27.3.07

Ivo Holanda, Ana Paula P. e o tornado

Costumo praguejar contra o infortúnio de ser pobre e contar apenas com a maldita TV aberta, mas vez por outra encontro acalento em obscuras emissoras de televisão não pagas. Como ontem: não esperava mais que desfiles de lingerie e alfinetadas de Ronaldo Ésper, no Programa da Gimenez, quando uma criaturinha franzina de olhos pequeninos adentrou aquele palquinho para participar do quadro Vai Encarar. Ganha uma torta de chantilly na cara quem acertar qual era a atração da noite: Ivo Holanda! Para quem não toma conhecimento desta personalidade, ou não liga o nome à pessoa, lá vai o currículo, dos mais ricos. Ivo Holanda permaneceu por quase 20 anos em programas de variedades do SBT, mas consagrou-se de fato como o protagonista de um quadro posteriormente classificado como "pegadinha", no Topa Tudo por Dinheiro. Nem Sílvio Santos sabia, naquele tempo, que seu pupilo seria o pioneiro em uma modalidade de entretenimento que hoje é exaustivamente copiada por outros canais de TV (vide Pânico).
Hoje aposentado, Ivo ainda mantém nos olhinhos miúdos um brilho jovial impressionante, e surpreende os fãs mais dedicados, como eu, pelos gestos contidos, pela ternura e delicadeza com que se comunica, age e gesticula. Também pudera: a imagem que por anos o ator passou, através da telinha, foi a de menino travesso que adorava pregar peças terríveis em cidadãos de bem.
Passei inúmeras noites de domingo plantada frente à TV me contorcendo de rir com as peripécias de Ivo Holanda. Uma destas brincadeiras, aliás, marcou-me de maneira especial. A turminha do encapetado (além de I.H., o saudoso Gibi, Ruth Ronsi e Paulo Porto) ficava dentro de uma espécie de caixa gigante, totalmente fechada, com apenas um buraco/janela na parte superior, ostentando uma placa que dizia "Não olhe aqui!". Uma convidativa escadinha conduzia o passante mais curioso a dar aquela espiadinha proibida e tentadora (tentação potencializada pela farra que se podia ouvir, lá de dentro, gritos e cantoria). Aí era batata: bastava meter a carona lá dentro que uma gigante torta de chantilly era esfregada com prazer na cara do abelhudo. Cheguei às lágrimas por tanta risada e tanta nostalgia - Ivo Holanda foi o Renato Aragão da minha vida - desde a infância, passando pela adolescência, até hoje. Snif... (by Cíntia T.)

A Ana Paula Padrão tá tão linda, e é tão boa profissional, e fez uma grande reportagem tão legal sobre os tuaregues, guardiões do véu azul do Saara, mas... tem algo errado ali. A moça não combina nadica com a emissora do Homem do Baú. Me passa a impressão de estar totalmente deslocada e desconfortável, mesmo ganhando aquela bagatelinha básica tão distinta da miséria do piso do jornalista. É duro admitir, mas tem coisas que só a Globo faz por você. O padrão da Ana Paula (não quis forçar o trocadilho, juro!) é o de jornalismo da Globo e ponto final. O mesmo vale para o querido e competente Carlos Nascimento, tão aflito por ter que atender ligações do público durante o programa, ao vivo, ao lado da Cinthia Benini, e comentar um monte de abobrinhas. Constrangedor. Tira o tio Sílvio do departamento de jornalismo do SBT, pelo amor de Deus! Volta, Ivo Holanda! (by Cíntia T.)

Pensei se deveria contar sobre o tornado que sacudiu a cidade no último sábado, mas já escrevi tanto sobre isso que para mim o assunto meio que esgotou. Só vou contar que quando tudo começou eu estava nos dez primeiros minutos de exibição de O Labirinto do Fauno, não vi nem ouvi a catástrofe, saí de um shopping vertendo água pelas paredes e me deparei com a cidade semi-submersa (contém exagero). Para saber mais vá lá no www.saroeh.blogspot.com, da Germana girl, que lá o relato tá completinho. E como dizem Luc e Débora, bisous!!! (by Cíntia T., concluindo, finalmente).

21.3.07

Femme fatale

Circulava eu por uma popularíssima loja de departamentos da cidade. De bolsão a tiracolo, ia escolhendo as pecinhas de preço mais vantajoso possível. Calcinhas de algodão full color a R$ 9,90, neste caso, são absolutamente irresistíveis, e fui me fartando das tais. Listradinhas em verde, com escritos japoneses, cãezinhos e laçarotes, as peças íntimas foram forrando a bolsa de compras. Faceira, já ia amealhando um sutiã bonitinho, também de algodão, vermelho, quando vi um grupo de meninas - não ultrapassavam os doze anos de idade - também de olho em lingeries. Mas não eram as fofinhas de algodão... as meninas escolhiam entre as pretas de renda e as com estampas de onça, todas fio dental. Senti algo em torno da surpresa, da indignação e da vergonha: afinal de contas, as garotinhas do papai deram a entender ter vida sexual muito mais interessante que a minha. Até porque poucas e boas mulheres podem se dar ao luxo de usar calcinhas tão diminutas e alegar "conforto": fio dental é usado única e exclusivamente para seduzir, é ou não é? (Ok, para não marcar na roupa também). Fiquei pensando nesta inversão absurda de "valores": uma mulher de (quase) 30, com fortíssimas tendências infantilistas, é bom lembrar, que não abandona calcinhas de algodão; e meninas pré-adolescentes que já exibem na gaveta da cômoda modelitos ultra-ousadinhos semelhantes a de uma boa strip-teaser (sem querer ser moralista, deus me livre). Argh, estou me sentindo idosíssima novamente... nada que um bom par de meias pretas 7/8 não resolvam, não é mesmo, minha gente? (by Cíntia T.)

