24.12.07

Best wishes

Passagem rápida só pra desejar um feliz Natal aos queridos e fiéis leitores (e aos poucos que se aventurarem a circular por aqui em pleno feriadão, com destaque). O post é só pra dizer que eu amo Porto Alegre, amei o brick da Redenção e sempre vou amar momentos consumistas. Vou-me, até mais.

21.12.07

Personal VIP

Charlotte C. é uma mulher prática. Adquiriu o cartão Ibi/Angeloni justamente porque o bichinho, além de facilitar sua vida e permitir-lhe luxos como home theather em 48 prestações, ainda reverte em pontos parte da grana investida (coisa na casa dos milhares).
Eventualmente, quando a moça acumula uma boa pontuação (o que acontece com freqüência), ela ruma ao amigo Angelo Toni munida do Ibizão embaixo do braço para trocar por mercadorias úteis. "Pra que vou deixar acumular pontos? Pra trocar por um home theater? Home theater eu já tenho", costuma dizer, gabando-se.
Dia desses os simpáticos, finos e bem-sucedidos vizinhos Cíntia e marido circulavam em busca de sushi pelo Angeloni quando deparam-se com a morenaça negociando com o trocador de pontos do estabelecimento. Debaixo do braço, sua mais nova aquisição trocada: um pacote de Personal V.I.P., branco, folhas duplas, 40 metros.
"Se estou precisando de papel higiênico em casa, venho e troco pelos meus pontos mesmo, ora essa... além do que, não devo explicações a vocês!", disse, furiosa, enquanto nos enxotava do supermercado.
Na hora, pensei: "Isso dá um post no bloguinho". Demorô. Charlotte, espero que o papel higiêncio macio Personal VIP tenha lhe caído bem. E jingle bell, jingle bell, acabou o papel. Não faz mal, não faz mal, limpa com jornal. Nunca a musiquinha satírico-natalícia caiu tão bem, não é mesmo, minha gente?

17.12.07

Visita


Visitinha das mais agradáveis no fim de semana... Ju se prepara para o Natal.

Festas de fim de ano: todo cuidado é pouco

Festas de fim de ano podem se tornar uma lancinante dor de cabeça pelos próximos 12 meses de sua vida. As realizadas como confraternização com colegas de trabalho, então, só devem ser encaradas com seriedade, cuidado redobrado e muito tato.
Não à toa, é bom evitar excessos na bebida e/ou contato físico com companheiros de jornada com os quais você até então só trocava um oi. Sempre é bom lembrar: você está sendo observada. Invariavelmente, pela chefia.
Tábata (nome fictício) é funcionária, há poucos meses, de uma universidade da região. Empolgada com o novo cargo, comprou um bonito vestido estampado, que realçava suas exuberantes formas de 23 aninhos, para ir ao jantar de fim de ano na casa dos chefes (digamos que o dono da casa é uma espécie de reitor, e sua esposa, uma coordenadora-mor, ou qualquer coisa do gênero. Very Important Person).
A moça chegou e aceitou um drink gentilmente servido por um dos garçons. A partir de então, "deitou o queixo", como diria Madame Louise. Foram cervejinhas geladas, vinhos perfumados, martinis ultra-doces, batidinhas de coco e uma dosezinha de uísque para rebater. Do jantar, sequer provou uma azeitona (álcool tira a fome).
Não deu outra: foi parar no banheiro social da elegante residência, literalmente agarrada à privada, reencontrando todo o líquido ingerido na noite e algo mais, entre arroz e banana, não identificável.
Além dos jorros de vômito no banheiro da chefia, Tábata desandou a chorar e a implorar pelo emprego - já o considerava perdido. Mesmo com todas as garantias (ainda que mentirosas) de que ela seria mantida no cargo, por parte da chefia, a moça não parava de se lamentar. De repente, desmaiou.
Pânico na high-society universitária. Ninguém sabia direito o que fazer até que a Big Boss notou um bambolê dourado na mão direita da pobrezinha desfalecida.
- Ei, vamos ligar para o NOIVO dela! Só ele poderá salvá-la! - pensaram todos.
Munida de celular, a patroa encontra o número do noivo da bêbada, importante funcionário público num balneário da região, e relata, educadamente.
- Fulano, olá, tudo bem? Olha, estamos com um probleminha por aqui. A Tábata tomou alguns drinks a mais e agora não está passando muito bem... Tem como você vir buscá-la?
A resposta foi a mais surpreendente. Noivos há quatro anos, o casal já planejava juntar os trapinhos, em breve. Com a notícia da bebedeira, no entanto...
- O QUE??? EU NÃO TENHO MAIS NADA A VER COM ISSO! ELA QUE SE VIRE! - desabafou o rapaz, rompendo um longo noivado por telefone, através da chefe e diante de todos os colegas da rapariga, boquiabertos.
Isso é que é dor de cabeça para 2008...

Quelzinha, a Vênus platinada (parte 2)

Continuando a odisséia de nossa musa tropical, Quelzinha.

Confesso que, maldosamente, eu, John e o amigo Adelson, quarto integrante da trupe, não conseguíamos reprimir risadinhas e nos espetávamos muitas vezes, proferindo comentários jocosos a respeito do visú de nossa querida companheira. Ora, vejam só, deveríamos morder a língua...
Todos solteiros, saímos à caça. Raquel, no entanto, desprezando aquela muvuca toda do Latitude, só soube bocejar e dizer:
- Será que se eu pedir, este DJ não toca uma valsinha?
Perfumados, maquiados e elegantemente vestidos, eu John e Adelson minguávamos com a falta de sucesso. Ninguém nos dava importância. Quando olhei para o lado, Quelzinha já estava sendo cortejada por DOIS interessantíssimos homens. Ar blassé total.
- Acho que nestes lugares que vocês vêm ninguém paga cerveja pra mulher, né? Que pobreza... Lá no 11 eles pagam tudo - provocava.
Um dos que disputavam os encantos de Raquel pulou na frente e se adiantou, oferecendo-lhe o que ela quisesse beber, exposto na geladeira transparente do bar.
- Quero aquela garrafinha azul ali, ó! - apontou, com o dedinho de unhas roídas até o sabugo. Era uma Smiroff Ice, de preço nada popular. Ela provou, fez careta e me entregou inteirinha.
- Coisa ruim, isso aqui! - queixou-se. Eu nem pude.
No fim da noite, 5 horas da manhã, rumávamos para o carro. Saldo negativo para os três. Quelzinha, no entanto, foi acompanhada pelo insistente e charmoso pretendente da Smirnoff Ice.
- Me dá teu telefone, vamos nos encontrar. Adorei te conhecer. Vou para Shark city e você vai me levar neste tal de 11, prometo dançar vanerão - jurava o moço.
O mais incrível? O trelelê de fim de náite não era apenas cantada barata. O sujeito, rico, endinheirado, VIP no Latitude, realmente pegou a estrada e veio ver Quelzinha, a moça das roupas escandalosas e do baton vermelho Valentino, que gosta de vanerão e de beber de graça.
- Mas não quis não, dispensei. Éramos muito diferentes - sentenciou, enquanto ouvia Bruno e Marrone no rádio.

Quelzinha, a Vênus platinada (parte 1)

Raquel havia rompido um casamento de alguns anos e agora estava decidida a recuperar o tempo perdido e cair na náite. Sem contato com as velhas amigas da adolescência, resolveu procurar a prima aqui (eu, Cíntia, como diria Z.) para diverti-la.
Num belo findisemana estava eu acampada na mansão Joenck. À noite, planejávamos, eu e John, um bonde do rolê para a Lagoa da Conceição. Quando menos espero, toca o telefone:
- Animale? É a Raquel!
Para resumir, a prima pedia pouso, seus planos para a Capital catarina tinham ido por água abaixo e a moça não tinha onde pernoitar.
Sempre generoso, John ordenou que seu motorista fosse buscá-la e mandou o mordomo ajeitar um dos quartos de hóspedes.
A princípio, Quelzinha queria apenas um bom banho morno de espuma e uma cama macia com lençóis de algodão egípcio. Mas quando soube de nossos planos para a noite, mudou de idéia.
- Vou com vocês!
Ok.
Fomos nos arrumar para a balada, e foi aí que começou a diversão. A bordo de um jeans ultra-skinny stretch muito-muito-justo três-números-a-menos-que-0-dela, e sem bolsos atrás, montada em plataformas vertiginosas e ostentando um decote até o umbigo, Quelzinha era a definição do glamour, muito linda e digna para freqüentar o Latitude 27, reduto universitário descolado bastante badalado, à época.
Ornando a produção, baton vermelho Valentino nos lábios; um perfume doce-náusea e os cabelos, delicadamente oxigenados.
Decidi intervir. Por que? Porque quem conhece Quelzinha sabe de suas formas "exíguas". Para melhor comprensão, digamos que a moça não tem "volume" glúteo, e é do time das que "deram com uma pá atrás".
E se ali não abunda, peito inexiste. O decotão pronunciado passava em brancas nuvens, assim como o jeans sem bolsos atrás.
O saltão plataforma dava um toque kitsch totalmente desnecessário, e o baton vermelho... bom, o baton vermelho...
Com alguns sugestões, conseguimos modificar, de leve, o look beira de estrada da moça, apesar de seus protestos. Não abriu mão, no entanto, do baton vermelho, apesar da boca finíssima. Fomos para a balada, finalmente. (continua)

9.12.07

Fetiche

Natal ao lado de marido funciona o ano inteiro, manja? Faltando semanas para o Grande Dia, o fofo já me faz travessuras como esta abaixo. Até lá, muitas surpresas extras...

O livro "Fetiche: moda, sexo e poder" é da escritora Valerie Steele e foi brilhantemente explanado por nossa querida professora imediata Aglair Bernardo, durante o curso de Jornalismo.

7.12.07

Contradição X psicopatia

Ah, somos tão contraditórios nesta vida de meu Deus, não é mesmo, minha gente? Sim, porque numa época em que você passa a ser curiosamente observado por pelo menos uma dúzia de pessoas bastando apenas iniciar seu computador; numa época em que os recursos tecnológicos te permitem pendurar fotos e mensagens ultra-íntimas de amigos e amantes e estampar gostos e preferências pessoais num site de acesso público, dizer que se deseja privacidade parece contraditório sim.
Há limites, no entanto, a serem considerados. Você não vive sem a piscante janelinha do messenger; confere os scraps do Orkut de hora em hora e vive queimando neurônios ao pensar em novas idéias de posts pro seu blog? Ok. Então não adicione aquele sujeito com quem você só cruza ao meio-dia, no bandeijão da esquina, como coleguinha de chat-line. Não aceite o testemunho emocionado, no Orkut, da moça que sentou na sua mesa de bar há 15 dias e da qual você mal sabe o nome. Não force as amizades virtuais. E mantenha os olhos bem abertos, o botão de ignorar usuário está logo ali, ao alcance do mouse.
Coisa deveras curiosa - e totally freak, vamos e venhamos - é você, querido amigo orkutiano, que tem um perfil todo bonitinho e prosa, que coleciona um bando de coleguinhas e admiradores, que troca scraps gentis e cordiais de quando em vez, perceber através da bina que alguém que você CONHECE andou fuçando sua área. Como diria a super Z. girl, até aí, tudo bem.
O problema é quando você conhece a pessoa mas não mantém qualquer espécie de contato com ela, não sabe o que anda fazendo da vida, e nunca mais cruzou com a sujeitinha. E mesmo assim vem ela e dá aquela fucinhadinha em your own private life.
Tá lá o nomezinho da lôca, exibidinho na sua página. Tá lá, a prova inconteste de que ela remexeu na sua gavetinha de confidências, no seu albunzinho de fotos fofuchas. O pior (e mais assustador ever): ela NUNCA deixa um oi sequer. Nunca diz: oi, fulana, tô passando aqui pra vasculhar sua vida, bitch! Não...
M. Zim também tem medo desta laia de espiãs do mal. Acredita que pessoas que te conhecem, te fuçam mas não deixam um mísero oi são do gênero sociopatas. Tendo a crer nesta teoria. Mas, peraí, quem escreveu intimidades e postou fotinhos na minha página de acesso público não fui eu mesma? Como reclamar, então? Tenha medo, tenha muuuuito medo...

P.S.: curiosamente, em minha vidinha sharkcitiana já convivi com uma (outra) Glenn Close de Atração Fatal. Caê boy sabe do que estou falando e M. Zim também. Ui...

