movida a gasosa, gás, álcool, diesel, biodiesel e energia solar, tudo ao mesmo tempo, tipo multiflex. Não vai pegar. Só lá pela quinta tentativa, quando o monstro já quebrou o vidro e estica o braço pra te grudar.
* Ninguém toma um mísero sorvetinho, só se for um pote inteiro de Häagen-Dazs.
A lista é grande, vou dar uma pausa e continuo depois. Acréscimos serão bem-vindos.
14.3.08
Bolinha de vidro
A moça, loira, siliconada, dona de uma coluna só sua no jornal - vamos chamá-la aqui de M. - coleciona admiradores. Fãs, dos mais discretos aos mais destacados; dos que se satisfazem com um oi tímido na porta do elevador aos que lhe enviam testemunhos gloriosos e inflamados, no Orkut - sem sequer conhecerem seu nome do meio.
No meio deste turbilhão de fãs, admiradores ferrenhos de seu trabalho e/ou meros "arrozes" de festa, loucos por 15 minutinhos de notoriedade, figura uma criaturinha deveras peculiar. O garoto - ele próprio um arremedo de sua musa-mor - pode ser considerado bastante popular na cidade. Não por ser belo e atlético. Também não por uma inteligência aguçada ou um papo consistente e interessante. Nem por ser rico, grande empresário, empreendedor ou um ex-bbb. Na verdade, é justamente pelo contrário de todas estas características que o moço é conhecido.
Além de suas formas exageradamente rotundas, de suas feições débeis, que denotam certo retardo mental, o rapaz não consegue se conter na presença de indivíduos com pênis - chega mesmo a fazer propostas indecorosas para homens que poderiam ser seu avô (vide seu Álvaro).
Anyway, este moço - vamos chamá-lo de Z.Z. - , após anos (eu disse ANOS) de insistência, conseguiu persuadir a heroína M. a adicioná-lo no bendito Orkut. O que deu origem a todos os seus atuais problemas... se não, vejamos: todos os dias, diversas vezes ao dia, o rapazinho deixa scraps sacarosados pra gata. Mas de uma doçura e uma intimidade nauseantes, do tipo "oi, queLida!", "alô, bonequinha" ou "tenha um bom-dia, garota meiga (!)".
O inferno, no entanto, se deu com os seguintes scraps: "Bom-dia, minha orquídea!". Devo lembrar que eles não são amigos, apenas conhecidos. Seguiu-se, então, o inesperado. Enquanto conferia recados de amigos e leitores, nossa heroína M. deparou-se com a seguinte pérola:
"Oi, BOLINHA DE VIDRO!".
A gente não sabe exatamente o que o rapaz quis dizer: se ele remete à infância, lembrando das nostálgicas e coloridas bolinhas de gude; se ele curte mesmo é um clima de Natal, com seus adereços que ornam pinheirinhos; ou se apenas faz referência aos olhos azuis de sua estrela dourada. Na verdade, tudo o que ele gostaria de ser na vida... 9.3.08
Piaf
Assisti na última semana a Piaf, belíssimo filme que deu o Oscar de melhor atriz à jovem Marion Cotillard, que interpreta a megadiva Édith Piaf, retratada em frente e verso na produção. Talvez fosse a TMP, que me pegou de surpresa, ou talvez o filme emocione, de fato (o que acho bastante possível), mas foram baldes de lágrimas derramadas pela dramática vida desta artística única (cujo CD já é um dos itens mais desejados para meu aniversário, fica aí a dica).
Fui traçando alguns comentários tosquinhos, para postar no blog, mas tive que afastar o bloquinho do meu alcance, que já estava todo empapado, tamanho o chororô.
A personagem ditou meu look de inverno: cabelos escuros e boca vermelhíssima. Só não vai rolar aquela sobrança da espessura de um fio de cabelo, credo-em-cruz, até a Marlene Dietrich que aparece no filme, para mim até então a persona com as sobranças mais finas da face da Terra, perde pra Piaf. E feio.
E aqueles vestidos todos, lindos, lindos! Amo vestidos. E o que é a maquiagem dos sets de filmagem, em produções hollywoodianas, não é mesmo? A atriz (não a toa, premiada) foi da adolescência à maturidade e de maneira extremamente convincente. E o amor da vida dela, coisa linda de Deus? Um boxier (como diria Piaf, fazendo muuuuito biquinho) grande, bruto, macho. Hum...
E que raio de carne se come em Paris? Em minha breve estadia na Cidade Luz (né, Luc?), vou ficar só no croissant e nos queijinhos, pra não correr o risco de comer cavalo. Blargh.
Resenha meia-boca, mas de coração. Espero que a sugestão agrade.
E falando em moda, assunto corriqueiro por estas plagas, vamos comentar então os modismos da simpaticíssima Terra de Anita, adotadíssima pela querida Taís S. (que anda sumida, aliás). As meninas de LG ainda não abriram mão das calças ultra-mega-skinnies, afuniladas do quadril ao tornozelo, e saintropúbis: cofrinhos foram alçados à categoria de "tem que mostrar". Por mais que os figurões da moda insistam no cinturão alto, a garotadinha jamais vai abrir mão da "sensualidade" e do piercing à mostra. Aliás, devo observar que, na minha modestíssima opinião, PIERCING É O Ó! Ridículo, datado, brega, coisa de 15 anos atrás. E tenho dito.
As meninas também usam e abusam das batinhas das irmãs mais novas. Sério: são blusinhas bonitinhas, de babadinhos, mas bem pequenininhas, para, claaaaaro, deixar o umbiguinho aparecendo.
Brincões enooooormes (felizmente, aos pares). E, para minha alegria, saltos decentes. Noto uma redução significativa das mega-plataformas de madeira, tipo priscila, the drag-queen.
E após uma emocionante primeira semana de volta ao batente (né, duas?), espero retomar com ânimos redobrados aos posts eletrizantes do Imediatas. E espero também a visita de todos vocês, com os devidos comentários, sejam de Tubarão, da metrópole Recife, ou da megalópole Sampa. Estamos entendidos.
Fui traçando alguns comentários tosquinhos, para postar no blog, mas tive que afastar o bloquinho do meu alcance, que já estava todo empapado, tamanho o chororô.
A personagem ditou meu look de inverno: cabelos escuros e boca vermelhíssima. Só não vai rolar aquela sobrança da espessura de um fio de cabelo, credo-em-cruz, até a Marlene Dietrich que aparece no filme, para mim até então a persona com as sobranças mais finas da face da Terra, perde pra Piaf. E feio.
E aqueles vestidos todos, lindos, lindos! Amo vestidos. E o que é a maquiagem dos sets de filmagem, em produções hollywoodianas, não é mesmo? A atriz (não a toa, premiada) foi da adolescência à maturidade e de maneira extremamente convincente. E o amor da vida dela, coisa linda de Deus? Um boxier (como diria Piaf, fazendo muuuuito biquinho) grande, bruto, macho. Hum...
E que raio de carne se come em Paris? Em minha breve estadia na Cidade Luz (né, Luc?), vou ficar só no croissant e nos queijinhos, pra não correr o risco de comer cavalo. Blargh.
Resenha meia-boca, mas de coração. Espero que a sugestão agrade.
E falando em moda, assunto corriqueiro por estas plagas, vamos comentar então os modismos da simpaticíssima Terra de Anita, adotadíssima pela querida Taís S. (que anda sumida, aliás). As meninas de LG ainda não abriram mão das calças ultra-mega-skinnies, afuniladas do quadril ao tornozelo, e saintropúbis: cofrinhos foram alçados à categoria de "tem que mostrar". Por mais que os figurões da moda insistam no cinturão alto, a garotadinha jamais vai abrir mão da "sensualidade" e do piercing à mostra. Aliás, devo observar que, na minha modestíssima opinião, PIERCING É O Ó! Ridículo, datado, brega, coisa de 15 anos atrás. E tenho dito.
