15.5.07

Volare

Ah, as dores e delícias de se juntar os trapinhos... Há (+ou-) duas semanas eu e Caetano boy dividimos o mesmo teto com muito amor no coração, muito CSI na TV e muita paciência para lidar com privadas entupidas e torneiras com vazamento. Desde então tem sido um show de mistos-quentes no grill da sogrita, batidinhas de banana no liqüidificador da sogrita e nescauzinho (aos baldes) para o menino mimado. Além, é claro, de sexo na hora que der na telha (uma das maiores vantagens, dizem por aí). Tudo cheira a novo, belo e promissor, mas há algo de podre no reino do Universitário, e a ameaça ronda minhas noites de quinta e sábado. Uma é a "Chama", boate que eventualmente encena algumas festinhas privés de universitários ensandecidos. Outra é a City Light, clube que costuma sediar bombados bailes de formatura. Argh. Aí que no último sábado estávamos eu e maridinho vendo qualquer série legal na TV (sim, nós temos cabo, como eu não canso de insinuar) quando um som tão típico e conhecido ganhou os espaços livres da residência. O City Light bombava com o tradicionalíssimo "Baile de Mães". E a banda (cujo nome não descobri, mas não faz diferença) abriu com a clássica e imortal "Volare". Aí seguiram-se "New York, New York", "Como é grande o meu amor por você" (dia das Mães, hellouuu!) e, após mais alguns clássicos do repertório bailístico, iniciaram os axés, os pagodinhos e os hits top ten das baladas. Aí foi uma mistura absurda de Kalypso com Bob Sinclair (Love Generation, num "inglês" que mais parecia aramaico); Ivete Sangalo (claaaaaaro) com Village People (Macho Man, fique bem entendido); e Roupa Nova (Uísque a go-go) e uma vanerinha básica de encerramento (Lá vai o meu amor, lá vai meu amorzinho). Aí é que há distantes 15 anos este era EXATAMENTE o mesmo repertório, com exceção, é claro, daqueles sucessos de ocasião, que se sobrepõem a outros, igualmente esquecíveis, sucessivamente (vide É o Tchan e Kalypso, por exemplo). Na minha opinião, a p. desta cidade está assustadoramente parada no tempo. C.boy acha que o fenômeno pode ser observado em qualquer outro município, grande ou pequeno, Brasil afora. Pois agora?
P.S.: Hum, amanhã (quarta, 16), tem notinha elogiosa e promovedora na coluna dela, aqui. Thanks, Miche!

Caroneira, eu?

Todos aqui reconhecem a notoriedade de Charlotte C. quando se trata de causos absurdos. Pois bem. Nesta seara, Charlotte é, sim, Rainha Suprema. Mas está doutrinando uma discípula que dedica sangue, suor e lágrimas ao nonsense. Germana T., a nordestina girl, não fica muito atrás de sua mestra em matéria de papelões, bafões e saias-justas. Na última semana a moça em questão circulava por um bairro obscuro de Shark city, à procura de condução. Situação já bastante comprometedora e suspeita, mas vamos fingir que acreditamos que a sertaneja saía de uma "reunião relacionada a trabalho". Plantada às margens da calçada, viu quando um Palio branco simplinho (o Palio branco de novo!) sinalizou, piscou os faróis e buzinou ao vê-la, bela e escovada, paradinha, dando pinta. O carro passou, repassou e quando ameaçou parar a cabocla baixou em nossa amiga e ela mandou o sujeitinho passar fora. Aí é que a porca torce o rabo. Indignado, o palista deu marcha-a-ré e voltou para tirar satisfações com a "ingrata". "O que foi? Qual é o problema?", indagou o motorista. "Tá pensando que eu sou o que, hein? Oferecendo carona, assim, pra gente que nem conhece? Tua mulher sabe que o senhor dá carona pra desconhecidas?", retrucou a mal-agradecida, enfurecida. "O que? Eu só tava oferecendo uma carona! Além do mais, sou CRENTE! Não gosto disso!". Germana T. continou o bate-boca com ainda mais fel em seu coração (dada a última informação obtida): "Sei muito bem que isso é sacanagem (sim, ela disse isso)!". O caridoso motorista, percebendo que ali não rolava, arrancou com seu possante, não sem antes recomendar a nossa querida heroína um lugarzinho não muito agradável. "Vai pro inferno!", amaldiçoou o sujeito. Quem mandou ele ser da Evangelho Quadrangular?

11.5.07

Desejos

Eu preciso de uma forma de bolo. Redonda. Com furo no meio, de preferência. Pra bater bolinhos diversos, já que conto com o mega-auxílio de uma super-batedeira, presentaço de sogrita, no aniversário.
Também preciso de taças. Mesmo que não mantenha o saudável hábito de bebericar vinho (vide Charlotte, a enóloga wannabe).
Eu não tenho um joguinho de sobremesa. Seria legal. Na verdade, não tenho diversas outras coisinhas básicas em todo bom enxoval de menina casadoira. E, na verdade (vou confessar), vontade que eu tenho é de fazer um bom de um "chá-de-lingerie", ao invés do tradicional panelístico.
Mas não me dou ao luxo. No momento, farei mais bom uso de uma bela saladeira ou de uma cafeteira honesta do que de um sensualíssimo corselet de renda francesa. Preto. Ai, que vontade...
Além do mais, como diz minha amiga Miche, the sad girl, o que adianta sonhar com Fruit De La Passion e La Perla, se o máximo que poderia alcançar - pelo menos neste momento - seria um bom duas peças encontrados por módicos R$ 29,90 na Renner? Argh...
P.S.: Coração partidinho porque Rafa, A Cadela, fez a carinha mais triste do mundo ao me ver indo embora, mala e cuia. Mas prometeu visitar-me em breve. Esperarei com ansiedade.
P.S.2: Coração tremelicante porque Julia, a Da Madrinha, fez homenagem às mães, hoje, na escolinha. E sim, eu me sinto um pouquinho mãe dela. E me joguei no palquinho pra pegar o melhor ângulo da menina cantando. A câmera disfarçava lágrimas quase que indisfarçáveis. Deve ser TPM...
P.S.3: Há mais de seis horas pedi ao seu Caê para imprimir o convite pra mim. Pedi, repedi, pedi de novo, perdi a conta de quantas vezes solicitei o serviço, do qual não disponho em meu pc. E nada. Já vi tudo, convites serão entregues em cima da hora. Tô tentando conter a avalanche do ódio. TPM, sabem?
P.S.4: Sabem Germana girl, garota que gritava aos quatro ventos que iria organizar o maior randevú de chá-de-panela da face da terra para a amiga inexperiente no assunto? Pois bem, sumiu do mapa. E com minhas listas de presentes e de convidados... Danou-se. Ainda bem que eu salvei o convite...

Chá de Panela (ou Despedida de Solteira)





Eles se conheceram em meados de 2003, na redação do jornal. Ele, como sempre, sisudo, reservado, sério ao extremo e até, por que não dizer?, carrancudo. Ela, de tênis vermelhos, agitadíssima e se achando a cosmopolita vinda direto de Florianópolis. A misturinha parecia não vingar, mas não é que a química deu certo? Quatro anos depois Cíntia T., às vésperas de "entrar para o caritó", como diz Germana (ou seja, completar trintão e se considerar sorteirona de fato e de direito), e Caetano M., homem-cérebro da redação do jornal, se unem nos sagrados laços da informalidade e agora querem comemorar este marco histórico com os poucos, mas bons amigos.

As amigas (umas bem-compromissadas, outras, solteironas de plantão, mas com Santo Antônio no peito) convidam para o Chá de Panela (e cerimônia extra-oficial de desencalhe) de Cíntia, programadíssimo para o dia 19 de maio, um sábado, às 17 horas, no XXXX, nas dependências do salão de festas. E um viva para o casal! Ipi, Ipi, urra!
P.S.: a postulante ao casório se reserva ao direito de não ter que pintar a cara e chacoalhar na boquinha da garrafa durante a celebração festiva. Sim, Micheline, não adianta insistir. Pedir donativos no sinal, então, nem pensar... (hihihihi)

6.5.07

Happy birthday to me

4 de maio de 2007, 9 da manhã. O dia não havia começado bem para nossa pequena heroína aniversariante (eu). 29 anos, pertinho, pertinho, bem ali, das mulheres de Balzac, pelas quais sempre tive uma relação de respeito e ternura - nunca de identificação. Mulheres de 30, ou pior, antes disso mesmo, já são absolutamente auto-suficientes, ganham bem, vestem-se bem, têm filhos. Argh. Filhos. Palavrinha maldita e assustadora. Lembrei disso tudo quando o telefone toca (estou começando a odiar crianças, argh). Era Machado boy, o fofo. "Feliz aniversário!". AAAAARGH! Ódio. Mais tarde, fui ao apartamento esperar pelas malditas Casas Bahia Não compre lá, caro leitor. Elas nunca entregam no prazo. E quando entregam, têm a petulância de dizer que o montador só vai aparecer daqui a uma semana, vê se pode. Só às 11 da matina o sujeitinho que se diz meu namorido lembrou-se de me convidar para o almoço. Um não categórico e uma crise de nervos seguidos e entremeados de palavrões foi muito pouco para o atrevimento. Já em lágrimas, recebo mensagem de minha (fada) madrinha. Xororô completíssimo, arf, até fiquei sem ar. Desci para almoçar sozinha, muito digna e dramática, óculos escuros disfarçando os olhinhos meio inchados, crise de 29, crise de 29! Encontro-me com Germana T., a nordestina casamenteira, e Charlotte C., a garota-papelão. Feijão, arroz e bife. Uma cerveja pra arrematar. A tristeza já tava lá na esquina. À tarde, Madame Louise e Neide, tia e mãe amadas, acompanharam-se ao apartamento. Saíram para ver persianas e, na volta, foi um mini-escândalo no interfone. Quando desci para socorrê-las, ambas, uma garota me esperava, bouquet de rosas vermelhas na mão. Afff, este Caetano boy ainda me infarta.
Pra encerrar, mais cervejas no bom e velho Laio de guerra. A noite passava despretenciosa e calma, ao lado, mais uma vez, de Charlotte C. e G. girl, bebericando enquanto esperávamos Caê. De repente, meu garçon-comandante-camarada preferido de todos os tempos ever aparece, ao lado de Angela, a dona Laia, e do sobrinho Farinha, com docinhos, um mini-bolinho (na verdade uma torta fria) e VELAS LUMINOSAS!!! Nunca gostei tanto assim de um parabéns a você - considerando que simplesmente não suporto a música hit number one em aniversários. Simplesmente inesquecível. É bom saber que temos amigos assim, de verdade. Snif. (by Cíntia T.)

Pato Purific

Aquele dia parecia não ter fim. Depois de quase levar uma encoxada safada de um tipinho tarado no meio de uma rua escura, Carla C., cuja vida é repleta de acontecimentos dos mais extraordinários possíveis, e nas horas mais inapropriadas, suspirou fundo, atirou o cabelón alisado para trás, e pensou: nada é tão ruim que não possa ficar pior. Estava certa, ela...
Sexta-feira é um dia dramático para nossa jornalista/english teacher/self-made girl. É quando a morena encara o pior desafio da semana, três aluninhos classificados como totalmente dispensáveis: todos fúteis, sem objetivos, com mais de 20 anos, sem cursar faculdade, uma deles é fanha, o outro tem um psicólogo em sua cola 24 horas por dia (deve ser gay, disse ela), e a terceira é uma matuta do nosso querido e belo vale, que se acha na cidade grande quando vem a Shark city.
Finda a aula, a moça jogou-se no banheiro, onde lavou o rostinho delicado de porcelana, refez rapidamente o make-up (só gloss) e, repaginada, foi-se embora. Desfilou por vários minutos corredores de shopping afora, deslizando pra lá e pra cá com seus pezinhos delicados. Curiosamente, percebeu que atraia muito mais olhares interessados do que a média: neste dia, tanto homens quanto mulheres, crianças e idosos simplesmente a devoraram com os olhos, com volúpia, tesão e desejo. Pelo menos aparentemente. Só no meio do caminho para casa é que a moça percebeu que um sachê de banheiro (aquele mesmo, de se encaixar na privadona, pra perfumar) estava estrategicamente enroscado na alça de sua bolsa, ainda pingando, manchando a indefectível calça jeans e a bolsa, e exalando um agradabilíssimo perfume de desinfetante. Ó, céus...
Ainda aborrecida com o banho de sachê de privada, Charlotte C. fez pouco caso do moço (35 a 40, aparentemente) que, a bordo de um Palio branco, simplinho, entrou na primeira rua à sua frente, estacionou e saiu, com as mãozinhas na cintura, como se procurasse por alguém. Ao passar por ele, no entanto, a surpresa: Ô, gostosa, gostosa, gostosa, gostosa! Tão insistente que nossa heroína não resiste, vira para trás pronta para detoná-lo com todas as expressões de baixo-calão de seu vocabulário ("vai se catar" e "se liga!") e se depara com uma cobra molenga e comprida balangando pra lá e pra cá na mão do moço, que com voz luxuriante, continuava apelando: "ô, gostosa, gostosa, vem cá...". Lástima das lástimas. (by Cíntia T.)

