2.8.07

Mas éééé carnaval...

"Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal,
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer..."
Ela bailava pela avenida, acompanhando o bloco, até porque atrás do trio-elétrico só não vai quem já morreu. Feliz, braços pra cima, sorriso de orelha a orelha, paradinhas básicas só para comprar aquela cervejinha gelada com os ambulantes e para tirar fotos com os personagens fantasiados de maneira criativa, de super-heróis a Fiona Shrek. Eis que ele surge, no meio da multidão. Camiseta molhada, brilho apaixonado nos olhos: "Carol!". O abraço apertado foi se estreitando até se transformar em beijo caloroso, mãos percorrendo o corpo todo, de cima a baixo. Línguas flamejantes. A barba dele roçava com força sua cútis branquíssima. Fogo e paixão.
Foi quando nossa heroína da vez (não disse que postaria, Carol?) percebeu que a vida - e a festa - continuavam, e que, em pleno Carnaval, no coração da República Juliana, no miolo do Bloco da Pracinha, não valia a pena, DEFINITIVAMENTE, se comprometer, se homens brotavam do chão e caíam dos céus a todo instante. Dispensou o barbudinho querido, gentilmente.
Muito axé na veia e funk requebrando até o chão, e eis que, apaixonado, barbudinho volta, desta vez já restabelecido, de camiseta nova. Mais carícias e abraços calientes, apertõezinhos e bulinações, tapas e beijos, esfregações e chupões no pescoço. Mais uma vez, Carol interrompe o frenesi erótico para dispensar barbudinho. Quando o fazia, no entanto, seus belos olhos castanhos se fixam em outra pessoa, bem atrás de seu affair. Era o barbudinho, ainda de camisa molhada e olhar entristecido. E como assim, Bial?
Carol, nossa heroína, havia acabado de se refestelar nos braços do CUNHADO. Barbudinho era gêmeo, resolveu procurar sua musa mais uma vez, mas foi passado para trás pelo próprio irmão, ó, crueldade. Ela nega a história até a morte. Mas há testemunhas.

31.7.07

Des(cons)truindo a infância


M.Z. acha que Falcon é e sempre foi gay. Ela observa que o boneco, hit de 10 entre 10 meninos nos anos 70/80, não engana ninguém com aquela barbinha cerrada, "algo totalmente Village People". Concordamos que Barbie, coitada, é frígida. E quem comia o Ken era a Teresa, amiga dela, morena. Se bem que o Ken paga um pau comprido e grosso pelo Falcon, é claro (e também dá suas piscadelas pro Max Steel).


Se alguém fosse fazer o filme do He-Man, quem poderia interpretá-lo? Porque haja essência-fêmea pra fazer o lorinho-chanel de carne e osso, né? Sugeri Paris Hilton.


A She-Ra, por sua vez, is totally truckwoman, if you know what I mean. É claaaaro que ela traçava a lôca da Teela. Aliás, eu adorava quando os dois desenhos se encontravam, He-Man e She-Ra. Ele com aquele bronzeado laranja fake, piastrona no cabelo; ela, muito digna do alto de seus coturnos, um look mezzo amazona, mezzo Shena.


O Gorpo fazia o Gato-Guerreiro. E vice-versa.


E os Smurfs, ah, os Smurfs... A Smurfette, pobrezita, alimentava um furor uterino de subir nas paredes. Esfregava na cara de todos os coleguinhas uniformizados e... nada. Seus principais companheiros, aliás, o Gênio e o smurf que tinha uma tatto de coração no braço, eram o casal mais apaixonado da vila. Aí a loirinha tinha que satisfazer seus desejos mais primitivos com o Papai Smurf mesmo, o único macho do clã. Sabe um bebê que circulava por lá? Então? Adivinhem quem era o pai?


Aliás, parece que um filme sobre os homenzinhos azuis, o Gargamel e o gato Crueeeeel está no forno. Iupi!

* Estou me sentindo tããão emocore... minha franja tapa meus olhos, tipo sheep dog, manja?

* Mudança de função no selviço... será que isto é bom? A paranóia toma conta do meu ser...

* Você sabe que precisa "pegar firme" na dietinha e nas caminhadas quando sua sobrinha de 5 anos diz que você parece ter posto silicone. E aperta sua região abdominal dizendo: "a madrinha tá barrigudinha"...

Desejos confessáveis

Este é um porta-biscoitos. Quando você abre a tampinha (crânio do Homer), ele emite alguns sonzinhos engraçados, como "por que você não começa sua dieta amanhã?". Peguei aqui, que sempre tem dicas sensacionais. E quero muito...
E este é o CD com a trilha sonora de Simpsons, o filme, lançada agora nos States. Ai, tô salivando por este donut! Questão é: será que chega ao Brasil?




29.7.07

Na lata

A moça, aquela "brunette belzebu" da paulicéia desvairada, sabe ser franca como ninguém. Já dizia um sábio que Charlotte não tem papas na língua. Regada a uma Bohemia gelada, então, a mulher pira o cabeção e desova qualquer podre alheio que lhe surgir pela frente. Eis que, bela noite, Charlotte, the bad girl, em companhia da inseparável amiga de longa data Carol C. (há longos ONZE ANOS, ou 12, nem sei mais), encontra um conhecido com quem não conversava há muito tempo. Papo pai, papo vem (e por razões óbvias vamos evitar, aqui, dizer o nome do infeliz indivíduo), eis que o moço revela o que tinha feito nas últimas semanas.
- Fiz um projeto gráfico muuuuuito legal pra um jornal!, disse o moço, radiante, com duas estrelinhas brilhando no lugar dos olhos.
- Ah, é?, retrucou a moça.
- É. Acho que você até conhece o jornal. É O Beltrano. Manja?, questionou, ansioso pela avaliação da jornalista expert no assunto.
- Hum. Sei., cortou Charlotte, ainda numa vã tentativa de parecer educada e cordial, mas já com o sangue congelado: ela conhecia O Beltrano, havia observado a nova diagramação e, bem, digamos que não havia aprovado, de um todo.
- E aí, cara? O que achou? Ficou legal, né?, arriscou o mocinho bem-intencionado. Aí não deu mais pra resistir à pressão. Charlotte atira suas madeixas (na época, ainda onduladas) para cima, com um sopro delicado, toma um golaço da Bohemia congelante, suspira fundo e lança:
- Olha, achei uma merda.

Juro que é verdade. Carol C. pode confirmar, se necessário.

26.7.07

I am what I am

Ao contrário de alguns colegas, eu não consigo desempenhar a proeza de inflar o peito e bradar que SOU JORNALISTA. Não que tenha vergonha da profissão que escolhi; não que me arrependa, apesar dos ultrajantes salários; simplesmente não acho legal sair espalhando esta boa-nova por aí. Sei lá. Acho engraçado um bando de gente que, às vezes, sequer tem diploma (sim, acho indispensável) arrasando no jargão jornalístico, lead pra cá, pirâmide invertida pra lá, "release", "em off" (esta é de morte), e contando vantagens mil sobre tudo o que faz e acontece em seu agitadíssimo dia-a-dia de trabalho. Expressões como "Correria, correria" ou "A gente mata um leão por dia" podem ser ouvidas por estas plagas - mesmo por quem escreve em jornal semanal, vê se pode. Que correria, cara pálida? Mesmo euzinha aqui, que trabalho em um diário regional, com relativa agitação, não posso me "gabar" de uma rotina desvairada... somos província, poucas coisas nos fazem tirar o buzanfã da redação e correr para a rua, em desespero. É fato (tanto que estou aqui, agora, redigindo este textículo, e aguardando minhas fontes me retornarem).
Mas conversando com alguns colegas têm-se a impressão de que estes já saem da cama de gravador em punho, às 5 da manhã, para entrevistas ultra-exclusivas ou para eventos absolutamente inusitados: homem morde cachorro, alienígenas fazem contato, um meteoro ruma em direção à Terra. Furos de reportagem, aos baldes, todos os dias, 24 horas por dia. E no cu do mundo do Sul catarinense. Poupem-me, colegaaaaaas!
Tem outra: não conheço profissionais de outras áreas que se gabem tanto de serem o que são como jornalistas. Nunca vi médicos, advogados ou engenheiros aproveitando qualquer oportunidade para lançarem no ar que são médicos, advogados ou engenheiros. Só o boçal do jornalista que faz isso. Horror e V.A. intensa.
Não se trata de uma inversão de valores - ser jornalista, de fato, é legal pra caramba, posso listar vários pontos positivos e ultra-incentivadores para os que encaram a profissão como uma alternativa a ser seguida, no futuro. Eu realmente adoro o que faço. Mas não sinto a necessidade de mostrar minha adoração num outdoor do Cardoso na esquina da minha rua, na frase do messenger ou no perfil do Orkut.
Também porque quem não é do métier - eu já percebi - cria altas expectativas em torno do "jornalista". Para os leigos (pelo menos alguns deles), o jornalista é uma criaturinha curiosa, que sabe de tudo e todos, e que deve, obviamente, trabalhar em um canal de TV (hahahaha). Até a minha própria família nunca entendeu de fato como eu pude me formar em jornalismo e ir trabalhar... num jornal! De papel! Aí o "glamour" criado em torno do jornalismo tal qual é apresentando pelo William Bonner vai por água abaixo quando você explica EXATAMENTE o que faz, e onde faz. Já vi tantas caras de decepção por aí...
Mas o que mais me dói no âmago do meu ser é ver gabolas metidos a besta anunciar serem "jornalistas". E serem, de fato, com diplominha na parede e tudo. E para provar que podem tudo (porque jornalista pode tudo, sabia não?), darem início e continuidade a trabalhos porcos, sujos, mal-feitos, mal escritos, mal apresentados, revisados, apurados. Lixo puro.

P.S.: às vezes tenho a impressão de que usar o título de "jornalista" pra fazer uma média seja uma característica (ridícula) desta região de meu Deus onde moro. Que em outros recantos do mundo jornalista é só mais um profissional como outro qualquer, sem auto-glamurização. Mas não sei. Preciso fazer uma pesquisinha básica. Será que minha amiguinha sumida Stellita B., Jornalista com J maiúsculo (e digo mesmo, que ela não sou eu, não estou me promovendo, oras), poderia me esclarecer?

24.7.07

Topicuzinhos

  • Devo ser a única pessoa no mundo a chorar de soluçar vendo Lost. Também choro até embaçar os óculos com Desperate Housewives, mas com Felicity Huffman é foda....
  • Sou só eu ou a coisa mais bizarra, em matéria de calçados (fora a bota Priscilão, Queen of the Desert), é aquela havaiana com contas, miçangas e afins bordadas nas tiras?
    Aliás, customizações pseudo-fashionistas, de maneira geral, também me irritam. Sacam bordados perna da calça afora, florzinhas mil no cachecol, jaquetinhas tomadas de bottons? Então...
  • Ainda sobre calçados, lá vai outra: sabe botinhas SOBRE o jeans? Cansei. Nem usei e cansei. Hoje no caminho de casa pro selviço contei umas 19. Argh.
  • Grandes nomes da moda nacional e internacional não poderiam imaginar, mas... aqui nesta pequena cidade de meu Deus, o "terninho básico" já deu o que tinha que dar. Não é mesmo, minha gente uniformizada?
  • Só para concluir minha tese de mestrado sobre calçados: eu ODEIO ankle boots! Argh! Ankle boots, para mim, estão assim assim com as botas Queen of the Desert. Não há uma mulher no mundo que fique bem com ankle boots, por mais que force a barra. E tenho dito.
  • Se jogando no edredon: capricha na meia-calça por baixo do jeans, que amanhã o bicho vai pegar. Quero é mais patinar no Shark River. E Sertaneja girl, a da embolada, ainda propõe cerveja à noite. Pode? Mal sabe ela que veio parar na Terra do Vinho (Sanguê de Boá ou Canción, à escolha do criente).