As meninas também usam e abusam das batinhas das irmãs mais novas. Sério: são blusinhas bonitinhas, de babadinhos, mas bem pequenininhas, para, claaaaaro, deixar o umbiguinho aparecendo.
Brincões enooooormes (felizmente, aos pares). E, para minha alegria, saltos decentes. Noto uma redução significativa das mega-plataformas de madeira, tipo priscila, the drag-queen.
E após uma emocionante primeira semana de volta ao batente (né, duas?), espero retomar com ânimos redobrados aos posts eletrizantes do Imediatas. E espero também a visita de todos vocês, com os devidos comentários, sejam de Tubarão, da metrópole Recife, ou da megalópole Sampa. Estamos entendidos.
29.2.08
Tópicos congelantes (e literários)
Ah, as férias... dias de sol, mar, manhãs de mergulhos e frescobol, tardes de produtivíssimas sonecas, momento perfeito para pôr a leitura em dia. E neste período de ócio extremado e inatividade em plena forma, pude degustar alguns bons exemplares da literatura mundial. Se não, vejamos:
* O primeiro foi O Gattopardo, de Lampedusa, obra primorosa que conta a história (do tipo apogeu até a derrocada) do príncipe de Salina, do fim do século 19 ao início do 20, coisa de 30 ou 40 anos, passando pela conturbada unificação da Itália. Uma saga deliciosíssima, com um texto primoroso - sem nem citar o encantador Bendicò, um dos personagens mais cativantes e que me valeu uma ou outra lágrima furtiva, em determinados capítulos (que não convém citar).
* A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco: esse me aborreceu um pouquinho, mas só lá no final. Quem sou moi pra questionar Umberto Eco, amo e senhor, mas eu faria um final diferente. De resto, a habilidade do intelectual italiano nas letras é incontestável, coisa linda de Deus, a ponto de me fazer parar a leitura em alguns momentos para dizer, abismada: "Vai escrever bem assim na putaqueopariu".
* E, finalmente, o desafio do ano, o cultuadíssimo calhamaço de James Joyce, Ulisses, o qual, até o momento, consegui vencer (mais ou menos) 300 páginas. São (mais de) 800. E olha que eu não sou de contar, mas a letra é tããããooooooo pequenininha... Tem tudo para se tornar o novo Crime e Castigo e empoeirar na minha mesinha de cabeceira.
E nestes últimos dias de meu período de reclusão voluntária na Terra de Anita têm sido extremamente prejudicial para meu bronze-tentação-Guarapari-sun, conquistado a duras penas com Sundown fator 8 (!!!). O frio e o vento cortante, aliados ao guarda-roupa exclusivamente feito por peças veranescas, fazem com que eu circule por aí (inclusive aqui na lan house) enrolada em uma bela canga praiana cheirando a maresia, muita fina, elegante e sincera. Se a blond ambition M. Zim me visse nestes trajes abriria um blog só para zoação pura e sem reservas.
E em dias em que não contamos com a intercessão divina na TV a cabo, devemos nos contentar com o que há na programação gratuita. E entre tanto lixo pavoroso e embrutecedor (como Maria Cândida, Geraldo Luís, Poeira em Alto Mar, Zorra Total, Caminhos do Coração e Duas Caras), descobri um programinha-lixo mais palatável e totalmente supimpa na Record! Viva! É o Troca de Famílias, todas as terças e quintas no canal dos bispos. Sério, é imperdível. Pelo menos uma olhadinha rápida.
Os votos de get better soon de hoje vão para a loiraça mais papelão de Shark. Miche girl decepou o cotovelo enquanto passeava, toda pimpona, a bordo de saltinhos 12 (baixos assim porque eram apenas para a aula de inglês, queriam o que?). Nada que um band-aid da Hello Kitty não resolva, não é mesmo?
Aí que a parentalha finalmente enxergou possibilidades na pessoazinha aqui, e descobriu que valeu de algo eu ter ido estudar fora: virei a escritora oficial do Clã Teixeira. Já foram biografias (parte da vida e obra de Madame Louise, por exemplo), discursos, homenagens, redações, dicionários, requerimentos e petições diversos.
A tarefa de hoje, no entanto, ficou em exaltar os 15 anos de uma prima distante, completados amanhã. Ok, sem problemas. Questão importantíssima é que o textículo deverá ser recitado por nada mais nada menos do que um locutor de Disk-homenagem, que desembarca de um carro plotado até o motor com corações, flores e balões coloridos, com Celine Dion, Kenny G. ou Ivete Sangalo até o talo, manja? A verdadeira visão do inferno para 10 a cada 10 Johns (hahahahaha).
E agora que o ano começa de vez, iniciam os movimentos para a mega-festança que vai barbarizar Shark city em maio (só perdendo para o casório da Carol), em comemoração (hein?) à minha entrada triunfal no mundo balzaquiano (mas com carinha de 26). Aguardem. E economizem para os presentes.
* O primeiro foi O Gattopardo, de Lampedusa, obra primorosa que conta a história (do tipo apogeu até a derrocada) do príncipe de Salina, do fim do século 19 ao início do 20, coisa de 30 ou 40 anos, passando pela conturbada unificação da Itália. Uma saga deliciosíssima, com um texto primoroso - sem nem citar o encantador Bendicò, um dos personagens mais cativantes e que me valeu uma ou outra lágrima furtiva, em determinados capítulos (que não convém citar).
* A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco: esse me aborreceu um pouquinho, mas só lá no final. Quem sou moi pra questionar Umberto Eco, amo e senhor, mas eu faria um final diferente. De resto, a habilidade do intelectual italiano nas letras é incontestável, coisa linda de Deus, a ponto de me fazer parar a leitura em alguns momentos para dizer, abismada: "Vai escrever bem assim na putaqueopariu".
* E, finalmente, o desafio do ano, o cultuadíssimo calhamaço de James Joyce, Ulisses, o qual, até o momento, consegui vencer (mais ou menos) 300 páginas. São (mais de) 800. E olha que eu não sou de contar, mas a letra é tããããooooooo pequenininha... Tem tudo para se tornar o novo Crime e Castigo e empoeirar na minha mesinha de cabeceira.
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E nestes últimos dias de meu período de reclusão voluntária na Terra de Anita têm sido extremamente prejudicial para meu bronze-tentação-Guarapari-sun, conquistado a duras penas com Sundown fator 8 (!!!). O frio e o vento cortante, aliados ao guarda-roupa exclusivamente feito por peças veranescas, fazem com que eu circule por aí (inclusive aqui na lan house) enrolada em uma bela canga praiana cheirando a maresia, muita fina, elegante e sincera. Se a blond ambition M. Zim me visse nestes trajes abriria um blog só para zoação pura e sem reservas.
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E em dias em que não contamos com a intercessão divina na TV a cabo, devemos nos contentar com o que há na programação gratuita. E entre tanto lixo pavoroso e embrutecedor (como Maria Cândida, Geraldo Luís, Poeira em Alto Mar, Zorra Total, Caminhos do Coração e Duas Caras), descobri um programinha-lixo mais palatável e totalmente supimpa na Record! Viva! É o Troca de Famílias, todas as terças e quintas no canal dos bispos. Sério, é imperdível. Pelo menos uma olhadinha rápida.
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Os votos de get better soon de hoje vão para a loiraça mais papelão de Shark. Miche girl decepou o cotovelo enquanto passeava, toda pimpona, a bordo de saltinhos 12 (baixos assim porque eram apenas para a aula de inglês, queriam o que?). Nada que um band-aid da Hello Kitty não resolva, não é mesmo?
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Aí que a parentalha finalmente enxergou possibilidades na pessoazinha aqui, e descobriu que valeu de algo eu ter ido estudar fora: virei a escritora oficial do Clã Teixeira. Já foram biografias (parte da vida e obra de Madame Louise, por exemplo), discursos, homenagens, redações, dicionários, requerimentos e petições diversos.