2.5.07

Mega-injeção de ânimo

Ouço/leio/assisto sobre o filme "Borat" há mais de seis meses, acho eu. A primeira vez que tive contato com a película foi através de uma jovem crítica de cinema de um jornal semanário da minha cidade, uma jornalista que mantém opiniões parecidas às minhas - e que portanto ganhou crédito junto a minha pessoinha crítica contumaz. Depois disso, a história de um intrépido repórter do Cazaquistão perambulando pelos Estados Unidos (ou U.S. and A., como ele mesmo gosta de dizer), passou a ser cantada em verso e prosa por todos os blogs do mundo - menos no meu já que, desgraça das desgraças, moro numa cidade onde os cinemas nem sempre recebem bem títulos de filmes não-americanos e/ou do tipo "alternativo" (vide o mais maravilhosérrimo de todos os tempos Little Miss Sunshine, que assisti em Porto Alegre, graças a Deus). No último sábado fomos eu e Caetano M. para uma sessão semi-solo de cinema no shoppingzinho, do qual sou fã confessa, do tipo que pensa em lançar campanha para arregimentar público pagante (hahaha, que causa perdida). Mais ou menos duas horas depois, saí do cinema em êxtase, sorriso rasgado de orelha a orelha, transe hipnótico após muitos e muitos minutos de risadas incontroláveis, e aquela sensação agradabilíssima provocada pela liberação (exagerada) de endorfina, sensação esta que permaneceu, pasmem, por mais de três dias. Sem sombra de dúvida, o DVD é meu, quando cair nas malhas da Saraiva. E não posso deixar de recomendar Borat fortemente a todos os que por ventura passarem por aqui e ainda não o tiverem assistido. Sabe aqueles dias em que tudo parece perdido, deprimente, triste, um verdadeiro fracasso? Sabe quando a depressão parece tomar conta de toda sua alma? Sabe quando todos os problemas do mundo parecem cair sobre seus ombros? Corra para Borat e receba aquela injeção de ânimo capaz de reerguer cadáveres. Considerando que jamais fui favorável às comédias, de nenhuma espécie, Borat foi realmente uma das surpresas cinematográficas mais arrebatadoras de todos os tempos ever (será que estou exagerando?). Que Todo Mundo em Pânico, que nada! (by Cíntia T.)
P.S.: Já temos TUUUUUUDO, tudo, tudo! Do sofá à geladeira, da máquina de lavar à batedeira de bolo. Uhu! Chazinho de panela com muita bebilança, em breve! (e com direito a gogoboy, que o Caetano não leia isso!)
P.S.2: Hum, pensando bem, aceito um microondas...

26.4.07

Momentos típicos

Ela inflava de tédio, sozinha em casa, quando sentiu sede. Foi à geladeira e deparou-se com sua mais nova garrafa de refrigerante, nova em todos os sentidos, uma Coca-cola Zero zero-bala, geladíssima e refrescante como devem ser todos os refrigerantes. Animada, a garota tomou seu primeiro grande gole e, ultra-satisfeita, descobriu que o regalo tinha gostinho de nada mais, nada menos que a inebriante Coca light. Curiosa e questionadora como toda jornalista deve ser, a morena-jambo (da cor que fica, em um copo, um restinho de coca-cola e muito gelo) não perdeu tempo e juntou a fome com a vontade de comer, o útil ao agradável, a faca e o queijo: ligou para o 0800 da multinacional.
Após longuíssimos 20 minutos de agradável embate de idéias, a telemarketing-girl Carla C. finalmente desligou o telefone com a sensação do dever cumprido: apesar do sabor agradabilíssimo de Coke 0, a moça não voltará a consumi-lo. Afinal de contas, "são três tipos de adoçante, contra apenas dois da Light". Conversando a gente se entende...

*******************************************

"Gente, será que eu ainda sei transar?". Com este questionamento a pernambucogirl Germana T. iniciou um conversê dos mais típicos, dia desses. Afinal de contas, a abstinência dos inefáveis prazeres da carne é capaz de provocar momentos vexatórios em público, como ficar subitamente muito franca, direta e objetiva e revelar tudo o que se passa lá no mais obscuro nicho do coração. Charlotte C., que quer transformar a festa de despedida de solteira de uma amiga em um randevú babilonesco, com direito a desfile privé do elenco de 300 de Esparta, não dignou-se a responder à amiga aflita. Afinal de contas, Charlotte C., muito safa, teve um verão dos mais... movimentados, digamos.

*******************************************

Nada me impressiona mais do que o bom-gosto, o estilo próprio e a elegância do indivíduo. Independente do nível social, do que se carrega no bolso, do tamanho da conta bancária, ter estilo, classe, postura, savoir-faire são qualificações imprescindíveis, quando se quer ganhar destaque e respeito mundo civilizado afora (não aqui nesta amarga cidade, unfortunelly). O oposto, para mim, é visto com ojeriza, calafrios e náuseas. Breguice, mau gosto, falta de educação e de bons modos, cafonice escancarada, tudo fica ainda pior, é pintado com cores ainda mais dramáticas, quando parte de gente com extrato bancário mensal dos mais rechonchudos. Miss Micheline Z., estrela de máxima grandeza na sociedade sharkcitiana, observadora de todos os passos da grand-société local, não resistiu aos apelos de uma revista Caras novinha em folha, pulsando de emoção na banca da esquina. Munida de R$ 10, Miss Miche adquiriu o exemplar e voou para casa acompanhar de perto todos os detalhes do casamento mais óbvio do ano, Schxxeylllahhh Caralho e o mocinho-do-chapéu-coco-cujo-nome-ninguém-sabe. Luxo e glamour. Mil idéias na cabeça. A liteira para carregar a noiva-avestruz-no-ninho já foi encomendada por madame Miche, agora só falta o noivinho. Pré-requisito INDISPENSÁVEL: seu tom de pele deve combinar com roupas prata. (by Cíntia T.)

21.4.07

Corações partidos

"João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém"... a quadrilha de Drummond mantém-se tão atual, significativa e verdadeira que chega a assustar. Quem por aí não conhece alguém que vive afogado em tanta mágoa de cabocla por um amor não correspondido? Com a "notícia" arrasa-quarteirão de que Eliane Dedinhos teria encerrado o casamento de dois anos e meio com o fofo do Eduardo Guedes, o eterno ir-e-vir dos apaixonados platônicos e/ou não-correspondidos voltou à baila com força total. Eliana Dedinhos nunca amou Eduardo. Jamais. Ela ama, e vai amar eternamente, o apresentador Luciano Huck, por quem foi sumariamente chutada; L. Huck, por sua vez, não conseguirá jamais nutrir um sentimento de amor verdadeiro pela loiríssima Angélica. A dele, coitado, é Ivete Sangalo, que num momento de fraqueza se rendeu aos encantos do moço narigudo e endinheirado, mesmo gostando da mesma fruta da qual ele rói até o caroço. Lu chegou a chorar lágrimas de sangue em público de tanto desespero, ao ser dispensado pela baiana arretada. Angélica não fica sobrando nesta triste história de amores impossíveis... o casamento com Huck lhe rendeu filhos, ainda mais dinheiro, mais fama e projeção na mídia, uma família bem estruturada e estável, mas... o coração da garota da pinta na coxa bate mais forte, e vai fazê-lo assim, até o dia de sua morte, pelo vasilha ordinária Maurício Mattar, que por sua vez não gosta nem nunca gostou de ninguém. Quem sobrou sem os encantos de Angélica ainda suspira quando vê a moça apresentando o programa Estrelas: é o César Filho, com o qual ela namorou por longos sete anos - sem nunquinha, jamais, render-se aos assédios do rapaz, mantendo-se pura e virginal para Mattar - sim, Cesinha F. nunca comeu a global, lástima das lástimas. Carlinha Perez, felizmente, conseguiu dar a volta por cima: após um relacionamento com o pagodeiro Alexandre Pires, a eterna musa do Tchan amargou na desilusão e na tristeza por ser ligeiramente dispensada pelo moço que chorou por George Busch. O bode demorou para passar, mas a paixão recolhida foi devidamente anulada ebós afora devido ao chamego irresistível do rebolativíssimo Xandinho, aquele que dançava descalço. Hoje Carlinha é uma nova mulher, e Alexandre Pires já não figura mais em seu coraçãozinho em forma de bumbum. Quem também conseguiu dar a volta por cima após meses na fossa mais profunda foi Giovanna Antonelli, que deixou-se iludir pelo pulha e mestre em canastrice Murilo Benício. A moça tirou o tolinho da cabeça e do coração, agarrou um milionário americano e já está se mudando de malas e cuias para uma de suas mansões, em NY, NY. Mas pensam vocês que canalhas destruidores de almas e corações escapam impunes de seus pecados contra a humanidade romântica? Ledo engano. Prova maior de que o castigo vem a cavalo é o próprio Murilo Benício - que de protagonista de novela das oito, hoje pena tartamudeando um sotaque indistingüível na sofrível noveleta das sete. Poor Murilo! (contém ironia, hahahah). (by Cíntia T.)
P.S.: as constatações do texto foram feitas em parceria com a sádica Micheline Z., que também tem espasmos de puro prazer ao contemplar as desgraças da vida humana (dos outros).

Update: Em se tratando de corações partidos, não poderia deixar de citar a maior de todas as frustradas e desiludidas de amor de todos os tempos ever no mundo, a friend mais querida, Jennifer Aniston. O mundo foi cruel com Jennifer. Além de perder ninguém menos do que Brad Pitt, a moça viu sua carreira declinar, seus filmes só fracassam, seus namoros não evoluem e ela foi trocada - oh, céus - por ninguém mais do que Angelina Jolie, a mulher mais poderosa do mundo! Ô, judiaria!

Micheline, a Sádica, também incluiu um comentário a respeito destas tristezas da alma. Vai lá: "Tem a Simoni, que nunca se conformou com o pé que levou do pagodeiro Alexandre Pires e, desiludida, foi nutrir amores por um rapper presidiário - e eles ainda procriaram!!! A propósito, o coraçãozinho da ex-menininha fofinha do Balão Mágico deve estar a mil depois da separação de Alexandre P. de Sheila Mello". Viva!

Os homens também choram: exemplos expressivos de homens que foram abandonados por suas almas gêmeas e não conseguem conter um uivo amargurado em noites de lua cheia: Eduardo Suplicy e Chico Buarque. E olha que muita gente daria o mundo por eles... é, a vida é assim...

13.4.07

Rainha da economia

Há alguns meses meu maior sonho de consumo se resumia a um par de tênis denominado Nike Shox. Mui bien. O dito calçadinho que prometia maravilhas durante minhas running performances custava meros, vejam só, R$ 600. Cruel, muito cruel. Contentei-me com um Reebok fofo e rosa e esqueci o assunto, magoada. Eis que uma mega promoçãozinha de uma loja de tênis importados da cidade surge para alegrar meus dias - e se mulheres compram compulsivamente e morrem de arrependimento depois, por terem pago gato por lebre, também se regozijam quando o contrário acontece. Aí que hoje eu sou a feliz proprietária não de um Nike Shox, que não quero mais mesmo, e sim de um glorioso Nike Air branquíssimo e com amortecedores mega-potentes e com detalhes em azul-marinho e lindo, lindo, lindo de morrer. E o que é mais gostoso de tudo isto, em todo o trâmite da aquisição do calçado? É que o valor "de etiqueta" do bichinho é nada menos do que R$ 405. Mas eu só desembolsei cinquentinha, believe or not. E já estou me achando a Rainha da economia e das boas aquisições. Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu... (by Cíntia T.)

Obs: Argh, esta TPM está mais punk do que nunca na vida. Ódio mortal no coração.
Obs 2: E sim, está chegando o Grande Dia da Mudança. Só falta o apartamento... medo.

8.4.07

Yummi!