3.12.07

Gafes sexuais

Circulando por meus bloguinhos prediletos (que são vários), deparei-me com um, em especial, que trazia uma pesquisinha proposta pela revista Criativa, sobre o polêmico tema "gafes sexuais". Vamos às questões?
A pergunta era: Você já passou por alguma (ou várias) destas situações?
E seguiam-se estes constrangedores momentos da vida de qualquer serumano:

Trocar o nome do parceiro.
Cochilar durante as preliminares.
Cochilar durante a penetração.
Só perceber que a menstruação desceu na hora H.
Usar uma calcinha furada.
Estar tão peluda quanto o Tony Ramos.
Soltar um pum em um momento inadequado.
Atender o celular durante a penetração ou as preliminares.
Fazer um comentário sobre o tempo ou a programação da TV durante a transa.
Deixar escapar um "Que bonitinho" ao descobrir que o pênis dele é pequeno.
Olhar no relógio pensando no compromisso que tinha a seguir.
Sentir enjôo durante o sexo oral e não conseguir disfarçar.
Caiu da cama.
Bateu nele sem querer.

Coisas da vida, né, minha gente? Conheço um punhado de louca por aí que poderia preencher uma verdadeira bíblia com as gafes sexuais das mais escalafobéticas e absurdas do universo. Alguém se habilita a relatá-las ou terei eu que fazê-lo? Dou três dias, hein?

P.S.: importante lembrar: a enquete foi publicada pela revista Criativa e divulgada pelo blog http://inconfidenciamineira.com/, da Vanessa, sempre ótimo.

27.11.07

Coisas natalinas

Eu adoro o Natal. Adoro. Adoro tudo o que é relacionado ao Natal: presentes, luzinhas, árvores enfeitadas, horário diferenciado no comércio, espiga de milho verde, presentes, calorzinho chegando, horário de verão, férias à vista, comidança boa, presentes, panetone, enfim, coisas natalinas em geral. Mas mais do que gostar do Natal propriamente dito, a comemoração do dia 24 ao 25 de dezembro, gosto mais ainda do pré-Natal (nada a ver com gravidez, valha-me Deus). O período de pré-Natal (que a cada ano começa mais cedo, já antevejo o bom e velho santaclaus gracejando risonho em pleno mês de julho, anotem na agenda de 2010) é uma delícia, cheio de expectativas, planos e listas infindáveis de presentes (mais com presentes que eu quero GANHAR do que com os que eu quero dar).
Este ano, especificamente, estou realizando uma série de sonhozinhos provincianos e domésticos que habitavam minha fértil mente há bons anos. Eu sempre quis ter uma casa para poder montar, com minhas mãozinhas macias, a MINHA árvore de Natal. E tcharam, eis que a encontro, linda e verdejante, por meros R$ 19,90 na lojinha de R$ 1,99! E como foi bom fixar cada bolinha (entre brilhosas e foscas, que eu sou poooodre de chique) nos raminhos esquisitos da MINHA arvorezinha chinesa!
Aí vieram outras necessidades indispensáveis no Natal, como toalhas para a mesa, enfeitinhos mimosos, mini-castiçais e, quem sabe, um bowl com coisas dentro (dica da Madrinha), pra pôr sobre a mesa. Só não compro um enfeite pra porta porque tenho medo que me surrupiem, sabe-se lá...

Tips típicos:

* E a onda do Dove Summer Tone já dominou a pequena e laranja Shark city. M. Zim que o diga, faceira porque abalou bangu no casamento da amiga, like a Donatella Versace. Foi só esconder as mãozinhas amarelas que o resto tava óooootemo.

* Além do Summer Tone, o hit de leitura do momento é o livro/DVD/diabo-a-quatro O Segredo, que promete mudanças miraculosas na vida da pessoa só com a força do pensamento. Marido ri e diz que é bobagem. Germana girl, no entanto, já virou fiel seguidora da nova seita e em poucas semanas quadriplicou seus rendimentos mensais de maneira avassaladora, está se mudando para um flat à beira-mar, em Shark (?), trocou o velho e bom Fusca por uma Mercedez e anda por aí arrotando que vai trazer Pernambuco nas costas, quando voltar de viagem, de tanto dinheiro pra gastar. Aproveita e me traz aí uma colher de bambu (não me pergunte pra que serve).

* Eu vou fazer aula de bike! Sim, daquelas aulas gritadas e suadas sobre uma bicicleta ergométrica modificada. 600 calórias a cada 40 minutos, amores, querem o que? Depois, confiram o shape dentro do meu micro-biquíni, lá no Camacho. Há! (é preciso observar que há milhões de ironias nesta última afirmação. Sabe-se lá).

23.11.07

Lista nordestina

Manékia, a nordestina porreta, deve embarcar para sua terra natal em poucos dias. Muito solícita e generosa, ofereceu-nos a possiblidade ímpar de redigirmos listinhas com pedidos de mimos, que ela gentilmente vai adquirir na Terra do Forró, por conta própria, já que é podre de rica, milionária, fina, chique e bem-remunerada, tudo ao mesmo tempo.
Sabemos das proezas desta sertaneja cabra da peste. Sabemos de sua capacidade impressionante de não nos deixar na mão e atender a todos os nossos pedidos, atenciosamente, por mais fúteis, inúteis e supérfluos que possam parecer. Então aproveitamos e a torturamos com requintes de crueldade e solicitações das mais exóticas - até porque, sabemos bem, a moça há de cumprir com sua promessa, custe o que custar, haja o que houver.
Então vamos a my own private listinha de coisas-para-matar-a-saudade-de-Pernambuco:

  • Uma galinha de Angola grande, gorda e de cerâmica;
  • 10 quilos de castanha (de caju);
  • Camarão seco do Maranhão (300 gramas não é suficiente, parodiando Rita Ribeiro);
  • Rasteira Lampião style (36);
  • Lampião e Pretty Mary (bibelôs);
  • Manga rosa, melão maduro, sapoti, joá, jaboticaba, umbu-cajá, carne de caju, doce mel, mel de uruçu (?);
  • Uma peixeira afiada;
  • Muita água de coco "verdadeira" (porque ninguém merece aguinha de coco encaixotada, argh);
  • Uma sacola do Hiper Bom Preço;
  • Uma rede para passar as tardes na fresca;
  • Um bronzeado dourado (eu disse dourado, não torrado-já-passou-do-ponto-faz-tempo);
  • Um punhado da areia branca de Maracaípe;
  • Uma conchinha de água do mar de Calhetas;
  • Uma lasquinha do coral de Porto de Galinhas;
  • Um tubarão-martelo de Boa Viagem;
  • O sol das 5h30 da manhã.

Acho que já tá de bom tamanho.

15.11.07

Você no mundo da moda!

A Universidade de Shark tem um curso de Moda que, bianualmente, realiza um evento para expor trabalhos de alunos e abordar temas referentes à Moda no país e no mundo. Desde sua primeira edição, já passou pela Bola (como diz nosso querido Lougs) gente do naipe de Patrícia Vieira, Jum Nakao e o queridíssimo Ronaldo Fraga. Desta vez, a convidada foi ninguém menos que Erika Patolino, fashion icon no Brasil, desde sempre trabalhando com jornalismo de Moda, desde sempre na vanguarda, na dianteira, quando se trata deste ramo de atividade. Mui bien.


Patolino veio a Shark e nós, fãs ferrenhas de Brazil´s Next Top Model _ do qual ela participa como jurada _ não poderíamos perder. Estávamos lá, eu e M. Zim, no meio do público, quando notamos uma presencinha magrinha e mirrada, à frente de todos, com gigantescos óculos escuros tomando-lhe o mini-rosto sem boca. Sim, Erika também é lagartixa, qual o problema?
Da palestra, na minha leiguíssima opinião, pouca coisa notável (para quem é fã de carteirinha do Oficina de Estilo, a moça só choveu no molhado).


Anyway, Patolaça falou das lojas multimarcas, lembrou que hoje em dia ninguém se veste dos pés a cabeça com uma única grife. Rimos galhofeiramente, eu e Zim. Porque, muito finas, também usamos multimarcas, a citar: Cortelle, Just Be, Marfinno, Preston Field, Request, Blue Steel, Get Over e Rip Coast (esta última a Zim não usa, que é surfwear).


Palomino me inspirou a desenhar um esquema com o circuito da Moda em terras sharkcitianas. Vamos a ele (leitoras queridas, relevem o tosco gráfico, feito de coração):


Como podemos constatar, é muito fácil, rápido e barato ter estilo e personalidade e criar "tendências" neste sul-catarina de meu Deus.
P.S: 200ª postagem! Viva!

14.11.07

Au, au, au!

A jornalista multimídia Rosana Hermann, do imperdível Querido Leitor, cavadeira como ela só, fuçou no site oficial do deputado e forrozeiro Frank Aguiar, "cotadíssimo" para substituir Gilberto Gil como ministro da Cultura, de acordo com a colunista da Folha, Mônica Bergamo (morri), e encontrou uma lista deveras sui generis, do estilo "Chuck Norris facts". Vamos a ela? Trata-se de aspectos "curiosos" da vida do Cãozinho dos Teclados cuja porta da residência é um teclado estilizado, que eu já vi no Gugu. Vale ler até o fim:

FRANK AGUIAR - Curiosidades

  • Frank Aguiar é adepto a terapia Ortomolecular, medicina preventiva que busca o equilíbrio do organismo.
  • Frank Aguiar sempre que consegue uma pausa em sua agenda, se entrega aos cuidados da Dra. Ana Karina Amaral na Única - Centro de Estética on line- Unidade Moema.
  • Frank Aguiar não come carne vermelha nem bebida alcoolica de quarta a sexta-feira santa.
  • Procura fazer muitas orações e fica reunido com a família.
  • No domingo de Páscoa a receita de Frank Aguiar é muita paz, amor e união com sua família.
  • Receita de Frank Aguiar para curar ressaca - Caldo de mocotó bem quente.
  • Frank sempre procura descer do carro com o pé direito, mesmo que esteja do lado esquerdo do carro.
  • Quando não está com roupa branca ou azul, acha que as coisas não acontecem da mesma forma.
  • Quando vai vestir uma camisa abre todos seus botões antes de vestir.
  • Quando esquece alguma coisa não volta para buscar.
  • Caso esqueça a chave da porta de casa não volta para buscá-la, arromba a porta.
  • Quando vai sair de casa sempre se benze na cozinha onde ficam seus três santos de devoção (São Jorge, Santa Cecília, Nossa Senhora de Aparecida).
  • Quando o olho direito dele começa a tremer ele acha que algo de muito bom vai acontecer.
  • O Cd, o primeiro lançado pela Sony Music, é uma homenagem aos 10 anos de carreira do Rei do Forró.
  • Frank Aguiar 10 anos, o primeiro Cd lançado pela Sony Music, recebeu esse título em homenagem aos 10 anos de carreira do Rei do Forró.
  • O Frank já está fazendo bonito na nova gravadora... o Cd chega às lojas já com disco de ouro.
  • Frank teve o prazer de contar com as participações especiais do cantor Reginaldo Rossi, do grupo gaúcho Tchê Guri e do grupo pop KLB.
  • Uma das grandes preocupações do cantor ao assinar contrato com a multinacional foi em relação ao preço do Cd. Frank só assinou depois que a Sony garantiu manter os Cd´s a preços populares.
  • Também para agradar seu público, com o apoio da gravadora Frank decidiu sair com duas músicas de trabalho. nas rádios segmentadas (especializadas em forró), a escolhida foi “Pega, Pega, Come, Come” um forróneirão com a participação do grupo Tchê Guri e nas rádios populares não segmentadas o hit será “A Saudade”.
  • O repertório deste Cd foi escolhido de forma muito especial: Frank divulgou um número de telefone e através dele ouviu a opinião do seu público. durante a “audição”, Frank chegou a receber mais de mil ligações por dia.

Tá, vamos aos necessários comentários:

O cara faz merchand da doutora Karina pra não pagar a clínica estética?

Hum, ele diz que procura ficar sempre reunido a sua família. E em seguida, diz que costuma fazer isso NA PÁSCOA, ou seja, uma vez por ano. Considerando que o moço tem algumas ex-mulheres e um sem-fim de filhos, deve ser bem isto mesmo, reunir esta tropa toda de gente do naipe da Renata Banhara deve ser muito estafante.

Diz que não bebe de quarta a sexta-feira SANTA, no resto do ano o bicho pega pesadíssimo que só no caldinho de mocotó mesmo (a Manékia é que sabe destas coisas...)

Não dá pra negar a vibe Roberto Carlos (botões da blusa, azul e branco, chave na porta, TOC)

Tchê Guri??? Nãããããããoooooo!!!

13.11.07

Paris

Post rápido só pra dizer que me sinto muito chique e refinada por estar cheirando a francês legítimo (o perfume, não o povo que toma banho bimestralmente). É que sogritos retornaram agora de um rolê pela Europa e trouxeram mimos mil (fotinhos depois). Included o presente natalino (já!) do Luck, o Homer, a Lisa e a Meg no cinema! Viva!