Mulher que é mulher

Para Madame Louise, a mulher só adquire valor e status perante a sociedade quando sabe fazer "diuntudo". E "diuntudo" é a expressão equivalente a ser "pé de boi" e "mão de grosa", no idioma dos Teixeira. Mulher que é mulher tem que saber cozinhar, passar e lavar, mas também levar na flauta sua carreira como alta executiva; mulher que é mulher tem que saber bordar, crochetar e tricotar, e também satisfazer um homem em todos os sentidos, na cama, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. Mulher que é mulher é mãe, é dona-de-casa, é estudante ou bacharel em qualquer coisa (o diploma é fundamental), é CASADA (indispensável) e ganha bem. Mulher que é mulher sonha com um dia de 48 horas, se desdobra em mil para realizar todas as pequenas tarefas ao longo do dia, sem deixar absolutamente nada para trás, mesmo que ao longo de alguns anos vá parar, alucinada, em algum hospício da região, com estafa crônica. Mulher que é mulher reveza avental e jaleco, aspirador e microondas, computador e batedeira. Em suma, mulher que é mulher, na opinião de Madame Louise, tem que ser, assim, a personificação de uma Denise (sem sobrenomes, para não comprometimento de imagem). Denise cozinha. Denise costura. Denise borda. Denise trabalha fora, cuida da filhota, do maridón, dos afazeres domésticos, paga contas, faz jantares, leva o carro para a mecânica, troca a lâmpada, pinta paredes e ainda faz cafuné. E mais: Denise tem um up, que nem toda mulher que é mulher tem. Ela possui uma habilidade incrível, existente em apenas uma em cada um milhão de criaturas nascidas no sexo feminino: mãos de fita métrica. Basta verificar os armários de roupas de Denise. Lá, as roupas se exibem, orgulhosas, perfumadas e muitíssimo bem passadas. E alinhadas como um pelotão bem treinado. As peças de roupa de Denise, do maridón e da filhota estão milimetricamente ordenadas, por cores, por tecidos, por tramas, por tamanho. Cuidadosamente dobradas uma sobre as outras, seguindo um rigoroso padrão geométrico. Algo invejável. Algo impossível para mulheres como eu, nem tão mulheres que são mulheres (snif), de acordo com Madame. Até as gavetas de Denise são assim: sutiãs de bojo ao lado de sutiãs de bojo; meias brancas com meias brancas; calcinhas dobradas e passadas. Sim, eu espiei as gavetas de Denise. Shame on me! (by Cíntia T.)

16.3.07

Coisinhas...

Sempre pensei ter um 6º sentido bastante aguçado, capaz de detectar, de longe, qualquer alteração na vida de todas as pessoas próximas a mim. Já vi que esta sensação que me acomete, às vezes, de extrema angústia, refere-se única e exclusivamente à minha mãezinha - e mesmo assim costumo errar, felizmente (é que sou campeã em pensamentos trágicos). Quem nos dera saber a hora certa de agir para ajudar a quem amamos, mas pelo menos por enquanto os super-heróis só ficam mesmo é no gibi. Quando minha amiga globeleza pérola-negra Rúbia B. telefonou e disse: "Eu podia morrer que tu nem ias ficar sabendo", eu ignorei. Mas era sério. A serelepe embarcou em um mototáxi no Centro de Floripa e quando chegava ao seu local de destino, o shopping novo da SC-450, bum!, se envolveu em um acidente. O motoqueiro se distraiu e enfiou a moto na traseira de um carro, parado na sinaleira. "Eu voei alto. Passei por cima do carro. Não senti o chão. Tentei me levantar, mas os ocupantes do automovel não deixaram", contou Rúbia girl a uma garota assustada de olhos arregalados - eu. O resultado, felizmente, não foi dos piores: sete pontos no joelho e diversas escoriações pelo corpinho marrom-bombom. "Muito sangue. Cortei as mãos nos estilhaços, me desesperei", choramingava a moça. Os bombeiros, estes anjos da guarda em forma de homens, foram ultra-mega-amados, os melhores, prestando atendimento pra lá de eficiente e absurdamente humano. Rúbia girl já está prontíssima para todas, e só lamenta o mega-inchaço do pezinho direito. E a minha inadimplência como amiga acabou me deixando em maus lençóis - e de consciência elefantíaca.

Do outro lado, good news! Minha amiga-de-infância/quase irmã Grasi B. é a mais nova advogada da Ordem. Um luxo. E, como disse a ela, agora finalmente posso relaxar, porque conto com aparato judicial every day, every night... (by Cíntia T.)