23.7.07

A festa, o fiasco e o forrinho

Grupinhos animados e "fiasquentos" sempre chamam a atenção. Viram alvo imediato de todos os olhares, todas as risadinhas sardônicas, todos os comentários ao pé do ouvido. Na palestra, na praça de alimentação do shopping, no cinema, nas ruas, em jantares importantes, sempre existe aquele grupinho específico que queima o filme falando alto, gritando, gesticulando, projetando-se metros adiante de si mesmos. Querem aparecer, destacar-se, e pagam um preço por isto: não são todos os que admiram este comportamento "centro das atenções". Na noite de sábado, fiz parte do polêmico grupo dos fiasquentos, em evento de extrema importância na sociedade sharkcitiana. E me diverti horrorezzzzz...

O evento, enlace matrimonial de Tatá e Meme, contou com requinte, pompa e circunstância, e também com as presenças sofiscitadas de Madame Louise; sua irmã, Neide; Crebinho, o anti-casório, e o mais novo promove-bafão da city, o pé de valsa Caê boy.
De início, o padre, algo entre Marcelo Rossi e Silvio "quem quer dinheiroooooo?" Santos, resolve apelar para a provocação. "Boa noiteeeee!". Ao ser respondido com certa contenção de ânimos, ele repete: "Boa noiteeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!". Nada. Aí arremata: "Quem não disser boa-noite bem forte não vai ganhar churrascooooo!". Para desespero de Crebinho, que soltou um "BOA NOITEEEEEEEEEEEEE!!!", gritado a plenos pulmões. Muito faminto. Para desespero de dona Carol, totalmente vexada.

Aí chegou a vez de euzinha aqui pagar o pato por ter casado com um infiel ateu. Já estava contendo mini-risadinhas explosivas porque quando o padre solicitava o sinal da cruz, Caê boy, que sequer foi batizado, ornava-se com um gesto semelhante ao número oito, em seu peito. Só para fingir que participa. Chegou, então, o momento de rezarmos a oração que o Senhor nos ensinou. E quem disse que marido sabe o que é isto? Postou as mãozinhas, beatificamente, um fofo, totalmente constrangido, e DUBLOU o Padre-Nosso, cheio de bossa, Sim, ele dublou. Ficou mexendo a boquinha marota como se estivesse rezando, praticamente um participante de show de calouros "interpretando" qualquer coisa da Celine Dion.

Não bastasse, contávamos com a presença do casal mais fotógrafo do momento, Big T. e Germana girl. Os dois decidiram assumir de vez o romance e desfilavam, lado a lado, muito profissionais, clicando tudo o que aparecia pela frente. Tudo bem que, em certo momento, longe dos olhares zelosos de T., Manékia recebeu bela encoxada do terceiro integrante da equipe, provocando gritos histéricos em Crébinho e Caê.

Por fim, a tão esperada hora do bailinho. Quando soaram os primeiros acordes de "tô numa boa, tõ aqui de novo, daqui não saio, daqui não me movo, tenho certeza, esse é o meu lugar, ahah, ahah..." (Falamansa, hit number 3 de casamentos sulinos), o inusitado acontece: Caê menino, rock´n´roll all night and party everyday, levanta-se num rompante, me agarra pela cinturinha de pilão e, juntos, como Fred e Ginger, bailamos graciosamente por toda a pista (desnecessário relatar os pisoteamentos de pés no meio do caminho). Mágoa de Carlinhos de Jesus.

Top 5 da grande festa:
5 - Rafa, a Cadela, deu um chega-prá-lá na menina que acompanhava seu daminho, para então dançar, ela mesma, com ele, solamente;
4 - Neide, arriscando algumas acrobacias na pista, da vanera ao forró pé de serra. Cena, aliás, jamais vista ao longo dos meus vividos 29 anos;
3 - Crébinho, gemendo a cada "avanço" da cerimônia de casamento. Após o "sim", o lamento. "Ah, agora não tem mais jeito mesmo", suspirou;
2 - Família inteira empurrando Carol, a Risoto, para que esta agarrasse o buquê com unhas e dentes. "Joga na cara dela, Talita", sugeriu Edinho.
1 - Madame Louise, que ficou furiosa com Caetano quando soube que este havia feito um "forrinho", antes da festa. " Mas tu não comeu muito, né?", perguntou, preocupada. Crébinho acrescentou que faria fundação, alicerce, forro e paredes só na hora dos comes e bebes da festa. Muito fino e elegante.

20.7.07

Malvadinhos



Entre tantos desaforos, maledicências e insultos post-morten contra o jamais saudoso acm, um deles chamou-me atenção de maneira mais pronunciada, o sempre impagável Malvados. Vamos a ele:
Vaso ruim também quebra
(André Dahmer rules!)

19.7.07

Gol Mil

E se minhas contas estiverem corretas, meu querido amigo Teteu boy foi o milésimo sujeitinho a ciscar por estas plagas. Dá-lhe, Teteu! Thanks pelo prestígio (obrigatório)!

Futility


Estou impossível com minha nova aquisição da Sacks. Agora eu rescendo a um delicioso e chiquérrimo exemplar da Clinique, o Simply. Narcisismo exacerbado às extremas, I smell myself everytime. Além do Simply, também adquiri o (pasmem) Fairytopia, da linha BARBIE (yes!). Morangos silvestres. E o leite de limpeza da Révlon (diliça). Ah, como amo comprar. E como amo cosméticos e afins...


Finalmente (e não mesmo importante), comprei isto aí que ilustra o post... babem de inveja de minha Sweet Lips, da Isabela Capeto para Melissa. Luxo verde. O que é a falta do que fazer nesta vida, não é mesmo, minha gente?

16.7.07

O horror, o horror!!!


Eu acredito que se houvesse uma versão tupiniquim dos deuses do Brega Victoria e David Beckham, estes seriam Flávia e Fernando BBB. Sem o glamour, o que é pior. Porque os Beckham são assustadoramente bregas, mas, my dear, vestem Dior, D&G, Prada, Valentino, Chanel, Jimmy Choo e Manolo Blahnik. Não bastasse, adornam-se mutuamente com Tiffany e Cartier, dirigem Ferraris e BMWs, usam peles e brilhantes, moram em casarões de US$ 40 mi (ou mais, sei lá). E, mesmo assim, continuam escandalosamente bregas. Agora, o que dizer disto?

Eu poderia discursar por hooooooooras a fio sobre a dupla macabra (que casou-se, oh, lástima das lástimas, neste findi). Mas não o faço, até porque muita gente boa já contribuiu para a tripudiação blogueira a respeito das figuras aí de cima. Mas vamos destacar dois momentos mágicos do festerê, que contou com presenças marcantes como Irislaynneh, Phanny, o caubói e a catarina e aquela morenaça belzebu que usou brinco gigante em só uma orelha até na cerimônia.

Na hora de cortar o bolo, um telão exibiu "momentos mágicos" do casal DENTRO DO BBB. Argh. O rapaz ficou emocionado e chorou. (pausa para dedo na garganta).

Em seguida, começou o samba-enredo da Beija-Flor. A noiva, muito fina, "mostrou que tem samba no pé, cercada de fotógrafos" (terra). E disparou: "Gente, agora é hora de todo mundo comer, beber e dançar". Ai, meu pai, mais um conto de casório dos bons.

Lembrando que depois do sambão, o funk comeu solto e todo mundo, TODO MUNDO, rebolou até o chão, bem gostosinho. E Phanny, que veio de vestidão-evangélica, pendurou os panos nos ombros, ficando bem à vontade.

Chega. Ah, sim: ganha um doce quem adivinhar para onde vão os pombinhos apaixonados...

(Caribe)

11.7.07

Casos de casórios

Casamentos são festas ótimas. Eu, particularmente, não perco por nada neste mundo o rega-bofe e o arrasta-pé oferecidos pelo casal de pombinhos que opta pela tradicional subida ao altar. Porque não basta vestir-se de branco, abraçar um ramalhete de rosas vermelhas e agarrar-se ao braço do pai, lágrimas contidas. Para casar é preciso, sim, haver rompantes, chiliques, bafões, exageros, gafes, imperfeições, bebedeiras e arranca-rabinhos. Porque casamentos são festas ótimas, e o são por serem eventos dos mais bregas possíveis. E o brega é luxo, minha gente, porque rende notinhas para este bloguinho cor-de-rosa e maledicente.
Portanto, vamos às três últimas e badaladas cerimônias casadoiras ocorridas na refinada região de Shark city.
1º Enlace matrimonial de matrona descendente de alemães podres de ricos com novo-rico jogador de time de certa modalidade esportiva (a qual não revelarei, para dificultar reconhecimento): a festa corria perfeita. Champagne gelado, buffet de primeira, decoração exótica (praticamente uma floresta negra dentro da igrejinha, com samambaias gigantes tocando o teto), gente fina, elegante e sincera. O que "se destacou" em toda a finesse (além da decoração extra-over), foi o estilo "despudorado" da noivinha pura e virginal. Mania absurda deste povo achar que pode ser sexy TAMBÉM na cerimônia do PRÓPRIO casamento! Poupem-me, moças! Qual a exata serventia de decotes vertiginosos com siliconão despontando na cara do padre? E das malditas e assustadoras "saias curtas"? Sim, estilo Scheyllah Caralho, coxões de fora, muito bronzeados, quase uma banhista à beira do mar? E maquiagem mega-ultra carregada? E rendas, muitas rendas, metros e metros de rendas, um vestido inteirinho de renda, semi-transparente, praticamente uma lingerie? Ou a moça se confundiu e vestiu o baby-doll da lua-de-mel?

2º Herdeira de empresários emergentes com um... "colombiano" (ou seja, traficante, de acordo com T. boy. Exportador de produtos nativos, melhor dizendo): Lugar chique, gente chique, high society, o verdadeiro créme de la créme de Shark e cercanias, festança das boas, uísque 12 anos jogado na cara, petiscos comestíveis nunca vistos dantes, luxo e alegoria. Literalmente. No meio da animada festa, com muita música e dança, entram algumas... passistas de escola de samba! Madrinhas de bateria, mulatas sargentelli, boazudas emperequetadas com penachos gigantes na cabeça e biquininho bordado de lantejoulas. Sim! A atração foi devidamente "contratada" para animar os "estrangeiros" presentes no recinto, mostrando um pouco de nossa bela, riquíssima e tão variada cultura brasileira. Buááááá!!!!!

3º Cerimônia realizada de acordo com os padrões militares: homens fardados, agaloados e armados. Moças tremelicando os lábios de puro prazer e frenesi sexual (que homem de farda é foda...): a festa correu normalmente, dentro dos conformes (bregas). Cidra no sapato, gravata vendida em lotes, strogonoffe, batata palha, frango, peixe e carne. Eis que chega o tão esperado momento do arremesso do buquê. A noiva se posiciona, as desesperadas aguardam, ansiosas, com as mãozinhas postas. O lance. Os olhares aflitos. A queda das flores. A solteira mais afoita atira-se no ar, agarra o ramalhete mas... seu belo tomara-que-caia azul turquesa não resiste a tanto empurra-empurra. Enquanto a moça planava com seu objeto de cobiça, o tomara-que-caia a esperava, lá embaixo. De peito aberto, a desnuda não se deu por vencida. Cobriu suas vergonhas com o tão desejado amuleto casamenteiro. E haja santo antônio.