A maldição dos comerciais de CD

Uma das inúmeras desvantagens - talvez a maior - em se assistir à TV aberta são as detestáveis propagandas de CDs de artistas populares (e cujas gravadoras eventualmente estão ligadas à própria emissora, caso da Orbit Music com a RBS, ou da Som Livre com a Globo). Ou seja: faltou inserção comercial, toca calhau (que nem acontece nas publicações impressas). Aí é uma overdose de merchandising. E sabe como é - quanto mais horrorosa é a balada, mais ela gruda como chiclete derretido na nossa mente ociosa.
A edição com os "melhores" hits de determinada banda e/ou cantor, com destaque para os trechos mais populares, entra no ouvido e de lá não sai mais. Foi deste jeito maldito que aprendi a cantar a música "Leilão", dos tais César Menotti e Fabiano, do início ao fim, sem ao menos conhecer a cara da dupla.
É deste jeito que a gente absorve as podreiras pop do dia-a-dia, é assim que aprendemos a cantar "Tem culpa eu, tem culpa Kátiaaaaa, a desgramada da Katchaça...", antecedida por "A balada é minha casa, fazer love é meu emprego, minhas noitadas não me pedem arrego..." e finalmente por "Festa no apê" (Hey, hey, hey, Latino é nosso rei).
Pois agora existe uma banda aqui do Sul, do gênero denominado Tchê-music, que enche o saco da galera de tanto que vem pra Shark tocar (procurei no google e achei Tchê Garotos e também Garotos de Ouro, agora tô em dúvida). Bom, os caras estão com a bola toda, bombando de Sudeste ao Sul do país, e viraram a menina dos olhos da RBS. E dá-lhe propaganda com os hits dos gaudérios. Pai amado... o problema não é você odiar o gênero e aquela pataquada toda sobre o palco, os caras se requebram mais que Carlinha P. O problema é que as letras das canções deste último disco, especificamente, e que já não saem de minha intelectual cabecinha são totalmente PEDÓFILAS!!! Vamos conferir?
Tem uma que é assim: "Moleca, bonequinha, sapeca, vem me dengar...", hit que deve fazer a alegria de 10 entre 10 adolescentes pentelhudas e bem nutridas, daquelas com cara de 40 anos, aparelho nos dentes e shortinho com a polpa da bunda pra fora. Adolescentes, no entanto. Aí eu já olho atravessado, esse negócio de boneca é como eu chamo minhas duas princesinhas, de cinco e três anos.
Aí em seguida já vem outro hit bombástico, o "Minha Menininha" (eitcha, Google véio de guerra!), com o refrão singelo "Ah! Que saudade da minha \nmenininha!, que saudade da minha menininha!... (repete ad infinitum).
Sério, eu fiquei nauseada. Então vamos para o comercial de CD que mais infernizou a vida da galera catarina por pelo menos um ano:
"Ô, meeeu, toca uma reggaeira aí..." (maldito Armandinho!)

8.11.07

Ugly Betty

A versão mexicana já me encantava com suas cores gritantes, seus penteados exóticos, caras e bocas em profusão e, claro, com todo seu overacting, que novela mexicana sem mega-fake-atuações não é novela mexicana. "Maria, nós não podemos nos casar!!!" (lágrimas). "Ohhhhh, mas por que, José? (pronuncia-se Rossê). "Porque... porque... porque SOMOS IRMÃÃÃÃÃOOOOOOS!". Coisas do gênero. Aí que uma produtora de séries estadunidense (se não me engano envolvida com Penélope Cruz) descobriu Betty, A Feia, pérola da teledramaturgia latina, e adaptou-a ao gosto americano _ e, conseqüentemente, ao padrão televisivo que impera mundo afora, pelo menos junto aos que têm TV a cabo. Devemos dar o braço a torcer: os gringos manjam do assunto. Ugly Betty é absurdamente irresistível, engraçado, comovente e clichê dos clichês.
Para quem não conhece a trama, vejamos: Betty é inteligente, competente, profi pra caralho, mesmo nunca tendo trabalhado na área onde se formou (qualquer coisa entre jornalismo e moda, like a Devil wears Prada). Mas, é claro, como diz o nome da série, a muié é um bagulhaço, monoselha, bigoduda, gorda e ainda se veste... como uma mexicana típica! (hahahaha, que pré-conceito). Com direito, inclusive, a poncho and everything, mega-colors, mega-volumes, muita sobreposição com coletinhos e sapatos padrão masculino.
Ela consegue uma boquinha na maior revista de moda do mundo, como assistente de um galã playboy que só pensa em comer a mulherada. Como é feia, o gajo inventa de dispensá-la, mas, como não pode demiti-la, faz o Capitão Nascimento e apronta o demônio até a moça "pedir pra sair".
No fim tudo dá certo, o cara reconhece o talento da medonha e a recontrata, provocando a inveja-monstro de mil vagabas lindas e anencéfalas que trabalham no mesmo lugar (e cobiçam o cargo de Betty).
Não há como não torcer pra taturana-girl, não há como não querer que ela consiga dar a volta por cima, que depile o bigodón, que vá ao Cláudio Sobrancelhas se arrumar, que emagreça, pare de comer donuts e invista em modelos mais interessantes (ou menos bizarros). Que pelo menos penteie o cabelo, ó, meu Deus! Porque ela é um amorzinho, uma fofa, conquistou a América e vai conquistar o mundo (pelo menos o mundo da cultura pop). Viva Ugly Betty (em inglês é bem mais chique, né?).

P.S.: Se os americanos dão show de bola comprando idéias alheias, o contrário, no entanto, é absolutamente lamentável. Vide a versão nacional da adorável Desperate Housewives, ambientada na Terra dos Hermanos. Podre

6.11.07

O casório, o dentinho e o guardanapo de linho

E como hoje é dia de postar, here go para os últimos acontecimentos do findi. Enjoy it!

Parte I

Há três meses todo o clã Teixeira se preparava para a cerimônia que prometia entrar na história dos casórios sul-catarinas. Madame, que não é boba nem nada, comprou roupa nova de cetim na butique, mandou engraxar os sapatos de salto (couro de crocodilo) e, para dar aquele up no visú, tascou para o protético a missão de desenhar nova dentadura que ressaltasse suas belas maçãs do rosto. Dito e feito. Pagamento antecipado, três dias antes do casório a dentadura nova e brilhante chega, em embalagem exclusiva da Hérmes. "Olha só que coisa linda, a gengiva é até rosa. A antiga é que não valia nada", disse madame, repetindo um mantra proferido na ocasião da compra de cada uma de suas dentaduras, ao longo da vida. A anterior nunca foi boa, só a nova.
Aí foi testar o apretrecho. Atirou os dentes antiguinhos, gastos de tanto serem lavados a escovão, num canto escuro da mansão. De dentes novos, madame sorria a torto e a direito. "Dentes bem grandes, compridos, parece um cavalo", gabou-se Maísa, revelando um segredo até então desconhecido por Cíntia, que não sabia que dentadura encolhe com o uso.
Exibida, madame circulou por toda a orla do bairro universitário, distribuindo sorrisos gratuitos a todos. À noite, um perhaps: a chapa nova ainda não aderira de todo à boca de madame, ou, como diria o saudoso David, não "fez a casa". Dor, muita dor e muito tylenol, para aliviar a pressão na arcada enquanto o apetrejo novo se moldava da maneira mais adequada.
Faltando apenas um dia para o casamento, madame faceira, roendo seu croissant e bebericando seu chá matinal, a surpresa. Faltava-lhe um dente, logo o caninão, bem na frente. O bichinho sumiu do mapa. "Acho que eu engoli. O negócio é espiar depois, quando for ao banheiro", calculou madame, levemente tensa pelo incidente que lhe custaria o sorriso de ouro, na grande festa do casório. Drama.

Parte II

Sábado, o grande dia. Cíntia, Déia e madame, devidamente agasalhada em seu visón, rumam ao instituto de beleza mais próximo, alisar as madeixas e carregar no make-up. A vaidade é tanta que o também saudoso Zé mandou avisar que vai suspender a milionária pensão de madame, lá do além, para que ela dê um fim a estas frescurinhas de fêmea. Madame mandou-o se catar. Fez as unhas, uma drenagem linfática rápida, bronzeamento artificial e ainda coloriu os cabelos (chocolate ao leite). Linda, mas ainda frustrada: a falta do dente na chapa nova e a obrigatoriedade de ter de resgatar a dentadura velha lhe trouxe uma leve dor de cabeça.
Entrada triunfal no salão de baile, e a lembrança da dentaça avariada não lhe saia da mente ("Segunda-feira de manhã já tô lá", esbravejava madame, tão furiosa que chegou a dar pena do protético, que numa hora destas já deve ter sido xingado de cara de cu e de ilhorpa pra baixo).
O drama desanuviou-se após doses generosas de uísque, martine e batidinhas de coco, além do melhor champagne gelado (madame jamais larga sua flute). Comilanças, sobremesas generosas, muita dança e diversão. Vou ao banheiro aliviar-me de tantas bohemias consumidas quando deparo-me com madame, que ainda fechava o zíper de sua calça de cetim enquanto acionava a descarga da privada.
"Conseguiu encontrar o danado?", perguntei, brincando. "Que nada, o bacio é muito fundo", observou, levemente tensa, enquanto limpava as mãos freneticamente em um guardanapo de linho.

P.S.: mais do casório da Carol, em breve. Aguardem.
P.S.2: Caetano não mais admite textinhos que ponham em risco a reputação de madame. Está furioso, aliás, com a suposição (fantasiosa) descrita acima.

Na boquinha da garrafa

E como nem tudo são pedras e paus, vamos a um momento de descontração...

Aqui, Teteu divertindo-se em festa familiar. Tudo muito respeitoso, deixo claro...


Crisis momentum

Em momento terrível de crise, recebo o mailzinho de onde menos se espera, com seguinte mensagem:

"Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".

Vai dizer que não é pra chorar?

28.10.07

O parquinho, o shoyu e os CDs

Eu e marido gostamos de brincar de papai e mamãe (ops!, no bom sentido, neste caso), e sair por aí com Jukinha a tiracolo, de vez em quando. A menina da madrinha faz as nossas alegrias - num período MÁXIMO de dois dias - quando tudo ao redor se assemelha a um comercial de margarina, com muito cor-de-rosa, doces, risadas e site da Barbie. No sábado levamos a pequena para almoçar no shopping, e felizmente sou, euzinha aqui, uma pessoa absolutamente nada popular na cidade. Não conheço ninguém e ninguém me conhece. Assim, pude conduzir habilmente um carrinho de choque, tentando fugir da dupla marido/Ju; e me balangar vertiginosamente no Barco Viking, brinquedo destinado a crianças de menos de 10 anos, provavelmente.
A tarde foi tão corrida, movimentada e quente (vem chegando o verão na abafada Shark city) que, quando fomos jantar, eu e marido, lá pelas nove da noite (sushi), troquei as bolas e, ao invés de entornar o copo de Coca light, o fiz com a xícara de molho shoyu. Só percebi após um GRANDE gole. Grande mesmo. Eu tomei um golaço de shoyu, caramba, e não consigo me perdoar até agora. Nem tinha bebido cachaça. Fiquei tão assustada e desnorteada que não quero mais saber de sushi nas próximas semanas. Raiva.
Em compensação, ainda à tarde, na Americanas, reforçamos nossa discoteca com CDzinhos bár-ba-ros, a citar:
GHV2, da Madonna;
Off the Wall, do Michael Jackson;
Puro Suingue, do Jorge Ben (delícia);
Maria Bethania;
e um combo do Secos & Molhados (luxo).
"Por causa de você bate em meu peito baixinho, quase calado, coração apaixonado por você, menina..."
Eu já disse que AMO Jorge Ben?
Anyway, tudo isso ainda não aplacou de fato minha mágoa por ter bebido o shoyu. Só um pouquinho...