11.3.07

Viva! Nasce o primeiro baby gerado na Mansão Rosa!

Há pouco menos de um ano Madame Louise recebeu em suas dependências mais um hóspede, daqueles dignos de entrar para o livro de recordações de capa dourada, que ela guarda na gaveta da cômoda. O nome do gajo me foge à memória agora, mas o moço tinha 18 anos, vinha da cidade de Lages e iria cursar Fluvicidade, novo curso oferecido pela universidade de Shark city. Muito íntegro, digno e cheio de notas na carteira, o menino não regateou e entregou o valor da dolorosa para poder se hospedar na Mansão Rosa, R$ 300 doletas, que foram rapidamente embolsadas por Madame (que por sua vez correu para a Afubra quitar mais uma prestação da geladeira nova).
O garoto era rock´n´roll na veia. Já na primeira semana fez um considerável número de amigos na facul, e todas as noites recebia convivas em seu loft, distribuindo geladíssimas cervejas importadas e cigarros do mais fino tabaco jamaicano. O heavy metal comia solto por todo o palácio, até o talo. Mulheres deslumbrantes e homens endinheirados eram presença constante. Neste clima alucinante de pura paixão e êxtase, não deu outra: o doce menino acabou se apaixonando. Quer dizer, ele arrumou uma namorada. Qual não foi nossa surpresa (minha e de Caê M.) ao descobrir que a mocinha em questão era uma jovem de currículo exemplar, constantemente vista por nós folheando os russos e bebericando chá gelado, nas mesas do Canário Café, às 3 da manhã. A mocinha - que tem uma irmã gêmea - passou a freqüentar a residência de Madame, que, espantada, coletava um número surpreendente de preservativos - todos cheinhos - que haviam sido atirados pela janela do roqueirinho, all night long, o que deixava Louise bastante orgulhosa. "Estes meninos... que força, que vigor!".
Repentinamente, o clima pareceu pesar no loft do jovem lageano. Durante as madrugadas, portas e janelas eram batidas em fúria, gritos de horror ecoavam pelo amplo espaço, o que me perturbou sobremaneira, sendo eu vizinha de quarto do moçoilo. Pouco depois de fechar exatos 30 dias de permanência do roqueiro em Mansão Rosa, o anúncio: o garoto iria sair, não tinha mais condiçõe$ para se manter em Shark city. Drama.
Com pena, Madame lamentou a súbita despedida, mas refez-se rapidamente. E o tempo passou. Nesta semana, no entanto, uma notícia veio abalar as estruturas de mansão: fazendo seu jogging diário, Madame cruzou com uma velha amiga socialite - que vem a ser avó da pequena intelectual, ex-namorada de roqueiro. A menina estava entrando na maternidade para dar a luz a uma bebezinha fofa e rosada. M. Louise tentou questionar a paternidade, mas a avó foi extremamente discreta. No entanto, restou-nos fazer as contas: o romance, que teria engatado em maio, pegou fogo em junho. Calculem. (by Cíntia T.)

A força do marketing (quase que) gratuito

Faltavam alguns dias para o Natal e me coube aquela pautinha indefectível, que agrada de leitores a comerciantes, passando pelo setor de vendas do jornal: dicas de presentes natalinos. Qual não foi minha surpresa, então, quando ao contatar uma loja de discos, descobri que o CD top 10 mais bem vendido naquelas últimas semanas pertencia a uma dupla sertaneja de nome absurdamente convencional, César Menotti e Fabiano? Pânico na Zona Sul. E quem então eram César e Fabiano? Deixei de lado, mas não levou muito tempo para que a pergunta fosse refeita em minha perturbada mente. Em uma bela noite, zapeando pela TV aberta, deparei-me com um "especial" em um canal obscuro que trazia o show inteirinho de... CM&F (vamos chamá-los assim). Definidos como "a mais nova revelação" (sic) da música sertaneja", os cantores gordinhos mostravam um aparato estrutural/tecnológico invejável, altamente profissional em palco, e esbanjavam prestígio ao contar com participações "de peso" de gente do calibre de Zezé e Lu, Daniel e Dorminapraça, espetáculo para os fãs do gênero. Teve mais: na ampla residência de M.L., onde resido, há uma ala ocupada por um grupo de meninas, daquelas que não dispensam um arrasta-pé por nada no mundo, e que vivem ouvindo Bruno e Marrone até o talo (para meu desespero). E qual o nome que ultimamente não sai da boca destas garotas (o que é um termômetro excelente para testar a força de qualquer fenômeno midiático-popular)? Estamos em março, e logo mais, maio, minha linda Cidade Azul sedia uma festa animada, a Produsul, que já está em 18ª edição. Ganha um doce (ou um CD de CM&F autografado) quem descobrir qual o primeiro nome a ser divulgado para se apresentar no local, anunciado como uma das atrações mais fortes. Não bastassem tantas coincidências macabras, há mais um detalhe que me enche de horror nesta história toda - há algumas semanas, em casa de uma amiga, deixei, descuidadamente, que Caê M. me filmasse enquanto eu cantarolava uma musiquinha picareta, daquelas que você não sabe como foi que aprendeu, mas que não te sai da ponta da língua: "Eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo seu (meu, whatever) coração...". Juro que não sabia de quem se tratava, e no momento isto não era importante. Mas agora é, só para comprovar a funcionalidade e eficácia do marketing boca-a-boca. Que My Space, que nada! (by Cíntia T.)