A tarefa de hoje, no entanto, ficou em exaltar os 15 anos de uma prima distante, completados amanhã. Ok, sem problemas. Questão importantíssima é que o textículo deverá ser recitado por nada mais nada menos do que um locutor de Disk-homenagem, que desembarca de um carro plotado até o motor com corações, flores e balões coloridos, com Celine Dion, Kenny G. ou Ivete Sangalo até o talo, manja? A verdadeira visão do inferno para 10 a cada 10 Johns (hahahahaha).
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E agora que o ano começa de vez, iniciam os movimentos para a mega-festança que vai barbarizar Shark city em maio (só perdendo para o casório da Carol), em comemoração (hein?) à minha entrada triunfal no mundo balzaquiano (mas com carinha de 26). Aguardem. E economizem para os presentes.
20.2.08
The Next Day
E não bastasse o randevú da reunião de condomínio, vizinha (ex) bate em minha ex-porta mais uma vez, no dia seguinte, para bebericarmos um inofensivo licorzinho de genipapo. E, oras, bolas, férias é para isso mesmo, não é?
Aí que, de duas, tornamo-nos quatro (marido e Manékia). E, de quatro, sete (Tulipinhos 1 e 2 e Chapola), e de sete, nove (Carooool, Amigaaaaaaaa e seu Bebê). Danou-se total.
E não bastasse dona C. Chagas ter quebrado a TV, o computador e o home theater de Manékia, a Vizinha do Mal quebrou também meu carésimo e idolatrado CD da trilha sonora de Marie Antoinete. Só porque eu não quis emprestá-lo (e porque ela só devolve quatro anos depois, e se).
Quando observei que talvez, em breve, nos mudaríamos para um edifício lúgubre e mal-iluminado (e longe da maldita Chama, afinal), Charlotte pia mais alto: "Não vão, não vão, não vão! Procurem melhor, senão vão acabar morando numa caverna que nem a da Germana!".
Depois disso, foram múltiplos os devaneios de uma deliciosa noite de verão. Seguem alguns dos inúmeros e hilários diálogos:
Germana: "Se Carla fosse para o BBB, ou ela seria a primeira eliminada ou seria a vencedora. Sem meio-termo. Iria apanhar na rua depois, de qualquer jeito..."
Germana: "Ó, manda mensagem pra Carol, eu tenho crédito".
Carla: "Tá".
Carla: (um minuto depois) "Ah, não vou mandar não".
Germana: "A Carla é baiana..."
Alguém para outro alguém (devidamente não identificáveis): "Eu vou dormir lá na tua casa. Vou cagar tanto, mas taaaaaaaanto lá..."
Carla: "Germana, eu tava lendo (fuçando) o teu perfil no Orkut... bem interessante, né? Aí diz assim. Livros: todos, menos os de auto-ajuda. Aí eu pergunto, Cíntia e Caetano, O Segredo é livro de que?
Cíntia e Caetano, em uníssono: "AUTO-AJUDA".
Germana: O Segredo é auto-ajudaaaaaaaaaaaaaa??????????", (horrorizada).
Frases esparsas:
Germana: "Eu tenho medo do Perna Cabeluda
Carla: "Cabeluda my ass!"
Carla: "O Saci não é cabeludo, eu já passei a mão!".
O reencontro:
Carol, minha amiga e de Germana, finalmente reencontra a coleguinha Carla, a fugitiva, após mais de dois anos de contatos apenas virtuais.
"Amigaaaaaaaaaaaa, que cabelo é esse?", questionaram, ambas, ao mesmo tempo.
No final de tudo, Chagas buscando (e encontrando) isqueiros alheios na mesa (acho que o do Chapola). "Eu vou acender meu fogão com este isqueiro amanhã", planejou, enquanto guardava o dito em sua misteriosa bolsa marrom.
Aí que, de duas, tornamo-nos quatro (marido e Manékia). E, de quatro, sete (Tulipinhos 1 e 2 e Chapola), e de sete, nove (Carooool, Amigaaaaaaaa e seu Bebê). Danou-se total.
E não bastasse dona C. Chagas ter quebrado a TV, o computador e o home theater de Manékia, a Vizinha do Mal quebrou também meu carésimo e idolatrado CD da trilha sonora de Marie Antoinete. Só porque eu não quis emprestá-lo (e porque ela só devolve quatro anos depois, e se).
Quando observei que talvez, em breve, nos mudaríamos para um edifício lúgubre e mal-iluminado (e longe da maldita Chama, afinal), Charlotte pia mais alto: "Não vão, não vão, não vão! Procurem melhor, senão vão acabar morando numa caverna que nem a da Germana!".
Depois disso, foram múltiplos os devaneios de uma deliciosa noite de verão. Seguem alguns dos inúmeros e hilários diálogos:
Germana: "Se Carla fosse para o BBB, ou ela seria a primeira eliminada ou seria a vencedora. Sem meio-termo. Iria apanhar na rua depois, de qualquer jeito..."
Germana: "Ó, manda mensagem pra Carol, eu tenho crédito".
Carla: "Tá".
Carla: (um minuto depois) "Ah, não vou mandar não".
Germana: "A Carla é baiana..."
Alguém para outro alguém (devidamente não identificáveis): "Eu vou dormir lá na tua casa. Vou cagar tanto, mas taaaaaaaanto lá..."
Carla: "Germana, eu tava lendo (fuçando) o teu perfil no Orkut... bem interessante, né? Aí diz assim. Livros: todos, menos os de auto-ajuda. Aí eu pergunto, Cíntia e Caetano, O Segredo é livro de que?
Cíntia e Caetano, em uníssono: "AUTO-AJUDA".
Germana: O Segredo é auto-ajudaaaaaaaaaaaaaa??????????", (horrorizada).
Frases esparsas:
Germana: "Eu tenho medo do Perna Cabeluda
Carla: "Cabeluda my ass!"
Carla: "O Saci não é cabeludo, eu já passei a mão!".
O reencontro:
Carol, minha amiga e de Germana, finalmente reencontra a coleguinha Carla, a fugitiva, após mais de dois anos de contatos apenas virtuais.
"Amigaaaaaaaaaaaa, que cabelo é esse?", questionaram, ambas, ao mesmo tempo.
No final de tudo, Chagas buscando (e encontrando) isqueiros alheios na mesa (acho que o do Chapola). "Eu vou acender meu fogão com este isqueiro amanhã", planejou, enquanto guardava o dito em sua misteriosa bolsa marrom.
Reunião de condomínio
A primeira reunião de condomínio a gente nunca esquece (!). A gente percebe que já não é mais uma garotinha ao participar de uma reunião de condomínio (!!!). Nenhuma reunião de condomínio passaria em brancas nuvens se contasse com a presença contagiante da (agora ex) vizinha Charlotte.
Foram cutucões bruscos, risinhos abafados e lágrimas na periferia ocular, tudo por conta de nossa morenaça belzebu favorita.
Primeiro, porque, ambas de férias, não conseguimos recusar aquela(s) gelada(s) minutos (horas) antes do grande encontro condominial. O resultado foi este mesmo: já entramos tropeçando na pobre Marmota.
Aí descobrimos que aquele empresário de renome que até comunidade-homenagem no Orkut tem é um baita de um velhaco de condomínio. Carla não pôde se conter e lançou-me a pérola, ao pé do ouvido:
"Não sei porquê, mas lembrei-me de Germana, coitada... Sabe como é, né?, ladrão que rouba ladrão...". Entendam como quiserem.
Depois foram os antitabagistas crônicos, os gays nervosinhos quebradores de portas alheias, a aparição surreal de Jesus Christ Superstar até que minha amiga, acusada injustamente de verter uns gorós goela abaixo com extrema freqüência, lança, acusatória, ao presidente da mesa:
"W., eu bebo, sim. Eu bebo. Mas eu bebo porque CHOVE DENTRO DA MINHA CASA!", queixou-se, usando as pobres goteirinhas de seu apê como causa de seu vício.
Não encontrei mais motivos reais para continuar naquele recinto e me retirei.
Foram cutucões bruscos, risinhos abafados e lágrimas na periferia ocular, tudo por conta de nossa morenaça belzebu favorita.