26.10.07

Summer tone

Primeiro foram as lipos. Corta dali, suga daqui, e a barriguinha de pochete simplesmente desaparecia, como num passe de mágica. Aí foi a vez do silicone. Enxerta, aperta, aplica e as mocinhas saem empinadinhas e com novos sutiãs a tiracolo. Veio o botox e sua máscara grega, deixando todo mundo sem nenhuma expressão. O último grito na batalha pela beleza irretocável (???) ficou por conta do esquisitíssimo bronze laranja, obtido após intensíssimas sessões na câmara que dá aquela corzinha da cenoura artificialmente. Vide Xuxa e Donatella Versace. Até programa no adorável E! a "modalidade estética" (???) ganhou, o Sunset Tan, onde milionários descerebrados torram doletas mil para ficarem tostadíssimos como se acabassem de voltar de um mês de férias no Mediterrâneo. Sem protetor solar.
A gente gosta mesmo é de criticar modismos e loucurinhas que levam tantos por aí a apelar para o ridículo em busca de um ideal torto de beleza. Mas é fato que, vez por outra, lançamos mão de artifícios destinados a nos deixar mais atraentes, jovens e saudáveis: a fila para clareamento dental, peitões novos e cinturinha de pilão não pára de crescer.
Eis que um evento de suma importância surge no horizonte. Preocupada, corri atrás do vestidinho ideal. Aí vieram os sapatos, os adereços, os acessórios e a make-up ultra-carregado, que de gloss e rimelzinho a Julia já tá cheia (Julia: 5 anos). Sendo de um vaporosíssimo tecido verde-doirado, a peça escolhida por moi pedia, sem sombra de dúvidas, uma coloração a mais em minha pálida pele encarceirada por um longo inverno. Com escrúpulos suficientes (e sem a menor possibilidade financeira) de apelar para o bronzeamento em câmaras cancerígenas, deixei-me seduzir pelo simpático comercial de um produto que promete a cor do ouro às mais transparentes epidermes.
E a palavra mágica é: Dove Summer Tone, descrita como "uma loção hidratante com agentes bronzeadores". Rá. A Califórnia jamais abrigou tamanha morenice acobreada e brejeira sob seu sol. Em apenas CINCO dias adquiri aquela corzinha só conquistada com muita exposição da figura na areia da praia - e em pleno janeiro, nesta região do mundo. O sucesso foi arrebatador. Já recomendei tantos Doves Summer Tone por aí que merecia, sinceramente, uma cestinha de mimos da Dove (sei lá, não custa tentar).
Agora meu tratamento colorífico iniciou novamente (é que depois de suspender a aplicação, a cor some, snif). Outra festança das boas, em breve. E pra que se expor aos perigosos infravermelhos, não é mesmo?

P.S.: Lado negativo? O creminho milagroso não tem lá um cheirinho muito agradável. Argh.

25.10.07

O hamburguer, a faxina e as Buds

A moça, morenaça belzebu, é convidada a jantar um delicioso hamburguer com molho especial do Nordeste na casa daquela amiga sertaneja cuja residência há tempos não pisava. Ela aceita, decidida, a fim de forrar seu estomagozinho tão maltratado por abobrinhas e chuchus. Esverdeada de fome, a pobrezinha Charlotte C. ainda tem de passar no Angeloni para garantir sua metade nas Buds de um litro que serão consumidas noite adentro (seis dela, seis da anfitriã, pra ficar de bom tamanho e porque hoje é só segunda-feira, não convém abusar).
Exaurida de suas forças e tomada por uma fome abissal e sem precedentes, ela chega na casa da mameluquinha mais amada do Sul pedindo migalhas dormidas do seu pão, raspas e restos que interessam.
No entanto, ao invés de alimentar a enfaimada, G. girl decide abrilhantar sua mansão com uma pequena faxininha-relâmpago. Esfrega dali, alisa de lá, passa Veja multiuso acolá, e Charlotte, the somali girl, contorcendo-se pela cozinha, enquanto fumava um luke strike atrás do outro.
"Fui pra internet. Fiquei lá, navegando. Fumei, fumei, fumei. Roubei um cigarro dela, mentolado, ela nem viu", relata a pobre mártir. "Afinal de contas, eu tenho que ir embora às 22h30", reforçou.
Coisa de meia hora depois, G. continuava no ir e vir dos lençóis (sim, eram 22h00 e a moça insistia em arrumar a cama justamente naquele horário). Charlotte implorava por atenção e comida. Decidiu entrar em ação.
"Falei: Ô, sertanékia, eu vou fritar UM pra mim (hamburguer). Tu vai querer?", questionou a moça. G. girl disse sim. "Era só o que me faltava... me convida e depois me manda pra cozinha? E olha que eu tinha que ir embora às 22h30, trabalho no outro dia, tá pensando o que?", vociferou a paulistana louca da calcinha.
Manekinha, que é gente boa como todo baiano, lembrou, enquanto passava algumas peças de roupa, de deixar a amiga bem à vontade. "Fique à vontade, Carla. Corta um tomatinho...", sugeriu.
"Rodela fina ou grossa?", perguntou Charlotte.
"Grossa", respondeu G.
Tudo pronto, Manékia finalmente desliga o aspirador de pó e vem comer. "Ô, Carla, tu fizesse hamburguer pra mim? Gosto tanto de ti...", disse, sempre muito carinhosa com os seus (apesar do leve traço de ironia da declaração).
Mesa posta, hamburgueres fumegando, Wanderlee até o talo. A mameluquinha solta mais uma: "É tão bom a gente comê, né?".
Aí vieram as Buds e os conversês intermináveis. Claro, tudo dentro dos conformes: Charla deveria sair dali às 22h30. Chegou em casa às 3.

24.10.07

Pessoas-spam

Você percebe o quanto é amada/admirada e idolatrada ou desprezada/odiada e ignorada pelas pessoas com as quais convive ou já conviveu pela quantidade e pela qualidade dos e-mails que estas te enviam.
Sabe aqueles antigos colegas de faculdade e/ou de trabalho, com quem você mantinha uma relação cordial e bem-educada, mas que ao perderem contato ficou sem sentido mantê-los no messenger ou no Orkut, mas que você ainda mantém JUSTAMENTE por educação (sempre bloqueados)? Então.
Dia desses uma amiga recebeu o mesmo e-mail vindo de duas pessoas diferentes, das quais não recebia sinal de vida há quase um ano. Pois bem: os caras-de-pau tiveram a ousadia de bombardear a caixa de mensagens da moça com um daqueles terríveis spams/corrente que fizeram fama e fortuna no início dos anos 2000, com ameaças de maldições e de mortes horripilantes caso você, recebedor, não cumpra com o exigido no final da mensagem, ou seja, enviar para 10, ou 20, ou até 30 contatos de e-mail.
O que acontece é claro como o dia: você não manda spam/corrente para seu namorado (se tiver um), para suas amigas do coração nem para os simpáticos e descolados colegas de trabalho. Você manda spams para os contatinhos do Hotmail que você ou odeia ou despreza. Porque, cá entre nós, ninguém merece uma foto-montagem de um fantasma samara morgan style te ameaçando a vida se você não encaminhá-la.
Mas o que mais me impressiona neste mundo de meu Deus não é o pouco caso que pessoas-spam têm com você, é a possibilidade delas mesmas acreditarem em "maldições virtuais de 2000". Wake up, people, a onda virtual do momento é roubar senhas de banco e transferir dinheiro para contas-laranja. Seringa aidética na poltrona do cinema, boa-noite, cinderela na bebidinha free na boate e, é claro, a garotinha que têm um câncer terminal desde 1996 (ela não morreu ainda?) são tãããão last season...

22.10.07

O bandejão, a língua e o desespero

Quando o sogrão convidou para um almoção de domingo no meio da comunidade, fiz-me de rogada, mas marido garantiu presença dizendo: "Vamos, boba, vai ser bom!", afirmava, convicto.
Fui. Ao chegarmos, pude observar o povão, feliz, enchendo seus pratos em formato monte everest, coisa linda de Deus, comer é vida.
Peguei meu utensílio (plástico, claro) e segui, junto a Caetano, para a mesa do buffet. Enquanto me servia de apetitosas saladas fresquinhas e um purezinho fino de aipim com molho de carne (delícia), Machadinho rumou convicto para o setor de carnes. Estranhei a demora na escolha de seu filé e, em pouco tempo, o alcancei.
Qual não foi minha surpresa ao ver o moço com uma carinha que ia da náusea ao pânico, enquanto olhava para as duas cubas de carne: uma delas com pedaços de aparência rugosa, boiando num molho vermelho: a famigerada língua; a outra, também encharcada de molho, com generosas coxas e sobrecoxas de frango ensopadaço. Pânico na Zona Sul. Sem saber se ria ou o auxiliava, apontei para um cantinho do salão comunitário, onde dois solícitos garçons fatiavam um fabuloso churrasquinho, o que deveria minimizar o impacto popularesco da refeição dominical.
Não foi de grande valia. Como já havia se servido, precipitadamente, de frango, lá ficou marido, com carinha de desespero, olhando o pedação de alguma parte ainda não identificada da galinha, laranja e gordurosa. Medo.
Já pensava eu em blogar as frescurinhas de maridón quando este se aprochega e, discretamente, sopra em meu ouvidinho: "Tô me sentindo no Laio´s".

P.S.: o frango acabou, enfim, sendo devorado, já que eu pus fogo dizendo que é falta de educação deixar comida no prato, até porque Jesus chora, como diria Neidé. A carinha de desconsolo, no entanto, ficou registrada em minha mente, para minha diversão eterna.

19.10.07

Carência cristã

Charlotte estava carente. Sedenta de um abraço, um chêro no cangote, um mimo, um bibelô. Curtindo sua agitadíssima single life, considerou a morena brejeira ser mais fácil ganhar bens materiais do que um abraço de urso, macho, quente e peludo (tempos difíceis em que espécimes masculinas para uma manutenção básica são itens de luxo no mercado).
Zapeando em frente a TV, parou, estática, na programação de seu canal predileto, a TV Universitária, da mesma instituição da qual ela já fez parte. Lá, aos brados, um homem identificado como da "Igreja Adventista" convocava o telespectador a entrar para o clã dos escolhidos. De repente, merchandising. O pastorzinho saca de um CD brilhante e, foco na câmera, informa que o primeiro a telefonar para o número XXX ganharia, na chincha, aquele exemplar único, raríssimo e disputado das "melhores do mundo gospel 2007".
Sebo nas canelas: o sonho de Charlotte se materializava em sua frente! Pois não era ela mesma que, há poucos dias, havia se lamentado com a vizinha mais curvilínea do Dehon quanto à necessidade desesperada de ganhar alguma coisa, qualquer coisa, um abraço, um real, uma passada de mão?
Discou, divertida (há, vou ter o que contar amanhã na escola), já esperando o indefectível sinal de ocupado do telefone. De repente: "Alô, boa tarde! Você é a feliz contemplada de um CD da Igreja Adventista com As Dez Melhores do Forró-Gospel - by DJ Retardado Show!". Três dias depois, o mimo tão sonhado chegou pelo correio. Aleluia, irmãos!

P.S.: Ainda sobre religiosidades e afins, Teteu boy acredita que nossa amiga, a pseudo-jornalista e "poeta das aspas" Z., deverá começar sua matéria sobre a bem-aventurada Albertina da seguinte forma: Amém.

16.10.07

Bienvenue!

Eu orgulhosamente dou hoje as boas-vindas a uma querida nova leitora que, pretendo eu, deve se tornar habitué neste espaçozinho. O post acanhado mas honesto tem toda razão de existir, já que esta nova leitora é nada mais nada menos que minha mamãe, Neidé, a francesa que não deu certo, que ama melancia mais que tudo no mundo, que é viciada em paciência e que sonhava em conhecer Veneza na adolescência. Dona Neide, seja muito bem-vinda ao Imediatas, entre, sente-se e fique a vontade, a casa é sua. Então aproveite e me lava aquela louça da pia, sim?

15.10.07

Mimada

Eu ganhei um mini-mickey bebê. E vocês, o que ganharam no Dia das Crianças?