9.7.07

O cúmulo da intimidade (ou No banheiro)

A fofa Tais S., que anda deveras inspirada, nos últimos dias, postou textinho cômico sobre os inconvenientes oriundos do excesso de intimidade, no relacionamento amoroso. Se nos primeiros meses de namorico as moçoilas coram até às raízes dos cabelos ao deixarem escapar um soluço mal-pregado (daqueles tipo arroto mini-vômito); se o galanteador de plantão perde o rebolado ao liberar sem aviso prévio uma pequena lufada de gases intestinais (como se o aviso mudasse alguma coisa), tudo muda (horrivelmente) de figura após a conquista definitiva, o estabelecimento de fato e de direito de um relacionamento dito "sério".
Quando o casal já juntou as escovinhas de dente (mesmo que apenas nos fins de semana), quando a gata já não encuca tanto assim com a depilação das pernas e o moço desfila pra cima e pra baixo com aquela samba-canção meio puída, é sinal de que a intimidade entre os dois ultrapassou o nível máximo e aproxima-se de uma "zona de perigo". Ou seja: quando o gatão malhado e de corpo dourado começa a relaxar na própria forma, a comer em demasia e a peidar sem cerimônia durante a exibição daquele filme no Supercine, chegou o momento de reavaliar seus sentimentos. Sim, porque é aí que você vai descobrir se, de fato, ama esta criatura que se revelou um porquinho de primeira linha ou se de repente vai achar melhor fazer a fila andar.
Taisinha girl contou-nos, ao pé do ouvido (e que ninguém nos ouça), que o moço que lhe dá manutenção adquiriu o curioso hábito de conduzi-la ao banheiro quando este necessita... (ai, como é difícil achar eufemismos decentes para esta situação) necessita... digamos que fazer cocô (não achei nada mais adequado, sorry). Ela explicou que seu príncipe sente-se extremamente bem ao regurgitar seu bolo fecal pela boca de baixo (meu pai, que baixaria...) quando ao lado da musa inspiradora. A moça apelidou-se, até, de Bioactiva (ahhahaahaha, ela me mata!).

A historinha trouxe à tona uma outra odisséia semelhante, esta protagonizada pela amada Jane F. Diz Janete que há longos e longos anos, na ocasião de um namoro que durou cerca de três anos (seu primeiro relacionamento "sério"), algo semelhante ocorria entre ela e seu então bem-querer (vamos chamá-lo de Picoco). Picoco amava Janete de paixão, e era arduamente correspondido. Um destes loucos e imaturos e deliciosos amores juvenis, com curtíssimo prazo de validade e que deixam lembranças para todo o sempre. Pois bem, uma destas lembranças era o saudável hábito adquirido pelos dois pombinhos de realizar as atividades in-bathroom juntinhos: enquanto um tomava uma ducha revigorante, o outro responsabilizava-se por esvaziar sua sarada barriguinha, sentadinho no vaso. Cagavam, sim, um de frente para o outro, enquanto conversavam e teciam planos para o futuro.
Belo dia Janete, que perambulava pela casa de Picoco enquanto este trabalhava, encontrou uma cartinha suspeita em seus pertences: era uma piranha que insistia em seduzi-lo. Pois bem: sentindo os movimentos peristálticos de seu intestino, que funcionava como um bom suíço, Janete F. não teve dúvidas - decidiu enviar a correspondência para seu devido destino. Picou a carta em pedacinhos, atirou-os no bacio, defecou bonito sobre tudo isto, deu a descarga. Não bastasse, ao chegar o namorado, sapecou-lhe suaves bofetadinhas em seu rosto angelical e relatou toda a aventura, orgulhosa e vingada.

6.7.07




E como é sexta-feira (graças ao bom Senhor Jesus) e eu finalmente poderei relaxar após uma semana estafante de trabalho pesado e semi-escravo, e já que comecei com esta palhaçada de avatares cartoonianos, vamos a outra versão da estressadíssima garota aqui. Quer também? Vai lá. E um extraordinário fim de semana. See ya.

5.7.07

Oh, my God, they killed Kenny!



Eu morava em Florianópolis quando descobri a TV a cabo (luxo até então desconhecido na pequenina Shark city) e, de quebra, o desenho animado para adultos South Park. Foi um soco no estômago. Mesmo já sendo fã incondicional dos amarelinhos Simpsons, não estava suficientemente preparada para um grupo de quatro meninos maluquinhos que falavam palavrão a torto e a direito, cuspiam, xingavam e tinham pensamentos e atitudes absurdamente incorretos (em todos os sentidos). Foi paixão ao primeiro episódio. Até porque, mesmo sendo toscamente desenhados, ainda assim mantinham certa graça pseudo-infantil em seus traços bruscos, um deleite para minhas fortes tendências infantilistas. A febre South Park foi ligeiramente esquecida anos depois, com overdoses de desenhos animados igualmente ou até mais impróprios para menores (num passado distante o único público-alvo desta bela arte). Com a proximidade da estréia do primeiro filme dos Simpsons, no entanto, outras tantas manias cartunísticas ressurgiram para nos atazanar a vida e nos fazer perder tempo no trabalho. A ilustraçãozinha é uma pequena Cíntia southparkiana. Os que curtem brinquedinhos do gênero, aqui.

4.7.07

Para Dani

Gente, eu ADOOOIRO quando alguém comenta no bloguinho, amo, alucino total. Mas, além de Miche Z., poucos são os que se atrevem a tecer observações sobre estas humildes escrituras. E quando o fazem, fazem também com que eu ganhe o dia. Caso da Dani, coleguinha sharkcitiana que confessou acompanhar as desventuras da moça aqui há algumas semanas (após publicação de notinha na coluna da amiguinha xuxa Miche Z, no ds, viu, Dani?).

Amiga, thanks so much pelo comment, continue conosco, firme e forte. Eu diria tudo isso nos comentários too, mas, sucks!, meus recursos excusos para visualizar o Imediatas não são suficientemente bons para me fazerem comentar também, se é que alguém me entende... e não é de bom tom deixar a leitora sem resposta, claro. Beijão, Dani!

3.7.07

O cinto e o toucinho (dois contos e um único herói)

T.T.u boy é um doce de menino. Todos os dias o moço nos brinda com uma (ou várias) de suas brilhantes pérolas de sabedoria (sem ironia). Inteligente, profissionalíssimo, humor afiado, parceiro e tão compreensivo e amável como todo bom amigo deve ser - este é T.T.u, essencialmente. Mas nosso caro colega de redação também tem seus dias ruins. Na última sexta-feira o moço guerreava com a porta de seu novo bólido, um reluzente Fiat. A danada teimava em não fechar, e o desespero já tomava conta de nosso pimpolho - afinal de contas, como sair para as baladas sharkcitianas se a danada da porta não fechar? E nossos terríveis larápios, espreitando a cada esquina? Aflito, T.T.u embarcou no automóvel e, segurando a porta teimosa com uma das mãos, guiou às pressas até a oficina mecânica mais próxima. Qual não foi sua surpresa quando o atendente, mecânico experimentado, sugeriu que ele erguesse o cinto de segurança, que estava para fora do carro, impedindo o fechamento da porta?

Não bastasse o infortúnio do cinto de segurança matreiro, no domingão, belo dia de sol, nosso herói T.T.u levanta, às 13 horas da manhã, lépido e fagueiro, e, amealhando o convite que havia adquirido anteriormente, por módicos R$ 15, ruma em seu bólido reluzente para um arrasta-pé regado a uma feijuca-mãe na paradisíaca city de Kpiva (Under). Ah, amigos, a correria da vida, as loucurinhas do dia-a-dia, inclementes e urgentes, que nos impedem de raciocionar em paz... a feijuca tão estimada (que T.T.u é doidim por feijão) havia sido realizada no sábado. Na escola de samba, onde se realizaria o ágape, só portões fechados... mágoa de paio não comido.

Modismos bizarros

Botas de astronauta, uísque com red bull, raves, festas diurnas, piercing na língua, tattoos tribais, emoboys, band boys, drogas sintéticas, batom raio-laser, corte moicano - não é de hoje que pessoas do mundo inteiro, de cabo a rabo, foram, e ainda são, tomadas por modismos dos mais diversos e curiosos. Modismos porque se tratam de objetos, atitudes, produtos e afins, que ganham as ruas subitamente e, quando se pensa que vieram pra ficar, desaparecem sem deixar vestígios. Estão aí os suspensórios coloridos e as polainas de tricô, que não me deixam mentir (e quem viveu os 80s sabe do que estou falando).
O que descobri recentemente, no entanto, quebra um tantinho com a estrutura do "modismo" como fenômeno social. É o retardo na proliferação do modismo. Explico: quando morava na Ilha da Magia, lá pelo fim dos anos 90, surgiu uma maniazinha irritante, por parte de alguns burguesinhos de boate, de circular com um belo charutão pseudo-cubano pendurado no canto da boca. Até confraria para acolher os simpatizantes deste costume foi criada. E até aí tudo bem (!). Surpreende-me que, mais ou menos 10 anos depois do charutão ter irritado olhos e narinas na capital catarinense, eis que o cigarrão encorpado aterrissa em Shark city. E quem o ostenta entre os dedos o faz como se sentisse a última batatinha Pringles do tubinho.
Outro hábito bastante curioso teve certa receptividade em grandes (e médios) centros urbanos sul-brasileiros no início dos anos 2000, o secular (ou milenar?) narguilé, na minha opinião nada mais do que um belo objeto de decoração. Eis que, quase adentrando 2010, o cachimbinho de água cheio de marra também visita minha querida e bela (e atrasada) cidade interiorana. Dia desses um grupinho animado (e constrangido) de universitários se revezava na estrovenga, sorvendo fumaça, sentadinhos num cantinho do meu bar predileto. O motivo era óbvio: quem conhece sabe que lá não entra alma viva, ou seja, os meninos não queriam "pagar mico" com o troço exótico e escolheram o point mais isolado da city para testá-lo. Cômico.
Já disse pro pessoal aqui que, daqui a 20 anos, a galerinha de Shark e adjacências vai descobrir uma coisa óteeeeema, que são os diários virtuais. Ou blogs.

28.6.07

Anti-revival

Algumas pessoas insistem em se prender ao passado, em reviver momentos felizes ad infinutum, eternamente, just for fun. Para estas, dá-se a impressão de que só o "antes" é que era bom. E o agora? Exemplo básico é obtido através de um zapping pelo Orkut. A quantidade exorbitante de comunidades convocando antigas turmas de faculdade, de colégio, de ginásio, de infância e adolescência e afins impressiona. Certo dia uma grande amiga revelou-me estar aborrecida com a pressão sofrida por ex-colegas de faculdade. Eles exigiam que ela entrasse em uma comunidade no Orkut do tipo "formandos de Engenharia Quântica 1986-B" (não é este o curso nem este o ano, que não sou boba nem nada). "Aí um sujeito chegou pra mim e perguntou se eu não sentia saudades daquele tempo, das conversas nos corredores, das festinhas pra arrecadar grana pra festa de formatura, das professoras mais imbecis e etecétera. Fui sincera e disse que não, para ultraje e fúria do garoto. Dane-se", relatou minha amiga, que, para "não ficar chato", acabou, sim, aderindo à tal comunidade (hahaha).
Quando entrei no Orkut, realmente me impressionei com a possibilidade real de encontrar gente interessante que fez parte de minha vida. E encontrei. Mas, desde quando meu mundinho ficou mais emocionante, vibrante e cheio de perspectivas com isso? Na verdade, nada mudou: soube do paradeiro de uma série de pessoas outrora queridas, reatei pouquíssimas (e boas) amizades (né, Cris F?) e continuei tocando minha pacata e civilizada vidinha de moça interiorana. Pelo Orkut, meus scraps só vão para três ou quatro amigos, com quem me encontro praticamente TODOS os dias (com exceção do fofucho do John, de quem não vejo a cor há anos). Meus momentos revivals de nada me adiantaram, e aí morreu o Neves (como diz Caê boy que, não à toa, cometeu orkuticídio aos três meses de vida virtual).
Os que gemem de prazer em reviver o passado ostensivamente, que vivem na expectativa de reaver aquela coleguinha da 5ª A, que não esquecem jamás do namoradinho do primeiro ano de faculdade, estes precisam urgentemente de uma vida. Porque a deles já passou...

P.S.: não, eu não irei cometer orkuticídio. Aquilo lá tá cheio de coisa legal - e sem relação com momentos revival, thanks god.
P.S.2: devo citar também um outro tipo de comunidade que me angustia: as auto-promovedoras. Sim, as que dizem coisas do tipo "Sou ruiva e poderosa", "Tenho cintura de pilão", "Sou gostosa, morra de inveja", "Eu sou mais eu", "Ninguém bate as capricornianas", e afins. Se estou sendo muito radical? Talvez. Mas, se você se acha gostoso ou boazuda, guarde isso pra si mesmo. Até porque, se for verdade, os outros vão perceber, pode ter certeza. E sem que você precise avisar...