5.3.07

Notinhas

Não vou mais falar sobre o Big Brother. Não mesmo. Até porque não gosto que me contem o fim do filme quando ele ainda está na metade. E, cá entre nós, todo mundo sabe quem vai ganhar aquela joça, né?
Também não vou opinar sobre o fim de Páginas da Vida. Até porque (tenho tanto orgulho de mim!) não assisti a este episódio. Viva a TV a cabo em casa de Caê M.
Você percebe que está mudando quando fica tão contente por comprar um jogo de copos de vidro ou um edredon quanto fica ao comprar aquele sapato vermelho báááárbaro de verniz (hehehe, sim, eu comprei).
Eu amo sushi. Amo quando Caê M. traz sushi do Angeloni pra gente comer em casa (tem um quiosque do Myoshi lá, dilícia). Amo tanto que, pra garantir o estoque, comprei uma garrafa de um litro de molho shoyo. Uau. See ya. Até breve. (by Cíntia T.)

2.3.07

Chiquinho forever

O saudoso Chiquinho deixou lembranças comoventes na memória de Madame Louise. Juntos por longos dez anos, a dupla se consagrou por protagonizar as histórias mais hilárias e nonsenses da face da Terra. Para os desavisados, Chiquinho era o bichón-frissé de Madame, cãozinho da mais fina penugem, branca como a neve; do mais alto pedigree jamais sonhado; com o maior número de premiações dada sua nobre linhagem. Um gentleman em forma de cachorrinho. Chiquinho nos deixou há coisa de um ano e meio, e com ele foi-se parte da alegria da grande Mansão Rosa. Pouco antes de bater as patinhas, no entanto, o adorável animalzinho nos aprontou mais uma daquelas, fato extraordinário que já entrou para os anais da Família Teixeira. Era uma noite quente e abafada de outubro. Madame Louise dirigiu-se à casa de uma vizinha, senhora mui respeitosa, evangélica, de longos cabelos grisalhos caindo-lhe às costas, muito embora bem embrulhadinhos em formato de coque. A intenção era solicitar à vizinha - vamos chamá-la de dona Jurema - mais um corte de alfaiataria (dona Jurema é exímia costureira e estilista). Muito apegado à dona, Chiquinho posicionou-se aos seus pés e seguiu-a, como costumava fazer.
Após uma conversa rápida, Madame lembra-se de sua sobrinha, que estava em casa e poderia se interessar por um jogo de bolsas Louis Vuitton (a vizinha também trabalha com importação). Ela volta, carrega a sobrinha e, quando a dupla se aproxima mais uma vez da ampla residência de dona Jurema, a surpresa. Por trás do vidro da porta, aquela criatura branca e delicada se agitava, feliz em vê-las. Era Chiquinho. Sem que Madame notasse, o danado adentrou sem-vergonhamente pela casa de Jurema, e de lá não saiu. As mulheres riram do incidente, abriram a porta para o animalzinho sair e continuaram, muito animadas, a conversar amenidades. Chiquinho havia desaparecido momentaneamente, fato sem importância. Até então. Eis que surge, mais uma vez, o petit de estimação de Madame. Ele vinha da cozinha da senhora evangélica e, surpresa das surpresas, carregava NA BOCA um apetitoso frango assado, INTEIRINHO, com aquela casquinha dourada, recheadíssimo de farofa com bacon, estalando de novo, e exalando aquele perfume inebriante que só as coisas sofisticadas e deliciosas da cozinha francesa têm.
Alarmada, Madame até tentou conter o pequeno faminto, mas este rosnou ameaçadoramente para a dona, caso ela ousasse tirar o quitute de suas mandíbulas. Raivoso, o bichinho foi rumando em direção à sua casa (Mansão Rosa), deixando um rastro de farofa, gordura e pele de galinha. Marie Louise tentou disfarçar, mas foi pega no flagra por Jurema, que só conseguiu balbuciar: "Ai, minha janta!". Envergonhadíssimas, Madame e sobrinha sairam cabisbaixas, após mil e um pedidos sinceros de desculpas. Já em casa, Chiquinho foi alvo dos mais furiosos esporros que já havia levado em toda a vida. Sem entender direito, o bichinho oferecia com o focinho o prêmio que havia "caçado" em casa alheia, o franguinho dourado, como se incentivasse as duas a servirem-se. Passada a vergonha, Madame, muito justa, retornou à casa da vizinha e a recompensou pelo prejuízo - com a generosa paga de R$ 5. Negócio resolvido. (by Cíntia T.)

28.2.07

Pobre Daniel...