14.10.07

A chapa, o falecido e o cachorro

Momentos difíceis, aqueles... há coisa de cinco anos (ou mais, ninguém lembra ao certo), monsieur Joseph, patriarca do Clã Rosa, acamado e indisposto como estava, sofreu uma piora em seu estado de saúde e foi levado às pressas para a Clínica Santé (reduto dos ricos e elegantes destas plagas). No corre-corre do atendimento, as enfermeiras, muito solícitas, retiraram cuidadosamente o aparelho ortodôntico de sir Joseph - sua dentadura, ou ponte, como era chamado o artefato, carinhosamente - e a entregaram à filha e primeira-herdeira Andrea Rosa. Levemente nauseada (Déia é dada a frescuras, onde já se viu?), a moça tascou a dentarada na mesinha mais próxima da clínica. Atordoada pelos últimos acontecimentos, acabou esquecendo-a ali.
A história poderia ter terminado deste jeitinho, mas não. Quando se trata do Clã Rosa (ou do Clã Teixeira, whatever) nada é suficiente.
No dia seguinte, atarefada com uma série de compromissos, princesa Déia e Madame, sua eterna companheira (não é, Kátia?) dirigiam-se à agência do CitiBank mais próxima para sacar algumas malas de dinheiro quando ambas foram interpeladas por uma jovem senhôura. "Moça, não é você que tá com o pai mal, doente no hospital? Então, o meu também tá lá, e ontem eu te vi lá perto da UTI. Você esqueceu a dentadura dele". Não bastassem as lágrimas em profusão de Déia ao lembrar do incidente, a moça ainda põe a mão em sua própria bolsa e retira dali, sã e salva, uma rosada dentadurinha cheia de dentinhos (ou aparelho ortodôntico, como queiram), que era lavada diariamente com o bom e velho escovão do tanque. O mimo foi direto para a valise importada de Madame Louise.
Infelizmente a boa ação não foi necessária. Monsieur Joseph não resistiu e acabou falecendo, ao longo daqueles dias difíceis. Ao se tomarem as providências quanto ao traje fúnebre que seria posto no bom homem, Madame e Andrea lembraram-se, tardiamente, da tal dentadura, que jazia, murchinha, sobre a mesa da cozinha. Ao interpelarem o jovem da capela mortuária, foram tranqüilizadas: a boca do falecido não penderia, murcha, sem a chapa, na hora do velório. No lugar do adereço, colocaria-se muito algodão dentro da boca, para dar um up nas belas feições de Joseph.
Ao retornarem, ambas, para Mansão Rosa, em busca de mais alguns detalhes, surpreenderam-se com o bom e velho Chico, que Deus e São Francisco de Assis o tenham no céu. Chico, velho de guerra, havia subido à mesa da mansão (hábito do pobre cachorrinho) e, numa forma de homenagear seu querido dono Zé, exibia entre os próprios dentes caninos a dentatura do morto, espécie de sátira bizarra. Para tirar a chapa da boca foi um trabalho. O aparelho foi devidamente enterrado por Madame no quintal, para tristeza de Chico.

10.10.07

A notícia mais irrelevante do ano (sério)

Longe de mim querer aderir à linha de blogs como os excelentes Te Dou Um Dado?, Shoe me e Papel Pop, que divertem gongando celebrities e pseudo-celebrities brazucas e internacionais, entretenimento dos bons para DEPOIS do trabalho (deixo claro). Mas não pude resistir aos apelos de notinha enviada pelo amigo Matheus Leão Lobo Madeira. Sério, se não existisse um vídeo provando (ao qual não assisti, deixo claro), seria difícil acreditar que bizarrices assim acontecem, a torto e a direito, e passam incólumes na "carreira" destas criaturas.
Deu no Babado (trechos em parênteses são meus):

Siri canta "Tô nem aí" para Alemão e repórter do TV Fama (ai, ninguém mais merece Sirisleine e Germany boy, fala sério. Nem a Germana agüenta mais).

Íris Stefanelli, apresentadora do TV Fama, da Rede TV!, tirou sarro - no ar - do affair entre uma repórter do programa e seu ex-namorado, Diego Alemão. Siri cantou o hit "Tô Nem Aí" aos risos, após uma piadinha combinada com Nelson Rubens (até ANTES da piadinha COMBINADA, eu poderia sorrir discretamente com a sacanagenzinha da bruaca, mas...):
- Bruno de Lucca, você foi visto! Estava dando carona para a repórter do TV Fama, Tatiana Welikson, e Diego Alemão. O que estava tocando no rádio? (disse Nelson Rubens)
- Tô nem aí, tô nem aí, completou a ex-BBB. (!)


(e agora, a MELHOR síntese de planos-para-o-futuro/ quero-ser-apresentadora-e-atriz de todos os tempos EVER):

Tatiana passou a noite de sexta-feira com o moço e teria dito aos amigos que ele é "insaciável" e que agora ela quer posar nua.
Fim

Tá. O que o fato dele ser insaciável TEM A VER com o fato de ela querer POSAR PELADA? O ex-BBB tem o pinto de ouro (como diria Madame), o fabuloso dom de deixar a mulher mais gostosa e atraente depois de comida, ao ponto de ela TER, obrigatoriamente, que mostrar a xavasquinha melada pra todo mundo? Se nos basearmos na Iris, NOT!

7.10.07

Piratas do Caribe

Tropa de elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você!

* Valeu, Diogo!

4.10.07

Heartbreaker

Uma série de imagens sacras dão um ar dramático à gruta construída no local da morte da menina santa. Nossa Senhora de Aparecida, Santo Antônio e o meu mais novo amigo, São Miguel Arcanjo, perfilam-se rentes às paredes da pequena edificação.
Uma das imagens, de uma mulher sustentando um carneirinho em um braço e uma planta no outro, cujo nome ainda não descobri, exibe um pequeno papelzinho bem dobrado em seu colo. Certamente um pedido de graças, bastante comum em igrejas e santuários religiosos.
Vou lá e o desdobro, assim como fiz com os da Albertina. Pedi permissão aos santinhos, não há pecado, ora bolas. Até porque compartilhei daquelas dores e daqueles desejos pendentes (saúde, emprego com carteira assinada, uma vida sem vícios).
O bilhetinho no colo da santa sem nome (conte a história da menina, Germana!) é um pouco diferente. Em letra tremida, insegura, com erros básicos de português, a mensagem passa a dor de um coração partido. "Santinha, faça com que o Valdemar me telefone ou me procure, para conversarmos". Ô, dó...

Upgrade: Movida por uma curiosidade incessante quanto à vida dos santos e santos, fui pesquisar mais a respeito da santa com o cordeiro e a planta. É Santa Inês, bela, poderosa e casta. Vamos à história?


Santa Inês, tambem conhecida com Santa Agnes, foi uma virgem e martir do século III. Veio de uma família nobre e rica e a medida que crescia se tornava uma linda donzela de sedutora beleza. Seus cabelos vermelhos e longos ascendia os desejos dos jovens romanos. Mas ela havia prometido castidade perpétua e sofreu várias tentativas de violações, sempre orando a Jesus para protege-la. Assim, o primeiro homem que a quis violar foi cegado por um raio de luz. Santa Inês o perdoou e ele pode ver de novo.

Foi então denunciada como sendo cristã. Prenderam-na e a torturam para que ela oferecesse sacrifícios aos deuses romanos. Como ela se recusava, levaram-na a um bordel, mas o homem que tentou violenta-la foi morto por um raio de luz.

Foi então acesa uma fogueira para ela ser queimada. Quando colocada na pira, ela orou e o fogo milagrosamente se extingüiu. Colocada para ser desmembrada por cavalos, seus punhos eram muito pequeninos e não havia grilhões de ferros para ela. Tentaram amarrá-la com correntes, mas as correntes escorregaram em seu corpo, e as que ficavam simplesmente arrebentavam.

Finalmente foi decapitada com a espada.

Vários milagres foram creditados a sua intercessão e sua fama se espalhou rapidamente. Agnes significa casta, em grego, e em latim, ovelha. Talvez por isto na arte litúrgica da Igreja ela é representada sempre segurando uma ovelha.


Atenção, single girls ----> Segundo a tradição, Santa Inês ajuda a encontrar um noivo para um feliz casamento. É padroeira da pureza e da castidade e é invocada na proteção da castidade. Sua festa é celebrada em 21 de janeiro.


E olha só que bonitinha:


Virei devota.

Malvados again

Eu já disse o quanto este cara é genial? Não? André Dahmer rules!


2.10.07

Pixote

"There´s no place like home", já dizia a fashion icon Dorothy, de The Wizard of Oz. Em casa podemos tudo, andar descalços e/ou sem camisa (mulheres inclusive). Podemos usar o banheiro de porta aberta, passar uma manhã inteira de pijamas, ver TV com o rosto ensebado de creme hidratante (desde que o marido não vomite), usar havaianas e calça jeans sem passar vexame. Nossa casa é nosso reino, onde nos sentimos mais a vontade, livres e libertos para aprontarmos quaisquer peripécias entre nossas quatro paredes. Só lá falamos mais alto, cutucamos o nariz e coçamos partes pudentas sem constrangimentos. Só em casa cantamos no chuveiro e fazemos montações malucas usando peças de roupa exóticas escondidas no armário.
E, claaaaro, dentro de sua casa, cada louco tem sua mania. Micheline, por exemplo, em casa vive de câmera fotográfica em punho atrás do filhote Theo, isso quando sai da internet.

Germana tranca as portas, e cinco minutos depois volta para conferir se trancou as portas, e cinco minutos depois volta para conferir se trancou mesmo as portas. Aí bebe vinho e vai pra net.

Denize (já descrita no blog) cuida de afazeres domésticos enquanto domina o mundo.

Andréa NUNCA pára em casa.

Neide também não.

E Charlotte, ah, Charlotte... o hábito secreto de Charlotte não poderia ser menos excêntrico do que o de todas as outras pessoas. Enquanto cozinha abobrinhas e tomates, lava roupas e passa aspirador do carpete, Charlotte não se desfaz de sua fiel companheira. Ela, a meia-calça cortada que faz as vezes de touca protetora dos fios alisados da brunette belzebu. Assim, uma vibe meio pixote, manja? Vez em quando, os vizinhos Cíntia e Caetano conseguem vislumbrar um naco de Chagas passando pela janela, apressada. De cabelos devidamente escondidos na touca-meia. Fina. E nós merecemos esta visão privilegiada, certamente. Daiquiri no Santo Graal or something.



30.9.07

As Marcianas, o Hominho e o vestido prata

Graças a Deus eu não comprei o vestidinho prata! Glória Jesus. Passei o fim de tarde de domingo trabalhando E vendo - pela TV - o glamuroso show com As Marcianas, em comemoração ao aniversário de uma emissora de TV ligada a universidade de Shark city. Foi um dia legal, cheio de apresentações de artistas locais, bastante populares, e o povão adorou, pôs roupa domingueira e veio prestigiar. Massa.
A questão é As Marcianas. Cara, quando eu era criança elas já existiam há tempos. Aí fui descobrir que a dupla é renovada de tempos em tempos. Só que agora há uma disparidade grande: uma marciana já deve estar dobrando o cabo da boa esperança dos 50, e a outra ainda tá gata, 30 e tantos. Magra, e tals. A cinquentona, ai, coxas meeeega volumosas, eu sou uma sílfide perto dela. Barriguinha sexxxy. As moças, claro, como toda dupla sertaneja, foram vestidinhas de par de vaso. E agora vem meu momento de alívio máximo: as fofas se exibiam em puro lamê PRATEADO. Curtíssimos, ajustados na barriguim. O povo lá de baixo deve ter tido uma visão privilegiada de suas partes pudentas - principalmente as partes pudentas da véia mais "robusta", por assim dizer.


Aí que no sábado eu finalmente comprei meu vestidim pra ir pro casório da Grasi. Fiquei entre duas peças fofas e baratinhas, um dourado e um PRATEADO. Tá, já dá pra imaginar que eu vou de golden girl pro festerê, né? Glória, Jesus.

E PÁRA TUDOOO!!!!!!! Quem acompanha o blog e as historietas fantásticas de Madame Louise já leu a respeito de seu humilde serviçal, o Hominho. E adivinha quem tava SE REQUEBRANDO na frente do palco das Marcianas, gritando uhu, braços pra cima, feliz da vida? SIMMM, o HOMINHO, eu tô vendo ele pela TV agorinha mesmo! Ah, o que é a alegria de viver, não é mesmo, minha gente? Hominho agora esticou o braço esquerdo e pôs a mão direita no peito, simulando estar dançando acompanhado. Desceu até o chão. Alguém me socorre, pelamor... "Vou te amarrar na minha caaaaaama, só pra fazer amor comiiiiigo...".

P.S.: Não agüentei e fui ver na
Wiki, saca só (copiado e colado, itens alterados em itálico): As Marcianas é uma dupla sertaneja brasileira que surgiu na década de 1980 e tem como uma das integrantes Celina Santangelo, filha do cantor João Mineiro (acho que esta deve ser o açougue ambulante). Conquistou o público brasileiro devido ao estilo romântico e... (atenção agora) ÀS ROUPAS SENSUAIS (caixa alta é por minha conta). Ganhou vários troféus e prêmios, entre eles alguns discos de ouro e até mesmo de platina. Sempre comparecendo em programas de televisão, teve como grande sucesso Vou te amarrar na minha cama, de 1992. Celina integra a dupla ao lado de sua amiga, Adriana, e ambas curtem a natureza quando não estão trabalhando (Cuén?).





Viu? Graças a Deus que eu não comprei o vestido prata (crédito da fotinho: Lougs D.)