Primeiro, porque, ambas de férias, não conseguimos recusar aquela(s) gelada(s) minutos (horas) antes do grande encontro condominial. O resultado foi este mesmo: já entramos tropeçando na pobre Marmota.
Aí descobrimos que aquele empresário de renome que até comunidade-homenagem no Orkut tem é um baita de um velhaco de condomínio. Carla não pôde se conter e lançou-me a pérola, ao pé do ouvido:
"Não sei porquê, mas lembrei-me de Germana, coitada... Sabe como é, né?, ladrão que rouba ladrão...". Entendam como quiserem.
Depois foram os antitabagistas crônicos, os gays nervosinhos quebradores de portas alheias, a aparição surreal de Jesus Christ Superstar até que minha amiga, acusada injustamente de verter uns gorós goela abaixo com extrema freqüência, lança, acusatória, ao presidente da mesa:
"W., eu bebo, sim. Eu bebo. Mas eu bebo porque CHOVE DENTRO DA MINHA CASA!", queixou-se, usando as pobres goteirinhas de seu apê como causa de seu vício.
Não encontrei mais motivos reais para continuar naquele recinto e me retirei.
6.2.08
Shark city´s tales
Dexter
Sim! Finalmente assisti ao primeiro episódio da 4ª temporada de Lost! E como diria dona Neide, acho que eles botam maconha nisso. Totalmente viciante.
E para os seriemaníacos, um novo (e glorioso) período se inicia. Após este tedioso Carnaval, na próxima semana, início das novas temporadas. Yes! CSI, CSI, CSI! And Desperate Housewives!
...
Putz, agora que lembrei... certamente não vou dispôr de cable tv na praia. Mas e não é esta a idéia? Um pouco de sol e ar fresco sempre caem bem (tanta contradição...)
Soap Opera
É muito ruim assistir ao capítulo de uma novela/ programa de TV qualquer que exija acompanhamento prévio quando você não faz sequer idéia da trama nem do título do folhetim. Tão ruim quanto ler em letras garrafais, na capa de uma revista bagaceira, "VALDEMIR É ASSASSINADO NA FAVELINHA", or something. E como assim alguém consegue "roubar" uma universidade? Tragicômico.
Conflito
Chego na casa da avozinha e, após cumprimentos de praxe, observo que meu Carnaval está sendo uma merda, já que marido colou na frente da (única) TV vendo o campeonato africano.
A vó nem perde tempo simulando pena. "Deixa, ué?", disse, segurando meu braço. "Deixa ele ver futebol. Ele não é um marido bom? Então?".
Madame Louise, muito fina, mordiscando biscoitinhos recém-assados pela criada de vovó, acrescenta. "Deixa, boba! Sai sozinha, ué? Pior seria se ele estivesse no bar, enchendo o escorno de cachaça, ou ainda pior, na putaria. Deixa ver o jogo, menos mal", observou.
Neide, que sabe da "paixão" da filha pelos festejos momescos, disfarça certa compaixão e sugere: "É melhor comprarem outra TV. Ou então chama a Carla e a Germana!".
Fim
Sim! Finalmente assisti ao primeiro episódio da 4ª temporada de Lost! E como diria dona Neide, acho que eles botam maconha nisso. Totalmente viciante.
E para os seriemaníacos, um novo (e glorioso) período se inicia. Após este tedioso Carnaval, na próxima semana, início das novas temporadas. Yes! CSI, CSI, CSI! And Desperate Housewives!
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Putz, agora que lembrei... certamente não vou dispôr de cable tv na praia. Mas e não é esta a idéia? Um pouco de sol e ar fresco sempre caem bem (tanta contradição...)
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Soap Opera
É muito ruim assistir ao capítulo de uma novela/ programa de TV qualquer que exija acompanhamento prévio quando você não faz sequer idéia da trama nem do título do folhetim. Tão ruim quanto ler em letras garrafais, na capa de uma revista bagaceira, "VALDEMIR É ASSASSINADO NA FAVELINHA", or something. E como assim alguém consegue "roubar" uma universidade? Tragicômico.
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Conflito
Chego na casa da avozinha e, após cumprimentos de praxe, observo que meu Carnaval está sendo uma merda, já que marido colou na frente da (única) TV vendo o campeonato africano.
A vó nem perde tempo simulando pena. "Deixa, ué?", disse, segurando meu braço. "Deixa ele ver futebol. Ele não é um marido bom? Então?".
Madame Louise, muito fina, mordiscando biscoitinhos recém-assados pela criada de vovó, acrescenta. "Deixa, boba! Sai sozinha, ué? Pior seria se ele estivesse no bar, enchendo o escorno de cachaça, ou ainda pior, na putaria. Deixa ver o jogo, menos mal", observou.
Neide, que sabe da "paixão" da filha pelos festejos momescos, disfarça certa compaixão e sugere: "É melhor comprarem outra TV. Ou então chama a Carla e a Germana!".
Fim
3.2.08
Doctor 90210 ou a frivolidade do bisturi
Enquanto executava minha faxina de início de férias (a próxima será só no fim deste período. Sorry, marido), fiquei acompanhando um de meus programas prediletos, o Doctor 90210, no meu canal favorito, o E!. No programa, pessoas resolvem diuntudo: de seríssimos problemas ditos "estéticos", como a falta de um pênis (sério) ou lábios leporinos volumosos, até "necessidades" bastante esdrúxulas, do naipe da Angela Bismarck, como pular do sutiã 52 para um 62, com próteses de 1 litro, ou enxertar gordura animal na beiçola pra fazer a Jolie.
Ontem (sexta-feira) foram dois casos extraordinariamente mais absurdos do que a média (para mim, pelo menos): uma garotinha de uns 17 anos que vivia REALMENTE infeliz e deprimida, a ponto de preocupar a própria mãe, por conta de seus peitos - bastante normais para o padrão brasileiro. A mocinha, apoiadíssima pela mãe, que queria vê-la livre desta angústia, sonhava em inflar o sutiã para o 44 grande, sabe-se lá o que isso representa na América.
A menina, bem bonitinha, Avril Lavigne style, magérrima de doer, ficou discutindo com a médica (ainda que educadamente), insatisfeita com os APENAS 350 ml que a doutora queria pôr (achava pouco).
Em outra situação, um andróide monstruoso plastificado, identificada como Tabitha Stevens, atriz pornô bastante conhecida naquele país (hahahahahaha), fez mais uma participação no programa. Desta vez a moça bonita estava em pânico porque tinha observado uns "furinhos" na parte posterior de suas coxas. Quase caiu pra trás quando o médico disse que era celulite. Só para constar: Tabitha Stevens já fez anal bleaching - para quem não sabe, o clareamento da região anal, com produtinhos específicos. Mas ela precisa, néãm?, ossos do ofício...
Sou totalmente pró-cirurgia plástica, acredito mesmo que, se há algo incômodo no visual, não há problemas em se submeter a um procedimento cirúrgico para correção. Mas vamos por partes:
A mãe da adolescente sofria pela filha porque esta havia sido "infeliz" durante todo o high school por conta dos peitinhos ditos miúdos. Não era mais eficaz pagar uma terapia? No fim, com tanta amargura e complexo, até torci pra menina ficar corcunda com tanta comissão de frente, mas que diabo de sociedade é esta (tanto lá quanto aqui, vamos e venhamos) que tem o poder de deprimir uma menina linda porque ela não faz a linha Pamela?
Ninguém se dá conta de que há algo absurdamente errado nisso? É a ditadura do bisturi, dos analistas e do Prozac.
E quanto à coroa Angela Bismarch style (a atriz pornô), a lôca teve a ousadia de perguntar ao médico se, após o tratamento, deveria evitar tapinhas, beliscões e sexo selvagem, por algum tempo. A surpresa, aliás, só durou até eu descobrir que ela era atriz de "filmes adultos". Depois a gente entende, claro, somos muito compreensíveis, trabalho é trabalho...