Madame Louise ainda me mata. Sua verve cruel e sarcástica anda a toda, nos últimos dias, e é descarregada quase que totalmente sobre Daniel, o mestre de obras da mansão Rosa. Não bastassem os pedidos de material de construção mais inusitados da face da Terra, por telefone (Moça, quanto é o dorflex?, referindo-se ao revestimento que pretendia instalar no chão, e Ô, vocês têm forro de PCC?, quanto às modernas placas feitas com o mesmo material dos canos hidráulicos), Madame agora insiste em infernizar a vida do pobre Daniel (popularmente conhecido no Clã Rosa como hominho, até por Rafinha, A Cadela). O pobre hominho deixou de aparecer nas obras da mansão por apenas dois dias - suficientes para despertar a ira e a mais fina ironia de Madame. "Ah, é você? Mas agora eu já contratei outras duas pessoas para instalar o forro, tarde demais!", lamentava ela, ao abrir a porta para recebê-lo. Deslavada mentira, é claro. Ninguém dispensa um mestre de obras tão habilidoso e economicamente viável como hominho, digo, Daniel. Depois, passou a culpá-lo pelo forte odor de tinta que ainda se desprende das paredes do quarto de moi, pintado na última sexta-feira. "A curpa é tua, por que não comprou uma tinta sem cheiro?", questionava. Lógico, Louise não dá ponto sem nó. Enquanto o criticava com expressões do tipo "cara de cu sem pestana", ela tratava de passar um cafezinho fresquinho (a copeira não veio) para agradá-lo. O forro foi trocado e tudo terminou da melhor maneira possível. Por enquanto... (by Cíntia T.)

22.2.07

Titia

Medicamentos para circulação que custam mais de R$ 50 a caixa; autorização para exame raio-X que poderá detectar pressão óssea nos nervos; possibilidade de cirurgia vascular muito em breve; meias Kendall pro resto da vida. Sim, é a velhice chegando, galopante e implacável. Eu iria continuar este post, mas é que me deu um branco... falta de memória, sabe? (by Cíntia T.)

21.2.07

Flagra no carro alegórico

Manhã de hoje, toca o telefone. Do outro lado, uma amiga pingando de ansiedade para contar a última do Carnaval. Disse ela (sua identidade será mantida em sigilo para não comprometimento de imagem) que acompanhava o belo Carnaval florianopolitano na Nego Querido em um camarote chiquérrimo quando, sobre (eu disse SOBRE) um carro da tradicionalíssima escola Copa Lord, e ao lado do prefeito da cidade de São José (tema da escola), surge aquele deus apolíneo, usando branco dos pés a cabeça, sorriso largo, braços para cima, olhos fechados, cantando o samba-enredo com todo fervor e emoção. Uma visão muito digna e comovente.
Os parabéns vão hoje para o querido amigo John J., que abalou, abalou, sacudiu, balançou em nada menos que DUAS escolas de samba do Carnaval de Floripa.
O mais novo carnavalesco da turma já havia me comunicado rapidamente (by Orkut, que ele não perde mais tempo com mails) que desfilaria tanto pela Copa Lord quanto pela Consulado. Não deu outra: o garoto-maravilha encheu a passarela de luz e beleza e trouxe o tricampeonato para a vermelho e branco. Arrasou. (by Cíntia T.)

E enfim, feliz Ano-Novo

E no fim das contas, mesmo com tanta mágoa de cabocla no coração, o Carnaval em Shark city acabou não sendo tão ruim assim... pensando bem, e considerando prós e contras, foi até bem do divertidinho, com toda aquela chuva e o friozinho dilícia que me fez dormir de cobertor (hahahaha). Assistimos horrores de vídeos, tipo A Casa Monstro (cool), Pergunte ao Pó (por que mesmo eu achava que devia ver este filme?), A Dama da Água (do M. Night, blargh, porcaria de filme), e Dália Negra (Brian de Palma definitivamente perdeu a mão). E o melhor de tudo, e a minha maior alegria dos últimos tempos: no domingo a minha Ju voltou para nossa existência e para o colinho da madrinha, que eu já não agüentava mais de tanto desespero e saudades. Aí que realmente banquei a madrinha no Carnaval, levando a menina para uma série de atividades pertinentes à sua idade, como passear no shopping e comer no Bobs (e pagar pela bonequinha mais cara dos últimos tempos, no kit mclanchefeliz do bobs: R$ 13,90). O feriadão começou tão desanimado e despretencioso que quando acabou deixou gostinho de quero mais, dados os fatos agradáveis e inesperados ocorridos ao longo destes dias. Até visitinha com direito a churrasquinho no apê novinho em folha da Déia rolou. De resto, é sempre bom poder voltar à rotina, e que finalmente comece 2007, que tanta folga simultânea já tá pesando... (by Cíntia T.)
P.S.1: Eu adoro ver o Gala Gay. E ao lado de Marie Louise, o programa fica ainda mais saboroso. Definitivamente, a grande festa de Momo não seria completa sem uma boa e divertidíssima sessão de Gala Gay na noite de terça-feira. Pena que acabou tão cedo, para amargura de madame...