27.9.07

Vive la fête

Madame levou alguns minutos para abrir as portas da mansão, quando nos anunciamos. Por alguma razão desconhecida, imaginou ela que, ao invés dos reles mortais Cíntia e Caetano, recebia a visita de Fabiana e Geraldo, estimados sobrinhos que costumam bater em sua porta eventualmente. "Se, ao invés de vocês, fossem eles, aí eu deveria preparar melhor o ambiente", disse, preocupada com o bom nível e a estirpe do casal de irmãos. Conosco, no entanto, beiju com cafezinho já bastam.
Bastante receptiva, Madame Louise cumprimentou-nos, como de praxe, com duas suaves bitocas nas bochechas, envolvendo-nos numa suave nuvem de seu perfume predileto, Chanel nº 5. Sugeriu que sentássemos nas poltronas do living room e iniciou uma de suas história pra lá de agradáveis - no entanto, o relato foi iniciado sem uma introdução.
"Então, quando cheguei foi uma festa, tava todo mundo lá. Gente que eu não via fazia... o que? Mais de 20 anos, boba!", exclamava, ela mesma admirada da dimensão do tempo. Na "festa" de Madame muita coisa boa rolou, muita fofoca quente foi posta em dia, muita gente pode se reencontrar após anos a fio. Entre croquetes e bolinhas de queixo, além de muito cafezinho recém-passado, tios, sobrinhos, primos e agregados resgataram historietas do Arco da Velha, riram a valer, divertiram-se como nunca.
"A minha paixão* foi ter perdido o Ogeno. Ah, o Ogeno... ele baba. Mas é bom da cabeça, trabalha num banco. O Ogeno casou com uma japonesa, ela morreu. Agora tá viúvo. Todo mundo viu, menos eu, tinha saído aquela horinha!", lamentava madame, referindo-se a Eugênio, primo que há muitos anos foi residir no Norte catarina.
Animada com tantas novidades simultâneas, tentava eu, em vão, interromper o relato emocionado para perguntar quando tal grandiosa festa havia ocorrido. Muitos minutos depois consegui meu objetivo. "Ah, foi lá no velório do tio Jacó", informou Louise, às gargalhadas, enquanto enfiava na boca mais um pedacinho de rosca.

* paixão, neste caso, é sinônimo de frustração.

26.9.07

Momento celebrities

Ó, eu até não tinha nada contra o arremedo de atriz Daniele Winnitz (eu não sei como se escreve e juro que não vou procurar no google). Aí que a bicha engravida e bléarrrrghhhh, chega a me dar náuseas. Olha só: a brega e a moça do maridón maquiado dela estão espalhando que o filho vai se chamar BENÍCIO, pai amado, Benício só não é pior que Nicanor, pra mim o nome mais feio do mundo. Também estão "divulgando" que a criaturinha foi "feita" em Paris, porque o casal se hospedou lá numa viagem bate-e-volta de fim de semana, num hotelzinho de quinta, ralou a bacurinha e a monstra engravidou. Agora diz que o Benício foi feito na França. Eu mereço. Vou pra Martinica, engravido lá e espalho pra galera. Pelo menos vai ser mais original.

Upgrade: Céus, a ermã Elaine lembrou que BENÍCIO é o nome do filho da ANGÉLICA E DO LUCIANO UGH! Há! E o nome do filho da Winnits (tive que procurar no gógle) ainda não foi devidamente "divulgado". Dá nada. Thanx, Lane!




E circulando pelo óoooootzimo Te dou um dado?, encontro esta foto. Ai, eu nem sei o que dizer...


25.9.07

Cantadas baratas

Coisa mais deprimente na face da Terra é você observar, de camarote, alguém passando uma cantada em alguém. Digo aquelas cantadas inconvenientes, sem local e hora definido, do nada, durante o expediente, por telefone, numa reunião de negócios; e não a cantada adequada, num bar ou no corredor do supermercado, sei lá - porque cantada sempre é bom, minha gente, mas se bem-feita, claro.

Semana passada presenciei uma destas saias justas e quase sucumbi à Vergonha Alheia. Um cara (35 a 40, metido a galã, camisa branca com botões abertos, peito cabeludinho a mostra), que tem cargo relativamente importante num órgão público destes da vida, conversava com uma secretária (que foi rapidamente apelidada de Formiga por nosso obsceno fotógrafo, dado seu farto derriére, like a saúva).


A bunda da moça era grande. De frente a menina era normal, nem gorda, nem magra. Ao se virar, no entanto, exibia extensão de carne das mais grandiosas. A coisa ia espichando pra trás que até dava medo, parecia uma carreta cegonheira.

Whatever, penso que o mocinho funcionário público deva ter gostado do material (ah, eu metido naquelas carnes...). Devo lembrar que obviamente não existia intimidade entre ambos, e conhecendo o mundo masculino como eu conheço (ha!), pude observar que o rapaz certamente percebeu que a cuzuda não exibia um bambolezinho dourado no dedo.
Na hora de lançar a cantada barata, a cara do sujeito se desmancha. Sim. Ele fica com um aspecto meio molóide, meio bobalhão. A voz fica melosa, mais grave, mais baixa, meio que embriagada (senÇual, diriam eles, para si mesmos). O peito infla, a postura torna-se mais ereta e rígida (conotação sexual?), e as mãos... ahhhhh, as mãos.
De uma hora para outra, o funcionário público, que certamente havia feito uma solicitação de qualquer coisa para a bunduda (um copo de água ou um blowjob) agradecia pelos serviços ainda não prestados acariciando-a nas costas. Sua mão ia e vinha, ia e vinha, ia e vinha. Primeiro, exatamente no meio das costas. Depois, os limites foram sendo ultrapassados. No fim, o cara já tava alisando a gata da nuca até o cóccix. Foi quando percebeu meu olhar zombeteiro. Aí parou tudo, estávamos em um lugar público. Mas eu o vi, minutos depois, passando um cartãozinho pra rabuda-girl. E ele TINHA o bambolezinho dourado no dedo...

24.9.07

Regras de etiqueta para o mundo virtual

Ah, a internet e os constrangimentos que tanto nos proporciona... Tá pra nascer o sujeito que, desde os tempos imemoriais do e-mail (épocas em que Zipmail era rei), ainda não tenha pago um bom miquinho enviando mensagem para a pessoa indevida; excluindo aquele mala-sem-alça do messenger sem muito tato; deixando scraps mal-criados e desaforados no Orkut ou, pior, postando fotos comprometedoras e só depois vê-las parar em comunidades como o Vergonha Alheia ou pior, no Kibe Loco.

E se todo mundo tem uma boa gafe internética pra contar, o que dizer de quando somos nós as vítimas desta gafe? Exemplinho: você que tem mais de 50 amigos no site de relacionamentos Orkut e que, paralelo a isso, preza por um texto caprichado e bem escrito já deve ter passado pela saia justa de receber um scrap ou mesmo um depoimento (testimonial) com garatujas digitadas em idioma incompreensível.

O que fazer? Afinal de contas, recusar a homenagem feita pelo coleguinha com quem você cruzou duas ou três vezes na academia ou deletar as honrarias escritas com o suor do rosto da moça que você conhece do balcão da padaria ou da locadora não é nada simpático. Seu contato (desconhecido) de Orkut passou trabalho pensando em você e em suas inúmeras qualidades (as quais, mesmo que raras, ele não teve chance de conhecer) para deixar uma marca em sua página, vista e revista diariamente por tantos e tantos admiradores (assumidos ou mesmo secretos, que a Bina do Orkut não me deixa mentir).

Quer uma dica? Aceite. Aceite e peça praquele amigo metido a poeta e/ou escritor que, em seguida, lhe escreva um mega testemunho (mesmo que falso e forçado, vá lá) para ocultar ou eclipsar o vexame que a sobrinha de 13 anos daquela amiga de colégio ou o filho do porteiro do prédio lhe fez passar. Tudo para manter sua imagem intacta.

Você também pode ser mais cara de pau e dar umas dicas preciosas para os analfabetos funcionais que habitam seu Orkut, condenando os miguxismos e o internetês, por exemplo (o que já seria fantástico).

Modelito - Agora, caso você se enquadre no outro lado da história e escrever uma lista de compras lhe parece um martírio, vamos facilitar-lhe a vida. Simplérrimo. Não sabe escrever, basta seguir o "molde para depoimentos no Orkut". Fácil, rápido, barato e nada cansativo (embora a fórmula já tenha sido desenvolvida e descoberta por 70% dos usuários deste universo paralelo). Assim, ó:
"O que dizer de ________________ (preencher com o nome do homenageado)? Amiga (o) para todas as horas, esta pessoa (aí entra ou o nome, de novo; ou o apelido ou expressões como "criatura" ou "filho da puta") já fez muita festa/ tomou muitos porres/ participou de muitas orgias/ dançou muito na boquinha da garrafa/ qualquer coisa que o homenageado certamente não costuma sair revelando por aí. Cara (ou gata, ou linda, ou bródi), te considero pra caramba. (E pra concluir): Te doluuuuuuuuu!". Viu como é fácil?

21.9.07

Novo bloguinho na área

ÓOOOOOOOOdio mortal de Charlotte C. Porque a bicha abriu blog anteontem e já tem gente deixando comentários mil por lá. Inclusive minha própria IRMÃ, vejam só, que JAMAIS acessa meu blog, quando mais deixar um mísero comentariozinho. Só pode ser puxa-saquismo. Aliás, aos que se interessarem, vão lá, no blog da Carlotinha, the brunette belzebu. Em breve, eu incluo o Pimenta nos meus favoritos, aí do lado. E certamente não deverei esperar por retribuição, não é mesmo?

Hoje fomos a um churrasquinho óóóótzimo da press sharkcitiana, tão bombardeada por mim, esta infiel, nos últimos dias. Tantas e tantas observações engraçadinhas, mas, curiosamente, não me animo, agora, a enquadrá-las aqui. Só posso dizer que foi bonito ver o prefeitinho mais rosado do Sul-catarina vir nos comprimentar, eu, Cíntia, e Micheline Z., todo sorridente, dizendo: "Olá, Jaqueline, olá, Milena!". Desmontei.

20.9.07

"Amiga, sou eu, o Gegê!"


Gente, assim, ó: eu sei que não é nada bonito tripudiar do trabalho, do suor e do esforço alheio; sei também que ninguém é perfeito, todos cometem erros, tropeçam, caem, capitulam diante das adversidades da vida. Sei que todo bom macaco deve olhar para o próprio rabo, e quem sou eu, ora bolas, para apontar meu dedinho petulante às feridas do vizinho? Mas não dá. Desta vez, não dá. E o blog é meu, convenhamos, posso sentar a lenha em quem eu quiser.
Em se tratando de "Jornalismo", eu, como representante da categoria, diplominha guardadinho numa pasta esquecida no canto do armário, posso discordar da linha de pensamento de gente como Clóvis Rossi, Ricardo Kotscho, Mônica Bergamo, Rosana Hermann e Nina Lemos, for example, quando achar necessário. Posso até sentar a lenha em seus respectivos lombos, também pelo caráter público destas celebridades da comunicação - que chegaram onde estão não foi por incompetência nem falta de talento, vamos e venhamos.
Posso também falar de minhas próprias (e inúmeras) mancadas, nas de meus coleguinhas de redação, nas do marido (coisa que faço com freqüência, mesmo sem ele pedir). Mas quando retornei a terrinha natal, tenho me surpreendido cada vez mais com o (baixo) nível dos colegas de press que habitam estas plagas. Céus, é coisa do demo, arco-da-velha, da pqp, do diabo a quatro, cão chupando manga, o horror, o horror! Prato fartíssimo para qualquer um destes sites que vão do Kibe Loco ao Xingatório da Imprensa.
Mesmo assim permaneci (mais ou menos) em silêncio durante todo o tempo do blog (pouco mais de um ano), sendo que neste período tive oportunidades ímpares de satirizar com pessoinhas da pá virada que lançam mão das mais nonsenses expressões jamais criadas na literatura brasileira (vide "dragão de sete cabeças" e "farol de milho").
Mas hoje não deu pra agüentar. Caras, não me é possível suportar tamanho rojão sem dar uma zoadinha básica no bloguinho mais debochadinho de Shark Blue City. O pior (ou melhor?): a pérola foi escrita por uma criatura NÃO-JORNALISTA. Trata-se de um jornal diário que, dizem, já viu dias melhores e hoje se mantém contratando qualquer maluco que bater à porta. A garota já é famosa no meio por sua "exuberância" na hora de redigir suas "matérias" e pelo "excesso" de "aspas" em seus textos "medonhos".
A notícia era a seguinte: ontem a cidade foi uma das contempladas com o credenciamento para realizar tratamento oncológico, coisa pela qual vinha lutando há bons anos. Legal, excelente notícia, palmas para todos, ipi, ipi, urra. A lindona abre com a seguinte pérola (nomes serão omitidos):

"Redação do XXXX, exatamente 15h30min. Telefonema 1: "Amiga, sou eu, G. Olha que coisa mais linda: o hospital foi credenciado pelo SUS. Graças a Deus! Se a irmã quiser já pode começar amanhã mesmo".
Redação do XXXX, exatamente 15h35min. Telefonema 2: "Z., sou eu, A. Graças a Deus, à Nossa Senhora Aparecida, a todos os santos e mais um monte de gente. O credenciamento do hospital saiu!".