Ontem (sexta-feira) foram dois casos extraordinariamente mais absurdos do que a média (para mim, pelo menos): uma garotinha de uns 17 anos que vivia REALMENTE infeliz e deprimida, a ponto de preocupar a própria mãe, por conta de seus peitos - bastante normais para o padrão brasileiro. A mocinha, apoiadíssima pela mãe, que queria vê-la livre desta angústia, sonhava em inflar o sutiã para o 44 grande, sabe-se lá o que isso representa na América.
A menina, bem bonitinha, Avril Lavigne style, magérrima de doer, ficou discutindo com a médica (ainda que educadamente), insatisfeita com os APENAS 350 ml que a doutora queria pôr (achava pouco).
Em outra situação, um andróide monstruoso plastificado, identificada como Tabitha Stevens, atriz pornô bastante conhecida naquele país (hahahahahaha), fez mais uma participação no programa. Desta vez a moça bonita estava em pânico porque tinha observado uns "furinhos" na parte posterior de suas coxas. Quase caiu pra trás quando o médico disse que era celulite. Só para constar: Tabitha Stevens já fez anal bleaching - para quem não sabe, o clareamento da região anal, com produtinhos específicos. Mas ela precisa, néãm?, ossos do ofício...
Sou totalmente pró-cirurgia plástica, acredito mesmo que, se há algo incômodo no visual, não há problemas em se submeter a um procedimento cirúrgico para correção. Mas vamos por partes:
A mãe da adolescente sofria pela filha porque esta havia sido "infeliz" durante todo o high school por conta dos peitinhos ditos miúdos. Não era mais eficaz pagar uma terapia? No fim, com tanta amargura e complexo, até torci pra menina ficar corcunda com tanta comissão de frente, mas que diabo de sociedade é esta (tanto lá quanto aqui, vamos e venhamos) que tem o poder de deprimir uma menina linda porque ela não faz a linha Pamela?
Ninguém se dá conta de que há algo absurdamente errado nisso? É a ditadura do bisturi, dos analistas e do Prozac.
E quanto à coroa Angela Bismarch style (a atriz pornô), a lôca teve a ousadia de perguntar ao médico se, após o tratamento, deveria evitar tapinhas, beliscões e sexo selvagem, por algum tempo. A surpresa, aliás, só durou até eu descobrir que ela era atriz de "filmes adultos". Depois a gente entende, claro, somos muito compreensíveis, trabalho é trabalho...
Tensão Permanente de Merda...
Aí que uma incômoda sensação de aperto na boca do estômago me assolou durante as últimas semanas. Claaaaro que só podia ser câncer e permaneci por dois ou três dias fritando na cama all night long, obcecada por todas as conseqüências de se viver com uma doença tão cruel. Aí, por insistência (e instinto de auto-sobrevivência) do marido, este pobre atormentado, fui ao médico. And guest what? Tensão.
E aí que me perguntei, após a consulta: em que momento euzinha aqui, outrora tão relax girl, me transformei em uma pessoa absolutamente ansiosa, tensa e aflita - a ponto até de assustar o próprio doutor, certamente habituado a conviver com os mais surtados hipocondríacos? Quando me forcei uma auto-avaliação pude enxergar uma mulherzinha de fala terrivelmente rápida, torcendo as mãos e soltando risadinhas sem graça enquanto descrevia seus múltiplos sintomas e suas dores infindas - e que, como já me antecipei, foram atribuídas só e unicamente ao estresse.
Então finalmente pus as mãozinhas delicadas na cabeça e tomei minha primeira resolução de Ano-novo (de toda a minha vida): voltar a ser tão tranqüila e despreocupada quanto o era antes, há alguns bons pares de anos. Ui, resoluções são tão dramáticas, decisivas e impactantes... já tá até me dando um nervoso...
E aí que me perguntei, após a consulta: em que momento euzinha aqui, outrora tão relax girl, me transformei em uma pessoa absolutamente ansiosa, tensa e aflita - a ponto até de assustar o próprio doutor, certamente habituado a conviver com os mais surtados hipocondríacos? Quando me forcei uma auto-avaliação pude enxergar uma mulherzinha de fala terrivelmente rápida, torcendo as mãos e soltando risadinhas sem graça enquanto descrevia seus múltiplos sintomas e suas dores infindas - e que, como já me antecipei, foram atribuídas só e unicamente ao estresse.
Então finalmente pus as mãozinhas delicadas na cabeça e tomei minha primeira resolução de Ano-novo (de toda a minha vida): voltar a ser tão tranqüila e despreocupada quanto o era antes, há alguns bons pares de anos. Ui, resoluções são tão dramáticas, decisivas e impactantes... já tá até me dando um nervoso...
31.1.08
Holydays
Yep! Primeiro dia das minhas tão merecidas férias! E para ilustrar este momento ilustre, imagem de minha querida sertaneja, Germana girl, em momento "bate forte o tambor, eu quero tiquetique tiquetique-tá". A moça, repórter de mão cheia, num furo de reportagem com o bandleader da outrora tão famosa Carrapicho, conhecido popularmente como Bruxa do Pica-Pau ou, ainda, Zezinho. Direto de Manaus:
A moça se encantou foi com os cachos doirados de Zezinho. Fogo e paixão. "Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão!" (...)
E agora, sem mais delongas, despeço-me, que vou pra casa dormir enquanto a chuva pinica a janela. Eitcha, que este Carnaval promete...
26.1.08
Gossip girl
O que eu quero nesta vida, minha gente, é ver o circo pegar fogo. Quer dizer, nada assim, do gênero "Roma em chamas", algo mais suave, menos brusco, algo que não mereça a capa dos tablóides sensacionalistas (haha). Mas que tenha fogo, que tenha implicações mil, que tenha veneno, picardias, que tenha múltiplas versões, controvérsias e uma pitadinha de polêmica.
O que eu quero é ser confortavelmente informada sobre quem está comendo quem, que a filha da fulana está prenhe, que o político influente em cidade X vai até cidade Y dançar vanerão e Latino de calça colada acompanhado de um séquito de amigos, todos igualmente gays. Que a nova funcionária daquela empresa está dando para o estoquista, no sétimo andar, deixando camisinhas usadas em todas as lixeirinhas (hahahahaha).
Quero só saber de coisas do tipo bizarre style, como o caso do coleguinha de trabalho que solicita serviços de disk-tóxico com certa freqüência; da moça aquela, do carro fechado na película, que pediu a escova de dentes da amiga (nem tão amiga assim) emprestada; da magrinha ninfomaníaca que, na cara dura, pediu DOZE folhas de cheque emprestadas para todos do setor onde trabalha.
Que o beltrano se separou; que a ciclana foi chutada e que a dita-cuja passa suas inúmeras horas de solidão fazendo sexo virtual usando uma falsa identidade na net. Que a amiga da amiga passa suas longas e insuportáveis noites agarrada num garrafão de rum e que aquele conhecido tem ornado a cabeça da esposa com belas hastes chifráceas durante todas as quartas-feiras, quando vai se divertir com alguém colhido no trevo da Vesul (ou rua da rodoviária nova, whatever).
Enfim, são coisas que fazem a vida valer a pena, não é mesmo? E coisas que, infelizmente, não podemos abrir assim, sem comprometer imagens alheias. Mas que dariam histórias bombásticas por estas plagas, ah, dariam... quem sabe um dia (ou uma noite, em casa de G. girl). Em breve, mais.
O que eu quero é ser confortavelmente informada sobre quem está comendo quem, que a filha da fulana está prenhe, que o político influente em cidade X vai até cidade Y dançar vanerão e Latino de calça colada acompanhado de um séquito de amigos, todos igualmente gays. Que a nova funcionária daquela empresa está dando para o estoquista, no sétimo andar, deixando camisinhas usadas em todas as lixeirinhas (hahahahaha).
Quero só saber de coisas do tipo bizarre style, como o caso do coleguinha de trabalho que solicita serviços de disk-tóxico com certa freqüência; da moça aquela, do carro fechado na película, que pediu a escova de dentes da amiga (nem tão amiga assim) emprestada; da magrinha ninfomaníaca que, na cara dura, pediu DOZE folhas de cheque emprestadas para todos do setor onde trabalha.