16.2.07

Fúria

Argh! Como é difícil lidar com namorado ranzinza, família problemática e TPM cruel, tudo ao mesmo tempo, e na véspera do Carnaval, quando são 21h30, todos estão na praia e eu estou aqui, fervendo nesta redação, entediada à décima potência, e sem nada para fazer (a não ser trabalhar, dã...). Ainda mais quando você sabe que as locadoras já não te oferecem nenhuma opção decente de vídeo, não há nada de bom na televisão e você NÃO tem TV a cabo. Argh again. Sem contar que hoje é sexta-feira e ainda há muitos dias tumultuosos pela frente, quando todos estarão se divertindo às pampas e você sabe que vai permanecer no mesmo lugar, inércia totally, sem fazer absolutamente nada de interessante e/ou divertido. Ahhhhhh!!! Aliás, já ia esquecendo: um ótimo feriadão de Carnaval aos leitores. Ótimo. Sinceramente. (by Cíntia T., rancorosíssima)

Driblando o desprezo alheio

E, enfim, envelhecemos. Houve uma época em que eu mal conseguia administrar o considerável número de "amigos inseparáveis" que mantinha. Fim de semana na praia com uma, noitada regada a aperitivinhos com outra, uma esticada na boate com aqueles dois. Com a idade, o passar do tempo, as mudanças de cidade e de estado civil, meu quadro de amigos foi rareando, rareando, até ficar bastante restrito - basicamente amigos de trabalho e de profissão. Os que outrora garantiam jamais me abandonar hoje se limitam a enviar micro-mensagens de texto e/ou scraps no Orkut (sim, é pra você, John). Mas o post de hoje, pré-carnavalesco, não é de amargura. É só pra constatar o quanto vamos nos modificando ao longo do tempo - temperamento, gostos, opiniões e conceitos, jeitos, maneirismos, pontos de vista. Sei lá. Aí que devido a algumas situações recentemente ocorridas foi que me dei conta de que eu, Cíntia T., anteriormente tão querida, amada e popular em meu círculo de amigos, hoje sou sumariamente "dispensada" em determinadas ocasiões. Por exemplo: quem recusaria um fim de semana de verão numa praia belíssima e badalada, de graça? Quase ninguém, não é mesmo? Pois uma dupla de amigas simplesmente ignorou o convite feito por mim e pelo namorado Caê M. (que se eu sou chata ele é o dobro - sorry, amore). Esta mesma dupla de amigas (?) realizou um petit-comittée na casa de uma delas e sequer pensaram em convidar a pobrezinha solitária aqui. E as mesmas bad girls - principalmente uma, de descendência nordestina, por assim dizer - adquiriram o saudável hábito (saudável para elas) de simplesmente desligarem o telefone ao saber que serão procuradas por nós posteriormente... desprezo em seu mais alto grau de pureza, saca? Ok, vou aqui admitir publicamente a pecha de "chata" (ou desagradável, inconveniente, sem-graça ou afins). Até porque na maioria das vezes as pessoas têm que agüentar não um, mas dois chatos juntinhos e apaixonados (eu e Caê). Argh. Mas que dá uma aflição danada saber que tem gente por aí que prefere mofar sozinha em casa do que dividir uma mesa de bar com a gente, ah, dá... (by Cíntia T.)

14.2.07

A brasileiríssima moda (argh) na praia

Foram apenas cinco dias, mas suficientes para transformar minhas tão pacatas férias. Eu e Caê M. nos mudamos de malas e cuia para a praia do Farol de Santa Marta, local até bem pouco tempo visto por mim com certa desconfiança e preconceito. É que o mundo permanece eternamente em 1969 nos limites do Farol - principalmente no que se refere ao público freqüentador cativo da localidade. Maconha aos baldes, aspirações zen-budistas, simulações desastrosas de yoga nas areias da praia, maconha, dreadlocks ultra-ensebados, cangas encardidas e ele, a estrela do verão, o "brinco em formato de tábua de bater bife". Sim, o hit da temporada se resumiu a duas peças ultra-básicas, que vão do asfalto às areias escaldantes dos balneários brasileiros: além dos tamancos com saltos de 48 centímetros de puro trabalho de marcenaria em madeira de lei, agora as novelas globais e o maldito big brother nos trouxeram a onda dos brincos hippies ultra-gigantescos que podem ser usados em apenas UMA das orelhas! Argh! As belas e saradas (contém milhões de ironias) do Farol aderiram com tudo à modinha, e, enroladas em suas saias indianas tye-dye tingidas no panelão de ensopar carne da mãe, arrastando os pés em rasteirinhas e com cabelões rebentados batendo na cintura, elas exibiam alegremente o acessório agigantado. Os hippies, responsáveis pelo comércio informal do Farol, é que estão felizes: com alguns pedaços toscos de madeira ou um monte de linhas coloridas e entrelaçadas eles estão faturando bonito vendendo os mesmos brincos que a Carollinnyy do big brother exibe na delicada orelhinha bronzeada. (by Cíntia T.)

I´m back

"Eu voltei, agora pra ficar... porque aqui, aqui é o meu lugar". Nada melhor do que os bons e velhos Robert and Erasmo Charles para iniciar este novo período de trabalho escravo, após paradisíacos 30 dias de férias da melhor qualidade. Tenho um punhadinho de coisinhas pra contar, comentar e observar, e tudo será feito da melhor maneira possível, considerando-se o atraso abissal de certos eventos e situações vivenciados neste último mês. Ressaquinha pós-folga a parte, resta agora retomar o fôlego e agüentar desabafos melancólicos como o de Caetano M., que, inconformado com a volta ao trampo, deixou escapar, entre um suspiro e outro, enquanto se esforçava para fechar uma página no jornal: "Não sei mais trabalhar...". E reparou que até o Le Monde nos dedicou um tantinho de atenção? (hihihihi). Aguardem novos textinhos em breve, ok? Voltem sempre. (by Cíntia T.)