Sacaram? Vamos traduzir para os que caíram de pára-quedas por aqui. O assunto é sério. Seríssimo. Foi uma grande conquista para a cidade e vai ajudar a um bando de gente que faz tratamento quimioterápico e que tinha que ir a Floripa todo dia. A gata, no entanto, parece estar falando dos organizadores do jantar-dançante da comunidade, que conseguiram a doação de mais um engradado de cerveja (uhu, caraca, gata conseguimos!).
Não bastasse, vamos aos nomes. G. é deputado. DEPUTADO! E ele chama a TODAS as mulheres do mundo de coisas que vão do "amiga" ao "princesa", passando pelo gata, cheirosa, gostosa, coisinha do papai e meu chêro. Whatever, você aí, que escreve pra qualquer jornal de bairro do mundo, deve saber que isto é IRRELEVANTE, ele podia tê-la chamado de puta, e aí?
Mais uma: A. é um secretário de Estado, famoso por sua fervorosa religiosidade. Se eu fosse ele, mandava massacrar a louca que o ridicularizou por tão desnecessários comentários extras.
Outra: há de se destacar o caráter politiqueiro da conquista, agora só vai dar gente querendo ser o pai da cria. Por um acaso, os dois políticos amigooooos da repórter são do mesmo partido, o que dá uma cara meio tendenciosa (meio?);
Para acabar com esta palhaçada: cansei de observar o que eu achei absurdo neste lead fantástico que vai entrar para os anais do jornalismo bizarro de Shark City. Desde a primeira frase até a última, tudo é tão absurdo que ainda não entendemos como a universidade que forma jornalistas, aqui na região, e o sindicato da categoria ainda não pularam nos pescoços destes hereges, exigindo fechamento imediato daquela pocilga. Mas aí seria ruim. Com o que nos divertiríamos (ou nos horrorizaríamos) todos os dias?



P.S.: Argh, bem que eu tentei dar um print-screen básico, mas o resultado fica muuuito ruim, então esqueçam. Ódio.
P.S.2: Conseguiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!! Hahá!


19.9.07

Tópicos tensos

  • Eu me preocupo quando estou "de TPM" sem estar na TPM really. Acho que deve ser algo tipo disfunção hormonal, or something else. Mas de vez em quando não consigo relevar. E o mundo parece mais idiota que o habitual.
  • No momento tenho (pausa para contar) três bons livros em minha mesinha de cabeceira (ou criado-mudo, whatever). Crime e Castigo, de Dostoiévski; Corpo Presente, o primeiro livro do brilhante João Paulo Cuenca, e infelizmente não tão brilhante assim (o livro); e "O Silêncio dos Inocentes", de Thomas Harris, que deu origem ao filme (que eu acho ótimo, aliás. O filme. A-do-ro Anthony Hopkins). E mesmo assim fico na TV até meia-noite e caio duríssima na cama. Sem leitura nenhuma. Que o diga marido, que levou quase quatro meses pra terminar Moby Dick, haha! Era ler uma página e capotar com o livro sobre a barriga. Sexxxy.
  • Mas concluí Clube dos Suicidas, de Robert Louis Stevenson. Interessante.
  • Na quarta-feira coraçãozinho bate mais do que o habitual. É a maldita Chama se aproximando, com DJs-bandas de pagode-malabares-e-venda-de-ingresso-no-canáriocafé.
  • E dane-se a dieta. Quando o homem inventou o pão, estava inspirado por Deus. Massa é mais! E o doguinho do Chafariz é o que há! Agora, é compensar nas corridinhas matutinas.
  • Blog há dias desatualizado por conta de uma enxaqueca arrasa-quarteirão, acompanhada de trabalho extra durante folga do marido. Agora, tudo normal. Tanx, God.
  • Crime e Castigo vai empoeirar e juntar traça...

13.9.07

Um buquê de lírios...


Morreu hoje o ator/comediante/jurado (???) Pedro de Lara, aos 82 anos, de câncer de próstata. Achei curioso: o sujeito recusava tratamento. Já em fase terminal, passou mal e foi levado às pressas à clínica mais próxima, onde chegou morto. Je sui désolé. Tenho uma fortíssima ligação sentimental com júris de show de talentos e protagonistas de pegadinhas do Silvio Santos, coisa da infância, you know what I mean. Tudo bem, tem gente que prefere o Renato Aragão...
P.S.: coroas de flores com lírios certamente não vão faltar.




12.9.07

O escracho mora ao lado

A serelepe Charlotte, the brunette girl (a única que pode manter aquela coloração de cabelos no Brasil e no mundo), mostrou suas garrinhas afiadas na noite de terça-feira. A moça, em visita à simpática residência de seus queridos vizinhos, provou que é digna o suficiente para sustentar seus pontos de vista, sempre polêmicos, polvilhados com aquela agressividade saudável que é sua marca registrada. A english teacher mais querida do Sul-catarina desafiou a tubaronense residente ao clamar: "Em Shark city só existe MULHER FEEEIIIIAAAA!!!", sentenciou, juridicamente, não se importando com a cara de mágoa de cabocla da mocinha ao lado. "Não, Charla, honey", tentei argumentar. No chance. "Feiaaaaaaaaaaaas!!!!!! E barangas!", garantia, do alto de seu 1,80m, sem saltos, e por trás de impenetráveis olhos verdes faiscantes. De acordo com a teoria de Charlotte girl, as moças bonitas vistas circulando por Shark city são provenientes de Fortune River, Big Stones e Capiva Under, cidades vizinhas. Ninguém belo de fato nasce no HNSC.
A moça empolgava-se no discurso quando um clip oitentista, no VH1, chama sua atenção. "Argh!", exclamou, após esvaziar a garrafa de vinho rosé "ruim, ruim, horrível!", da vizinha. "Eu DETESTO estes caras que fazem cabelo estilo MOSAICO". A bonita referia-se ao cabelo moicano, diga-se de passagem.
Ainda indignada com a baranguice escrachada da mulher sharkcitiana ("São todas umas Schirleynnes e umas Khênocas", afirmava, citando nomes fictícios), nossa heroína paulistana predileta percebeu que havia esvaziado a terceira garrafa de vinho (ruim, muuuuito ruim). "Eita, foi mais uma. Tás bebendo demais, hein, Cíntia?", gritou, ameaçadora. Depois, decidiu reconsiderar. "Amanhã eu trago uma garrafa pra ti", prometeu, pela 14ª vez. Duas horas mais tarde, após beber todo o aceto balsâmico e o vinagre de álcool da casa, Charlotte decidiu nos deixar, para nossa tristeza.

Taís? Quem é Taís?

Só agora posso perceber que meu boicote à Globo e à revista Veja, às vezes (bem raramente), apresenta alguns inconvenientes. Por exemplo: não há lugar do mundo onde eu vá ou blog que eu leia que não se fale/escreva sobre a famigerada morte da tal Taís (Alessandra Negrini, também não sou tão alienada assim). A questão que mais interessa ao brasileiro médio, do Oiapoque ao Chuí, nas últimas semanas, é quem matou a personagem. Crise aérea, cassação de Renan Calheiros, (mais um) vexame da Britney Spears? Mas, bah! O interessante é saber quem matou Taís. Chovem teorias e esquemas elaborados quanto à identidade do até agora desconhecido assassino. Coisas das mais fabulosas do mundo. Miche diz que a irmã má matou a boa e tomou o lugar dela, mas eu não consigo entender direito o que isso significa. Devo lembrar: não assisto, nunca, a tal novela. Nem as chamadinhas. Aí que meio que me senti deslocada. Mas passa. Até a novela acabar. E até começar a próxima, claro.

11.9.07

Seis anos

O assunto que rege a maioria dos blogs, hoje, é, sem sombra de dúvida, o ataque terrorista de 11 de setembro, nos EUA. O aniversário de seis anos do pior pesadelo americano quase ofuscou o papelão de Britney Spears no VMA, que ainda rende comentários dos mais diversos (Free, Britney!). Sou do Sul do país e, naquela fatídica época estava morando em Pernambuco, para onde havia ido a trabalho, malas e cuia. Ao sair para o almoço, passei por um dos quiosques do gigantesco Shopping Recife e reparei numa multidãozinha de tamanho considerável, embasbacada, olhos grudadinhos numa TV de tela grande, sem som. Não conseguia entender direito aquele aviãozinho que "sumia" por trás do portentoso WTC.
Aí começaram as especulações, os comentários e as teorias conspiratórias mais absurdas do mundo (absurdas agora, naquele momento a força das imagens e o medo estampado na cara dos jornalistas da Platinada me faziam acreditar em tudo). Alguém lançou que haviam acabado de derrubar a Estátua da Liberdade, símbolo-mor da Terra das Oportunidades. Um outro garantia que um avião teria despencado sobre a Disney, exterminando milhares de vidas infantis. Ninguém percebia que no momento dos ataques os EUA haviam acabado de acordar _ e a Disney, assim como o World Trade Center, acabara de abrir as portas. Falava-se em 100 mil mortos, um pesadelo.
Liguei pra minha mãe, em pânico. Me sentia sozinha, desamparada, e se fosse para morrer em uma grande guerra nuclear, queria era estar ao lado dos meus. Desejei ardentemente voltar para casa. Mas não arriscaria tomar um avião. Não naquele momento...

7.9.07

O desfile cívico e a catapora

Não sou do tipo que pinta a cara de verde e amarelo quando insatisfeita com o governo. Também não me visto de Seleção em épocas de Copa do Mundo. Mas confesso gostar bastante do desfile cívico de 7 de Setembro, com todo aquele patriotismo - em outros momentos do ano engavetado - aflorando, ainda que de maneira tímida em Shark city. Adoro ver crianças e jovens representando suas instituições de ensino, acho bacana as coreografias ensaiadinhas das meninas de saia rodada e as evoluções das bandinhas marciais (mesmo que estas tenham nos infernizado meses antes do feriado).
Como bom refugiados que somos (sim, eu e marido fugimos assustados de nossa residência, ontem à noite, devido à maldita Chama, que vai me pagar o infortúnio com juros e correção), rolou de acordar diante da avenida mais movimentada da cidade, e utilizada como passarela para o desfile da Independência. Adoro.
Lembrei-me de mim mesma, há uns 20 anos (ou mais), enquanto me produzia, ansiosa, para meu primeiro 7 de Setembro. O tênis imaculadamente branco (naquela época era assim, hoje acho que não é mais), ligeiramente grande demais para meus pezinhos (coisa de mãe, pra aproveitar bastante, caso eu crescesse); o uniforme cheiroso e impecavelmente passado. Passava eu um pente pelos cabelinhos quando olho no espelho. Pintinhas avermelhadas, como num passe de mágica, tomaram conta de todo o meu ser. Era pinta do couro cabeludo até os dedinhos dos pés em tênis novos (incluindo partes pudentas). Diagnóstico: catapora.
Sério: nerd como era, chorei de soluçar com medo de perder pontos na média (era a ameaça, para comparecermos em massa) e triste por não participar desta festa tupiniquim. Não pude ir, minha mãe me deixou em casa, e iniciou os preparativos para o almoço do feriadão enquanto ouvia a rádio local, que informava o andamento do evento.
Só pude concretizar o sonho de marchar garbosamente pelo Centro de minha bela cidade azul um ano depois. Mas valeu muito a pena. Foi lindo de se ver. Os tênis? Sim, eram aqueles mesmos, jamais usados até então. Não disse que eram grandes demais?

4.9.07

Avalanche do ódio

Sempre quis ser rica. Para comprar bastante, de um tudo. Jeans, bolsas, sapatos, perfumes e make-ups. Presentes pra todos. Salmão no doncamilo dia sim, dia não. Sushi sem data comemorativa. Champã e vinho do bom na geladeira. Às vezes, no entanto, tenho desejos incontroláveis de ser MUITO rica. Para (que minha mãe não leia isso) parar de trabalhar. Porque - e aí vou chover no molhado - já disse isso várias vezes, eu adoro o que faço e já me readaptei a esta cidadezinha provinciana e azul no Sul do mundo. Mas há um problema: não suporto, não consigo aturar o convívio com gente incompetente, burra, limitada, preguiçosa e egoísta.
E se as características acima relatadas designassem apenas UM colega de trabalho, talvez o mundo não fosse um lugar tão amargo. Mas não. São dois. DOIS. Dois débeis mentais, absolutamente retardados, lesados, brutalizados, em permanente estado alterado de consciência, se é que vocês me entendem. E querem me dar ordens. E querem mandar. AHHHHHHHH, céus, como eu queria ser rica, beeeeem rica, pra mandá-los tomar no imundo buraco de seus cus.
E ó, enganem-se quem pensar que eu os odeio. É desprezo em seu mais puro grau. Só não quero ter o desprazer, nos próximos quatro anos de casa nesta boa empresa que me abriga, de ter que compartilhar tarefas com estas duas crias do Cão (não, Germana, não tô falando de ti!).
Digo mais: rehab neles. Urgente. Tenho nojo e preconceito de drug addict. Falei, pronto.