Saldo de Páscoa: um ovo Sonho de Valsa em formato de coração; uma cesta gigante com diversos tipos de chocolate de Gramado; uma forma de pizza repleta de deliciosos bombons caseiros handmade by sogrita; incontáveis quilos extras na cinturinha de pilão, além de toda a comilança babilônica naqueles dias em que se deveria, tecnicamente, louvar ao Senhor. Ó, Deus, perdão. (E um agarradinho do Sansão, que ninguém é de ferro). (by Cíntia T.)

5.4.07

Andréa, menina/mulher

Eu tinha uns oito anos de idade, usava óculos e não era o que se podia chamar de amante dos esportes. Minha prima Andréa (que se eu era malvadinha, ela era um trilhão de vezes mais), se aproveitava da minha ingenuidade infantil e da minha carinha de tola para aplicar pequenas torturinhas infinitamente irritantes. Comentei no post anterior que ao longo da vida venho maltratando pessoas. Mas também tive minha cota de maltratações, todas sob o comando de duas primas - uma delas era a Andréa. Andréa não tinha - nunca teve - papas na língua; Andréa consegue encontrar graça onde você nem imagina; Andréa é acometida freqüentemente por ataques de riso quase mortais. Naquela época, em uma visita a sua residência, a Mansão Rosa, fui convidada por uma cândida Andréa a jogar uma partidinha de vôlei com ela e algumas amigas. Todas posicionadas, eu incluída (fui, obrigada pela mãe, mas fui), de repente a malvada Andréa, sem aviso prévio, capricha na cortada e me mete uma bolada na cara limpa, quase arrebentando meus óculos. As lágrimas jorraram quase que imediatamente nas duas garotas: eu, de dor máxima; ela, de prazer mórbido. Riu por horas. O jogo foi encerrado. As amigas tiveram que socorrê-la. O único a me oferecer uma mão foi o irmão da malvada, Cléber, na época com cabelos, sempre muito caridoso e amigo dos mais fracos.
Hoje Andréa faz aniversário. E eu faço aquela pausinha malandra no trabalho para escrever um post em sua homenagem. Porque preciso ser justa: se até hoje a moça continua sendo a Rainha da infâmia, a Mãe do deboche e a Mestra das apreciadoras de saias-justas alheias, é preciso dizer que Andréa também é Amiga com A maiúsculo; é tão franca quanto a franqueza pode ser; é uma das criaturas mais sensíveis que já conheci em toda a vida; é generosa, justíssima e não vê problemas em assumir os próprios erros e voltar atrás. E se ri tão fácil das desgraças alheias, também não economiza nas lágrimas pelos mesmos motivos, de pura solidariedade. Em 2004, um presentinho lhe foi enviado do céu para lhe tornar ainda mais chorona, mais sensível e ainda mais humana. Foi quando Rafa, a Cadela, chegou em sua (e nossas) vida(s), tornando tudo muito mais bonito, colorido, alegre, animado e barulhento. Com a Rafa, Andréa só teve a ganhar: ainda mais maturidade, mais segurança, mais responsabilidades, mais força, mais vida. Andréa, querida, feliz aniversário, que sua vida continue tão gostosa e tão cheia de conquistas quanto vem sendo até então, que você merece tudo e muito mais. Paz, muita saúde e toda a felicidade do mundo (a bolada na cara eu, um dia, ainda pretendo revidar...). Te adoro! (by Cíntia T.)

Malvadinhas

Meninas são más, irremediavelmente. Meninas riem de tudo, do sapato ao cabelón, do nariz a unhas carcomidas por fungos, da minissaia a camisa estampada por girassóis e laranjas. Aos 15 anos eu poderia ser classificada como uma verdadeira enfant terrible, das mais desgraçadas, de infernizar a vida do nerd da sala de aula e de ridicularizar os outros, pela aparência, dando risadinhas marotas mal-disfarçadas propositalmente. Sim, já pedi perdão a Deus por meus pecados, mas infelizmente esta malvadeza parece não ter fim nunca. Aí é que quase outros 15 anos se passaram e toda aquela cretinice infanto-juvenil ainda não se esgotou - muito pelo contrário, parece ter fermentado, crescido, frutificado, amadurecido. E de uma maneira definitivamente nada positiva. Meninas de 30 são, sim, muitas vezes, mais cruéis que as imbatíveis adolescentes. Por um único motivo: já sabemos como é feio e bobo rir das desgraças alheias, do infortúnio do próximo, dos pesares da vizinhança, das moléstias e mazelas da humanidade. E quem disse que a gente liga? Portanto, atenção: quando se deparar com uma menina de 30, abra bem os olhos, afine os ouvidos e afaste-se o quanto antes, se não quiser ser xoxado pelas havaianas desbeiçadas, pelo desodorante vencido ou por um terrível bad hair day. (by Cíntia T.)

1.4.07

Combo session movie

E com este calor das profundezas do mais sórdido inferno, a solução foi nos internarmos em uma refrigeradíssima salinha de cinema - o do shoppingzinho, deixo claro, que defendo com unhas e dentes. No shoppingzinho a entrada custa meros R$ 6 (com descontos-surpresa eventuais), a pipoquinha é R$ 3 e as poltronas são poltronas, e não cadeiras de assento mal-recheado. Mesmo assim, surpreendi-me com míseros cinco (ou dez, no máximo) expectadores para o tão badalado 300, que conta com a significativa (mas nem tanto) participação do brasileiro Rodrigo Santoro, como um gayzérrimo e muito glamouroso Xerxes, coberto de ouro dos pés a cabeça, de unhas longas e kajal abundante. 300 é pura adrenalina, ação do início ao fim, belos espécimes masculinos semi-nus gladiando ferozmente, uma fotografia de dar água na boca, um jogo de luzes e cores fantástico, e até tiradas bem sarcásticas vindas do próprio Leônidas, o protagonista, Rei de Esparta. "Poderia aceitar suas condições e me ajoelhar aos seus pés, Xerxes, mas de tanto matar seus soldados acabei ganhando uma cãibra no joelho que me impede o movimento...", debochou, enfrentando Santoro de peito aberto (literalmente). Um luxo de filme, e agora só me falta acompanhar a história do Frank Müller no papel. Me aguardem (hahahaha)...
Fim do filme, fomos jantar e Machado boy insistiu para uma sessãozinha dupla hard-core, com O Motoqueiro Fantasma (de acordo com Caê, herói até então esquecido da Marvel, e um "dos mais legais", disse o garoto). O Motoqueiro em questão é o Nicholas Cage e o filme tem o seu Q de Van Helsing com pitadas de Evil Knievel. Divertido. Principalmente para rockers que não dispensam cenas de esqueletos flamejantes motorizados empunhando chicotes de corrente. Uhu! (by Cíntia T.)

27.3.07

Ivo Holanda, Ana Paula P. e o tornado

Costumo praguejar contra o infortúnio de ser pobre e contar apenas com a maldita TV aberta, mas vez por outra encontro acalento em obscuras emissoras de televisão não pagas. Como ontem: não esperava mais que desfiles de lingerie e alfinetadas de Ronaldo Ésper, no Programa da Gimenez, quando uma criaturinha franzina de olhos pequeninos adentrou aquele palquinho para participar do quadro Vai Encarar. Ganha uma torta de chantilly na cara quem acertar qual era a atração da noite: Ivo Holanda! Para quem não toma conhecimento desta personalidade, ou não liga o nome à pessoa, lá vai o currículo, dos mais ricos. Ivo Holanda permaneceu por quase 20 anos em programas de variedades do SBT, mas consagrou-se de fato como o protagonista de um quadro posteriormente classificado como "pegadinha", no Topa Tudo por Dinheiro. Nem Sílvio Santos sabia, naquele tempo, que seu pupilo seria o pioneiro em uma modalidade de entretenimento que hoje é exaustivamente copiada por outros canais de TV (vide Pânico).
Hoje aposentado, Ivo ainda mantém nos olhinhos miúdos um brilho jovial impressionante, e surpreende os fãs mais dedicados, como eu, pelos gestos contidos, pela ternura e delicadeza com que se comunica, age e gesticula. Também pudera: a imagem que por anos o ator passou, através da telinha, foi a de menino travesso que adorava pregar peças terríveis em cidadãos de bem.
Passei inúmeras noites de domingo plantada frente à TV me contorcendo de rir com as peripécias de Ivo Holanda. Uma destas brincadeiras, aliás, marcou-me de maneira especial. A turminha do encapetado (além de I.H., o saudoso Gibi, Ruth Ronsi e Paulo Porto) ficava dentro de uma espécie de caixa gigante, totalmente fechada, com apenas um buraco/janela na parte superior, ostentando uma placa que dizia "Não olhe aqui!". Uma convidativa escadinha conduzia o passante mais curioso a dar aquela espiadinha proibida e tentadora (tentação potencializada pela farra que se podia ouvir, lá de dentro, gritos e cantoria). Aí era batata: bastava meter a carona lá dentro que uma gigante torta de chantilly era esfregada com prazer na cara do abelhudo. Cheguei às lágrimas por tanta risada e tanta nostalgia - Ivo Holanda foi o Renato Aragão da minha vida - desde a infância, passando pela adolescência, até hoje. Snif... (by Cíntia T.)

A Ana Paula Padrão tá tão linda, e é tão boa profissional, e fez uma grande reportagem tão legal sobre os tuaregues, guardiões do véu azul do Saara, mas... tem algo errado ali. A moça não combina nadica com a emissora do Homem do Baú. Me passa a impressão de estar totalmente deslocada e desconfortável, mesmo ganhando aquela bagatelinha básica tão distinta da miséria do piso do jornalista. É duro admitir, mas tem coisas que só a Globo faz por você. O padrão da Ana Paula (não quis forçar o trocadilho, juro!) é o de jornalismo da Globo e ponto final. O mesmo vale para o querido e competente Carlos Nascimento, tão aflito por ter que atender ligações do público durante o programa, ao vivo, ao lado da Cinthia Benini, e comentar um monte de abobrinhas. Constrangedor. Tira o tio Sílvio do departamento de jornalismo do SBT, pelo amor de Deus! Volta, Ivo Holanda! (by Cíntia T.)

Pensei se deveria contar sobre o tornado que sacudiu a cidade no último sábado, mas já escrevi tanto sobre isso que para mim o assunto meio que esgotou. Só vou contar que quando tudo começou eu estava nos dez primeiros minutos de exibição de O Labirinto do Fauno, não vi nem ouvi a catástrofe, saí de um shopping vertendo água pelas paredes e me deparei com a cidade semi-submersa (contém exagero). Para saber mais vá lá no www.saroeh.blogspot.com, da Germana girl, que lá o relato tá completinho. E como dizem Luc e Débora, bisous!!! (by Cíntia T., concluindo, finalmente).

21.3.07

Femme fatale

Circulava eu por uma popularíssima loja de departamentos da cidade. De bolsão a tiracolo, ia escolhendo as pecinhas de preço mais vantajoso possível. Calcinhas de algodão full color a R$ 9,90, neste caso, são absolutamente irresistíveis, e fui me fartando das tais. Listradinhas em verde, com escritos japoneses, cãezinhos e laçarotes, as peças íntimas foram forrando a bolsa de compras. Faceira, já ia amealhando um sutiã bonitinho, também de algodão, vermelho, quando vi um grupo de meninas - não ultrapassavam os doze anos de idade - também de olho em lingeries. Mas não eram as fofinhas de algodão... as meninas escolhiam entre as pretas de renda e as com estampas de onça, todas fio dental. Senti algo em torno da surpresa, da indignação e da vergonha: afinal de contas, as garotinhas do papai deram a entender ter vida sexual muito mais interessante que a minha. Até porque poucas e boas mulheres podem se dar ao luxo de usar calcinhas tão diminutas e alegar "conforto": fio dental é usado única e exclusivamente para seduzir, é ou não é? (Ok, para não marcar na roupa também). Fiquei pensando nesta inversão absurda de "valores": uma mulher de (quase) 30, com fortíssimas tendências infantilistas, é bom lembrar, que não abandona calcinhas de algodão; e meninas pré-adolescentes que já exibem na gaveta da cômoda modelitos ultra-ousadinhos semelhantes a de uma boa strip-teaser (sem querer ser moralista, deus me livre). Argh, estou me sentindo idosíssima novamente... nada que um bom par de meias pretas 7/8 não resolvam, não é mesmo, minha gente? (by Cíntia T.)