27.6.07

Triunfo Minuto


Eu odeio a Micheline. Micheline é magra. Magra, magra, magra, uns 50 quilos, no máximo, pra aproximados 1,65m. Micheline, minha gente, vejam só, usa jeans número 36! Ultraje!
Não bastasse toda esta ossatura exposta, há algo ainda mais irritante: Micheline come. Sim, a blond ambition não se satisfaz com meras folhas de alface e xícaras de chá verde. A bicha manda ver no pratarrão. Massas, saladas, carnes (muuuuita carne), sobremesas diversas, chocolate quente no xicrão, baldes de milkshake, hamburgueres, hot-dogs prensados, salgadinhos da Eva, cheetos e milhões de variedades em matéria de bolachinhas, doces e salgadas. Todos os dias, aos borbotões.
O Y da questão (hehehe) é que a desgraçada faz questão de bancar a generosa e compartilhar TUDO do que come conosco, do trabalho, profissionais de maioria rechonchuda - mesmo sabendo da dieta de alguns deles.
Hoje, Micheline me apresentou à bolachinha Triunfo Minuto presunto e queijo, coisa de 300 calorias por mordidinha. E eu peguei (só duas, mas peguei). Maldita Micheline!
P.S.: é brincadeirinha, tá, amore? A gente não vive sem teus wafers de morango e tuas balinhas menthos the freshmaker.

26.6.07

Via messenger, com amor

A moça, jornalista conceituada que, por opção, decidiu incorrer em outras áreas mais pedagógicas, saltitava de janela em janela pelo messenger, madrugada adentro - até porque é solteira, mora longe e não caiu nas graças da adsl, ainda. Eis que se depara com aquele antigo colega de profissão, renomado assessor de imprensa, que por alguma bizarra manifestação do destino não havia sido devidamente bloqueado, como a moça costuma fazer com colegas de messenger com os quais não tem intimidade e/ou falta de interesse em trocar idéias. Papo pai, papo vem, e a moça é extremamente habilidosa em conduzir uma conversa ao pé do ouvido, tornando-a agradável e bastante salutar. Eis que o grande assessor começa a disparar emoticons em formatos, digamos..., eróticos. Sim. Eram pequenos pintinhos sorridentes, pererequinhas abertas e muito simpáticas, simulações de felação e afins. A moça, morena jambo de parar o trânsito, não entendeu, mas preferiu conduzir a conversa da melhor maneira possível, respondendo com educação e respeito aos "o que anda fazendo?" e "como tem passado?". Infelizmente, seu contato emeésseênico não tinha intenções tão puras e saudáveis. "Antes de me dar conta e perder a paciência de vez com insinuações deveras desconfortáveis, o sujeito me prega uma fota monstra de uma morena arreganhadaça, mostrando seus tesouros íntimos com as duas mãos. Horror! Pânico na zona sul", disparou a moça a uma amiga, dias depois. Estranhamente, a arreganhada da foto era morbidamente semelhante à moça-morena-jambo. "Parecia eu, sabe? Até o cabelão liso, brilhante e negro como a asa da graúna", confessou, embevecida. Só não especificou se era o cabelo de cima ou de baixo.

25.6.07

Dietinha

Café da manhã: uma fatia de pão integral, queijo branco, uma xícara de café com leite integral e adoçante;
Lanche da manhã: iogurte Corpus (um copinho apenas, vê lá, hein?);
Almoço: frango grelhado, micro-porções de carbohidrato (OU arroz OU massa), salada, com muitas folhas verdes (mas nem tantas assim);
Lanche da tarde: barrinha de cereal;
Jantar: folhas e chá;
Ceia: um copo de água.
Ok, exagerei na ilustração do jantar pra cá, mas o cardápio serve para mostrar o quando deverei sofrer nos próximos dias (e provavelmente para vida toda, que Caê boy é bem tiraninho e cruel). É que eu e o maridón decidimos entrar num esqueminha básico de reeducação alimentar (básico e ultra-necessário, dada nossa paixão por quitutes nada saudáveis e hiper-calóricos como amendoins temperados, Pringles e deus-nescauzinhos, gelados ou quentes). Aí iniciaram as longas caminhadas intercaladas com corridinhas, às 6h30 da matina (hehe); as overdoses de alface (americana, que eu sou chique) e rúcula; o corte radical de pão e bolachas e, por minha sugestão, a eliminação do refrigerante (mesmo light) de nossa linda e espaçosa geladeira - mas creio que será difícil convencer Caê Coca-cola Light boy desta empreitada.
A questão é que maridinho é a criaturinha mais persistente e determinada do mundo, e se eu quiser largar com tudo, ele irá me olhar com todo o desprezo de seus lindos olhos caramelados.
Outra questão é que, ao contrário do que indica meu shape atlético e sarado, quando vestida, a verdade é que preciso eliminar algo que teima em se avolumar no entorno de minha macia barriguinha. Sabe aquela banha nos quadris? Essssssa mesma... malditaaaaa!!!!!! Aí quando ponho o jeans fica aquela sobra nada sexy. Portanto, a necessidade de uma dietinha rápida (para meu completo desespero).
Porque, e verdade seja dita, eu sou a pessoa mais gulosa que conheço. Sou. Quer dizer, nada doentio, é óbvio, mas levemente descontrol. Eu amo comida e amo comer. Massas? Tô dentro. Sushi? Uhu! Arroz com galinha? É nóis. Feijoadinha no sábado? Credo... na verdade só dispenso tudo o que existe do lado de dentro do boi, da galinha e do peixe (miúdos, língua, ova e afins). O lado de fora eu traço. Portanto, deverei empenhar um esforço supra-supremo para poder alcançar meus objetivos. Mas eu vencerei! (pelo menos é o que Caê acredita, tadinho...).

P.S.: meu gorduchinho queixa-se de suas próprias gordurinhas tão fofinhas, as quais amo de paixão. Mas como agora o moço é COLUNISTA (uhu, sou casada com um colunista!), acha que deve ficar mais apresentável com alguns quilinhos a menos (segundo ele, uns 20). De quebra, me prometeu que, assim, deve parar de ligar aquela turbina de caça-bombardeiro todas as noites, das 2 às 10 da manhã, impedindo que Morfeu me carregue nos braços. Argh. Melhor assim, então. E dá-lhe acelga, cenouras e carninhas no meu top grill.

P.S.2: Semanalmente, textinho com os pretensos progressos deste esqueminha de vida saudável. Se houverem.

22.6.07

No avião, sem janela, decifrando siglas

A turma estava animada: pela primeira vez, seis colegas de trabalho viajavam juntos, para uma convenção da empresa em sumpaulo. Para a viagem, mil preparativos ultra-necessários: compra de enxoval na butique da Denize, malas novas, sapatos confortáveis, manicure, uma olhadinha básica na previsão do tempo. Na ida, alguns dos integrantes demostraram certo nervosismo pela primeira viagem per avion. Como tudo correu dentro do previsto (até o processo de relaxa-e-goza nos aeroportos), nenhum incidente foi registrado. Mas quis Deus que, em ocasiões do gênero (caipirada de Shark city pisando na Grande Maçã brasileira), o vexame, os bafões, os suadouros, as saias-justas, os randevús e afins não ficassem de fora. E estes momentos foram surgindo, um após o outro, na viagem de volta, todos a bordo do jatinho da Gol.

...

Primeiro foi L.boy, jovem e belo rapaz que se desvirginava em sua primeira experiência aérea. L. queria porque queria aboletar-se na janelinha, o que não havia sido possível na ida (coisa báááásica, quem não quer ir na janela do avião?). Precavido, durante o check-in solicitou à atendente da empresa que lhe reservasse um janelão wide-screen, quando da ocasião do retorno. Pois bem. Mas por estas armadilhas ferozes da vida, quis o destino, este pai cruel, que a esperta atendente lhe preparasse uma presepada. Ao se sentar em sua poltrona, o moço, faceiro, olha pela janela, rápido como um raio. E qual não foi sua surpresa ao perceber a coluna que divide o avião ao meio. O único lugar do vôo que NÃO TINHA janelinha era exatamente aquele ocupado por ele. A janela era a coluna. L. retornou a Shark city cabisbaixo, entristecido, frustrado. Não foi desta vez que pôde observar o céu azul do belo Estado catarina de cima. Outros vôos virão, querido L. Perseverança!

...
Enquanto Déia, herdeira do clã Rosa, se recobrava do acesso de riso provocado pelo insucesso do amigo L. em se estabelecer na janelinha, a amiga K. inicia um diálogo. As duas comentavam sobre uma terceira pessoa, jovem de personalidade forte que, em dias de extremo mau humor, exibe as letras PNCDS como frase do messenger.
Ora, a questão é que Déia, que de SUA janela provocava L., mal havia terminado o acesso de riso por causa do incidente da coluna do avião. E de repente surge K. (na poltrona do meio) com tal questionamento... impossível manter a postura, convenhamos.
- K., (disse Déia, gemendo baixinho) PNCDS é nada menos do que Pau No Cu Do Surdo!
K., muito fina e alinhada, teve dificuldades para aceitar a deselegância.
- Não, Déia, como pau no cu do surdo se a sigla é BNCD, ou algo assim?, e continuou insistindo.
Papo vai, papo vem, eis que o terceiro membro da fila de três poltronas - neste caso o homem do corredor, até então desconhecido das duas - interrompe a conversação, que já ia longe.
- Com licença. BNDES significa Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - esclareceu.
Após longos dez minutos, K., assustada, teve que solicitar os serviços de primeiros socorros da comissária de bordo. Déia, aquela do clã Rosa, praticamente desfalecia de tanto riso.

Obs: a expressão "caipira" é meramente ilustrativa. Até porque seria anti-ético achincalhar caipiras em sumpaulo se a caipira-mor aqui se desdobra em três pra ficar na janelinha, quando das raras ocasiões em que embarca num aviãozinho.

Obs2: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Uhum...

21.6.07

Saudade



Tanta coisa anda tem acontecido ultimamente. Ficamos adultos, crescemos, uma coisa assim, meio assustadora, repentina. Acho que foi ontem que realmente me dei conta disso. Depois de um tempo sem falar com duas grandes amigas (duas semanas nem é tanto tempo assim) descobri que uma delas foi morar com o namorado e a outra vai casar. Depois de restabelecida do choque, fiquei pensando em algumas coisas: como será nossa amizade, como serão as coisas daqui pra frente? Tudo tomou um novo tom. Em tão pouco tempo de casadas-noivas a conversa já começou a ir tomar um novo rumo. É lógico que tudo isso é normal, mas é engraçado que até pouco tempo nossos assuntos eram sobre fofocas alheias, piadas, deboche, assuntos que faziam parte de um outro universo. Vamos seguir o rumo dos acontecimentos, mas não adianta: vou morrer de saudade da saídas, dos porres, das gargalhadas, tristezas e tanto chororô que em sua grande maioria tinha um único motivo. Elas vão estar no mesmo lugar, os lugares estarão lá, no mesmo lugar; mas acho que o Lulu está certo: Nada será do jeito que já foi um dia. Acho que as coisas tem que mudar mesmo, mas nem tanto assim.