Que o beltrano se separou; que a ciclana foi chutada e que a dita-cuja passa suas inúmeras horas de solidão fazendo sexo virtual usando uma falsa identidade na net. Que a amiga da amiga passa suas longas e insuportáveis noites agarrada num garrafão de rum e que aquele conhecido tem ornado a cabeça da esposa com belas hastes chifráceas durante todas as quartas-feiras, quando vai se divertir com alguém colhido no trevo da Vesul (ou rua da rodoviária nova, whatever).
Enfim, são coisas que fazem a vida valer a pena, não é mesmo? E coisas que, infelizmente, não podemos abrir assim, sem comprometer imagens alheias. Mas que dariam histórias bombásticas por estas plagas, ah, dariam... quem sabe um dia (ou uma noite, em casa de G. girl). Em breve, mais.
24.1.08
Momento ternurinha felina
Prefiro os cãezinhos e sou mais da prosa que da poesia, mas não pude resistir a este poeminha do Ferreira Gullar, roubado do blog Fogo nas Entranhas (do qual gosto muitcho). Não é que é isso mesmo? Motorzinho... hahahahaha! Pra ilustrar, a blogueira ainda usou a foto de um gatinho cinza-prata, igualzinho ao meu Catherine (era macho, mas como o acolhemos micro-filhote não sabíamos o sexo, ele mal tinha pintinho. Como eu lia O Morro dos Ventos Uivantes, na época, pus o nome da protagonista. Aí ficou Kathy, forever. Lindo e antipático de morrer).
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
A imagem eu não tirei do blog, e sim do google. Igualzinho ao Kathy. Saudades do meu bichinho...
19.1.08
Zodíaco
Nasci às 7h45 de uma quinta-feira de outono, em 4 de maio de um já tão distante 1978. De acordo com o João Bidu, responsável por iniciar milhões de pessoas, no Brasil, às artes da astrologia, sou taurina, ascendente em Gêmeos, e no horóscopo chinês meu signo é o Cavalo. Você pode até me apresentar teorias das mais elaboradas mostrando que a posição de determinados astros e estrelas celestiais, no exato momento em que você nasceu, tenham influenciado de alguma maneira seu jeito de ser e de agir, sua personalidade e suas características mais marcantes. Fique com estas teorias, portanto. Eu, particularmente, me recuso a acreditar, ou sequer tentar entender, o cultuado universo das forças astrais. Detesto. Acho brega, coisa de empregada doméstica (sem querer desmerecer a categoria, for god´s sake). Na minha fantástica cabecinha imaginativa eu relaciono horóscopo com um quartinho 2x2 com um pôster do Amado Batista (ou do Kalipso, sejamos mais modernos) pregado na parede. Pessoas que gostam e acreditam em horóscopos pintam as unhas das mãos e dos pés de manga-rosa, têm o cabelo descolorido bem maltratado e usam legging sem cobrir a buzanfã. De botas mega-plataforma.
Ok, desconto para o desprezo com os fãs da astrologia. É que esta “ciência” (há!), especificamente, na minha humildíssima e taurina opinião, é um pouco pior que religião. São fatos desarrazoados baseados em teorias não muito sensatas, sem qualquer credibilidade e/ou respaldo científico. Acredita quem quer, assim como os que freqüentam cartomantes ou os jogos de búzios.
Probleminha maior é quem pauta sua vida em razão das previsões astrológicas para seu signo. Exemplos constrangedores: há alguns anos, fui visitar minha querida amiga Jane Marie em seu novo apartamento, o qual dividia com algumas moças até então desconhecidas, para mim. Chegando lá fui recepcionada por uma vizinha, que já havia se apresentado e feito “amizade” com as novas moradoras. Eu sento no sofá, a guria, que ficou meio enciumada, me olha dos pés a cabeça e lasca: “De que signo você é?”. Eu, já levemente nauseada, respondi polidamente. “Tour...”. Não acabei de concluir a palavra e a moça solta: “Ai, eu ODEIO quem é de Touro!”. Meu queixo caiu em algum lugar entre o chão da sala e da cozinha. Ela complementou: “Meu pai e minha mãe são de Touro, os DOIS! Por isso que a gente não se dá bem”, concluiu a sábia. Eu já não sabia mais onde enfiar minha carinha constrangida quando minha amiga veio ao meu socorro. É claro que a moça não batia muito bem, mas acredito que a crença em astrologia havia piorado seu estado de espírito e sua relação com outras pessoas.
Ainda há poucos dias alguém soltou a pérola, perto de mim. “Nossa, que pessoa interessante, é bonita, inteligente, bem-humorada... SÓ FALTA SER DE ÁRIES!”. Hahahahahahaha! Como se a pessoa, perfeita do jeito que parecia ser, precisaria necessariamente pertencer ao signo de Áries – tipo pacote completo.
Também há poucos dias coleguinha de trabalho metido a astrólogo afirmou com convicção que “o signo de Aquário é o melhor do zodíaco. O melhor. Não há ninguém melhor que os de Aquário”. Não preciso nem comentar, não é mesmo, minha gente?, com todo respeito que tenho pelos aquarianos, incluindo aí meu amorzinho, a Juju.
O pior de tudo isso? Trabalho num veículo de comunicação e acompanho mais de perto o trabalho dos ditos “astrólogos” em enviar suas previsões “diárias”. Diárias o caráleo, os joãos-bidús mandam um pacotão de previsões para o mês todo, e muito mais, às vezes. Putz, como é que funciona isso? E devo admitir: em alguns momentos da vida, revisando páginas aqui e acolá, euzinha mesma fiz a Bárbara Abramo e escrevi, de próprio punho, as previsões para um dia repleto de realizações e/ou tragédias iminentes para o seu signo regente. Olho vivo...
A dica é: se nada parecer muito promissor e as previsões apontarem para um inferno astral sofrido, é só partir pra macumba. Ou a Cientologia.
Ok, desconto para o desprezo com os fãs da astrologia. É que esta “ciência” (há!), especificamente, na minha humildíssima e taurina opinião, é um pouco pior que religião. São fatos desarrazoados baseados em teorias não muito sensatas, sem qualquer credibilidade e/ou respaldo científico. Acredita quem quer, assim como os que freqüentam cartomantes ou os jogos de búzios.
Probleminha maior é quem pauta sua vida em razão das previsões astrológicas para seu signo. Exemplos constrangedores: há alguns anos, fui visitar minha querida amiga Jane Marie em seu novo apartamento, o qual dividia com algumas moças até então desconhecidas, para mim. Chegando lá fui recepcionada por uma vizinha, que já havia se apresentado e feito “amizade” com as novas moradoras. Eu sento no sofá, a guria, que ficou meio enciumada, me olha dos pés a cabeça e lasca: “De que signo você é?”. Eu, já levemente nauseada, respondi polidamente. “Tour...”. Não acabei de concluir a palavra e a moça solta: “Ai, eu ODEIO quem é de Touro!”. Meu queixo caiu em algum lugar entre o chão da sala e da cozinha. Ela complementou: “Meu pai e minha mãe são de Touro, os DOIS! Por isso que a gente não se dá bem”, concluiu a sábia. Eu já não sabia mais onde enfiar minha carinha constrangida quando minha amiga veio ao meu socorro. É claro que a moça não batia muito bem, mas acredito que a crença em astrologia havia piorado seu estado de espírito e sua relação com outras pessoas.
Ainda há poucos dias alguém soltou a pérola, perto de mim. “Nossa, que pessoa interessante, é bonita, inteligente, bem-humorada... SÓ FALTA SER DE ÁRIES!”. Hahahahahahaha! Como se a pessoa, perfeita do jeito que parecia ser, precisaria necessariamente pertencer ao signo de Áries – tipo pacote completo.