Mulher que é mulher

Para Madame Louise, a mulher só adquire valor e status perante a sociedade quando sabe fazer "diuntudo". E "diuntudo" é a expressão equivalente a ser "pé de boi" e "mão de grosa", no idioma dos Teixeira. Mulher que é mulher tem que saber cozinhar, passar e lavar, mas também levar na flauta sua carreira como alta executiva; mulher que é mulher tem que saber bordar, crochetar e tricotar, e também satisfazer um homem em todos os sentidos, na cama, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. Mulher que é mulher é mãe, é dona-de-casa, é estudante ou bacharel em qualquer coisa (o diploma é fundamental), é CASADA (indispensável) e ganha bem. Mulher que é mulher sonha com um dia de 48 horas, se desdobra em mil para realizar todas as pequenas tarefas ao longo do dia, sem deixar absolutamente nada para trás, mesmo que ao longo de alguns anos vá parar, alucinada, em algum hospício da região, com estafa crônica. Mulher que é mulher reveza avental e jaleco, aspirador e microondas, computador e batedeira. Em suma, mulher que é mulher, na opinião de Madame Louise, tem que ser, assim, a personificação de uma Denise (sem sobrenomes, para não comprometimento de imagem). Denise cozinha. Denise costura. Denise borda. Denise trabalha fora, cuida da filhota, do maridón, dos afazeres domésticos, paga contas, faz jantares, leva o carro para a mecânica, troca a lâmpada, pinta paredes e ainda faz cafuné. E mais: Denise tem um up, que nem toda mulher que é mulher tem. Ela possui uma habilidade incrível, existente em apenas uma em cada um milhão de criaturas nascidas no sexo feminino: mãos de fita métrica. Basta verificar os armários de roupas de Denise. Lá, as roupas se exibem, orgulhosas, perfumadas e muitíssimo bem passadas. E alinhadas como um pelotão bem treinado. As peças de roupa de Denise, do maridón e da filhota estão milimetricamente ordenadas, por cores, por tecidos, por tramas, por tamanho. Cuidadosamente dobradas uma sobre as outras, seguindo um rigoroso padrão geométrico. Algo invejável. Algo impossível para mulheres como eu, nem tão mulheres que são mulheres (snif), de acordo com Madame. Até as gavetas de Denise são assim: sutiãs de bojo ao lado de sutiãs de bojo; meias brancas com meias brancas; calcinhas dobradas e passadas. Sim, eu espiei as gavetas de Denise. Shame on me! (by Cíntia T.)

16.3.07

Coisinhas...

Sempre pensei ter um 6º sentido bastante aguçado, capaz de detectar, de longe, qualquer alteração na vida de todas as pessoas próximas a mim. Já vi que esta sensação que me acomete, às vezes, de extrema angústia, refere-se única e exclusivamente à minha mãezinha - e mesmo assim costumo errar, felizmente (é que sou campeã em pensamentos trágicos). Quem nos dera saber a hora certa de agir para ajudar a quem amamos, mas pelo menos por enquanto os super-heróis só ficam mesmo é no gibi. Quando minha amiga globeleza pérola-negra Rúbia B. telefonou e disse: "Eu podia morrer que tu nem ias ficar sabendo", eu ignorei. Mas era sério. A serelepe embarcou em um mototáxi no Centro de Floripa e quando chegava ao seu local de destino, o shopping novo da SC-450, bum!, se envolveu em um acidente. O motoqueiro se distraiu e enfiou a moto na traseira de um carro, parado na sinaleira. "Eu voei alto. Passei por cima do carro. Não senti o chão. Tentei me levantar, mas os ocupantes do automovel não deixaram", contou Rúbia girl a uma garota assustada de olhos arregalados - eu. O resultado, felizmente, não foi dos piores: sete pontos no joelho e diversas escoriações pelo corpinho marrom-bombom. "Muito sangue. Cortei as mãos nos estilhaços, me desesperei", choramingava a moça. Os bombeiros, estes anjos da guarda em forma de homens, foram ultra-mega-amados, os melhores, prestando atendimento pra lá de eficiente e absurdamente humano. Rúbia girl já está prontíssima para todas, e só lamenta o mega-inchaço do pezinho direito. E a minha inadimplência como amiga acabou me deixando em maus lençóis - e de consciência elefantíaca.

Do outro lado, good news! Minha amiga-de-infância/quase irmã Grasi B. é a mais nova advogada da Ordem. Um luxo. E, como disse a ela, agora finalmente posso relaxar, porque conto com aparato judicial every day, every night... (by Cíntia T.)

11.3.07

Viva! Nasce o primeiro baby gerado na Mansão Rosa!

Há pouco menos de um ano Madame Louise recebeu em suas dependências mais um hóspede, daqueles dignos de entrar para o livro de recordações de capa dourada, que ela guarda na gaveta da cômoda. O nome do gajo me foge à memória agora, mas o moço tinha 18 anos, vinha da cidade de Lages e iria cursar Fluvicidade, novo curso oferecido pela universidade de Shark city. Muito íntegro, digno e cheio de notas na carteira, o menino não regateou e entregou o valor da dolorosa para poder se hospedar na Mansão Rosa, R$ 300 doletas, que foram rapidamente embolsadas por Madame (que por sua vez correu para a Afubra quitar mais uma prestação da geladeira nova).
O garoto era rock´n´roll na veia. Já na primeira semana fez um considerável número de amigos na facul, e todas as noites recebia convivas em seu loft, distribuindo geladíssimas cervejas importadas e cigarros do mais fino tabaco jamaicano. O heavy metal comia solto por todo o palácio, até o talo. Mulheres deslumbrantes e homens endinheirados eram presença constante. Neste clima alucinante de pura paixão e êxtase, não deu outra: o doce menino acabou se apaixonando. Quer dizer, ele arrumou uma namorada. Qual não foi nossa surpresa (minha e de Caê M.) ao descobrir que a mocinha em questão era uma jovem de currículo exemplar, constantemente vista por nós folheando os russos e bebericando chá gelado, nas mesas do Canário Café, às 3 da manhã. A mocinha - que tem uma irmã gêmea - passou a freqüentar a residência de Madame, que, espantada, coletava um número surpreendente de preservativos - todos cheinhos - que haviam sido atirados pela janela do roqueirinho, all night long, o que deixava Louise bastante orgulhosa. "Estes meninos... que força, que vigor!".
Repentinamente, o clima pareceu pesar no loft do jovem lageano. Durante as madrugadas, portas e janelas eram batidas em fúria, gritos de horror ecoavam pelo amplo espaço, o que me perturbou sobremaneira, sendo eu vizinha de quarto do moçoilo. Pouco depois de fechar exatos 30 dias de permanência do roqueiro em Mansão Rosa, o anúncio: o garoto iria sair, não tinha mais condiçõe$ para se manter em Shark city. Drama.
Com pena, Madame lamentou a súbita despedida, mas refez-se rapidamente. E o tempo passou. Nesta semana, no entanto, uma notícia veio abalar as estruturas de mansão: fazendo seu jogging diário, Madame cruzou com uma velha amiga socialite - que vem a ser avó da pequena intelectual, ex-namorada de roqueiro. A menina estava entrando na maternidade para dar a luz a uma bebezinha fofa e rosada. M. Louise tentou questionar a paternidade, mas a avó foi extremamente discreta. No entanto, restou-nos fazer as contas: o romance, que teria engatado em maio, pegou fogo em junho. Calculem. (by Cíntia T.)

A força do marketing (quase que) gratuito

Faltavam alguns dias para o Natal e me coube aquela pautinha indefectível, que agrada de leitores a comerciantes, passando pelo setor de vendas do jornal: dicas de presentes natalinos. Qual não foi minha surpresa, então, quando ao contatar uma loja de discos, descobri que o CD top 10 mais bem vendido naquelas últimas semanas pertencia a uma dupla sertaneja de nome absurdamente convencional, César Menotti e Fabiano? Pânico na Zona Sul. E quem então eram César e Fabiano? Deixei de lado, mas não levou muito tempo para que a pergunta fosse refeita em minha perturbada mente. Em uma bela noite, zapeando pela TV aberta, deparei-me com um "especial" em um canal obscuro que trazia o show inteirinho de... CM&F (vamos chamá-los assim). Definidos como "a mais nova revelação" (sic) da música sertaneja", os cantores gordinhos mostravam um aparato estrutural/tecnológico invejável, altamente profissional em palco, e esbanjavam prestígio ao contar com participações "de peso" de gente do calibre de Zezé e Lu, Daniel e Dorminapraça, espetáculo para os fãs do gênero. Teve mais: na ampla residência de M.L., onde resido, há uma ala ocupada por um grupo de meninas, daquelas que não dispensam um arrasta-pé por nada no mundo, e que vivem ouvindo Bruno e Marrone até o talo (para meu desespero). E qual o nome que ultimamente não sai da boca destas garotas (o que é um termômetro excelente para testar a força de qualquer fenômeno midiático-popular)? Estamos em março, e logo mais, maio, minha linda Cidade Azul sedia uma festa animada, a Produsul, que já está em 18ª edição. Ganha um doce (ou um CD de CM&F autografado) quem descobrir qual o primeiro nome a ser divulgado para se apresentar no local, anunciado como uma das atrações mais fortes. Não bastassem tantas coincidências macabras, há mais um detalhe que me enche de horror nesta história toda - há algumas semanas, em casa de uma amiga, deixei, descuidadamente, que Caê M. me filmasse enquanto eu cantarolava uma musiquinha picareta, daquelas que você não sabe como foi que aprendeu, mas que não te sai da ponta da língua: "Eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo seu (meu, whatever) coração...". Juro que não sabia de quem se tratava, e no momento isto não era importante. Mas agora é, só para comprovar a funcionalidade e eficácia do marketing boca-a-boca. Que My Space, que nada! (by Cíntia T.)

5.3.07

Notinhas

Não vou mais falar sobre o Big Brother. Não mesmo. Até porque não gosto que me contem o fim do filme quando ele ainda está na metade. E, cá entre nós, todo mundo sabe quem vai ganhar aquela joça, né?
Também não vou opinar sobre o fim de Páginas da Vida. Até porque (tenho tanto orgulho de mim!) não assisti a este episódio. Viva a TV a cabo em casa de Caê M.
Você percebe que está mudando quando fica tão contente por comprar um jogo de copos de vidro ou um edredon quanto fica ao comprar aquele sapato vermelho báááárbaro de verniz (hehehe, sim, eu comprei).
Eu amo sushi. Amo quando Caê M. traz sushi do Angeloni pra gente comer em casa (tem um quiosque do Myoshi lá, dilícia). Amo tanto que, pra garantir o estoque, comprei uma garrafa de um litro de molho shoyo. Uau. See ya. Até breve. (by Cíntia T.)

2.3.07

Chiquinho forever

O saudoso Chiquinho deixou lembranças comoventes na memória de Madame Louise. Juntos por longos dez anos, a dupla se consagrou por protagonizar as histórias mais hilárias e nonsenses da face da Terra. Para os desavisados, Chiquinho era o bichón-frissé de Madame, cãozinho da mais fina penugem, branca como a neve; do mais alto pedigree jamais sonhado; com o maior número de premiações dada sua nobre linhagem. Um gentleman em forma de cachorrinho. Chiquinho nos deixou há coisa de um ano e meio, e com ele foi-se parte da alegria da grande Mansão Rosa. Pouco antes de bater as patinhas, no entanto, o adorável animalzinho nos aprontou mais uma daquelas, fato extraordinário que já entrou para os anais da Família Teixeira. Era uma noite quente e abafada de outubro. Madame Louise dirigiu-se à casa de uma vizinha, senhora mui respeitosa, evangélica, de longos cabelos grisalhos caindo-lhe às costas, muito embora bem embrulhadinhos em formato de coque. A intenção era solicitar à vizinha - vamos chamá-la de dona Jurema - mais um corte de alfaiataria (dona Jurema é exímia costureira e estilista). Muito apegado à dona, Chiquinho posicionou-se aos seus pés e seguiu-a, como costumava fazer.
Após uma conversa rápida, Madame lembra-se de sua sobrinha, que estava em casa e poderia se interessar por um jogo de bolsas Louis Vuitton (a vizinha também trabalha com importação). Ela volta, carrega a sobrinha e, quando a dupla se aproxima mais uma vez da ampla residência de dona Jurema, a surpresa. Por trás do vidro da porta, aquela criatura branca e delicada se agitava, feliz em vê-las. Era Chiquinho. Sem que Madame notasse, o danado adentrou sem-vergonhamente pela casa de Jurema, e de lá não saiu. As mulheres riram do incidente, abriram a porta para o animalzinho sair e continuaram, muito animadas, a conversar amenidades. Chiquinho havia desaparecido momentaneamente, fato sem importância. Até então. Eis que surge, mais uma vez, o petit de estimação de Madame. Ele vinha da cozinha da senhora evangélica e, surpresa das surpresas, carregava NA BOCA um apetitoso frango assado, INTEIRINHO, com aquela casquinha dourada, recheadíssimo de farofa com bacon, estalando de novo, e exalando aquele perfume inebriante que só as coisas sofisticadas e deliciosas da cozinha francesa têm.
Alarmada, Madame até tentou conter o pequeno faminto, mas este rosnou ameaçadoramente para a dona, caso ela ousasse tirar o quitute de suas mandíbulas. Raivoso, o bichinho foi rumando em direção à sua casa (Mansão Rosa), deixando um rastro de farofa, gordura e pele de galinha. Marie Louise tentou disfarçar, mas foi pega no flagra por Jurema, que só conseguiu balbuciar: "Ai, minha janta!". Envergonhadíssimas, Madame e sobrinha sairam cabisbaixas, após mil e um pedidos sinceros de desculpas. Já em casa, Chiquinho foi alvo dos mais furiosos esporros que já havia levado em toda a vida. Sem entender direito, o bichinho oferecia com o focinho o prêmio que havia "caçado" em casa alheia, o franguinho dourado, como se incentivasse as duas a servirem-se. Passada a vergonha, Madame, muito justa, retornou à casa da vizinha e a recompensou pelo prejuízo - com a generosa paga de R$ 5. Negócio resolvido. (by Cíntia T.)