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20.6.07

Riso fácil

Marieta se engraçava com o "novo amigo" conquistado através da internet. "kkkkkkkk, assim vc me deixa sem graça", observou a moça, através do programa de conversação instantânea. O novo amigo, Bernard, parou tudo. "kkkk? Vc ri kkkk na net? Meu, que estranho!", sentenciou. "E como deveria ser?", questionou a internauta, subitamente angustiada por uma sensação de desprezo que se desprendia da pequena telinha colorida do messenger. "Ah, sei lá, cara. Hahahahaah, eu acho". Pouco mais de cinco minutos de conversinhas despretenciosas depois, a despedida. "Até, Mari. Nos encontramos dia desses, via messenger", disse Bernard, enquanto bloqueava a menina de sua lista de contatos. Ela soube, sentiu no exato momento.
Se há uma forma bastante moderna e moldável de comunicação, esta é a realizada através da internet. São tantos recursos, e todos surgidos de maneira tão súbita, quase que imediatamente adotados pela gigantesca comunidade virtual mundo afora, que certamente muita coisa ainda vai surgir, pelo meio do caminho. Regras de etiqueta para se socializar da melhor maneira possível na world wide web já existem e espocam feito pipoca noticiadas via mails, orkut, blogs e afins.
Para mim, se há algo que define o caráter de qualquer sujeito nos primeiros cinco minutos de conversa, é o modo como ele expressa sua risada pela net. Num universo colossal de hihihis, hahahas e kakakas, algumas formas de risadinhas simplesmente servem para me tirar do sério. Que o diga os huashuashuashuas. Mas que coisa absurda! Para expressar toda a alegria que se sente naquele momento, o internauta digita não menos do que QUATRO letrinhas! E, vamos e venhamos, não consigo, nunca, deixar de imaginar o pobre-coitado rindo do jeito que escreve, e huashuashuas, com este som ridículo, seria brochante.
Existem os que gargalham hohohoho gostosamente. Há os que riem rsrsrsrsrs, demonstrando todo seu amor ao belo Estado gaúcho, possivelmente de maneira inconsciente. Tem os práticos, que mostram os dentes com kkkkkk (o estilo já é marca registrada de uma alisada amiga, aliás). Os sem-graça, que definem toda a euforia sentida com "risos". Sem esquecer dos hehehe, hihihi, quaquaquaqua, rararara. Eu uso o hahaha, adoro. Até porque é deste jeito mesmo que costumo rir. E existem alguns adolescentes que usam TODO o teclado para desenhar suas risadinhas (a cada três palavrinhas digitadas). E você, de que maneira ri virtualmente?

Notícias da Cidade dos Príncipes


Enquanto o tão amado dinheirinho falado por Cintita também não chega para quem curte arte em Joinville, bravos guerreiros da cidade arregaçaram as mangas e estão fazendo e acontecendo para borbulhar a cultura local. Durante esta e a próxima semana está rolando por aqui o Cena 4, um festival que mostra o que de melhor está sendo produzido no teatro joinvilense. E como não poderia deixar de ser, aproveito para fazer a propaganda do Pretinho, que assina o roteiro de duas das peças que serão apresentadas: “Escuta aqui, quem é você?” e “Uma festa para Eulália”. Uma conquista para um e para todos. Parabéns atores, produtores, cenógrafos e tantos outros que ralaram para ver o seu trabalho nos palcos. Parabéns Jura.

19.6.07

Rica de piolho

Muito me agradaria ser rica. Não digo rica de saúde, rica de amor ou rica de amigos, já que, graças a Deus, estas riquezinhas todas já me pertencem e estão todas bem resguardadas no cofre-forte do meu peito. Me gustaria era ser rica de dinheiro. Não classe média-alta, ou descendente de herdeiro outrora muito rico e que ainda lhe resguardou umas doletas (caso típico dos pseudo-riquinhos destas plagas). Rica RIIIICAAA, daquelas que nem sabem quanto dinheiro tem, que nunca ouviram falar de cheque-especial e cujos cartões de crédito equivalem a obras de arte (por seu valor intrínseco, é claro). Digo mais: o desejo de querer ser rica, muito, muito rica, milionária advém do fato de ser eu do gênero feminino, que, reconhecidamente, sofre mais com as pendengas financeiras desta dura vida de trabalhador braçal.
Todas as mulheres do mundo querem ser ricas. Incluindo as que já são. E sempre há um motivo especial: há quem queira ser rica para poder coroar seu amor de mimos caríssimos; quem o queira para adquirir todos os lançamentos (mesmo os ridículos) oriundos do spfw; há as que almejam a riqueza para adentrar no mundo das celebrities - artistas, starlets, certos empresários, bbbs (os que embolsam R$ 1 mi) invariavelmente ganham capas de revistas. Para muitas, o dinheiro é afrodisíaco (ou o poder?). Para outras, capaz de operar verdadeiras transformações na alma (e no corpo), ocasiando mudanças agradáveis ao dia-a-dia (modelar o narigón, afinar a silhueta, fulminar aquela papada ridícula, botox). M.Z. sonha com a fortuna para poder montar sua daslu sharkcitiana, decorada por TODO o casting da Casa Cor, em uma de nossas inúmeras mansões tombáveis. G. girl, a sertaneja, se contentaria com alguns milhões que garantissem seu vôo semanal a Recife (ela é ullllltra-modesta). Grasi, a casamenteira, aceitaria uma conta na Suíça em seu nome, de bom grado, para poder bombar sua cerimônia de casamento (em breve). Stellita compraria um quarteirão em sua Vila da Alegria (mas iria decorá-lo sozinha, do seu jeitinho). Eu manteria, full time, um massagista, uma cabeleireira e, principalmente, uma manicure. Das boas. A melhor que o dinheiro pudesse comprar. Praticamente uma J. Sister. Para ter unhas belas, polidas, bem tratadas e colorizadas por sete dias na semana. Há quatro dias dispensei meia hora sentadinha no meu salão preferido tratando das extremidades dos meus frágeis e delicados dedinhos. Hoje, o esmalte já era, a cutícula já pode ser vista a olhos nus e o efeito fica até pior do que unhas não-feitas. Argh, meu mundo por uma acetona. Dinheiro para alimentar a rica indústria dos esmaltes? Quem me dera. E como não deu, contento-me com minhas riquezinhas perpétuas: uma saúde de ferro, um amor para todo o sempre ever e amigos de verdade. E unhas de pobre.

LOST

Maldita Juliete!

Até aí, TUDO BEM! (será?)

A arte, a dinâmica, o jogo de cintura, o requebro de quadris, o verdadeiro truque para se trabalhar num jornal diário, acredito eu, é gostar de escrever (minimamente) e gostar de ler (bastante). Não só gostar. Ler de fato, buscar estar sempre informado, antenado, ligado em tudo o que acontece mundo afora, seja no seu bairro, na sua cidade, Estado, país, whatever. Tudo. Com certa bagagem literária (e não precisa ser das mais ricas, prodigiosas e admiráveis, até a coleção vagalume já quebraria um galhão), o sujeitinho pretenso jornalista faz das suas e ainda arranca elogios sinceros, se contar com um pinguinho de vocação. Então é isso: para escrever razoavelmente bem, e diariamente (o que é ligeiramente mais desafiante do que a rotina proposta por veículos de comunicação com outra periodicidade, I guess), é necessário gostar de escrever, gostar de ler e ter certa vocação, correto?
Senão, vejamos: nesta pequena e bucólica região do país onde vivo, trabalhar em um jornal diário, mesmo que de cobertura relativamente pequena, significa, para alguns, ter certo poder em mãos. Ora, claro, o poder de impressionar os menos letrados com seu nome exibido na página principal da publicação; o poder de exercer certa influência junto a algumas fontes; o poder de, de uma maneira ou de outra, controlar a opinião pública (seja qual for o público). Pois bem. Aqui em minha little city fofucha e miguxinha há, além do meu, outros veículos. E é claro que é mais gostoso falar dos outros do que de si mesmo, e como o blog é meu, faço (e escrevo) sobre o que estou com vontade. Um destes veículos maravilhosos nos garante momentos de alegria e comicidade incontidos todos os dias. Tudo devido a uma talentosíssima (contém um trilhão e meio de ironias) repórter "não-diplomada" (mas isso não tem problema algum, ok?), que se utiliza das mais bizarras expressões da Língua Portuguesa (não estou bem certa disso) para "ilustrar" seus ricos textinhos. Nesta semana fomos, minha equipe, às lágrimas, pela milésima vez. É que a talentosa em questão não dispensa, jamais, o uso de certos neologismos deveras dolorosos aos amantes do belo e nobre idioma luso-brasileiro.
Exemplo prático: a moça descreve toda uma situação dramática, tipo o sujeito acertou uma garrafada na cabeça do comparsa, a mulher pôs veneno na comida do marido ou os adolescentes carregavam garrafas de bebida alcoólica no automóvel. Para dar ênfase ao parágrafo seguinte, quando a história chegará ao seu ápice, a garotinha esperta e antenada arremata com a pérola: "Até aí, tudo bem". Não, querida, não estava tudo bem. Já estava ruim. Entende? Não bastasse o hábito bastante peculiar da pseudo-jornalista (vamos chamá-la aqui de X girl), a fofucha ainda tem flashes de genialidade puríssima e absoluta ao insistir na expressão "o Q da questão" (é, o Q, não o X). Isso quando não constrói um lead inteiro com um trecho gigantesco da letra de uma música (em inglês, copiada do vagalume.com, que ela não é boba nem nada); ou usa expressões sofisticadas como "fulano estava rindo da cara deles" ou "beltrano se esgüelou para ser ouvido".
Ao longo dos dias nos deparamos com representantes da press local capazes de gerar calafrios tenebrosos na base da espinha do mais macho dos homens. X girl é assim. E é gostoso de ver (e contar com isso como concorrência. Porque independente da minha produção de texto, fica fácil demais, hihihihi). X, continue firme e forte, amada. Se esgüelando pra provar sua inegável verve literária. Bisous.

17.6.07

CSI

E enquanto todos apedrejam a microssérie global "A Pedra do Reino", baseada na obra do conterrâneo Ariano Suassuna (viu, Germana?), eu faço cara de interrogação e sigo consumindo, fanática, episódios e episódios de CSI (Miami, New York, Vegas, whatever). Eu AMO CSI. Sou capaz até de olhar os antipáticos do The Who com mais tolerância por conta das musiquinhas de abertura. Para quem ainda não teve a oportunidade de acompanhar nenhum episódio da série (em Las Vegas, a original) ou de suas franquias (NY e Miami), aí vai uma breve descrição: CSI é Crime Scene Investigation, e trata-se de uma equipe de competentíssimos investigadores (!) que têm o poder quase que onipresente de realizarem constituição da cena de um crime tão perfeita que (quase) ninguém sai impune. A série é algo entre MacGyver e Monk - pela utilização de engenhocas das mais tecnológicas possíveis e pelo senso detetivesco, de dedução e percepção, apuradíssimos (e se você não sabe quem é MacGyver e Monk, sorry).
Em cada um dos três núcleos, há um líder, o detetive sênior, e seus auxiliares, todos eles, homens e mulheres, com uma pitada exata de charme, astúcia e sex appeal, tudo muito bem dosado, claro. Há o moreno/caucasiano atlético, Nick; o latino de músculos bem torneados e lábios a la Angelina, Eric Delco; Stella, a clone de Carrie Bradshaw, de belos e dourados cabelos encaracolados; a loirinha com cara de boneca (cujo nome eu não sei); Khandi, a negra, médica legista que também sai a campo durante as investigações, sempre de maquiagem impecável; Warrick, o negro de olhos azuis que faz a alegria da mulherada por onde passa; o jovem Greg, especialista em DNA, com aquela pinta de cafajestezinho irresistível; e Carmine Giovanazzo, lindo, lindo, lindoooo! (gritinhos histéricos).
Na esteira de CSI (em 2008, CSI Los Angeles, VIVAAAAA), surgiram inúmeras outras séries de investigação criminal, muitas igualmente boas (vide Criminal Minds e Bones), outras que deixam a desejar (NCYS). O que importa é que todo este material serve como alimento para minha alma sedenta de tramas com muita lógica, raciocínios complicados e finais surpreendentes.
P.S.: sem contar com a overdose maciça de Seinfeld - temos mais dois boxes lá na house, para deleite de Caê boy.
P.S. 2: eu ainda amo Lost, é preciso deixar claro. Mas devo concordar que esta 3ª temporada tem decepcionado...
P.S.3: em breve, resenha sobre Scrubs, The Office e 30 Rock, o triunvirato perfeito do humor.