Também há poucos dias coleguinha de trabalho metido a astrólogo afirmou com convicção que “o signo de Aquário é o melhor do zodíaco. O melhor. Não há ninguém melhor que os de Aquário”. Não preciso nem comentar, não é mesmo, minha gente?, com todo respeito que tenho pelos aquarianos, incluindo aí meu amorzinho, a Juju.
O pior de tudo isso? Trabalho num veículo de comunicação e acompanho mais de perto o trabalho dos ditos “astrólogos” em enviar suas previsões “diárias”. Diárias o caráleo, os joãos-bidús mandam um pacotão de previsões para o mês todo, e muito mais, às vezes. Putz, como é que funciona isso? E devo admitir: em alguns momentos da vida, revisando páginas aqui e acolá, euzinha mesma fiz a Bárbara Abramo e escrevi, de próprio punho, as previsões para um dia repleto de realizações e/ou tragédias iminentes para o seu signo regente. Olho vivo...
A dica é: se nada parecer muito promissor e as previsões apontarem para um inferno astral sofrido, é só partir pra macumba. Ou a Cientologia.
18.1.08
Girl power
Então na escola nós aprendemos que existem os três poderes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Aí no curso de Jornalismo nós, orgulhosamente (foca é foda), somos informados de que, oh, glória das glórias, jornalistas são o QUARTO poder (hhahahaha). E aí de repente você se vê beirando os 30, labutando arduamente para poder continuar comprando seus sushis, sashimis e bonecos da Liga da Justiça, quando percebe que existe um quinto poder de soberania inquestionável neste mundo de meu Deus (pelo menos no Ocidental). É o poder da mulher, o poder da racha-mestra, a força que emana debaixo das saias em formato A. Sim, porque devemos admitir, todos, homens e mulheres: poucas entidades são tão poderosas quanto a mulher, quando o querem.
Sem mais delongas, vou relatar a história do dia: um grupo de amigos, todos homens, foi agraciado pela presença inédita de uma jovem nova funcionária no ambiente de trabalho, um escritório de contabilidade de Shark city (hahahaha...). A menina, magrinha, poucas curvas, penetrantes olhos amarelos (né, André?), BURRA feito porta, risadinhas incontroláveis all the time, deslumbrada com as infinitas possibilidades que consegue dimensionar, em seu novo local de trabalho. Os rapazes, moços descolados, vividos, experimentados, curtidos na vida, simplesmente caíram de quatro pela amareladinha. QUATRO. Queixo caído.
As coleguinhas de trabalho mais "antigas" dos moços relatam que o grupo, agora, simplesmente esquece suas obrigações diárias e passa horas a fio a cercar a menina, tal qual atração bizarro/turística, como se um extra-terrestre desse expediente no escritório, tamanha fascinação.
A menina ri. Eles riem também. A menina suspira. Ouve-se um jogral de suspiros. A menina espirra. Uma avalanche de "saúde!" e "God bless you". A menina ronrona (sim, ela é mestra em ronronar). Eles gozam de prazer.
Agora a menina, a qual, mesmo sem conhecer, já aprendi a admirar profundamente, tomou gosto pelas piadinhas. E dá-lhe piada. Os garotos debulham-se no chão de tanta graça e beleza. Ela estrala os dedos, todos se ajoelham aos seus pés. E juro, não há (muito) exagero.
Quer ter homens ao seus pés? Quer se sentir uma Marilyn Monroe em "Os homens preferem as loiras", mesmo sem necessariamente aderir à tintura platinada?

It´s soooo easy, baby! Não estude, não leia, não se informe, não force a barra tentando ser inteligente. Ronrone. Solte risadinhas descontroladas. Gema. Suspire. Faça carinhas, boquinhas e denguinhos. E voilá! Os homens se jogarão aos seus pés, boquiabertos. Deslumbrados. Quarto poder? Quá! O poder é das mulheres, mesmo...
P.S.: não posso esquecer de outra dica muito importante: seja minimamente bonita. Um corpinho de tábua ou uma cinturinha de bujão não ajudam muito.
13.1.08
Privacidade (and happy birthday to you)
Hola, que tal? Então, época de férias são tempos duros para certa categoria de blogueiros que se divide entre dormir e passar o resto do dia trabalhando - os últimos dias (semanas) têm sido deveras duros para a moça aqui, que até então não entendia direitinho a velha e boa expressão jornalística "matar um leão por dia" (há, odeio). But, whatever. Sigamos, entonces.
Vamos então hablar sobre privacidade. Ou a falta dela. Ou o desrespeito a ela. Há alguns dias estávamos, me, marido, Charlotte, the brunette-barraco, and Nordestina girl bebericando alguns mojitos bem gelados quando a anfitriã, em sua nova casinha, lembrou-nos que seu mais novo colega de trabalho - o gringuinho simpático - estaria habitando o mesmo prédio que ela. Ok.
Surpresa foi o que veio dias depois. O hermano chegou para nossa querida nordestininha e, como quem não quer nada, questionou quem seriam as pessoas que dividiam o espaço do diminuto apartamento com ela, exatamente na noite dos mojitos.
"Era uma barulheira, uma mulherada falando e barulhos de latinhas sendo abertas", disparou o intrometidinho. O que me queimou foram "latinhas sendo abertas", coisa de pobre, eu jamais bebo nada que venha em latas (hahahahahaha).
Sem nos bandearmos para o lado da falta de respeito com a vizinhança (vide o caso da boate Chama), e admitindo que, sim, fazíamos certa fuzarquinha, o que raios tem a ver o tal do chilenito para nos interpelar por nossas latinhas abertas? Ó, faça-me o favor... faltou apenas perguntar exatamente O QUE conversávamos, o curioso sem-noção. Antipatia à primeira vista, manja?
E por falarmos em privacidade, descobri algo maravilhoso em minhas incursões orkutianas. Bloqueei qualquer espécie de contato com gente estranha e esquisita que fuça lá pelas minhas paradas. Para ver meu belo e sorridente rostinho nas fotos do álbum, só sendo "amigo". Para fuçar os scraps, too. Mas que coisa mais legal que é este Orkut, não é mesmo, minha gente? Viva!
Ok, hoje o dia está meio fraco de novidades. Volto em breve, com mais news. Beijos e abraços a todos,
Cíntia T.
Ahá! Mas não pense que esqueci, nordestininha arretada. Feliz aniversário para minha queridíssima amiga, vinda da exótica terra do boi voador, do suco de cajá e das ladeiras vertiginosas. G. girl, que voltou a Shark city de mãos abanando, sem a minha galinha d´Angola e meu lampiãozinho, saiba que mesmo assim ainda te queremos muito bem (eu e marido). Felicidades mil!
Vamos então hablar sobre privacidade. Ou a falta dela. Ou o desrespeito a ela. Há alguns dias estávamos, me, marido, Charlotte, the brunette-barraco, and Nordestina girl bebericando alguns mojitos bem gelados quando a anfitriã, em sua nova casinha, lembrou-nos que seu mais novo colega de trabalho - o gringuinho simpático - estaria habitando o mesmo prédio que ela. Ok.
Surpresa foi o que veio dias depois. O hermano chegou para nossa querida nordestininha e, como quem não quer nada, questionou quem seriam as pessoas que dividiam o espaço do diminuto apartamento com ela, exatamente na noite dos mojitos.
"Era uma barulheira, uma mulherada falando e barulhos de latinhas sendo abertas", disparou o intrometidinho. O que me queimou foram "latinhas sendo abertas", coisa de pobre, eu jamais bebo nada que venha em latas (hahahahahaha).
Sem nos bandearmos para o lado da falta de respeito com a vizinhança (vide o caso da boate Chama), e admitindo que, sim, fazíamos certa fuzarquinha, o que raios tem a ver o tal do chilenito para nos interpelar por nossas latinhas abertas? Ó, faça-me o favor... faltou apenas perguntar exatamente O QUE conversávamos, o curioso sem-noção. Antipatia à primeira vista, manja?