28.2.07

Pobre Daniel...

Madame Louise ainda me mata. Sua verve cruel e sarcástica anda a toda, nos últimos dias, e é descarregada quase que totalmente sobre Daniel, o mestre de obras da mansão Rosa. Não bastassem os pedidos de material de construção mais inusitados da face da Terra, por telefone (Moça, quanto é o dorflex?, referindo-se ao revestimento que pretendia instalar no chão, e Ô, vocês têm forro de PCC?, quanto às modernas placas feitas com o mesmo material dos canos hidráulicos), Madame agora insiste em infernizar a vida do pobre Daniel (popularmente conhecido no Clã Rosa como hominho, até por Rafinha, A Cadela). O pobre hominho deixou de aparecer nas obras da mansão por apenas dois dias - suficientes para despertar a ira e a mais fina ironia de Madame. "Ah, é você? Mas agora eu já contratei outras duas pessoas para instalar o forro, tarde demais!", lamentava ela, ao abrir a porta para recebê-lo. Deslavada mentira, é claro. Ninguém dispensa um mestre de obras tão habilidoso e economicamente viável como hominho, digo, Daniel. Depois, passou a culpá-lo pelo forte odor de tinta que ainda se desprende das paredes do quarto de moi, pintado na última sexta-feira. "A curpa é tua, por que não comprou uma tinta sem cheiro?", questionava. Lógico, Louise não dá ponto sem nó. Enquanto o criticava com expressões do tipo "cara de cu sem pestana", ela tratava de passar um cafezinho fresquinho (a copeira não veio) para agradá-lo. O forro foi trocado e tudo terminou da melhor maneira possível. Por enquanto... (by Cíntia T.)

22.2.07

Titia

Medicamentos para circulação que custam mais de R$ 50 a caixa; autorização para exame raio-X que poderá detectar pressão óssea nos nervos; possibilidade de cirurgia vascular muito em breve; meias Kendall pro resto da vida. Sim, é a velhice chegando, galopante e implacável. Eu iria continuar este post, mas é que me deu um branco... falta de memória, sabe? (by Cíntia T.)

21.2.07

Flagra no carro alegórico

Manhã de hoje, toca o telefone. Do outro lado, uma amiga pingando de ansiedade para contar a última do Carnaval. Disse ela (sua identidade será mantida em sigilo para não comprometimento de imagem) que acompanhava o belo Carnaval florianopolitano na Nego Querido em um camarote chiquérrimo quando, sobre (eu disse SOBRE) um carro da tradicionalíssima escola Copa Lord, e ao lado do prefeito da cidade de São José (tema da escola), surge aquele deus apolíneo, usando branco dos pés a cabeça, sorriso largo, braços para cima, olhos fechados, cantando o samba-enredo com todo fervor e emoção. Uma visão muito digna e comovente.
Os parabéns vão hoje para o querido amigo John J., que abalou, abalou, sacudiu, balançou em nada menos que DUAS escolas de samba do Carnaval de Floripa.
O mais novo carnavalesco da turma já havia me comunicado rapidamente (by Orkut, que ele não perde mais tempo com mails) que desfilaria tanto pela Copa Lord quanto pela Consulado. Não deu outra: o garoto-maravilha encheu a passarela de luz e beleza e trouxe o tricampeonato para a vermelho e branco. Arrasou. (by Cíntia T.)

E enfim, feliz Ano-Novo

E no fim das contas, mesmo com tanta mágoa de cabocla no coração, o Carnaval em Shark city acabou não sendo tão ruim assim... pensando bem, e considerando prós e contras, foi até bem do divertidinho, com toda aquela chuva e o friozinho dilícia que me fez dormir de cobertor (hahahaha). Assistimos horrores de vídeos, tipo A Casa Monstro (cool), Pergunte ao Pó (por que mesmo eu achava que devia ver este filme?), A Dama da Água (do M. Night, blargh, porcaria de filme), e Dália Negra (Brian de Palma definitivamente perdeu a mão). E o melhor de tudo, e a minha maior alegria dos últimos tempos: no domingo a minha Ju voltou para nossa existência e para o colinho da madrinha, que eu já não agüentava mais de tanto desespero e saudades. Aí que realmente banquei a madrinha no Carnaval, levando a menina para uma série de atividades pertinentes à sua idade, como passear no shopping e comer no Bobs (e pagar pela bonequinha mais cara dos últimos tempos, no kit mclanchefeliz do bobs: R$ 13,90). O feriadão começou tão desanimado e despretencioso que quando acabou deixou gostinho de quero mais, dados os fatos agradáveis e inesperados ocorridos ao longo destes dias. Até visitinha com direito a churrasquinho no apê novinho em folha da Déia rolou. De resto, é sempre bom poder voltar à rotina, e que finalmente comece 2007, que tanta folga simultânea já tá pesando... (by Cíntia T.)
P.S.1: Eu adoro ver o Gala Gay. E ao lado de Marie Louise, o programa fica ainda mais saboroso. Definitivamente, a grande festa de Momo não seria completa sem uma boa e divertidíssima sessão de Gala Gay na noite de terça-feira. Pena que acabou tão cedo, para amargura de madame...

16.2.07

Fúria

Argh! Como é difícil lidar com namorado ranzinza, família problemática e TPM cruel, tudo ao mesmo tempo, e na véspera do Carnaval, quando são 21h30, todos estão na praia e eu estou aqui, fervendo nesta redação, entediada à décima potência, e sem nada para fazer (a não ser trabalhar, dã...). Ainda mais quando você sabe que as locadoras já não te oferecem nenhuma opção decente de vídeo, não há nada de bom na televisão e você NÃO tem TV a cabo. Argh again. Sem contar que hoje é sexta-feira e ainda há muitos dias tumultuosos pela frente, quando todos estarão se divertindo às pampas e você sabe que vai permanecer no mesmo lugar, inércia totally, sem fazer absolutamente nada de interessante e/ou divertido. Ahhhhhh!!! Aliás, já ia esquecendo: um ótimo feriadão de Carnaval aos leitores. Ótimo. Sinceramente. (by Cíntia T., rancorosíssima)

Driblando o desprezo alheio

E, enfim, envelhecemos. Houve uma época em que eu mal conseguia administrar o considerável número de "amigos inseparáveis" que mantinha. Fim de semana na praia com uma, noitada regada a aperitivinhos com outra, uma esticada na boate com aqueles dois. Com a idade, o passar do tempo, as mudanças de cidade e de estado civil, meu quadro de amigos foi rareando, rareando, até ficar bastante restrito - basicamente amigos de trabalho e de profissão. Os que outrora garantiam jamais me abandonar hoje se limitam a enviar micro-mensagens de texto e/ou scraps no Orkut (sim, é pra você, John). Mas o post de hoje, pré-carnavalesco, não é de amargura. É só pra constatar o quanto vamos nos modificando ao longo do tempo - temperamento, gostos, opiniões e conceitos, jeitos, maneirismos, pontos de vista. Sei lá. Aí que devido a algumas situações recentemente ocorridas foi que me dei conta de que eu, Cíntia T., anteriormente tão querida, amada e popular em meu círculo de amigos, hoje sou sumariamente "dispensada" em determinadas ocasiões. Por exemplo: quem recusaria um fim de semana de verão numa praia belíssima e badalada, de graça? Quase ninguém, não é mesmo? Pois uma dupla de amigas simplesmente ignorou o convite feito por mim e pelo namorado Caê M. (que se eu sou chata ele é o dobro - sorry, amore). Esta mesma dupla de amigas (?) realizou um petit-comittée na casa de uma delas e sequer pensaram em convidar a pobrezinha solitária aqui. E as mesmas bad girls - principalmente uma, de descendência nordestina, por assim dizer - adquiriram o saudável hábito (saudável para elas) de simplesmente desligarem o telefone ao saber que serão procuradas por nós posteriormente... desprezo em seu mais alto grau de pureza, saca? Ok, vou aqui admitir publicamente a pecha de "chata" (ou desagradável, inconveniente, sem-graça ou afins). Até porque na maioria das vezes as pessoas têm que agüentar não um, mas dois chatos juntinhos e apaixonados (eu e Caê). Argh. Mas que dá uma aflição danada saber que tem gente por aí que prefere mofar sozinha em casa do que dividir uma mesa de bar com a gente, ah, dá... (by Cíntia T.)

14.2.07

A brasileiríssima moda (argh) na praia

Foram apenas cinco dias, mas suficientes para transformar minhas tão pacatas férias. Eu e Caê M. nos mudamos de malas e cuia para a praia do Farol de Santa Marta, local até bem pouco tempo visto por mim com certa desconfiança e preconceito. É que o mundo permanece eternamente em 1969 nos limites do Farol - principalmente no que se refere ao público freqüentador cativo da localidade. Maconha aos baldes, aspirações zen-budistas, simulações desastrosas de yoga nas areias da praia, maconha, dreadlocks ultra-ensebados, cangas encardidas e ele, a estrela do verão, o "brinco em formato de tábua de bater bife". Sim, o hit da temporada se resumiu a duas peças ultra-básicas, que vão do asfalto às areias escaldantes dos balneários brasileiros: além dos tamancos com saltos de 48 centímetros de puro trabalho de marcenaria em madeira de lei, agora as novelas globais e o maldito big brother nos trouxeram a onda dos brincos hippies ultra-gigantescos que podem ser usados em apenas UMA das orelhas! Argh! As belas e saradas (contém milhões de ironias) do Farol aderiram com tudo à modinha, e, enroladas em suas saias indianas tye-dye tingidas no panelão de ensopar carne da mãe, arrastando os pés em rasteirinhas e com cabelões rebentados batendo na cintura, elas exibiam alegremente o acessório agigantado. Os hippies, responsáveis pelo comércio informal do Farol, é que estão felizes: com alguns pedaços toscos de madeira ou um monte de linhas coloridas e entrelaçadas eles estão faturando bonito vendendo os mesmos brincos que a Carollinnyy do big brother exibe na delicada orelhinha bronzeada. (by Cíntia T.)

I´m back

"Eu voltei, agora pra ficar... porque aqui, aqui é o meu lugar". Nada melhor do que os bons e velhos Robert and Erasmo Charles para iniciar este novo período de trabalho escravo, após paradisíacos 30 dias de férias da melhor qualidade. Tenho um punhadinho de coisinhas pra contar, comentar e observar, e tudo será feito da melhor maneira possível, considerando-se o atraso abissal de certos eventos e situações vivenciados neste último mês. Ressaquinha pós-folga a parte, resta agora retomar o fôlego e agüentar desabafos melancólicos como o de Caetano M., que, inconformado com a volta ao trampo, deixou escapar, entre um suspiro e outro, enquanto se esforçava para fechar uma página no jornal: "Não sei mais trabalhar...". E reparou que até o Le Monde nos dedicou um tantinho de atenção? (hihihihi). Aguardem novos textinhos em breve, ok? Voltem sempre. (by Cíntia T.)

3.2.07

Solidão, que nada!