13.6.07

Mais moda na área

Há alguns anos foi implantado, na universidade local, um curso de Moda que tinha tudo para ser sucesso de crítica e público. E por méritos únicos e exclusivos de uma garotinha que, aparentando menos de 25 anos, ostentava o imponente título de coordenadora. A garota (vamos chamá-la de K.), formada em Moda pela boa Udesc, trouxe categoria e profissionalismo aos estudantes logo no primeiro semestre de existência do curso. Competente, a menina obteve verba junto aos recheados cofres da instituição de ensino, contratou ícones da Moda brasileira para palestras empolgantes e elucidativas e deu início ao processo de inserção de Shark city no calendário de moda nacional - dada a importância dos convidados, gente do calibre de Jum Nakao e Ronaldo Fraga (ambos devidamente entrevistados, iupi!). Subitamente, cobrir o Encontro de Moda virou tarefa disputada pelas repórteres fashionistas da redação (é nóis, M.Z.!). Até porque, entre tantas atrações, tantas novidades, tanta gente importante, interessante e de conteúdo, ainda, de quebra, ganhávamos os tão populares kits de brindes cuidadosamente montados pelas alunas/estilistas. Era um frissón ostentar, no dia seguinte ao grande evento, a bolsinha com o logo do curso de moda. Luxo.
Foi assim que K. cresceu aos olhos dos capos da universidade, até porque competência e profissionalismo estão aí pra isto mesmo, pra dar brilho, realce, destaque, e ela recebeu a irrecusável proposta de levar seu inegável talento para outro campus, este na Ilha da Magia. Por um acaso, sua terra natal. E a menina nos deixou.
Podia-se pensar que o curso de moda manteria o mesmo padrão tão custosamente aplicado, definido, desenhado e estruturado por K. Ledo engano. A cada edição do desfile, percebe-se a franca decadência das produções artísticas e/ou estilísticas, a pobreza constrangedora dos palestrantes convocados e a sem-gracisse patente nos outrora disputados kits de brindes. E o que é pior? Ninguém percebe nada disso. O evento continua sendo (relativamente) prestigiado - e por moçoilas que se acham belas e elegantes de legging e echarpe no pescoço, cujo único propósito da visita é o de embolsar a tal da bolsa temática. K. fez dintudo para implantar o conceito de moda profissional aqui. Mas só conseguiu emplacar o kit. Se lhe servir de consolo (a ela), certamente seu potencial será melhor explorado em terras açorianas - ainda mais quando voltar de sua especialização em Paris. Porque K. é luxo e alegoria. Pena que foi mal-aproveitada.

Modinha Sul-Brasil - A Lista

Invariavelmente o tema abordado por aqui é moda. Longe de ser uma especialista, ainda assim arrisco alguns pitacos a respeito desta fabulosa e pujante indústria que cresce a olhos vistos no Brasil (mesmo com a tão polêmica discussão de cópias x inspiração). Whatever. O importante é que o assunto é bão que nossa, e eu gosto que me enrosco. Gosto mais ainda, é claro, quando posso pôr minha adorável lingüinha viperina em ação. E aqui em terras sharkcitianas tenho um prato cheio em mãos: é mais fácil alfinetar do que enaltecer looks urbanos. Para facilitar a visualização das desgraças fashionistas - muito interessantes quando em passarela; um desastre, quando na vida real, vamos para a fantástica LISTA DAS PEÇAS MAIS DESGRAÇADAS DO MUNDINHO FASHION EVER (sim, já fiz algo semelhante em fevereiro, só que se tratava do look verão, hahaha).

* Legging. A modinha vingou, criou raízes e arregimentou fãs alucinados. Eis o problema: com a popularização das tão práticas leggings (ou leguinho, como diz Julinha), qualquer criaturinha por aí com gordurinhas extras na cintura se deu ao direito de ressaltar suas silhuetas de geladeira a bordo de uma destas calças colantes da cintura às canelas. Socorroooooo! Não, este tipo de indumentária, mesmo que for da malfadada cor preta, NÃO VAI DEIXAR VOCÊ MAIS MAGRA! Desista, please! As colantes conseguem se tornar ainda piores quando acompanhadas de...

* Botas/sandálias de solado astronauta (vulgo Rainha do Deserto, do you understand me?). Aqueles botonas que estão na vitrine de qualquer baratão dos calçados. Normalmente em material semelhante à camurça, nas cores que vão do gelo ao pretinho básico. Aí vem a moça com a circunferência de bujão toda faceira e rebolativa exibindo os coxões em leggings ajustadíssimos e os pezinhos nestas botas malditas. Quer look mais padrão inverno (pelo menos no sul catarina)? Só dá isso da Marcolino à Altamiro Guimarães. E é brega, meu Pai do Céu, como é brega;

* Calça corsário (e no inverno, então?). Me cansa deveras falar das corsários. Sim, elas ganharam vida há uns dez verões, e sempre vêm, reeditadas, quando o sol começa a esquentar um pouquito mais. Por tanta insistência midiática e mercadológica, acabei fazendo uma aquisição do tipo, há uns dois anos. Em jeans. Pergunte-me quantas vezes a usei. Blargh. Vai virar bermuda no próximo verão. Para as baixinhas, uma lástima: encurta as pernas, corta o corpinho ao meio, desproporciona. Para as rechonchudinhas, então... (falo porque caibo neste estereótipo, ok? No offense);

* Preto. Preto é ótimo, gourgeous, fashion, "curinga", maravilhoso. Mas há um porém: não pensem, fofinhas, que basta comprá-la preta para que a lona de circo lhe caia tão bem quanto uma camisa bem ajustada. Esqueça a lenda urbana disseminada por revistas do gênero cráudia de que "o preto emagrece" (a sentença provoca úlceras em Miche girl). Preto NÃO emagrece, só se emagrece fechando a boca (ou tomando pílulas mágicas, dizem por aí, né, G. girl?). Se você é gorda, vai se tornar uma gorda-de-preto, ao usar preto. E só;

* Ankle boots. Em cartaz em todas as revistas de moda (deste mês) do país, não foi e jamais será aprovada em meus rígidos critérios estilísticos. E pelo mesmo motivo da calça corsário. Corta um corpinho mignon ao meio. Achata. Anula. Argh, e é feia, a bichinha;

* Roupas coladas. Porque é feio e ponto final. E vulgar. E chumbrega. E válido só se você tiver um corpitcho de lagartixa. E olhe lá.

* Tudo o que mulheres-com-mais-de-40-que-querem-parecer-menos-de-20 usam - praticamente todas as peças citadas acima, incluindo microssaias jeans.

* Cabelón comprido até o cu. Cooooorta isso já, sua porquinha! Caramba!

Acréscimos aos elementos mais vomitáveis da moda inverno, nos comentários, please.

11.6.07

O amor que não ousa dizer o nome

O amor não tem idade. O amor não tem fronteiras. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece. É o fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente, e blábláblá, blábláblá. Quis Deus, um belo dia (e que me perdoem os puristas e os cozidos no preconceito que corrói) que homens nutrissem sentimentos mais do que fraternais, uns pelos outros. E quando digo homens, digo homem x mulher, mulher x mulher e homem x homem. Isto para não citar combinações das mais variadas, que envolvem vibradores, baobás e até uma garoupa prenha.
Algum dia, no futuro, uma categoria específica de amantes ganhará o reino dos céus ainda aqui, na Terra, e poderá, finalmente, demonstrar todo o seu amor de maneira pública, notória, afetada e purpurinada. Enquanto este dia não chega, estes amantes vão levando seus rompantes de paixão e desejo da melhor maneira possível, se esquivando da multidão enfurecida enquanto troca beijos calientes com suas almas-gêmeas.
Como meu amigo J.J.Boy. Aquele dia, no longíquo ano de 2001, parecia perfeito. Junto ao novo namorado, J.J. borboleteava faceiro pelas ruas de Floripa, sorrindo para as flores e dando bom-dia aos passarinhos. No fim da tarde, decidiram, os dois, dar aquela paradinha estratégica em uma simpática pracinha, na região central de nossa amada Ilha da Magia. Ao observarem o pôr-do-sol daquele ponto de vista privilegiado, ambos não resistiram à tentação e cederam a uma sessão hard-core de beijos e amassinhos tesudos. À flor da pele, J.J. e namorado já pensavam em partir para outra etapa da tiração de sarro e abrir braguilhas quando uma chamativa luz estroboscópica, ora vermelha, ora azul, cortou totalmente o clima de romance. Era um assustador camburão do tipo GRT da Polícia Militar. Sim, aqueles que sobem favelas matando geral, no Rio. De dentro, saltaram dois ou três belos espécimes masculinos, devidamente fardados de preto (só faltava a maquiagem-rambo característica), e lançando estremecedores gritos de guerra do tipo "mãos pra cima! Agora deitem no chão!". Com seus belos rostinhos angelicais colados nas lajotas da pracinha, J.J.Boy e o namoradinho permaneciam entre atônitos e aterrorizados. Afinal de contas, o que eram inocentes beijinhos de querer-bem?
De nada adiantou as tentativas gaguejantes de se explicarem. Cruéis, os PMs sarados revistaram bolsas, sacolas e pastas escolares, em busca de qualquer coisa comprometedora. Durante a longa e torturante revista, soltavam comentariozinhos irônicos e debochados sobre "as mocinhas" que namoravam tão bonitinhas na pracinha da cidade. Findo o castigo, os algozes finalmente permitiram que a duplinha enamorada se reerguesse e tentatasse recobrar um pinguinho de dignidade, onde quer que pudessem encontrá-la. J. e seu gatinho rumaram cabisbaixos e tristonhos para suas respectivas residências, naquele fim de tarde que subitamente se transformara de um doce e idílico encontro furtivo a um pesadelo atroz, vergonhoso e tão cheio de preconceitos arraigados. Mas um dia, ah, um dia...

Top grill


Eu tenho, eu tenho, eu tenho, eu tenho, eu tenho, eu tenho, eu tenho, eu tenho...



(presentinho gentilmente cedido por Regininha e Dieguinho, no findi. Afff, nunca vi marriage pra render tanto...).

8.6.07

As Sete Coisas

Dada a quase que completa falta de inspiração que me acomete nestes últimos dias, aí vai listinha básica e viral que percorre a blogosfera de Norte a Sul deste país trópico-glacial.
As Sete Coisas
Sete coisas que faço bem: desenhar animais e bonequinhos fofos; tomar banho (!, que falta do que dizer); andar de bicicleta; avaliar as pessoas; arrancar segredos inconfessáveis (hihihi, eu sei); macarrão a carbonara; ler (e escrever. Ou seja, sou alfabetizada. Uau).

Sete coisas que não sei fazer: "estrelinha" (aquele lance de virar de ponta-cabeça só pondo as mãos no chão); spacatto; sobrancelha; unhas; trabalhos manuais/artesanais (como tricot e crochet); dirigir; barraco.

Sete coisas que me atraem no sexo oposto: Inteligência. Humor (bom ou mal, whatever). Olhos castanhos-creme. Independência.

Sete coisas que não suporto no sexo oposto: Burrice, machismo, grosseria, imaturidade, piercing no nariz, camisa de futebol, desodorante vencido.

Sete coisas que digo com frequência: Bah..., sério?, meu *! (em caso de indignação); Nino!; Tudo bom?, Laio hoje? (agora é todo dia); o que vamos comer?

Sete atores/atrizes que eu gosto: Pedro Paulo Rangel, Diogo Villela, Drica Moraes, Steve Carrell, Meryl Streep; Josh Holloway, Felicity Huffmann.

Sete atores/atrizes que eu detesto: Todos os das novelas do Carlos Lombardi. TODOS. Murilo Benício, Deborah Secco, Winnits e Marcos Pasquim, pra deixar bem claro.

Sete filmes que eu adoro: Little Miss Sunshine, Goonies, Crash, Carne Trêmula, Reservoir Dog, Citizen Kane, Jivago...