E por falarmos em privacidade, descobri algo maravilhoso em minhas incursões orkutianas. Bloqueei qualquer espécie de contato com gente estranha e esquisita que fuça lá pelas minhas paradas. Para ver meu belo e sorridente rostinho nas fotos do álbum, só sendo "amigo". Para fuçar os scraps, too. Mas que coisa mais legal que é este Orkut, não é mesmo, minha gente? Viva!
Ok, hoje o dia está meio fraco de novidades. Volto em breve, com mais news. Beijos e abraços a todos,
Cíntia T.
Ahá! Mas não pense que esqueci, nordestininha arretada. Feliz aniversário para minha queridíssima amiga, vinda da exótica terra do boi voador, do suco de cajá e das ladeiras vertiginosas. G. girl, que voltou a Shark city de mãos abanando, sem a minha galinha d´Angola e meu lampiãozinho, saiba que mesmo assim ainda te queremos muito bem (eu e marido). Felicidades mil!
3.1.08
Fedora
Ah... como eu odeio modismos... brinco gigante numa só orelha, mega-plataforma de madeira torneada, LEGGING, cabelo da Victoria Beckham, por aí. Aliás, modismos e modinhas são tema recorrente por estas plagas. Agora, se há algo mais detestável que modismos, são modismos que-já-dataram-há-anos-luz no mundo e só então chegam nesta região do país.
O amigo André encantou-se pela moda dos malditos chapéus-fedora, hit (re)lançado há coisa de dois anos (ou até mais) pelo carismático e legítimo fazedor de moda Justin Timberlake. Ok.

Só que o André não sabe disso - foi passar o Réveillon numa praia gaúcha e, como é de praxe, voltou se achando muito fashion observer. "A moda agora é usar camisa listrada e um chapéu meio desabado na cabeça", lançou o cabeludo. Não pude deixar de imaginá-lo com o ridículo acessório no meio da vasta cabeleira de R$ 3 mil.
Vamos então analisar a proliferação da maldita moda do chapéu fedora.
De acordo com o oráculo Wikipédia, Fedora é um tipo de chapéu ordinariamente em feltro, fabricado no formato do chapéu Panamá, e que fez grande sucesso no século XX, a partir dos anos 20 (vejam só).
O porquê do nome? A Wiki também tem a resposta! Fedora é um nome feminino russo, versão local para Teodora - e que foi tornado popular na peça teatral Fédora, de Victorien Sardou, feita para Sarah Bernhardt - e depois vertida em ópera, em 1898 - grande sucesso no começo do século XX.
Chega de história. Quando Justin lançou, em 1996, o CD Future Sex Love Sound (eu não curto Justin, só o considero uma grande personalidade), lançou também a moda do chapeuzinho arriado de banda.
Meses depois, no Brasil, a boa-moça-de-família Júnior Lima passou a freqüentar a noite a bordo de um exemplar do gênero (jurando que fazia a linha Justin, há!). Mais muitos meses depois, um maldito Big Brother - que, não à toa, ganhou o apelido de Justin - também posava para as câmeras com um fedora (imitação baratérrima do camelox).
Quaaaase mais um ano depois (e atualmente), e voilá! O fedora aporta em terras sul-brasileiras. Meu novo amigo, Guilherme, disse que o acessório bombou na cabeça dos "mais descolados", em Laguna. E, nas mãos, o hit era uma garrafa pet cortada ao meio cheia de caipirinha de cerveja. Argh...
A dois passos do paraíso
Por uma deliciosa coincidência do destino, nossas amigas habitués do bloguinho mais abandonado de Shark city encontraram-se - ora, vejam só - na RODOVIÁRIA (fino) mais movimentada da América Latina, na Paulicéia Desvairada.
Germana girl, bronzeada (neste caso, bronzeada é eufemismo, para não parecer crime racial), sorridente e saudosa da terrinha sul-catarina; e Charlotte, a furona-de-festa-de-Réveillon-regada-a-champagne-do-bom, mais alisada do que nunca e ostentando um bronze branco-iglú.
Juntas, as meninas bandearam-se para o botequinho mais charmoso das margens do Rio Tietê e, pedidos de ovo de codorna com doses de catuaba feitos, desataram num conversê sem precedentes.
Após brindes animados celebrando o encontro - ora feitos com chopps, ora com rabo de galo - as amigas tiveram que se separar. A paulistana, bem instalada num bólido da Reunidas, ar-condicionado no máximo.
A nordestina, a bordo de um Pluma caindo as pedaços, cujas janelas tiveram que permanecer abertas all the time para aliviar o mormaço de 38 graus. A asa da graúna gritava alucinada no narizinho delicado da garota do Norte, acostumado à água de flor de laranjeira. Ô, dó!
Pior foi o mega-engarrafamento. Foram cinco cruéis horas extras dentro de seus respectivos veículos, esperando pela liberação da via que liga o resto do Brasil ao nobre Estado catarina.
"O que me animou foram os torpedos da Germana, enviados ao longo de todo o trajeto", regalava-se Charla, the refreshing girl.
Germana, por sua vez, narinas pregadas com grampo de roupa para não sentir o mafuá gambasístico de seu recinto móvel, torcia as mãozinhas de excitação a cada quilômetro percorrido, cada vez mais próxima do verdadeiro paraíso terrestre, o Rincão.
P.S.: Germana, a pândega, sempre muito divertida, ainda teve a presença de espírito de enviar torpedinho-pilhéria para nossa amiga brunette. "Onde tu tá?", dizia a mensagem. A remetente, no caso, estava presa no bus, mais uma vez, desta feita em Laguna. O Pluma quebrou, após exaustivas 100 horas de viagem desde Recifolia, cruzando este Brasil de meu Deus. Mais vale o lombo do jegue, como dizia certa redação de jornal...
Germana girl, bronzeada (neste caso, bronzeada é eufemismo, para não parecer crime racial), sorridente e saudosa da terrinha sul-catarina; e Charlotte, a furona-de-festa-de-Réveillon-regada-a-champagne-do-bom, mais alisada do que nunca e ostentando um bronze branco-iglú.
Juntas, as meninas bandearam-se para o botequinho mais charmoso das margens do Rio Tietê e, pedidos de ovo de codorna com doses de catuaba feitos, desataram num conversê sem precedentes.
Após brindes animados celebrando o encontro - ora feitos com chopps, ora com rabo de galo - as amigas tiveram que se separar. A paulistana, bem instalada num bólido da Reunidas, ar-condicionado no máximo.
A nordestina, a bordo de um Pluma caindo as pedaços, cujas janelas tiveram que permanecer abertas all the time para aliviar o mormaço de 38 graus. A asa da graúna gritava alucinada no narizinho delicado da garota do Norte, acostumado à água de flor de laranjeira. Ô, dó!
Pior foi o mega-engarrafamento. Foram cinco cruéis horas extras dentro de seus respectivos veículos, esperando pela liberação da via que liga o resto do Brasil ao nobre Estado catarina.
"O que me animou foram os torpedos da Germana, enviados ao longo de todo o trajeto", regalava-se Charla, the refreshing girl.
Germana, por sua vez, narinas pregadas com grampo de roupa para não sentir o mafuá gambasístico de seu recinto móvel, torcia as mãozinhas de excitação a cada quilômetro percorrido, cada vez mais próxima do verdadeiro paraíso terrestre, o Rincão.
P.S.: Germana, a pândega, sempre muito divertida, ainda teve a presença de espírito de enviar torpedinho-pilhéria para nossa amiga brunette. "Onde tu tá?", dizia a mensagem. A remetente, no caso, estava presa no bus, mais uma vez, desta feita em Laguna. O Pluma quebrou, após exaustivas 100 horas de viagem desde Recifolia, cruzando este Brasil de meu Deus. Mais vale o lombo do jegue, como dizia certa redação de jornal...
24.12.07
Best wishes
Passagem rápida só pra desejar um feliz Natal aos queridos e fiéis leitores (e aos poucos que se aventurarem a circular por aqui em pleno feriadão, com destaque). O post é só pra dizer que eu amo Porto Alegre, amei o brick da Redenção e sempre vou amar momentos consumistas. Vou-me, até mais.
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