O filme "Denise está chamando" (Denise calls up, 1995) traz a história de um grupo de pessoas, todas residentes na mesma cidade, Nova York, e que por uma série de casualidades, da rotina atribulada, do trabalho incessante, do corre-corre desenfreado, da falta de tempo para tudo aquilo que não parece prioritário no cotidiano, não conseguiam uma única brecha na agenda para um encontro informal com os amigos. Tão atarefados, os personagens, mesmo com tantos contatos pessoais e profissionais, acabam se adaptando à solidão e ao ensimesmamento sobre si mesmos (hein?), esquecendo-se de todo o mundo lá fora nos horários de ócio. O filme foi um clássico imediato no que se refere às mudanças de comportamento humano. Hoje e daqui a muitos anos vai continuar atualíssimo. Somos jovens, solteiros, estamos inseridos no mercado de trabalho, temos amigos, compromissos sociais, eventos diversos, viagens, reuniões, desafios, vitórias e derrotas. E mesmo assim (até mesmo aqui, nesta simpática cidadezinha provinciana), fica difícil às vezes conciliar trabalho, família e amigos; ou mesmo abrir mão da tão confortável e cômoda solidão, companheira já indispensável para certos indivíduos. Todo este imenso preâmbulo é apenas para contar a história de uma figurinha folclórica de minhas relações. Intocável em seu apartamento-refúgio, Carla C. costuma dispensar noitadas e compromissos sociais para divagar a respeito do próprio umbigo. O voto de silêncio, no entanto, às vezes insiste em ser quebrado nos momentos mais inapropriados do dia - e é aí que entram eles, os tão injustiçados e discriminados profissionais do telemarketing. Carla C. optou pela carreira solo na maioria dos momentos de sua vida, mas há aquelas horas cruéis em que nada pode ser melhor do que um dueto afinado. E os prestimosos meninos do telemarketing estão aí para isto, não é mesmo? Num almoço informal com amigas, Carla C. conseguiu a proeza de manter um diálogo consistente, com participação efetiva de ambas as partes, de 15 longos minutos com a representante da bandeira de seu cartão de crédito. Em outra ocasião, sozinha em seu apartamento, ela manteve uma séria e produtiva conserva de nada menos que 30 minutos com a moça da central de relacionamento da operadora Vivo. Ela se justifica: "Só ajudo a manter este fabuloso nicho de mercado de trabalho, o telemarketing. Além do mais, aproveito para esclarecer dúvidas cruciais a respeito dos serviços que utilizo", argumenta. Para mim, a situação pode ser classificada como uma espécie de síndrome da abstinência da fala às avessas, ou simplesmente o cúmulo da solidão... (by Cíntia T.)

14.1.07

Resenha

Já percebi que falar de assuntos tão (pouco) produtivos como moda, liquidações, tendências e aquisições por puro e simples impulso já virou uma constante neste blog - algo de minha inteira responsabilidade, deixo claro - Stellita dificilmente embarca em ondas futilitárias (hohoho, sei). Mas não posso deixar de registrar minha mais pura alegria por entrarmos neste momento do ano: além das minhas tão ensolaradas férias, estamos em época de queima de estoques em todos os lugares do mundo - em Shark City também, ué? Aí que já resolvi meus problemas de figurino para os eventos de fino trato que me aguardam nas próximas semanas e, em uma passadinha rápida no shopping, adquiri dois vestidinhos fofuchinhos por uma bagatelaaaaa (não digo os valores nem sob tortura, mas realmente foi bagatela), numa loja toda bonitinha (também não revelo o nome, não sem pagamento prévio por meu segredo tão cobiçado) em algum cantão cidade afora. O melhor de tudo? Foi o fofo do namorado quem pagou a conta. Yes! O sábado não poderia ter sido mais perfeito...
Isto porque ainda compramos bobagens cuti-cutis nas Americanas (pastas para guardar documentos; agendinha de telefone do Snoopy; bloquinho para anotações de última hora, tão útil em tantos momentos; bolo da Pullmann, que está na promoção; Imedia chocolate dourado...) e em seguida pegamos um cinema básico. Fomos assistir a "Os Infiltrados", do Scorsese, que conta com o canastrão Jack Nicholson (interpretando o canastrão Jack Nicholson); o Leo DiCaprio, que até está bem convincente; o Matt Damon e a surpresa agradabilíssima do Mark Wahlberg, pra quem não sabe ele era um dos New Kids on The Block, tá?). O filme é mega-longo, eu confesso que fiquei com um pouquinho de sono durante a película (não fosse o Caetano, teria cochilado, na boa), mas não por isto pensem que a história pode ser chata. Não mesmo. Um enredinho bem costuradinho, historinha boa, baseada em um livro que conta sobre a máfia japonesa, e o final deixa a todos (mais ou menos) contentinhos - vai agradar a pseudo-intelectualóides (eu); os cinéfilos, de maneira geral; os fãs de Scorsese e o grande povão, massudo, responsável pelas bilheterias bombadas - que é o que realmente importa, sure. Lembrando que se eu não assistir a Pequena Miss Sunshine nos próximos dias, vou ter um treco. Eu quero. E "Diamante de Sangue", com DiCaprio (de quem eu jamais gostei) também está nas listas dos filmes iwannawatch. Férias em ritmo de cultura puríssima. Isto porque também temos bons livrinhos bem guardadinhos para o período... e a possibilidade de uma esticadinha na Sun´s beach. Afff, nem me agüento.

Mágoa - No fim do dia, após o cineminha, um telefonema, daqueles que te deixam com vontade de criar asas e mergulhar correndo na direção de seu interlocutor: era Rubitcha, the black girl. A bandida estava acompanhadíssima nada mais nada menos do que com Janete Marie. Ambas em Floripa, passeando e procurando um restaurant para jantar. Ai... a inveja só não venceu a vontade louca de estar junto delas, ô, saudade doída... (by Cíntia T.)

10.1.07

Gostosas, saradões, descerebrados e afins

Ai, e o que é aquele elenco do Big Brother, minha gente? Mal começou e eu já tenho meus três ou quatro alvos preferidos pro paredão. A loirinha cadavérica de 30 quilos que já está na berlinda e que grita, de minuto a minuto, algo como "e aí, garoooootoooo?" recebeu dez votos meus, hoje, pelo site. A deejay amiga do Luciano Huck cujo nome artístico é Ana Lee e cujo nome "real" é Anali (ahahahahaha) já ganhou o título da "mais chata" da house. Expulsaram o pobre do rapaz que é namorado do filho de um diretor global só pra não pegar mal, dado o grande número de "semi-pseudo-celebridades" convocadas nesta edição - até a cabocla catarinense já fez pontinhas em Malhação e sacudiu o buzanfã (generosérrimo de farto) no concurso da Nova Loira do Tchan. Argh. É muita piranha e muito bombado descerebrado por metro quadrado, Deus do céu... Blogueiros Brasil afora já estão revelando a ficha corrida de algumas das "beldades" da casa: casas de massagem, serviço de escort-girl e inferninhos chiques, de maneira geral. E a padronização no visual? Todos os guris são malhadinhos, fazem algo entre Administração e Direito e sonham em viajar para a Tailândia. As meninas são siliconadas, usam e abusam de tops mostra-barriga e falam com aquela vozinha arrastada e mole que deve ser considerada sexy por alguma espécie de macho mundo afora: "Ai, Biaaaaaalllll........". O que foi, gozou ou tá enfartando? Nem precisa ser gênio para adivinhar a putaria enlouquecida que vai rolar nesta casa. Eu? Vou é ficar bem instalada na sala, ao lado de Marie Louise, e acompanhar a TUDO, que não sou boba nem nada... (by Cíntia T.)

8.1.07

Notinhas do dia-a-dia

  • Faltam sete dias, uma semaninha apenas, para minhas tão esperadas férias de verão. Este ano (ano passado, sei lá) eu fui pooodre de chique, tirei DUAS férias em menos de quatro meses, uma em setembro/outubro, e agora estas, janeiro/fevereiro. Argh, não me agüento de tanta satisfação... Roteiro básico? Praia, obviously, que eu quero é sol, mar e camarões. E quem paga a conta? Não olhe para mim...
  • Nas próximas semanas uma série de eventos familiares badalados irão tomar conta de minha atribulada agenda. Uma formatura, um casamento (não o meu, dãhhhhhh, o do meu cunhado Dieguinho com a Regininha), talvez um Carnaval (Caetano me olhará atravessado e fará um muxoxo com sua linda boquinha), e possivelmente (eu espero) uma mega-festa hiper-chique de uma poderosa jornalista, colunista social da região, na qual eu serei convidada de honra, hohoho... O que é bom nisto tudo? É poder sair por aí e escolher alguns modelitos bem básicos para as ocasiões todas sem ter aquela doooor insuportável provocada pela futilidade, pela consciência e pela falta da necessidade real de consumo, understand? Não, nem eu.
  • Germana girl diz que voltou de Récife e ostenta, exibida, um bronzeado avassalador de queimar as retinas. Eu desconfio de tudo. Acho mesmo é que a moça estava era tostando seu corpinho em terras carboníferas... sei não.
  • Charlotte girl deu sinal de vida. Afinal de contas, depois de semanas de ausência e silêncio, soube que a morena-jambo não foi de fato devorada por um morcego sangüinário e cheio de más intenções. A paulistinha mais amada da Cidade Azul conta que badalou o Réveillon na paradisíaca Garopaba. Fofocas mais quentes, depois...
  • E nesta semana, após séculos de vida totalmente abstêmia, tudo leva a crer que rolará um Laio dos bons. Para iniciar as férias com o pé direito (bom, depois de algumas cervejas fica difícil identificar o direito do esquerdo, mas tudo bem).
  • Me tornei uma exímia cozinheira especializadíssima em pratos árabes. Quibes de todos os tipos desfilam pela minha cozinha. É tão bom sonhar (e fingir) que somos talentosas em todos os setores da vida, inclusive naqueles mais complicados para mulheres da minha geração, não é mesmo? Só me falta agora aprender a pregar um botão! (by Cíntia T.)

Volta à vida


Ano Novo. Vida Nova. Preguiça. Volta ao trabalho. Sonhos. Projetos. Sono depois do almoço. Ligar. Marcar. Pensar. Contar. Recomeçar é sempre difícil e ao mesmo tempo delicioso. Um feliz 2007 para todos. Que a sua alegria neste ano seja imediata. (Ops, desculpe o trocadilho...coisa de neopublicitária entende?)

By Stella Bousfield.

2.1.07

Pérolas do feriadão master pré-férias

Bom, não fui pro Skol Spirit (snif), mas badalei horrorezzz na Sun´s Beach, nome lindo para uma praia tranquilérrima e de águas congelantes. A festinha de Réveillon foi boa, com direito a lombinho de porco assado na churrasqueira por Caê M. Clima de romance total, just me and her, in love. Promessas melosas de amor na beira da praia à meia-noite em ponto; uvas engolidas às pressas para que os desejos se concretizem rápido, rápido; olhos atentos no céu para ver os belos fogos de artifício - mais por medo da imprudência de algum bebum fogueteiro do que pela beleza da luminosidade explosiva em si; camisa rosa pólo ganha de presente inaugurada (eu não ganhei SÓ panelas, viu?). O fim de semana prolongado na praia me deixou é com vontade de mais praia, mais sol, mar, bronzeado e camarões à milanesa. Bom, dia 15 tá chegando aí! Como as atualizações estão pra lá de capengas, quero deixar aqui registrados todos os meus mais sinceros votos de muita alegria, risadas, abraços carinhosos, beijos na boca, romance, dinheiro no bolso aos borbotões, saúde de ferro para meus caros e fiéis leitores. Atrasadinho, pero no mucho, e ainda é válido. Aliás, acho que tecnicamente é válido desejar Feliz Ano-Novo até março, quando começa o período letivo e o povo já começa a pensar nos chocolates da Páscoa. Argh.
Pra terminar, um trechinho da nossa peregrinação super-adrenalina na volta-para-casa-após-réveillon: perdemos o horário do bus (culpa da empresa, é claro), pegamos carona com dois pescadores, num carro fedendo a peixe e camarão passados, e que nos deixou bem no ponto de bus de Laguna, este sim existente no mapa. Aí deu tudo certinho, até o fim. Agora, a pérola colhida do ponto de ônibus, entre anúncios de travestis e prostitutas garantindo muito sexo noite afora: "A comida mais nutritiva para a mulher é o PÊNIS, que não tem nervo, dois ovos, leite e ainda enche a barriga por nove meses" (sic, sure). Juro que é verdade, ainda tiro uma foto pra comprovar. E o que você tá fazendo aí parada, passando fome? (by Cíntia T.)