3.2.07

Solidão, que nada!

O filme "Denise está chamando" (Denise calls up, 1995) traz a história de um grupo de pessoas, todas residentes na mesma cidade, Nova York, e que por uma série de casualidades, da rotina atribulada, do trabalho incessante, do corre-corre desenfreado, da falta de tempo para tudo aquilo que não parece prioritário no cotidiano, não conseguiam uma única brecha na agenda para um encontro informal com os amigos. Tão atarefados, os personagens, mesmo com tantos contatos pessoais e profissionais, acabam se adaptando à solidão e ao ensimesmamento sobre si mesmos (hein?), esquecendo-se de todo o mundo lá fora nos horários de ócio. O filme foi um clássico imediato no que se refere às mudanças de comportamento humano. Hoje e daqui a muitos anos vai continuar atualíssimo. Somos jovens, solteiros, estamos inseridos no mercado de trabalho, temos amigos, compromissos sociais, eventos diversos, viagens, reuniões, desafios, vitórias e derrotas. E mesmo assim (até mesmo aqui, nesta simpática cidadezinha provinciana), fica difícil às vezes conciliar trabalho, família e amigos; ou mesmo abrir mão da tão confortável e cômoda solidão, companheira já indispensável para certos indivíduos. Todo este imenso preâmbulo é apenas para contar a história de uma figurinha folclórica de minhas relações. Intocável em seu apartamento-refúgio, Carla C. costuma dispensar noitadas e compromissos sociais para divagar a respeito do próprio umbigo. O voto de silêncio, no entanto, às vezes insiste em ser quebrado nos momentos mais inapropriados do dia - e é aí que entram eles, os tão injustiçados e discriminados profissionais do telemarketing. Carla C. optou pela carreira solo na maioria dos momentos de sua vida, mas há aquelas horas cruéis em que nada pode ser melhor do que um dueto afinado. E os prestimosos meninos do telemarketing estão aí para isto, não é mesmo? Num almoço informal com amigas, Carla C. conseguiu a proeza de manter um diálogo consistente, com participação efetiva de ambas as partes, de 15 longos minutos com a representante da bandeira de seu cartão de crédito. Em outra ocasião, sozinha em seu apartamento, ela manteve uma séria e produtiva conserva de nada menos que 30 minutos com a moça da central de relacionamento da operadora Vivo. Ela se justifica: "Só ajudo a manter este fabuloso nicho de mercado de trabalho, o telemarketing. Além do mais, aproveito para esclarecer dúvidas cruciais a respeito dos serviços que utilizo", argumenta. Para mim, a situação pode ser classificada como uma espécie de síndrome da abstinência da fala às avessas, ou simplesmente o cúmulo da solidão... (by Cíntia T.)

14.1.07

Resenha

Já percebi que falar de assuntos tão (pouco) produtivos como moda, liquidações, tendências e aquisições por puro e simples impulso já virou uma constante neste blog - algo de minha inteira responsabilidade, deixo claro - Stellita dificilmente embarca em ondas futilitárias (hohoho, sei). Mas não posso deixar de registrar minha mais pura alegria por entrarmos neste momento do ano: além das minhas tão ensolaradas férias, estamos em época de queima de estoques em todos os lugares do mundo - em Shark City também, ué? Aí que já resolvi meus problemas de figurino para os eventos de fino trato que me aguardam nas próximas semanas e, em uma passadinha rápida no shopping, adquiri dois vestidinhos fofuchinhos por uma bagatelaaaaa (não digo os valores nem sob tortura, mas realmente foi bagatela), numa loja toda bonitinha (também não revelo o nome, não sem pagamento prévio por meu segredo tão cobiçado) em algum cantão cidade afora. O melhor de tudo? Foi o fofo do namorado quem pagou a conta. Yes! O sábado não poderia ter sido mais perfeito...
Isto porque ainda compramos bobagens cuti-cutis nas Americanas (pastas para guardar documentos; agendinha de telefone do Snoopy; bloquinho para anotações de última hora, tão útil em tantos momentos; bolo da Pullmann, que está na promoção; Imedia chocolate dourado...) e em seguida pegamos um cinema básico. Fomos assistir a "Os Infiltrados", do Scorsese, que conta com o canastrão Jack Nicholson (interpretando o canastrão Jack Nicholson); o Leo DiCaprio, que até está bem convincente; o Matt Damon e a surpresa agradabilíssima do Mark Wahlberg, pra quem não sabe ele era um dos New Kids on The Block, tá?). O filme é mega-longo, eu confesso que fiquei com um pouquinho de sono durante a película (não fosse o Caetano, teria cochilado, na boa), mas não por isto pensem que a história pode ser chata. Não mesmo. Um enredinho bem costuradinho, historinha boa, baseada em um livro que conta sobre a máfia japonesa, e o final deixa a todos (mais ou menos) contentinhos - vai agradar a pseudo-intelectualóides (eu); os cinéfilos, de maneira geral; os fãs de Scorsese e o grande povão, massudo, responsável pelas bilheterias bombadas - que é o que realmente importa, sure. Lembrando que se eu não assistir a Pequena Miss Sunshine nos próximos dias, vou ter um treco. Eu quero. E "Diamante de Sangue", com DiCaprio (de quem eu jamais gostei) também está nas listas dos filmes iwannawatch. Férias em ritmo de cultura puríssima. Isto porque também temos bons livrinhos bem guardadinhos para o período... e a possibilidade de uma esticadinha na Sun´s beach. Afff, nem me agüento.