Sete filmes que eu detesto: Jurassik Park, Twister, Nine months, Entrando numa fria e as continuações, Penetras bom de bico e afins.

Sete livros favoritos: 100 Anos, Anna Karenina, O Cobrador, Bukowski, Dom Casmurro, In Cold Blood, Jorge Amado...

Sete lugares favoritos: Floripa, Porto Alegre, minha casa, Recife, Porto de Galinhas, Laguna e... ok, Shark city, sometimes...

29.5.07

Cry, baby

Se a natureza providenciou músculos extras; a compreensão universal do impedimento, no futebol; a deficiência (ou completa falta, em alguns momentos) de sensibilidade e alguns neurônios a mais (para compensar) ao Homem, este ser maravilhoso; conferiu à Mulher algumas propriedades que não poderiam ser classificadas se não de místicas, dons que podem até provocar verdadeiras crises psicossomáticas ao parceirinhos (machos) de ocasião. Senão, vejamos: mulheres contam com um troço curiosíssimo, alvo de estudos intensos e pesquisas empíricas, que pode ser chamado de intuição. Ou sexto-sentido. Toda mulher, aliás, tem um pezinho na cozinha da mediunidade, por mais que se agarre desesperadamente às raias da racionalidade e da lógica. Este sexto-sentido, esta percepção de mundo (muito mais profunda que a da maioria das criaturas do gênero masculino) desencadeia em atitudes das mais assombrosas, para os desavisados. Mulheres sempre sabem que o sujeitinho fez "hora-extra" no bar da esquina, ao invés de labutar no escritório, como ele insiste em argumentar. Sempre sabem que aquela marca rosadinha no colarinho não foi deixada pelos lábios da tia velha, definitivamente. Sabem também no que os homens pensam quando em silêncio profundo. Mesmo que eles neguem que não estão pensando em outra, ah, eles estão sim.
Mas se há uma arte só desempenhada por mulheres é a incrível, verdadeiramente impressionante arte de verter lágrimas copiosas em momentos estratégicos, ou seja, chorar quando o bicho está pegando. Esqueceu-se do tempo no happy-hour com as amigas, fofa? Não dá nada, é só tremelicar os lábios e verter uma lagrimazinha não contida alegando que você "quase não tem vida social", ao ser repreendida pelo maridón. Gastou um pouquinho a mais e estourou a conta-conjunta? Tranqüila, basta botar os bofes pra fora e clamar que "é duro ser pobre e não poder comprar nem uma sainha" (soluçando, que este caso é mais complexo). Cansou-se de vê-lo se marmorizar em frente a TV na quarta à noite, na hora do futebolzinho? Chore, enquanto murmura que "nossa vida caiu na rotina e o casamento está com os dias contados, oh-como-sou-infeliizzzz!". É importante lembrar que o sujeitinho a ser massacrado por toneladas de litros de lágrimas em questão deve, primordialmente, gostar um tantinho de você, senão a fineza e a eficiência em pular fora do Homem irão prevalecer, e aí, amore, pode abrir o registro da fonte das lágrimas perpétuas, que não há Cristo que faça o garanhão se comover.

28.5.07

Laranja, maçã e banana

Conheço pessoas que já abriram mão de empregos (razoavelmente) bons por estes as obrigarem a trabalhar nos fins de semana. Todos odeiam trabalhar em fins de semana. Trabalhar nos fins de semana faz com que as tão odiadas segundas-feiras do Garfield se tornem até agradáveis. Semana sim, semana não, eu trabalho aos domingos. Até as 21 horas, às vezes. E odeio. Porque domingos são feitos para o amor, para a família e os amigos, para a ociosidade galopante. Para horas em frente à TV enquanto se folheia um livro e se espia uma revistinha sem a nada prestar atenção, de fato. Os domingos foram feitos para o descanso (já dizia um carinha bem esperto chamado Deus). E para se devorar bolinhos de laranja, maçã e banana com xícaras de café quentinho direto da cafeteira nova. Neste fim de semana a moçoila casadoira aqui botou para fora todos os seus dotes "do lar" possíveis. Limpou a casa, lavou lençóis, desinfetou o banheiro e fez quitutes devoradíssimos pelo amado. E tudo porque, graças ao bom senhor Deus, não lavouramos neste bom domingo. Iupi!
No sábado, o cardápio do dia foi o crássico da cozinha da Cíntia, macarrão à carbonara (aquele mesmo, com bacon). Em seguida, preparativos para o cafezinho da tarde, com um delicioso bolinho de laranja, devorados parcialmente por Neide e Madame Louise, em visita agradabilíssima à residência (ainda me é estranho receber as pessoas em um lugar tecnicamente MEU, sempre fui a visita na casa dos outros). No domingão, passado todinho de pernas para o ar, o menu deu direito a um franguinho com o super molho secreto-especial-com creme de cebola (receitinha nova) e um salpicãozinho esperto feito na saladeira da Germana girl. Sobremesa: mousse de maracujá basicão, que fez as alegrias de meu querido glutãozinho. E para o cafezinho (desta vez sem o prestígio de nenhuma visitinha nova), bolinho de laranja com as inovadoras introduções de maçã e banana. Delicioso e devidamente "matado" por Caê boy na manhã de hoje.
E entre os dois sofisticados eventos culinários do findi, uma distraçãozinha meia-boca: showzinho de Lulu Santos, na feira-festa mais esperada da cidade. "Pois bem, chegueeeei, quero ficar bem à vontade, na verdade eu sou assim... descobridor dos sete mares, navegar eu quero!".
A única "desvantagem" real desta vidinha mais-ou-menos diz respeito ao peso: casar engorda horroooores!

24.5.07

No ideas

Fiquei a tarde toda pensando em algo interessante pra escrever no blog, mas nada me surgiu. Como preciso atualizar isto com certa freqüência (sabe aquele sentimento de obrigação? então...), vou postar esta bobagem sem pé nem cabeça até que algo razoavelmente digno de leitura saia das pontinhas destes meus tão ágeis dedos. Hum... não, não, melhor desistir por hoje...
P.S.: fiz comprinhas fan-tás-ti-cas na querida Saraiva. Até porque tem um menino de aniversário em breve, logo, logo, bem ali, coladinho com o Valentine´s Day tupiniquim.
P.S.2: e Shark city sedia neste momento sua mais pop-party de todos os tempos. No sabadão tem Lulu Santos. Alguém me arraste de dentro do meu lindo pijama de flanela para aquele chão de brita, faz favor?
P.S.3: Amanhã eu venho mais inspirada (I hope so)...

21.5.07

Mixer, aliança no bolinho e "eu vou se suicidar"


Microondas, cafeteira, mixer, SECADOR DE SALADAS (sim!), saladeira, canecas, taças, bowls, toalhas, formas (de fundo removível included) e um incrível balde de gelo, entre outros tantos mimos maravilhosos: sim, o Chá de Panela foi dos mais rentosos possíveis. E após flagrar Germana girl arrancar uma aliança dourada de dentro do bolinho premiado (acreditando piamente, a partir de então, sair do Caritó de vez) Juka da madrinha inquietou-se. Mesmo com dor de barriga, passou a atacar compulsivamente todos os bolinhos, salgadinhos e brigadeiros que via pela frente. Assustada com tamanha gulodice, sua mãe decidiu interpelar: "mas o que é isso? Pára de comer, já não estás com dor de barriga?". E a resposta, das mais imprevisíveis: "É que eu queria encontrar um anel também"...

P.S.: na foto, eu pagando uma prenda após errar o conteúdo de um dos inúmeros pacotes recebidos de presente. Na ocasião, estou imitando um outrora popular comediante da TV, hoje já esquecido pelo tempo, e cujo nome eu evito pronunciar. Dica: é assim que ele costumava simular o suicídio...

18.5.07

À solta

Em uma postagem assim, quase que anual, queria falar uma colega de profissão que eu acho simplesmente o máximo (acho que até já falei dela outro dia por aqui). É a tal da Tati Bernardi que de um jeito solto e bem humorado fala um pouquinho de gente, ou melhor como tá esse mercado de gente solteira ( http://www.tatibernardi.com.br/artigos.php). Falando em gente solteira, estou muito, muito feliz com este momento de juntar os trapinhos da Cintita. Pena que eu não vou poder conferi in loco a nobre amiga pedir esmola no sinal.

15.5.07

Volare

Ah, as dores e delícias de se juntar os trapinhos... Há (+ou-) duas semanas eu e Caetano boy dividimos o mesmo teto com muito amor no coração, muito CSI na TV e muita paciência para lidar com privadas entupidas e torneiras com vazamento. Desde então tem sido um show de mistos-quentes no grill da sogrita, batidinhas de banana no liqüidificador da sogrita e nescauzinho (aos baldes) para o menino mimado. Além, é claro, de sexo na hora que der na telha (uma das maiores vantagens, dizem por aí). Tudo cheira a novo, belo e promissor, mas há algo de podre no reino do Universitário, e a ameaça ronda minhas noites de quinta e sábado. Uma é a "Chama", boate que eventualmente encena algumas festinhas privés de universitários ensandecidos. Outra é a City Light, clube que costuma sediar bombados bailes de formatura. Argh. Aí que no último sábado estávamos eu e maridinho vendo qualquer série legal na TV (sim, nós temos cabo, como eu não canso de insinuar) quando um som tão típico e conhecido ganhou os espaços livres da residência. O City Light bombava com o tradicionalíssimo "Baile de Mães". E a banda (cujo nome não descobri, mas não faz diferença) abriu com a clássica e imortal "Volare". Aí seguiram-se "New York, New York", "Como é grande o meu amor por você" (dia das Mães, hellouuu!) e, após mais alguns clássicos do repertório bailístico, iniciaram os axés, os pagodinhos e os hits top ten das baladas. Aí foi uma mistura absurda de Kalypso com Bob Sinclair (Love Generation, num "inglês" que mais parecia aramaico); Ivete Sangalo (claaaaaaro) com Village People (Macho Man, fique bem entendido); e Roupa Nova (Uísque a go-go) e uma vanerinha básica de encerramento (Lá vai o meu amor, lá vai meu amorzinho). Aí é que há distantes 15 anos este era EXATAMENTE o mesmo repertório, com exceção, é claro, daqueles sucessos de ocasião, que se sobrepõem a outros, igualmente esquecíveis, sucessivamente (vide É o Tchan e Kalypso, por exemplo). Na minha opinião, a p. desta cidade está assustadoramente parada no tempo. C.boy acha que o fenômeno pode ser observado em qualquer outro município, grande ou pequeno, Brasil afora. Pois agora?
P.S.: Hum, amanhã (quarta, 16), tem notinha elogiosa e promovedora na coluna dela, aqui. Thanks, Miche!

Caroneira, eu?

Todos aqui reconhecem a notoriedade de Charlotte C. quando se trata de causos absurdos. Pois bem. Nesta seara, Charlotte é, sim, Rainha Suprema. Mas está doutrinando uma discípula que dedica sangue, suor e lágrimas ao nonsense. Germana T., a nordestina girl, não fica muito atrás de sua mestra em matéria de papelões, bafões e saias-justas. Na última semana a moça em questão circulava por um bairro obscuro de Shark city, à procura de condução. Situação já bastante comprometedora e suspeita, mas vamos fingir que acreditamos que a sertaneja saía de uma "reunião relacionada a trabalho". Plantada às margens da calçada, viu quando um Palio branco simplinho (o Palio branco de novo!) sinalizou, piscou os faróis e buzinou ao vê-la, bela e escovada, paradinha, dando pinta. O carro passou, repassou e quando ameaçou parar a cabocla baixou em nossa amiga e ela mandou o sujeitinho passar fora. Aí é que a porca torce o rabo. Indignado, o palista deu marcha-a-ré e voltou para tirar satisfações com a "ingrata". "O que foi? Qual é o problema?", indagou o motorista. "Tá pensando que eu sou o que, hein? Oferecendo carona, assim, pra gente que nem conhece? Tua mulher sabe que o senhor dá carona pra desconhecidas?", retrucou a mal-agradecida, enfurecida. "O que? Eu só tava oferecendo uma carona! Além do mais, sou CRENTE! Não gosto disso!". Germana T. continou o bate-boca com ainda mais fel em seu coração (dada a última informação obtida): "Sei muito bem que isso é sacanagem (sim, ela disse isso)!". O caridoso motorista, percebendo que ali não rolava, arrancou com seu possante, não sem antes recomendar a nossa querida heroína um lugarzinho não muito agradável. "Vai pro inferno!", amaldiçoou o sujeito. Quem mandou ele ser da Evangelho Quadrangular?