27.12.06

Meu presente de Natal

Tem gente que, surpreendentemente, diz não gostar do Natal. Sacrilégio! O Natal é uma daquelas datas mais queridas do ano, junto do meu aniversário e do Dia dos Namorados. Tudo o que é relacionado ao Natal é bonito, puro, generoso e solidário. As pessoas abrem o coração, tornam-se, mesmo que momentaneamente, melhores, mais amáveis, mais gentis (tudo bem, o corre-corre nas calçadas durante as compras de presente não são nada gentis). Eu simplesmente amo o Natal, amo ganhar presentinhos fofos, também adoro dar presentes que agradem de fato, gosto das gentes reunidas, confraternizando, se entupindo de gêneros alimentícios diversos, se encharcando de álcool e derivados deliciosos como espumantes geladas.
Aí que este ano a rotina seria temporariamente quebrada e eu celebraria, após algum tempo, o Natal em Shark City. Mas, loucurinhas da vida, quis o destino que outra vez eu celebrasse o Nascimento do Menino Jesus em Porto Alegre, que já estou classificando como meu quarto lar (sim, Shark, Floripa e Recife vêm antes, sure). Foi a delícia de sempre: a família do amado sempre muito animada e festiva, presentinhos e mimos diversos, alegrias, beijos, abraços, sorrisos, comidança farta, lombinhos com molho de laranja e o NOSSO strogonoffe de passas (eu e Caê que fizemos, sim, sim, invencionices culinárias). Mas o meu presente, o meu presentão mesmo, grandão, embaladão, pesadinho, todo fofo, eu só fui receber depois, na volta de POA. Caê fez mistério, especulou sobre o misterioso presente "cinco em um" e não cedeu mais nenhuma mísera pistinha. E eu jurando de pés juntos ser o meu mimo do ano um computador (cinco peças: monitor LCD, estabilizador, teclado, gabinete e impressora, haha!). Qual não foi minha mega-ultra-super surpresa ao abrir o pacote (aí eu já sabia não ser um computer) e me deparar com CINCO PANELINHAS linnnnnnnddaaaaaas da Tramontina???????

Bom, como dizem mãe e Marie Louise, isso é um claro indício de que o moçoilo quer realmente casar, e as panelinhas equivalem a uma aliança de noivado (sem o devido romantismo, claro). Já eu penso que o que Caê boy quer mesmo é uma escravinha sexo-culinária à disposição, hehe...
P.S.: já contei pra tanta gente que perdeu a graça, mas na saída de Porto Alegre vimos um casal de mendiguinhos fodendo gostosinho nas margens da rodovia. Sexy. (by Cíntia T.)

17.12.06

De blusinha branca

Todo mundo teve, no imaginário infanto-juvenil-adolescente, aquele lugar incrível em sua cidade e/ou região onde a noite seria mágica; a banda, perfeita; a iluminação, ofuscante; as bebidas, ultra-geladas; as roupas e os cabelos, dignos da Vogue; e as pessoas... ah, as pessoas, estas seriam fofas, interessantes, inteligentes, bonitas, bem-humoradas, divertidas, abertas, comunicativas e de cara seus mais novos melhores amigos. Para mim, em minha esquecível fase teen, este lugar era a boate do Laguna Tourist Hotel (na praia que leva o mesmo nome). Ir à boate do Tourist era o equivalente a ir ao Studio 54 para os deslumbrados nova-iorquinos dos anos 70. As amiguinhas mais maduras iam, as turmas das classes acima da minha freqüentavam, e era tudo tão, tão... desejável! Lá eu realmente seria feliz. Aí quando passei a ir passei também a fingir que achava o máximo. Mais tarde, quando entrei para a universidade, trazia amigos para passarmos o Réveillon no mais alto estilo, na tão badalada (e já decadente, eu fingia ignorar) festa de Réveillon do Tourist. Frenesi. Após a popularíssima queima de fogos do inferno, quando as portas do cemitério eram abertas, rumávamos todos, chiques, impecáveis em vestidos novos, para o arrasta-pé da elite local. Aí era um show de absurdos e curiosidades grotestas. As lindas moçoilas habitués do Tourist passavam os dias que antecediam a Grande Festa inteirinhos torrando no abrasivo sol de Laguna Beach. O figurino: o mais branco possível, para contrastar com as peles pecaminosamente envelhecidas precocemente. Calças ultra-skinnies agarradíssimas aos corpos sarados, tops com muito piercing umbigal de fora, minivestidos agarrados nas curvinhas tentadoras, microsaias, mega-saltos. Escândalo fashion. A peruagem reunida tinha esgares coléricos quando a mais nova coleguinha adentrava o recinto com uma sainha mais mini que as outras, ou com uma barriguinha mais sarada que as demais, ou com um bronze mais torrado que a média. Um caça-maridos ultrajante ao sexo feminino, uma aberração sexual aviltante à ala feminina mobilizada. Um divertimento explícito e escrachado, para mim. A festa é chocha, meia-boca, os teens tomaram conta do pedaço, crentes que estão no lugar mais quente do litoral sul-catarinense, meninos de boné e regata, meninas a la brtiney spears, a bebida é quente, a iluminação é constrangedora. Não vale a piada. Não num dia que, tecnicamente, deve ser bem especial para todo mundo, a virada do ano. Metida naquele mafuá? Nossa, tá parecendo tão difícil me agradar, não é mesmo? (by Cíntia T.)

Banho de cidra?

Talvez pela idade, ou pelas atuais companhias, ou mesmo por já ter aprontado diumtudo em outros carnavais (e réveillons), eu já não me animo tanto assim para embarcar em uma praia abarrotada, com gente saindo pelo ladrão arrotando peru e cerveja choca e dando banho de espumante Perlage em tudo o que se mexe ao seu redor. Nestes festejos de fim de ano, o que eu quero é paz - na noite do dia 31 e no resto do ano inteirinho, e da vida, ever. Durante anos a fio a minha programação consistia em cozinhar (normalmente sozinha ou com ajuda de Mammy) pra um bando de esfomeados, na casinha de praia, depois ir me arrumar às pressas, agüentar as filas frente ao único banheiro, resistir ao impulso de quebrar a cara da irmã, que monopolizava o único espelho para fazer a makeup, e sair correndo, voando, às pressas, tensa, para não perder a queima de fogos no Mar Grosso. Me lembro e já me arrependo imediatamente. Afinal, por que não ficávamos todos juntos, em casa mesmo, longe do furdunço e das multidões? Por que não confraternizávamos uns com os outros, amigos e familiares, justamente aqueles em quem pensávamos e com quem nos preocupávamos de verdade ao longo de todo o ano? Para que a necessidade desembestada de seguir a corrente predominante e brigar, ombro a ombro, com os farofeiros, carregando caixas de isopor; as místicas, vestidas de branco com flores nas mãos para Iemanjá; e os bêbados, figurinhas fáceis, que tiveram como ceia um apetitoso cachorro-quente meio frio, tudo para chegar na areia? Ritual macabro, este, e que agora, curiosamente, não me apresenta sentido algum. Ano Novo é renovação, energias positivas vibrando a mil, pensamentos puros e plenos sendo trocados com intensidade, e eu confesso achar interessante este contato com a natureza (e com uma praia, conseqüentemente) nesta noite. Mas enfrentar uma multidão enlouquecida e sedenta pela banda de axé e pagode que se apresenta depois da contagem regressiva? Never more. Ainda não tenho programa para o Ano-Novo, e aceito convites. Mas vê lá pra onde você vai querer me levar, hein?
P.S.: nos próximos posts, mais relatos de festas micadas de réveillon. Afinal, quem não tem uma pra contar? (by Cíntia T.)

30.11.06

Caos no aeroporto

Há mais ou menos um ano perdemos uma noite inteira de sono - eu e minha turminha de redação - porque uma colega havia se perdido irremediavelmente pelas ruas são-paulinas, e no mau sentido. A garota foi viajar para sua terra natal, Pernambuco, e se meteu numa roubada mestra. A história nos diverte - e muito - até hoje. O drama é que a mesma menina vai tomar um airplane novamente, com este caos nos aeroportos, e se mandar pra São João da Coroa Grande again. Salve-se quem puder... O texto abaixo é da amiga Micheline Z, em momento de inspiração madrugueira.

"(...) lá vai minha versão (a verdadeira) sobre o fato do aeroporto: Quase uma da manhã, eu na internet falando no msn com o meu ex (na época atual) namorado. Eis que de repente toca meu celular... Olho no bina, uma ligação de SP. Levando-se em conta que o único paulista que eu conhecia a ponto de me ligar era o namorado, e este estava falando comigo no msn, não imaginei quem pudesse ser.
Atendo: ligação a cobrar. Ai, meu Deus. Mais pânico ainda. Depois de passada a musiquinha e a gravação, surge a voz de minha amiga retirante Germana do outro lado da linha. E pra piorar, em prantos. Aí digo: "Pelo amor de Deus, Manékia, o que foi????". Ela, em prantos (a mulher descolada estava em prantos compulsivos sim!!!), vem contando a história que estava, aquela hora da manhã, perdida em pleno aeroporto de São Paulo, sem dinheiro, sem crédito no celular, com o cartão de crédito sem funcionar e sem passagem para seu querido Nordeste!
É, minha gente, a mulher descolada e viajada foi viajar sem dinheiro no bolso... aliás, ela tinha sim: R$ 10!!! Que não foram suficientes nem para pagar o lanche no aeroporto de Florianópolis. Ou seja, em SP ela estava sem um realzinho sequer. Isso que é mulher descolada! Bom, voltando ao meu dilema... Ela me contou toda a história relatada em seu blog (www.casa-minha.blogspot.com), e lá foi a loira aqui tentar resolver a vida de minha amiga retirante. Mobilizei a cidade toda e até meu querido namorado, via internet, que a essa altura estava quase indo para São Paulo (ele morava no interior) auxiliar a coitada perdida, quase como no filme Terminal.
Ligo primeiro para Caetano e Cíntia. Precisava deixar a dupla a par do desespero de Manékia... Tbem não sabia o que fazer, afinal, como ajudar alguém, à 1h da manhã, a mil quilômetros de distância? Ligo para a casa de F. (o chefe), pedindo auxílio. Ele me diz que era pra dizer pra Germana se acalmar, que a empresa aérea não poderia deixá-la na mão. Pediu que ela pegasse um táxi e fosse ao hotel mais próximo esperar amanhecer para, que então nosso querido menino do Financeiro depositasse alguma quantia para ela ou agilizasse qualquer coisa. Que táxi???? Ela lá tinha dinheiro pra isso??? F. me sugeriu então para que ligasse para o outro chefe, T., que era mais "entendido" de viagens aéreas. Lá fui eu, mais de 1h da manhã, ligar pra casa de T.
Já liguei me desculpando pelo "adiantado da hora" e explicando que era por uma boa e necessária causa. Auxiliar a retirante, que a esta hora já estávamos todos certos de que deveria ter ido era viajar de pau-de-arara e não de avião, inferno. Depois de mobilizado meio mundo em busca de uma solução para Manékia, T. diz que é para ela ir até o balcão da Infraero, que lá iriam resolver o problema. Claro que nesse meio tempo recebi mais umas 317 ligações dela ainda em pânico. Dadas as devidas explicações para a "descolada" Germana, peço a ela que, assim que fosse resolvido o problema, me retornasse contando o desfecho da situação.
Isso já beirava às 2h da manhã. A cidade catarinense inteira mobilizada e até a longínqua São Carlos, terra do meu querido namorado à época, também, em prol da nordestina perdida em SP. Ficamos todos à espera do telefonema final, com a "conclusão do processo". Que telefonema??? Nada. Dias de silêncio total. As conclusões para o fim da "descolada" Germana foram inúmeras. Sim, porque no dia seguinte todo o jornal estava também mobilizado. "Está morando no aeroporto". "Foi seqüestrada". "Assassinada". "Conseguiu um jegue emprestado e está seguindo viagem em seu lombo".
Enfim... o silêncio perdurou por dias e dias. Recados para ela no orkut... nada de respostas. Celular sempre desligado. Pronto. Morreu mesmo! Dias mais tarde, um mísero recadinho no nosso orkut: "gente, cheguei, está tudo bem agora, muitas outras coisas aconteceram. Depois eu conto". Só isso. Dias de angústia de toda a população de TB (ou pelo menos de toda a população do jornal) e enfim um recadinho infame.
Agora ela vai se aventurar de novo em mais uma viagem e ainda reclama que estamos dando mil recomendações!!! E ainda vai viajar em plena crise aérea!!! Ai, meu Deus!!! Desliguem os celulares, Manékia vai pro Recife novamente... e com escalas!!!" (by Micheline Z.)