P.S.: dieta pegando fogo em seu segundo dia (tá, há dois meses disse que estava de dieta, mas marido anda tãããão relapso... agora é sério). Aí é só somar fome intensa + TPM brava + retardados no ambiente de trabalho = Cíntia pronta para saltar da janela do sexto andar.

31.8.07

Blog Day 2007


Há um ano estávamos, eu e Stellita, adentrando no mundo dos blogs (nossa iniciação foi em julho, I guess), e ambas fizemos posts sobre o Blog Day 2006, comemorado em todo o mundo no dia 31 de agosto - vejam só - pela semelhança pictórica da data (31/08) com a palavra blog.

Hoje comemoramos mais um Blog Day, nesta feita mais experimentadas com a ferramenta (mas nem tanto). A idéia (conforme inúmeros sites e blogs vistos hoje) é que cada blogueiro sugira cinco outros blogs legais, com breve resumo sobre cada um e o respectivo link. Acho bárbaro. Acho válido. Mas hoje é sexta-feira, e, pai do céu, temos que matar nosso leãozinho diário nesta agitada correria do dia-a-dia. Não foi desta vez (talvez durante a próxima semana).

Anyway, have a nice Blog Day neste fim de sexta-feira, que o dia foi árduo mesmo. Com direito a Chupa-cabras e tudo. Uhu (a história vem depois).

30.8.07

Caminhos do Coração

Já viram a nova novela (nova novela parece cacofonia) da Record, Caminhos do Coração? Nãããããoooooo??????? Não sabem o que estão perdendo. A soup opera é poesia pura, é luz, emoção e magia, é a arte do folhetim, é cultura pop em capítulos, é... A COISA MAIS TRASH que já vi na vida, ever. Na noite de quarta-feira sentei-me em frente à TV e, delicadamente, surrupiei o controle remoto de Caetano para zapear à vontade pela vasta programação da cable tv. Eis que me deparo com umas personalidades de além-túmulo, tipo Patrícia Travassos e André Debiasi, e páro tudo: era a tão comentada e esperada novela do canal do bispo. Caetano olhou-me atravessadamente, mas entendeu a boa causa e mergulhou em seu Moby Dick. Curti. Curti do primeiro ao último minuto da programação, salivei com os diálogos consistentes, com a riqueza do roteiro, com o primor de direção, e com o brilho e o carisma do rico elenco. Coisa linda de Deus. Claaaaro que estou sendo irônica. Caminhos do Coração é aquele tipo de programa que, de tão podre, tão absurdo, tão ruim, torna-se cult, imperdível, adorável. Vão lá, caros amigos, mergulhem na programação da Record todos os dias, às 22 horas, e deixem de lado a déspota da Rede Globo. Vale muito a pena. Para os não-iniciados, aí vai um resumo báááásico de tudo aquilo que vocês já perderam. Enjoy it!

Bianca Rinaldi (ex-paquita), de cabelo tónhónhóim molhado encharcando a regatinha, lamentando o chifre que levou do namorado junto à sua mãe (quem, quem?), Fafá de Belém, sempre bela. Fafá, que na novela é dona de um circo, para animar a filha começa uma lição de moral primorosa, com pérolas do tipo: "Se todo mundo risse mais, o mundo seria melhor".
O namorado de Bianca Rinaldi é galinha e explode de tesão quando vê a malabarista da tenda ao lado (ambos atores absolutamente desconhecidos). Eles começam o agarramento com muito tesão e calor na bacurinha, química pura, e o diálogo é mais ou menos assim:
- Você tá louco, fulano! Você tem namorada! (arfando e gemendo)
- Tô louco de desejo por vocêêêê... (gemendo e arfando muuuito)
- Você tá errado, você tá errado, você tá errado! (enquanto beija e geme muito de prazer)
A dupla é flagrada e o canalha, ainda de pinto duro, sai atrás da oficial, para se desculpar:
- Me desculpa, me desculpa, me desculpa! Eu te amo!
- Não!
- É que eu sou homem, pô. Não resisti!
- Não. Acabou para sempre.
Fim

Bom, todo mundo já sabe que a novela tem um circo completo, cópia barata do Cirque du Soleil, um bando de crianças mutantes (X-Man encontra Heroes) e um caso de criança roubada que 30 anos depois vai descobrir que era filha de um milionário, mas isso só no fim da novela. Aí vocês vão encontrar gente do naipe de Toni Garrido (como um palhaço), Alexandre Barilari (jura que não sabem quem é?), e até... tchamtchamtcham... PRETA GILLLLL! Me acabei. Preta Gil é uma bandidona, casada com o Tuca Andrada, que é bandidão. Eles são marginália mas moram num apartamento super bem decorado, o fino do brega.

Sabem quem também dá o ar da graça na superprodução? A pierçuda Karina Bacchi!!! De óculos, fazendo a intelectual. E o Cláudio Heinrich (não sei como escreve esta porra). O Claudinho vai fazer um gay, vai até beijar o namorado. Já li por aí que paquito (ou ex-paquito) e gay é pleonasmo.

Durante um momento de reflexão, pensando na vida, alguém solta esta: "Ahhh (suspiro profundo). Como diz um amigo meu, tudo na vida é passageiro. Menos o motorista e o cobrador". Sério, seríssimo.

Outra extraordinary fica por conta da lôca do edy do Leonardo Vieira. Ele faz o papel do pai de uma menina mutante. Estão os dois mais a mulher jantando num restaurante. Ele vai cagar no banheiro, a mulher come um bombom envenenado e cai dura no chão em dois segundos. Ninguém se mexe pra ajudar. O marido chega, tenta socorrer a mulher, mas ela diz que não, que sabe que vai morrer e quer dizer as últimas palavras. Só que estas últimas palavras duram uns 10 minutos, tempo suficiente pra mulher receber socorro e sobreviver. Mas ninguém socorre! Help! Como palavras finais, a mulher faz um discurso mais longo que os do Fidel com os do Chávez juntos. "Protege nossa filha! Descubra porque ela é assim, porque tem poderes especiais, porque é uma mutante!". Vira para a filha e continua: "Filha, obedeça seu pai, me desculpe por eu morrer e não te ver crescer". Sério. Vira para o marido, de novo. "Seja feliz. Eu tô partindo. Amo vocês. Bláblábláblábláblá", horas a fio. Aí morre, finalmente. Aí que o pessoal do restaurante esboça alguma reação. Entre eles, Gabriel Braga Nunes. E aí... a menina começa a gritar e todos os cristais, e taças, e janelas do restaurante explodem!

Ah, vai dizer que não é um espetáculo? Vai lá: "Caminhos do Coração", na Record, às 22 horas.

28.8.07

Barraco-mãe

É o que dá não abrir a embalagem do produto ainda dentro da loja. Dia desses, tio Crébinho, muito faceiro, dirigiu-se até a Americanas mais próxima e adquiriu o video-game dos sonhos, um Playstation. Além do aparelho, o moço aproveitou para levar duas fitas de games sensacionais (ao preço médio de R$ 100 cada). Embrulhou pra viagem e sartou fora, rumo a Cowsland, onde reside, no Sul deste Brasilzão de meu Deus. Até aí tudo bem (a la Amy Winehouse). A questão é que o tolinho, ao chegar no conforto de seu lar, descobriu que as caixinhas dos jogos estavam absoluta e completamente vazias, oquinhas da silva. Desespero na Zona Sul. "Manhêêêê!!!", gritou o moço, por telefone, à Madame Louise que, muito fina, mas sempre preocupada (mãe é mãe) pulou no pescoço da eterna hóspede Cíntia T. exigindo algumas explicação para o entrevero. Cíntia disse: "Deixa comigo!", e ligou para a Americanas, comunicando o fato. Ok.
Crébinho mandou as caixinhas vazias by sedex (R$ 18). As caixinhas chegaram. Acreditando que não iriam se expressar da forma mais convincente possível, já que são muito meigas, tímidas e delicadas, Madame e sua protegida, Déia, suplicaram à barraqueira Cíntia T. que esta fosse com ambas às Americanas e armasse um bafão exigindo a entrega efetiva das fitas. "Só porque somos pessoas de bem e de posses não quer dizer que vamos arcar com este enorme prejuízo, não é mesmo?", questionava Madame, enquanto se abanava com um leque de seda francesa.
Só para garantir o furdunço, Cíntia chamou a sertaneja Gê girl para apoiá-la. E assim rumou a comitiva ao Farol Mall: esta escriba, Gê, Déia e Madame, além de Rafa, a Cadela. Pronta pro crime, a jornalista chegou na Americanas chutando o balde. Chamou um mocinho simpático e explicou, com relativa civilidade, a situação. "Quero devolução djá!". Mesmo com tanta irracionalidade e virulência, a truculência de Cíntia fez com que a situação se mantivesse num impasse. Foi quando uma cabocla muito da enfezada baixou na distinta figura de Madame. "Escuta aqui, rapaz! Eu vou é pôr no jornal e na rádia já! Meu filho gastou R$ 50 (!!!) em sedex pra mandar estas caixas pra cá, exijo um ressarcimento!", trinou suavemente Madame Louise no meio de uma Americanas lotada e paralisada, em choque. Déia, que não perde em classe e elegância, fez coro: "É isso aí, quebra tudo, avaí, queremos nosso dinheiro!".
Despreparadas para todo este randevú desproposital, Cíntia T. e Germana girl põem os rabitos entre as pernocas e saem batidas, algo entre o roxo e o púrpura de puro constrangimento. Não foi surpresa, no entanto, momentos depois, encontrar Madame e Déia, dirigindo-se ambas ao motorista, que as esperava frente ao shopping, carregadas com sacolas cheias de toalhas, potes de vidro e CDs de R$ 9,99 do Kalypso, um patrocínio das Americanas. "Não disse que eu recuperava o dinheiro?", declarou Madame, desafiante.

Apelidos (primeira parte)

Inicio agora a série sobre apelidos macabros que escolhemos para nominar certas criaturas que marcaram (ou não) definitivamente nossas vidinhas. Dispenso saber os apelidos que eventualmente já inventaram para mim. Esta história é sobre Podrinho, que Deus a tenha (hahahaha).

Eu não lembro direito do nome da moça. Sei que estudamos juntas por longo, longo tempo, aqui mesmo, em Shark city. Demos a ela, eu e uma amiga inseparável de ocasião, o sugestivo apelido de "Podrinho" - apelido este que, deuzulivre, jamais caiu em ouvidos alheios além dos nossos. Podrinho não era bonita. Não era brilhante, nem popular. Não era rica ou boazuda. Era, aliás, bastante medíocre, principalmente porque, numa vã tentativa de se livrar da mediocridade que a azucrinava, vivia babando o ovo das meninas bonitinhas e pops da escola. A filha da diretora, a campeã do time de vôlei, a que tinha namorado aos 12 anos, a que já transava, enfim, Podrinho queria freqüentar, queria ser alguém.
Corria à boca pequena, no entanto (e cidade pequena, todos sabem, é o inferno para os que têm algo a esconder) que a família de Podrinho era a maior velhaca da praça. Num dia, chegava o caminhão da Koerich abarrotado de mesas, sofás e camas. No outro dia, lá vinha o caminhão da Koerich levar tudo de volta. O telefone era cortado um mês sim, um mês não. A casa, óbvio, num bairro sofisticado, era alugada. Mesmo assim Podrinho exigiu uma festança para comemorar seus esquecíveis 15 anos (uó), com pompa e circunstância. Valsa com amigas, dois vestidos, Termas da Guarda.
Podrinho se achava a tal. Mas não tinha grana pra ir ao dentista e consertar o dentão podre e enegrecido bem na parte fronteiriça de sua lata amassada. A menina até desenvolveu o hábito de rir com a mãozinha tapando a boca. E mantendo a pose, sempre. Pensando em Podrinho agora, vejo que ela era um resumo mal-lapidado de uma sharkcitiana padrão. Verniz por fora, podridão por dentro. Em todos os sentidos. Como se fosse diferente em outros centros urbanos...

P.S.: em breve, a história por trás de "Ardida"