11.5.07

Desejos

Eu preciso de uma forma de bolo. Redonda. Com furo no meio, de preferência. Pra bater bolinhos diversos, já que conto com o mega-auxílio de uma super-batedeira, presentaço de sogrita, no aniversário.
Também preciso de taças. Mesmo que não mantenha o saudável hábito de bebericar vinho (vide Charlotte, a enóloga wannabe).
Eu não tenho um joguinho de sobremesa. Seria legal. Na verdade, não tenho diversas outras coisinhas básicas em todo bom enxoval de menina casadoira. E, na verdade (vou confessar), vontade que eu tenho é de fazer um bom de um "chá-de-lingerie", ao invés do tradicional panelístico.
Mas não me dou ao luxo. No momento, farei mais bom uso de uma bela saladeira ou de uma cafeteira honesta do que de um sensualíssimo corselet de renda francesa. Preto. Ai, que vontade...
Além do mais, como diz minha amiga Miche, the sad girl, o que adianta sonhar com Fruit De La Passion e La Perla, se o máximo que poderia alcançar - pelo menos neste momento - seria um bom duas peças encontrados por módicos R$ 29,90 na Renner? Argh...
P.S.: Coração partidinho porque Rafa, A Cadela, fez a carinha mais triste do mundo ao me ver indo embora, mala e cuia. Mas prometeu visitar-me em breve. Esperarei com ansiedade.
P.S.2: Coração tremelicante porque Julia, a Da Madrinha, fez homenagem às mães, hoje, na escolinha. E sim, eu me sinto um pouquinho mãe dela. E me joguei no palquinho pra pegar o melhor ângulo da menina cantando. A câmera disfarçava lágrimas quase que indisfarçáveis. Deve ser TPM...
P.S.3: Há mais de seis horas pedi ao seu Caê para imprimir o convite pra mim. Pedi, repedi, pedi de novo, perdi a conta de quantas vezes solicitei o serviço, do qual não disponho em meu pc. E nada. Já vi tudo, convites serão entregues em cima da hora. Tô tentando conter a avalanche do ódio. TPM, sabem?
P.S.4: Sabem Germana girl, garota que gritava aos quatro ventos que iria organizar o maior randevú de chá-de-panela da face da terra para a amiga inexperiente no assunto? Pois bem, sumiu do mapa. E com minhas listas de presentes e de convidados... Danou-se. Ainda bem que eu salvei o convite...

Chá de Panela (ou Despedida de Solteira)





Eles se conheceram em meados de 2003, na redação do jornal. Ele, como sempre, sisudo, reservado, sério ao extremo e até, por que não dizer?, carrancudo. Ela, de tênis vermelhos, agitadíssima e se achando a cosmopolita vinda direto de Florianópolis. A misturinha parecia não vingar, mas não é que a química deu certo? Quatro anos depois Cíntia T., às vésperas de "entrar para o caritó", como diz Germana (ou seja, completar trintão e se considerar sorteirona de fato e de direito), e Caetano M., homem-cérebro da redação do jornal, se unem nos sagrados laços da informalidade e agora querem comemorar este marco histórico com os poucos, mas bons amigos.

As amigas (umas bem-compromissadas, outras, solteironas de plantão, mas com Santo Antônio no peito) convidam para o Chá de Panela (e cerimônia extra-oficial de desencalhe) de Cíntia, programadíssimo para o dia 19 de maio, um sábado, às 17 horas, no XXXX, nas dependências do salão de festas. E um viva para o casal! Ipi, Ipi, urra!
P.S.: a postulante ao casório se reserva ao direito de não ter que pintar a cara e chacoalhar na boquinha da garrafa durante a celebração festiva. Sim, Micheline, não adianta insistir. Pedir donativos no sinal, então, nem pensar... (hihihihi)

6.5.07

Happy birthday to me

4 de maio de 2007, 9 da manhã. O dia não havia começado bem para nossa pequena heroína aniversariante (eu). 29 anos, pertinho, pertinho, bem ali, das mulheres de Balzac, pelas quais sempre tive uma relação de respeito e ternura - nunca de identificação. Mulheres de 30, ou pior, antes disso mesmo, já são absolutamente auto-suficientes, ganham bem, vestem-se bem, têm filhos. Argh. Filhos. Palavrinha maldita e assustadora. Lembrei disso tudo quando o telefone toca (estou começando a odiar crianças, argh). Era Machado boy, o fofo. "Feliz aniversário!". AAAAARGH! Ódio. Mais tarde, fui ao apartamento esperar pelas malditas Casas Bahia Não compre lá, caro leitor. Elas nunca entregam no prazo. E quando entregam, têm a petulância de dizer que o montador só vai aparecer daqui a uma semana, vê se pode. Só às 11 da matina o sujeitinho que se diz meu namorido lembrou-se de me convidar para o almoço. Um não categórico e uma crise de nervos seguidos e entremeados de palavrões foi muito pouco para o atrevimento. Já em lágrimas, recebo mensagem de minha (fada) madrinha. Xororô completíssimo, arf, até fiquei sem ar. Desci para almoçar sozinha, muito digna e dramática, óculos escuros disfarçando os olhinhos meio inchados, crise de 29, crise de 29! Encontro-me com Germana T., a nordestina casamenteira, e Charlotte C., a garota-papelão. Feijão, arroz e bife. Uma cerveja pra arrematar. A tristeza já tava lá na esquina. À tarde, Madame Louise e Neide, tia e mãe amadas, acompanharam-se ao apartamento. Saíram para ver persianas e, na volta, foi um mini-escândalo no interfone. Quando desci para socorrê-las, ambas, uma garota me esperava, bouquet de rosas vermelhas na mão. Afff, este Caetano boy ainda me infarta.
Pra encerrar, mais cervejas no bom e velho Laio de guerra. A noite passava despretenciosa e calma, ao lado, mais uma vez, de Charlotte C. e G. girl, bebericando enquanto esperávamos Caê. De repente, meu garçon-comandante-camarada preferido de todos os tempos ever aparece, ao lado de Angela, a dona Laia, e do sobrinho Farinha, com docinhos, um mini-bolinho (na verdade uma torta fria) e VELAS LUMINOSAS!!! Nunca gostei tanto assim de um parabéns a você - considerando que simplesmente não suporto a música hit number one em aniversários. Simplesmente inesquecível. É bom saber que temos amigos assim, de verdade. Snif. (by Cíntia T.)

Pato Purific

Aquele dia parecia não ter fim. Depois de quase levar uma encoxada safada de um tipinho tarado no meio de uma rua escura, Carla C., cuja vida é repleta de acontecimentos dos mais extraordinários possíveis, e nas horas mais inapropriadas, suspirou fundo, atirou o cabelón alisado para trás, e pensou: nada é tão ruim que não possa ficar pior. Estava certa, ela...
Sexta-feira é um dia dramático para nossa jornalista/english teacher/self-made girl. É quando a morena encara o pior desafio da semana, três aluninhos classificados como totalmente dispensáveis: todos fúteis, sem objetivos, com mais de 20 anos, sem cursar faculdade, uma deles é fanha, o outro tem um psicólogo em sua cola 24 horas por dia (deve ser gay, disse ela), e a terceira é uma matuta do nosso querido e belo vale, que se acha na cidade grande quando vem a Shark city.
Finda a aula, a moça jogou-se no banheiro, onde lavou o rostinho delicado de porcelana, refez rapidamente o make-up (só gloss) e, repaginada, foi-se embora. Desfilou por vários minutos corredores de shopping afora, deslizando pra lá e pra cá com seus pezinhos delicados. Curiosamente, percebeu que atraia muito mais olhares interessados do que a média: neste dia, tanto homens quanto mulheres, crianças e idosos simplesmente a devoraram com os olhos, com volúpia, tesão e desejo. Pelo menos aparentemente. Só no meio do caminho para casa é que a moça percebeu que um sachê de banheiro (aquele mesmo, de se encaixar na privadona, pra perfumar) estava estrategicamente enroscado na alça de sua bolsa, ainda pingando, manchando a indefectível calça jeans e a bolsa, e exalando um agradabilíssimo perfume de desinfetante. Ó, céus...
Ainda aborrecida com o banho de sachê de privada, Charlotte C. fez pouco caso do moço (35 a 40, aparentemente) que, a bordo de um Palio branco, simplinho, entrou na primeira rua à sua frente, estacionou e saiu, com as mãozinhas na cintura, como se procurasse por alguém. Ao passar por ele, no entanto, a surpresa: Ô, gostosa, gostosa, gostosa, gostosa! Tão insistente que nossa heroína não resiste, vira para trás pronta para detoná-lo com todas as expressões de baixo-calão de seu vocabulário ("vai se catar" e "se liga!") e se depara com uma cobra molenga e comprida balangando pra lá e pra cá na mão do moço, que com voz luxuriante, continuava apelando: "ô, gostosa, gostosa, vem cá...". Lástima das lástimas. (by Cíntia T.)

2.5.07

Mega-injeção de ânimo

Ouço/leio/assisto sobre o filme "Borat" há mais de seis meses, acho eu. A primeira vez que tive contato com a película foi através de uma jovem crítica de cinema de um jornal semanário da minha cidade, uma jornalista que mantém opiniões parecidas às minhas - e que portanto ganhou crédito junto a minha pessoinha crítica contumaz. Depois disso, a história de um intrépido repórter do Cazaquistão perambulando pelos Estados Unidos (ou U.S. and A., como ele mesmo gosta de dizer), passou a ser cantada em verso e prosa por todos os blogs do mundo - menos no meu já que, desgraça das desgraças, moro numa cidade onde os cinemas nem sempre recebem bem títulos de filmes não-americanos e/ou do tipo "alternativo" (vide o mais maravilhosérrimo de todos os tempos Little Miss Sunshine, que assisti em Porto Alegre, graças a Deus). No último sábado fomos eu e Caetano M. para uma sessão semi-solo de cinema no shoppingzinho, do qual sou fã confessa, do tipo que pensa em lançar campanha para arregimentar público pagante (hahaha, que causa perdida). Mais ou menos duas horas depois, saí do cinema em êxtase, sorriso rasgado de orelha a orelha, transe hipnótico após muitos e muitos minutos de risadas incontroláveis, e aquela sensação agradabilíssima provocada pela liberação (exagerada) de endorfina, sensação esta que permaneceu, pasmem, por mais de três dias. Sem sombra de dúvida, o DVD é meu, quando cair nas malhas da Saraiva. E não posso deixar de recomendar Borat fortemente a todos os que por ventura passarem por aqui e ainda não o tiverem assistido. Sabe aqueles dias em que tudo parece perdido, deprimente, triste, um verdadeiro fracasso? Sabe quando a depressão parece tomar conta de toda sua alma? Sabe quando todos os problemas do mundo parecem cair sobre seus ombros? Corra para Borat e receba aquela injeção de ânimo capaz de reerguer cadáveres. Considerando que jamais fui favorável às comédias, de nenhuma espécie, Borat foi realmente uma das surpresas cinematográficas mais arrebatadoras de todos os tempos ever (será que estou exagerando?). Que Todo Mundo em Pânico, que nada! (by Cíntia T.)
P.S.: Já temos TUUUUUUDO, tudo, tudo! Do sofá à geladeira, da máquina de lavar à batedeira de bolo. Uhu! Chazinho de panela com muita bebilança, em breve! (e com direito a gogoboy, que o Caetano não leia isso!)
P.S.2: Hum, pensando bem, aceito um microondas...