24.11.06

O Rebuceteio

Houve um tempo (era 1999) em que as grandes publicações brasileiras - jornais, revistas, canais de TV - ainda não estavam voltadas à internet. Na verdade, até ignoravam o mais novo e promissor meio de comunicação. Blogs e fotologs só existiam nas mentes mais fantasiosas e Orkut era só um devaneio derivado do Big Brother de Orwell (hum, ficou muito inteligente, isto). Foi quando euzinha aqui, juntamente com a morenaça belzebu Stellita B. e a camaleônica Renatinha N., começamos a "criar um site". Na época a gente chamava aquilo de "revista on line" (vê se pode) e pretendíamos que fosse nosso Projeto de Conclusão do curso de Jornalismo. Até que deu certo - e foi quando surgiu as Imediatas. Me achando expertíssima em Dreamweaver e aplicativos afins fazedores de sites, propus a um amigo amado, com quem infelizmente perdi contato (Rafa S.), fazer um site que só abordasse bobagens, besterinhas, obviedades, veneninhos e futilidades. O negócio já tinha até nome, O Rebuceteio, e alguns textinhos (que futuramente viriam a se chamar posts) prontinhos. Infelizmente, naquela época, internet incipiente, só o fato de pensar em fazer bobagens on line já era motivo para cara feia alheia - parecia coisa de desocupados, criaturas sem bom senso. E nós tínhamos era que arrumar emprego e nos sustentar, ora essa! Engraçado... e hoje, o que temos por aí, em matéria de internet (sem querer desmerecer em nenhum momento este espaço tão democrático)? E só de pensar na possibilidade de que poderíamos ter sido os criadores do primeiro blog - como são conhecidos hoje os sites deste gênero - me dá até um arrepio de mezzo excitação mezzo frustração. Ainda chego lá, um dia, quem sabe... (by Cíntia T.)

Obs: nossa, hoje tô tão escritorinha...

Minerva

Domingo quero ir visitar a Vó. Vou convidar Caê M., passaremos na padaria para levar um bolo e pães crocantes. Ela só viu Caê M. uma única vez, mas, detalhista, guarda todos os detalhezinhos daquele menino de pele branco-rosada na mente astuta. Faz alguns meses que não passo para dar um cheiro na véia, uma verdadeira entidade na família. Como só conheci uma única avó e um único avô, nos acostumamos a nos referir a ambos exatamente assim, pelo grau de parentesco. "Fui na Vó, ela tava na missa, quando voltou me serviu beijú; ontem vi o Vô saindo do Genovez. Tava de boina". Quando paro pra pensar nela - que aliás tem um nome encantador, Minerva, e que ela odeia - acabo ficando com a consciência pesadíssima e me dou conta de minha péssima atuação como neta. Tia Gló já deu a letrinha: "Se não a aproveitarem agora, só vão poder chorar depois. Ela tá velha". Doeu quando ela disse, mas sei que é a mais pura verdade. Minerva é cardíaca, já fez mil intervenções cirurgicas naquele coraçãozinho. Tem uma puta hipertensão. Já convivemos bem de pertinho, e só posso concluir que sou mesmo uma baita de uma preguiçosa por não encarar a Patrício Lima uma vez por semana e ir visitá-la, como deveria. Já morei na casa dela, por alguns meses, já utilizei sua cozinha como meu restaurante privé, já levei um casal de amigos gay pra ela conhecer (e pra dissimular o choque?, hahaha), já dormi na sua caminha, já andei na rua de braço dado com ela, e nos protegemos de um sol de rachar munidas de sombrinha (na época fiquei com vergonha, hoje acho chique). Minha Vó Minerva já me preparou quitutes indescritíveis, cuca de banana, lingüicinha frita com pirão de feijão, pizza-bolo de atum com muita mostarda, e os bolinhos: de abóbora, de arroz, de espinafre e até de alface! Hoje ela pega leve, o colesterol não permite certos arroubos culinários, e o coração pede uma restritíssima dieta de chá com torradas. Eu vou lá, matar a saudade, tirar um pouco do peso da consciência e dar beijinhos naquele rosto enrugadinho (mas nem tanto, pros seus 78 anos). (by Cíntia T.)

23.11.06

Canastrão-mor

Ele não estava presente da nauseante "Quatro por Quatro", novela exibida pela Globo em 1994, mas tornou-se um legítimo seguidor da linha "menos interpretação, mais peito pelado e peludo". Marcos Pasquim é ícone quando se fala em canastrice - e em todas as mídias: na TV, tanto na novela quanto no Faustão; na revista Caras, dançando na night, chifrando a mulher, que trabalhava em Nova York, e correndo, sempre correndo. Madame Louise, sempre muito perspicaz, soltou: "Mas este rapaz só vive correndo pra baixo e pra cima, sem camisa, ninguém o detém, ninguém o segura, ninguém o pega. Que afronta!", indignou-se. Não dá pra entender direito o que o moço representa nas novelas das quais participa (incluindo aí a nova que eu pretendo nunca assistir, Pé na Jaca). Ele é tão insignificante, dramaturgicamente falando, quanto o golden retriever que acompanha a fotógrafa Isabel (Viviane Pasmanter), em Páginas da Vida. Pelo menos o cãozinho é um fofo. Eu definitivamente odeio Carlos Lombardi: fui descobrir que por causa deste pulha somos obrigados a engolir, em horário nobre, figurinhas medíocres como Pasquim, Bruno Garcia, Letícia Spiller, Fernanda Lima e aquele cara do furo no queixo, cujo nome graças a deus não me recordo. Lombardi deveria ser preso, cumprir alguma pena alternativa, ao menos. Não é justo. Ok, eu trabalho no horário da novela das sete. E chego em casa para ver o pastelão do Manoel Carlos, aquele preconceituoso elitizado. Bom, pelo menos alguns personagens dele são um tantinho glamourosos... (by Cíntia T.)

16.11.06

Google Talk

As Imediatas é cultura, lazer, entretenimento, babadinhos just for fun e afins, mas também é informática. E pobre daquela aspirante à Imediata que não tenha na ponta da língua o domínio absoluto de tudo o que se refere a este esplendoroso mundo digital, do acesso ao Orkut a utilização do credit card nas e-compras. Trabalhadores deste Brasil que passam suas oito horas diárias (ou mais) na frente de um computador perdem até a noção do tempo que dedicam a programetes e URLs simpáticos e viciantes como o Messenger e blogs fofinhos (sem contar com os que não dispensam as execráveis mensagens de power point e os malditos e-mails-corrente e/ou de auto-ajuda). Aí é que as empresas resolveram cortar as asinhas de funcionários tão saidinhos e estão bloqueando tudo o que é passível de bloqueio na world wide web. Afff. E a nossa cara, quando tão repentinamente não pudemos mais contatar nossos amiguinhos amados pelo indispensável Messenger? E os contatinhos do Orkut, como ficam sem a nossa resposta imediata ao scrap recém-postado? Foi triste, mas já passou. Porque cibernético que se preza já descobriu formuletas mirabolantes para conferir o que diz sua caixa de recados e saber como está o dia daquele amigo de Florianópolis. Tudo isto sob as vistas grossas da chefia, of course. Aí que eu descobriu o Google Talk, através do Gmail. Convidei amiguinhos, expliquei do que se tratava e na hora de pôr as mãos na massa... cuén! Péssimo. Eu e Stellita B., muito faceirinhas, discutíamos, quinta à tarde, sobre a pobreza de recursos do G.Talk. Destacávamos o quanto é ridículo este meio de comunicação via mensagens instantâneas, se comparado ao todo-poderoso Messenger. Surgiu então a idéia de escrever um textinho sobre esta tecnologia, nova mas tão precária. Detalhe: a conversa, em épocas de repressão total no ambiente de trabalho e bloqueio de sites diversos, se deu via Google Talk. Unfortunelly. (by Cíntia T.)

13.11.06

Top 10 Saudades da Infância

Listas dos dez mais são extremamente comuns em blogs. Como eu entrei tardiamente nesta onda, não pude resistir à vontade de apontar os momentos mais marcantes de minha doce e belíssima infância. Bom, a falta de assunto também foi preponderante, vai...
* Piscina de plástico - crianças já não ganham mais piscinas de plástico no Natal. Vão ao clube, à casa de praia, nadam no rio ou na lagoa. Mas o prazer de mergulhar em uma piscininha de plástico novinha, com aquele cheirinho bom que impregnava em tudo a sua volta, é tão marcante quanto o primeiro chiclete de recheio líquido (Babaloo) que provamos, há mil anos.
* Dobraduras - será que professores ensinam a fazer aquela carinha de cachorrinho hoje em dia, para criancinhas, na escola? Bom, eu jamais aprendi a fazer direito, sou desastradamente péssima para trabalhos manuais do gênero (que pena), mas ficava encantada com aqueles pseudo-origamis, tão tosquinhos...
* Figurinhas da Rainbow Brite - Era um álbum de uma menina (Rainbow) e sua turminha. Revolucionou os conceitos visuais de toda garota dos oito aos 14 anos com suas cores ultra-vibrantes, fosforecentes e luminosas (mesmo no escuro). Até então, nunca tínhamos visto nada igual!
* Objetos de papelaria pré-1,99 - Em uma época em que você não adquiria dez lápis de bichinho, um apontador e cinco canetas coloridas por menos de R$ 2, um estojo com teclado musical ou uma borracha perfumada em formato de bichinho eram verdadeiros objetos de desejo para dez entre dez estudantes, de todas as idades. Luxo e alegoria.
* O Manual do Escoteiro-Mirim - De acordo com a Wikipédia, "é um livro fictício no universo de Patópolis. O guia oficial dos Escoteiros-Mirins contém literalmente todos os tipos de conhecimento. Huguinho, Zezinho e Luisinho usam freqüentemente seu exemplar para livrar a si mesmos e seus tios Donald e Patinhas de situações perigosas". Até hoje eu ainda não esqueci como acender uma fogueira (sem fósforos). Na teoria.
* Guloseimas - Mini Chicletes Adams (da embalagem com uma boquinha sorrindo), chocolate Grand Prix, Q-Suco (de pacote), picolé "Skimo" (de creme com uma casquinha de chocolate incrível)...
* Desenhos incríveis - Muppet Babies (o desenho); Cavalo de Fogo; "Get Along Gang" (cujo protagonista era um ALCE!); Smurfs; Caverna do Dragão e seus episódios repetidos à exaustão; Thundercats; Popeye e a ultra-moderna Olívia Palito, que se dava ao luxo de manter dois homens ao mesmo tempo, hahaha...
* Fashionismo - Saia balonê; pochete; sandálias da Grendene com mil e um acessórios, como suspensórios, relógio, colares com penduricalhos e estojo de make-up; salopete (!); calça jeans destroyed; fuseau com botas. Uau.
* Toys - Peposo e Peposa (bem antes do termo virar sinônimo de gente peludinha); boneca Chuquinha; boneco do Cascatinha (de óculos e tudo); bebê Moranguinho, kit de serigrafia para meninas com mais de 12 anos; microssystem com duplo deck para gravar de fita para fita.
* "E eu gosto de meninos e meninaaaas..." - Ver um bando de celebridades dando pinta na TV e não se tocar da homossexualidade gritante. Renato Russo e Cazuza estavam lá para confirmar. (by Cíntia T.)

8.11.06

Tópicos típicos

Uma pequena vaia para os gostos musicais diferentes dos meus: anteontem, na academia, overdose de sofrimento: J. Quest e Charlie Brown, do início ao fim, até o talo, alternadamente, do step à esteira. Argh, argh, argh, o horror!

Um beijo na bochecha fofa do meu queridíssimo e gorduchinho John J. Não foi desta vez que assisti ao Vagina´s Monologs, honey, mas algum dia... ah, algum dia...

Uma vaiazinha para a indústria dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos: e quem disse que um modesto e simplório casalzinho precisa de uma mega-geladeira duplex com frost-free? Não, não precisa. Tá, e agora quem disse que este mesmo casalzinho encontra geladeirinhas pequeninas e mais baratinhas nos anúncios das casasbahia?

Um brinde às pessoas "sem-loção" (termo blogueiro usado com freqüência), que com toda graça, maestria, desempenho e talento para o ridículo, contribuem para que ganhemos o dia e, glória ao Pai, nos fazem rir destas mazelas da vida (que o diga um sem-número de coleguinhas de press, hein, hein?). É que nas últimas semanas nossas vidinhas provincianas têm sido invadidas por disparates tão diversos, tão nonsenses, tão bizarros e surpreendentes, que nos parece estarmos vendo passarinho verde em todas as janelas do mundo. Haha!

Uma salva de palmas para o dilicioso WCT Brasil, realizado nas areias das prainhas medianas de Imbituba. Credo... Gente bonita, sarada, visual paradisíaco, sotaques diferentes, surf, sol a pino, Schin liberada (hahahaah). Tudo.

Ah, e um beijo na boca das Americanas... batata Pringles a R$ 5,99????? Uhuuuuuuuu!!!!!, é o paraíso... (by Cíntia T.)