Mágoa - No fim do dia, após o cineminha, um telefonema, daqueles que te deixam com vontade de criar asas e mergulhar correndo na direção de seu interlocutor: era Rubitcha, the black girl. A bandida estava acompanhadíssima nada mais nada menos do que com Janete Marie. Ambas em Floripa, passeando e procurando um restaurant para jantar. Ai... a inveja só não venceu a vontade louca de estar junto delas, ô, saudade doída... (by Cíntia T.)

10.1.07

Gostosas, saradões, descerebrados e afins

Ai, e o que é aquele elenco do Big Brother, minha gente? Mal começou e eu já tenho meus três ou quatro alvos preferidos pro paredão. A loirinha cadavérica de 30 quilos que já está na berlinda e que grita, de minuto a minuto, algo como "e aí, garoooootoooo?" recebeu dez votos meus, hoje, pelo site. A deejay amiga do Luciano Huck cujo nome artístico é Ana Lee e cujo nome "real" é Anali (ahahahahaha) já ganhou o título da "mais chata" da house. Expulsaram o pobre do rapaz que é namorado do filho de um diretor global só pra não pegar mal, dado o grande número de "semi-pseudo-celebridades" convocadas nesta edição - até a cabocla catarinense já fez pontinhas em Malhação e sacudiu o buzanfã (generosérrimo de farto) no concurso da Nova Loira do Tchan. Argh. É muita piranha e muito bombado descerebrado por metro quadrado, Deus do céu... Blogueiros Brasil afora já estão revelando a ficha corrida de algumas das "beldades" da casa: casas de massagem, serviço de escort-girl e inferninhos chiques, de maneira geral. E a padronização no visual? Todos os guris são malhadinhos, fazem algo entre Administração e Direito e sonham em viajar para a Tailândia. As meninas são siliconadas, usam e abusam de tops mostra-barriga e falam com aquela vozinha arrastada e mole que deve ser considerada sexy por alguma espécie de macho mundo afora: "Ai, Biaaaaaalllll........". O que foi, gozou ou tá enfartando? Nem precisa ser gênio para adivinhar a putaria enlouquecida que vai rolar nesta casa. Eu? Vou é ficar bem instalada na sala, ao lado de Marie Louise, e acompanhar a TUDO, que não sou boba nem nada... (by Cíntia T.)

8.1.07

Notinhas do dia-a-dia

  • Faltam sete dias, uma semaninha apenas, para minhas tão esperadas férias de verão. Este ano (ano passado, sei lá) eu fui pooodre de chique, tirei DUAS férias em menos de quatro meses, uma em setembro/outubro, e agora estas, janeiro/fevereiro. Argh, não me agüento de tanta satisfação... Roteiro básico? Praia, obviously, que eu quero é sol, mar e camarões. E quem paga a conta? Não olhe para mim...
  • Nas próximas semanas uma série de eventos familiares badalados irão tomar conta de minha atribulada agenda. Uma formatura, um casamento (não o meu, dãhhhhhh, o do meu cunhado Dieguinho com a Regininha), talvez um Carnaval (Caetano me olhará atravessado e fará um muxoxo com sua linda boquinha), e possivelmente (eu espero) uma mega-festa hiper-chique de uma poderosa jornalista, colunista social da região, na qual eu serei convidada de honra, hohoho... O que é bom nisto tudo? É poder sair por aí e escolher alguns modelitos bem básicos para as ocasiões todas sem ter aquela doooor insuportável provocada pela futilidade, pela consciência e pela falta da necessidade real de consumo, understand? Não, nem eu.
  • Germana girl diz que voltou de Récife e ostenta, exibida, um bronzeado avassalador de queimar as retinas. Eu desconfio de tudo. Acho mesmo é que a moça estava era tostando seu corpinho em terras carboníferas... sei não.
  • Charlotte girl deu sinal de vida. Afinal de contas, depois de semanas de ausência e silêncio, soube que a morena-jambo não foi de fato devorada por um morcego sangüinário e cheio de más intenções. A paulistinha mais amada da Cidade Azul conta que badalou o Réveillon na paradisíaca Garopaba. Fofocas mais quentes, depois...
  • E nesta semana, após séculos de vida totalmente abstêmia, tudo leva a crer que rolará um Laio dos bons. Para iniciar as férias com o pé direito (bom, depois de algumas cervejas fica difícil identificar o direito do esquerdo, mas tudo bem).
  • Me tornei uma exímia cozinheira especializadíssima em pratos árabes. Quibes de todos os tipos desfilam pela minha cozinha. É tão bom sonhar (e fingir) que somos talentosas em todos os setores da vida, inclusive naqueles mais complicados para mulheres da minha geração, não é mesmo? Só me falta agora aprender a pregar um botão! (by Cíntia T.)